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  • PSOL Camaçari (BA) realiza atividade sobre intervenção militar

    Na tarde de 07 de junho, o PSOL Camaçari realizou no centro da cidade uma exposição de fotos com objetivo de informar as pessoas sobre o que significa uma intervenção militar. A atividade mostrou fotos chocantes tanto do período da ditadura militar, como também cenas da recente intervenção militar no Rio de Janeiro.

    Muitos jovens que saiam das escolas naquele horário passaram pelo local. Muitos trabalhadores do centro de Camaçari também. O povo pode ter contato com um pouco dessa história.

    Atualmente várias pessoas defendem uma intervenção militar nas redes sociais sem saber de fato o conteúdo trágico dessa proposta. Essa pequena exposição serviu para iniciar esse debate educativo com a população da cidade. É uma iniciativa que poderia ser seguida em outras cidades e regiões. É decisivo mover uma campanha de conscientização da população brasileira.

    *Matheus Quadros é presidente do Diretório Municipal de Camaçari (BA).

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    Intervenção militar nunca irá garantir democracia e fim da corrupção


  • Acampamento de Jovens Anticapitalistas, organizado pelo Afronte!, aprova carta à juventude brasileira

    Entre os dias 01 a 03 de junho aconteceu na Universidade Federal Fluminense, em Niterói – RJ, o Acampamento Nacional de Jovens Anticapitalistas: Resistir Sem Medo. Primeiro acampamento nacional organizado pelo Afronte!. Foram três dias de intensos debates políticos sobre conjuntura, anticapitalismo, opressões, trabalho de base, além de contar com uma grande Roda Vida com o pré-candidato a Presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos. Ao final do encontro, os cerca de 400 jovens  presentes aprovaram a “Carta de Niterói”, sintetizando as principais tarefas políticas para a juventude na atual conjuntura. Confira:

    CARTA DE NITERÓI

    Desde a fundação do nosso movimento, cantamos em muitas atividades o grito “Afronte! É guerra!”. Após 3 dias de Acampamento Nacional de Jovens Anticapitalistas, entendemos mais profundamente o que isso significa. Convivemos e compartilhamos ideias, rimas, debates, resistências, risadas, dificuldades, aprendizados e solidariedade, que nos fortaleceram para organizar a batalha.

    Apontaremos nossas armas contra aqueles que querem vender o nosso país, oprimir nossos irmãos e irmãs, destruir a educação e os serviços públicos, privatizar a Petrobrás, exterminar a esperança que tem rosto de mulher, negra, bissexual e favelada. Estamos contra os donos do poder que ditam os mandamentos do lucro acima da vida. Somos anticapitalistas. Somos 99% contra o 1%. Não descansaremos até a destruição de toda a exploração, opressão e exclusão que vive nosso povo, através da luta radical pela transformação do futuro.

    O mundo capitalista vive uma das maiores crises de sua história e querem que a juventude e os trabalhadores paguem por ela. O desgoverno de Michel Temer abre portas para o retrocesso, aplicando um projeto político e econômico ditado pelo imperialismo. Quem ganha são os bancos, o agronegócio, os tubarões do ensino, e quem perde são as universidades e hospitais públicos, a periferia, os indígenas, as LGBTs, as mulheres e o povo negro.

    Junto com os retrocessos, o golpe fortaleceu uma nova direita em nosso país. Cinquenta anos depois do AI-5 e da morte do Edson Luís, há quem se sinta a vontade para defender a volta da ditadura. Vimos milhares irem às ruas organizados pela FIESP e novos movimentos de direita. Sob o pretexto do combate à corrupção, disputam uma saída reacionária para crise disseminando preconceito e ódio nas ruas e redes. Fazem isso através de seus representantes, como os “heróis da pátria” Moro e Bolsonaro, ou agrupamentos como o MBL. Dizem representar uma nova política, porém suas ideias retrocedem o país aos tempos da Casa Grande.

    Sem medo, a nossa juventude não foge da luta. Nosso movimento foi forjado nas ocupações de escolas e universidades no final de 2016, que enfrentaram a PEC do Fim do Mundo. Estivemos presentes na histórica Greve Geral de 28 de abril de 2017. Acreditamos na força da unidade das lutas da juventude e dos trabalhadores para combatermos todos os retrocessos e enfrentar a extrema direita. Construímos a Frente Povo Sem Medo, organizamos o movimento estudantil a partir de novas práticas, participamos de cursinhos populares e grupos de periferia que tem a arte como ferramenta de luta, nos auto-organizamos como mulheres, negras e negros e LGBTs para combater a opressão.

    Agora, estamos diante de um novo desafio, que é construir de norte a sul do país, em cada bairro, escola, universidade, a campanha de Guilherme Boulos e Sônia Guajajara. Só iremos transformar o Brasil aliando nossas ideias com a luta direta, como fazem os movimentos sem teto e indígena. Sem fazer aliança com partidos da direita e representantes do capital, a Frente Politica e Social entre MTST, PSOL, PCB e APIB representam uma alternativa política com um programa de enfrentamento às ideias reacionárias e supera a ilusão de que é possível “governar para todos”. Esta campanha, portanto, vai além da votação de outubro; serve pra renovar a esperança em nossas próprias forças.

    Com satisfação, voltamos para nossas cidades com muita disposição de organizar a luta e construir nosso movimento. São inúmeros os desafios. Não deixaremos que privatizem as universidades públicas e acabem com a assistência estudantil. Queremos ampliação da política de cotas e medidas de combate às fraudes. Nos somaremos à construção das Marchas da Maconha e à luta antiproibicionista. Afrontaremos, todos os dias, o machismo, o racismo e a LGBTfobia. Lutaremos ombro a ombro com o movimento dos sem teto, sem terra, do sindicalismo independente. Estaremos nas periferias construindo política através da arte e cultura de resistência. Vamos Sem Medo multiplicar os Grupos de Ação da campanha de Boulos e Sônia. Resistiremos a todas as medidas do governo golpista de Temer, como a Reforma Trabalhista, da Previdência e a tentativa de privatizar as estatais. Seguiremos afrontando todo o conservadorismo e retrocesso em nosso país! Este é o nosso compromisso. Paz entre nós, guerra aos senhores!

    03 de Junho de 2018

     

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    Acampamento reúne centenas de jovens anticapitalistas em Niterói (RJ)

  • Boulos à juventude: “Nossa campanha vai ser a campanha do movimento, do ativismo”

    No acampamento do Afronte, pré-candidato fala de muros, psicanálise e palpita sobre a Copa

    Guilherme Boulos, coordenador nacional do MTST e pré-candidato a Presidência da República, participou na manhã deste sábado (02) de uma sabatina no Acampamento Nacional de Jovens Anticapitalistas, em Niterói (RJ). Ele apresentou os objetivos da sua pré-candidatura e de Sonia Guajajara, falou sobre política e economia, mas a temática foi muito além, tratando de temas como opressões, psicánalise, meio ambiente, transporte e integração latino-americana, em um formato semelhante ao programa de entrevistas de TV. Ao final, na despedida, Boulos agradeceu pelo excelente debate e brincou: “As perguntas desse Roda Viva do Afronte foram muito mais interessantes do que as do roda viva da TV”.

    Boulos falou sobre psicánalise, atividade que exerce junto com a militância e as aulas. Citou o período que esteve na Argentina, em 2001, logo após o Argentinazo. Lá ele conviveu com os movimentos de bairro, com os grupos piqueteiros, que haviam liderado a revolta que derrubou três presidentes do País em poucas semanas. “Eu conheci um projeto muito interessante, de um coletivo de psicanalistas que atendia militantes em uma região na cidade, onde havia acontecido um massacre, com duas mortes. Era um trauma, e esse grupo atendia e cuidava destes militantes”, recorda.

    “As pessoas não se movem apenas pelas ideias, pela racionalidade. Têm sentimentos, um monte de coisas”. Ele anunciou que a campanha também irá tratar de temas como depressão e suicídio, que são temas coletivos, relacionados à falta de perspectivas. “É preciso acolher as pessoas. Isso é algo que as igrejas evangélicas fazem muito bem. E nós, da esquerda, temos que deixar de olhar com preconceito”, refletiu.

    Ele falou sobre a necessidade da campanha “atravessar os muros”. “Precisamos parar de falar para nós mesmos. Temos que falar com o eleitor da periferia que está dizendo que vai votar no Bolsonaro. A fórmula de chamar essa pessoa de fascista, não passará, não resolve. Fascista é o Bolsonaro. Essas pessoas estão sem perspectivas, sem esperanças, e em parte porque a esquerda não foi capaz de apresentar saídas, um programa.”

    VÍDEO: Assista a entrevista completa no facebook do Esquerda Online

    Falou ainda sobre política externa, criticando a presença no Haiti e fez questão de se diferenciar dos governos petistas. “Nossa política de integração não pode ser pensada apenas como integração econômica, discutir pauta de exportação… Temos que pensar além. Precisa ser pensada como uma integração entre os povos, cultural, política e solidária. Temos que reverter a política entreguista de Temer, mas o Brasil não pode usar a sua liderança para aspirar a um papel de subimperialismo”, afirmou.

    Guilherme aproveitou uma pergunta sobre meio ambiente para debater o modelo de desenvolvimento do País. “O período de mais crescimento foi o milagre econômico na ditadura. Mas foi quando mais se concentrou renda, de mais destruição das populações… Precisamos de um modelo de desenvolvimento que respeite indígenas, quilombolas e as populações tradicionais. Não pode ter uma grande obra que os afete, sem diálogo, sem acordos.”

    Ele citou a importância de ter Sonia Guajajara, da APIB, como companheira, pela primeira vez uma mulher indígena na chapa, e criticou a destruição da Amazônia, os alimentos transgëncios e o agronegócio. “Ao contrário do que diz o agropop, esse modelo não é bom para o país. Setenta porcento dos alimentos vem da agricultura familiar. Precisamos da reforma agrária”.

    “É evidente que a gente quer a melhoria do pais. Mas não queremos um modelo de desenvolvimento a qualquer custo, que sirva apenas ao mercado” E prosseguiu, criticando, sem citar, o programa da candidatura Ciro Gomes (PDT). “Nosso modelo é um contraponto a visões desenvolvimentistas que falam em gerar emprego, mas que a fórmula é a mesma da ditadura militar”.

    Ele convocou a juventude a discutir o projeto e falou da importância da candidatura do PSOL, PCB, MTST e APIB. “A diferença começa no nosso jeito de fazer campanha. Nossa campanha vai ser a campanha do movimento, a campanha do ativismo. Nós vamos ter que reencantar as pessoas, discutir pautas, discutir um projeto que não vai terminar em outubro deste ano, que não tem data de validade. Queremos um projeto para a próxima geração. Queremos disputar essa eleição, ocupar cada espaço, mas não queremos apenas isso. Mesmo que a gente vença, a gente não governaremos sem os trabalhadores organizados, sem lastro. Nossa responsabilidade é plantar uma semente enorme, que vai colher frutos nesta eleição e sobretudo na reorganização de um projeto de esquerda do Brasil.”

    Ao final, Guilherme ainda foi surpreendido por um pingue-pongue, com dez perguntas, que respondeu rapidamente, demorando um pouco mais apenas para responder sobre um acontecimento que marcou a sua vida (Pinheirinho) e se o Brasil vai vencer a Copa do Mundo. Confira abaixo as respostas.

     

    Perguntas para Boulos

    Um(a) revolucionário(a) – Che Guevara
    Um livro – As Veias Abertas da América Latina (Galeano)
    Um acontecimento político que te marcou muito – Os últimos meses foram repletos de acontecimentos importantes… Mas um que me marcou foi o despejo da Ocupação Pinheirinho, em São José dos Campos, em 2012.
    Seu time – Corinthians, claro.
    O Tite vai trazer o hexacampeonato? – Humm… Sim, vai trazer.
    Um artista – Férrez
    Comida preferida – Feijoada
    Bebida – Cachaça
    Gênero musical – Samba

     

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    Acampamento reúne centenas de jovens anticapitalistas em Niterói (RJ)


  • PSOL RJ aprova apoio à greve nacional petroleira

    MOÇÃO DE APOIO À GREVE NACIONAL PETROLEIRA
    O PSOL no Rio de Janeiro vem, por meio desta, se somar a greve petroleira, a ser realizada a partir do dia 30/06/2018.
    A política de preços dos combustíveis e a privatização da Petrobrás são fatos rejeitados pela população brasileira e devem ser combatidos com toda a força.
    Os aumentos sucessivos na gasolina, diesel e gás de cozinha corroem o já escasso orçamento das famílias trabalhadoras, já bastante castigadas pelo enorme desemprego. Além disso, escancarou as portas do país para a importação de combustíveis do exterior, reduzindo a produção nacional e agravando ainda mais o desemprego e fragilizando a Petrobrás, que vem perdendo mercado a passos largos.
    Para piorar, o governo ilegítimo de Temer, através do presidente da Petrobrás, Pedro Parente, tem feito da nossa petroleira um balcão de negócios fáceis para as companhias internacionais. Agora, quer acabar de vez com a preponderância da Petrobrás no Brasil ao anunciar o Interesse de vender o controle de 4 refinarias: REFAP (RS), REPAR (PR), RLAM (BA) e RENEST (PE).
    O PSOL é terminantemente contrário a essa política que ameaça a soberania nacional. Defendemos uma Petrobrás 100% estatal, a serviço do desenvolvimento social e econômico do país, que atue com responsabilidade ambiental, buscando soluções para uma nova matriz energética. Por isso, apoiamos integralmente a greve petroleira e nos somamos a ela.
    Por combustíveis mais baratos;
    Contra o desmonte da Petrobrás e pela sua reestatização;
    Não à venda das refinarias;
    Fora Parente!
    Fora Temer!
  • Conferência do M-LPS aprova unificação com a Resistência

    Nos dias 25, 26 e 27 de maio de 2018, em São Paulo e Praia Grande (SP), se realizou a Conferência do Movimento Luta Pelo Socialismo (M-LPS), com delegados eleitos pela sua militância. Uma delegação da Resistência esteve presente nos debates. A Conferência se realizou em um importante momento da luta de classes, com a greve dos caminhoneiros.

    A Conferência se chamou Humberto Belvedere, em homenagem a este camarada, militante desde o início dos anos 1960, fundador e um dos principais animadores e dirigentes do M-LPS, que faleceu pouco tempo após a constituição da organização.

    A abertura foi no Sindicato dos Vidreiros do Estado de São Paulo, na região central da capital. Apesar da difícil locomoção devido ao desabastecimento e da falta de transporte público, mais de 50 pessoas participaram do ato de abertura da Conferência.

    As boas vindas e a abertura foram feitas pelo camarada Miranda e a direção da mesa pela camarada Vera Lucia, de Joinville, ambos da Coordenação Nacional do M-LPS.

    Além dos militantes da organização, havia uma representativa delegação da Resistência e a Conferência recebeu saudações de organizações de outros países: MAS (Movimento Alternativa Socialista), de Portugal; “The Struglle” (A Luta), do Paquistão; Jornal Revolução, do México; “Left Horizons” (Horizontes de Esquerda), do Reino Unido; “Socialisten”, da Dinamarca. Da Argentina, o camarada Bob, dirigente da organização Nuevo Mas, fez uma saudação durante o ato. Também enviaram saudações o MTST e a Insurgência, corrente do PSOL.

    E no ato de abertura tomaram a palavra e saudaram a Conferência os camaradas Marcos, da LSR, Renato, pela corrente Socialismo ou Barbárie e João Zafalão, pela Resistência. Também tomaram a palavra, os militantes do M-LPS: Helder Rocha, pré-candidato a deputado federal em Pernambuco, Almir Maciel, diretor do Sindicato dos Vidreiros, Ellen Coelho, da Executiva do PSOL de Caieiras (SP) e Rosalvo Cardoso, operário químico de São Paulo. Após as intervenções, o camarada Miranda encerrou agradecendo a participação de todos e todas, analisando a grave situação da conjuntura e desejando uma ótima Conferência.

    No sábado e domingo, a pauta foi Conjuntura Política Internacional e Nacional, o trabalho na classe operária e o futuro político do M-LPS. A Conferência discutiu e aprovou por unanimidade a Carta de Princípios e o Estatuto, que tinham sido definidos pelo Congresso de Fusão NOS-MAIS, que deu origem a Resistência.

    Ao final, os delegados aprovaram a unificação do M-LPS com a Resistência, que se organiza como uma corrente do PSOL. A partir desta decisão, vamos concluir o processo de unificação completa entre as duas organizações.

    Essa unificação se dá em bases sólidas, tanto políticas, programáticas e de concepção, após um ano de intervenção em comum na luta de classes, nos debates do PSOL e na confluência de análises teóricas. Além da aprovação comum da Carta de Princípios e do Estatuto, foi acertado também um Protocolo de Unificação. Abaixo, reproduzimos os principais pontos deste protocolo.

    O M-LPS e a Resistência consideram sua unificação um passo à frente na reorganização dos revolucionários brasileiros. Enxergamos nossa unificação como um pequeno, mas importante passo no caminho de lutar pela construção e fortalecimento de uma organização socialista e revolucionária.

    Sabemos que ela não encerra a tarefa fundamental de seguir batalhando para superar a dispersão dos socialistas revolucionários. Portanto, vamos seguir abertos para a discussão com outros setores da esquerda socialista brasileira e de outros países.

    A concretização da nossa unificação vai fortalecer a militância das duas organizações. Estaremos mais fortalecidos para seguir e ampliar a nossa atuação no movimento da classe trabalhadora, da juventude e do conjunto dos explorados e oprimidos.

    Mãos à obra!

    28 de maio de 2018.

    Movimento Luta Pelo Socialismo (M-LPS)
    Resistência

     

     



    PROTOCOLO DE UNIFICAÇÃO DO M-LPS COM A RESISTÊNCIA
    (extratos):

    “1. Este Protocolo tem como objetivo organizar a unificação do M-LPS com a Resistência, surgida da fusão entre a NOS e o MAIS; 

     2 – Nossa unificação se dá, principalmente, a partir do acordo com a Carta de Princípios, o Estatuto e o Manifesto de Constituição da Resistência. 

    3 – Além do acordo com os documentos fundamentais da Resistência (Carta de Princípios e Estatuto) destacamos abaixo acordos importantes sobre temas que foram discutidos entre nós, durante o período de discussões e atividades comuns de nossas organizações: 

     a- Sobre nossas relações com outras organizações Internacionais: 

     Coerente com o nosso princípio internacionalista, lutaremos pela construção de uma nova Internacional Marxista Revolucionária. Em nossa concepção sobre uma nova organização internacional, não é necessário que todos se considerem trotskistas. Reivindicamos o legado histórico dos quatro primeiros congressos da Terceira Internacional e as posições programáticas fundamentais e documentos da IV Internacional; 

    Ainda estamos em uma fase exploratória no terreno da organização internacional. Portanto, não devemos tomar uma decisão precipitada sobre entrar em alguma Corrente Internacional hoje constituída ou mesmo nos declarar como uma organização / corrente internacional acabada; mas, que este debate deve entrar em pauta em um período que ainda não foi definido, pois não concordamos com a ideia de nos construirmos como uma organização apenas nacional; 

    No terreno das organizações internacionais, manteremos a construção e fortalecimento iniciais de uma coordenação internacional entre a Resistência com os camaradas do MAS de Portugal; 

    Os camaradas que construíram o M-LPS também mantém relações fraternais e de troca de experiências, nos termos dos pontos anteriores, com organizações e militantes em outros países. 

     b- Sobre o Programa marxista para as lutas contra as opressões:  

     . Os marxistas revolucionários – a Resistência e o M-LPS tem acordo com isso – e consideram uma questão de princípios a luta contra as opressões, sejam elas o machismo, o racismo, a LGBTfobia, a xenofobia, regionais, etc., portanto, que as lutas dos oprimidos não podem ser relegadas a segundo plano em nossa intervenção política e em nosso programa; 

    . Como afirmado na Carta de Princípios da Resistência, o sujeito social da libertação dos oprimidos é a classe trabalhadora, mas evidentemente os oprimidos devem ter protagonismo de vanguarda nas suas lutas; que a libertação dos oprimidos só pode estar colocada em uma sociedade sem classes sociais. No programa para as lutas contra as opressões deve se colocar sempre a questão de classe. Neste sentido teremos o compromisso de realização de um novo seminário sobre o tema de opressões antes da realização do congresso de 2019, onde poderá ser compartilhado o acúmulo ao qual chegou a Resistência sobre o tema e buscaremos avançar na criação de um programa marxista sobre o tema das opressões; 

    . A questão da dependência as drogas não é um tema de repressão policial e judicial, mas sim de saúde pública; desta forma deve ser tratado com rigor científico que os marxistas conferem à elaboração dos demais tópicos de seu programa e buscar fundamentação nas descobertas e pesquisas comprovadas sobre o tema, quer do ponto de vista das abrangências e consequências das políticas de descriminalização e redução de danos, quer das pesquisas que demonstrem as consequências e impactos na saúde dos adictos; 

    . A Resistência tem um acumulo de discussão e tradição na defesa das cotas raciais nas universidades etc. e a questão da legalização das drogas. Os camaradas do M-LPS não defendem estes pontos programáticos. Mas, os camaradas aceitam militar em uma organização que defenda estes pontos, desde que exista espaço para debates internos permanentes sobre estas polêmicas – o que já está garantido na proposta de estatuto da nova organização. 

     c- Sobre a relação com as centrais sindicais: 

     . A Resistência tem sua atuação sindical junto a construção da CSP Conlutas, especialmente através do bloco de oposição “SOMOS T@DOS CSP CONLUTAS”; 

     . Os camaradas do M-LPS terão direito a seguir atuando na CUT; 

     . O I Congresso da Resistência, já indicado para o segundo semestre de 2019, fará uma nova avaliação sobre o nosso projeto sindical comum; 

     . Ainda antes do I Congresso, em um Seminário ou em uma Plenária Nacional Sindical, a Resistência discutirá a atuação no movimento sindical e a proposta dos camaradas do M-LPS da construção de uma corrente (frente ou espaço) sindical comum, onde atuem entidades, movimentos e ativistas, independentemente de sua filiação a uma central sindical. 

     

    4 – Fica garantido aos camaradas oriundos do M-LPS a possibilidade de realizar uma reunião ou encontro onde possam realizar um balanço do processo de unificação. No mesmo, os militantes buscarão um balanço político da integração entre as organizações e como estas impulsionaram a construção de uma organização comum sob a mesma base política e se o processo apresentou a necessidade de discussão mais aprofundada de algum tema inicialmente não contemplado no processo de discussão entre as organizações que antecedeu a unificação. 

     5 – A partir da concretização final da unificação, toda centralização política passa a se dar pela Direção da Resistência e todos os militantes, garantidos seus direitos democráticos de expressão interna pelo estatuto e por correio interno, quando um tema ou polêmica se fizer necessário, atuarão conjuntamente, integrando-se os militantes do M-LPS às respectivas regionais e ou núcleos da Resistência e dissolvendo suas instâncias, organismos e finanças independentes. 

     6. A unificação e, portanto, a integração plena do M-LPS à Resistência, está baseada em sólidos acordos de princípio. Portanto, será fundamental que os quadros oriundos do M-LPS sejam incorporados nas equipes, comissões de trabalho e nas direções das regionais onde estiverem presentes, a partir de discussões que já se iniciaram entre as direções das duas organizações. Na conclusão positiva deste processo de unificação, os camaradas do M-LPS indicarão membros para organismos de direção nacional e outras equipes nacionais da Resistência.

     

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  • Nota do PSOL sobre a disparada do preço dos combustíveis

    Desde que a direção da Petrobrás, sob a condução de Pedro Parente, adotou a atual política de preços, em julho de 2017, a gasolina vendida nas refinarias já sofreu 50,04% de aumento, o diesel 52,15%, enquanto o gás de cozinha encareceu 67,8% somente no ano de 2017, obrigando mais de um milhão de domicílios a adotarem a lenha ou o carvão para cozinhar.

    O governo Temer não se cansa de golpear o povo brasileiro através de uma política econômica recessiva que reduz salários, reformas que retiram direitos trabalhistas e congelam investimentos em políticas sociais e entrega do patrimônio público às multinacionais e ao mercado financeiro. São 13,7 milhões de desempregados segundo o IBGE, acompanhados de uma queda na renda média das famílias e na piora do acesso ao atendimento dos serviços públicos.

    Essa política está perfeitamente alinhada com os planos de Michel Temer de submeter as estatais ao controle privado e avançar na desnacionalização da economia. Pedro Parente, na condução da Petrobrás, está aplicando um programa que pretende entregar US$ 21 bilhões de patrimônio ao capital privado somente entre 2018 e 2021. O anúncio da venda de quatro refinarias e 12 terminais, feito no último mês de abril, é parte deste programa. Outra parte é a entrega de fatias cada vez maiores do mercado de abastecimento de combustíveis às importadoras, através da subutilização de suas refinarias e do aumento do preço para compensar a perda de mercado.

    Em um país completamente dependente do transporte rodoviário para a circulação da produção agrícola, industrial, das importações e da circulação de bens de consumo, o aumento drástico dos combustíveis impacta diretamente os setores mais pobres da população, a classe trabalhadora e os setores médios. Isso se dá através do aumento do preço dos alimentos, das passagens de ônibus, e também do custo do transporte individual, infelizmente estimulado pela carência de transporte público de qualidade nas médias e grandes cidades do país.

    O aumento quase diário do preço do diesel foi estopim para a deflagração da greve nacional dos caminhoneiros, que cresce desde a última segunda-feira (21) e já provoca grandes impactos com a paralisação de estradas, portos, e já começa a afetar a circulação de bens de consumo, a capacidade de abastecimento e o escoamento da produção dos mais diversos segmentos.

    O PSOL reconhece a legitimadade da reivindicação dos caminhoneiros pela redução do preço dos combustíveis e anulação dos aumentos praticados sob a política de preços livres. A defesa da democracia, da soberania nacional e o fortalecimento das organizações da classe trabalhadora devem estar associados ao repúdio da atual política de aumento de preço dos combustíveis, levada adiante por Pedro Parente e sua política entreguista.

    De outro lado, a isenção de impostos para a redução do preço da gasolina e do diesel beneficia capitalistas e grandes empresários do setor de petróleo. Por isso, defendemos o fortalecimento da Petrobrás e a retomada do controle estatal da produção, refino e distribuição de petróleo, para reverter a política de preços de Temer. A reestatização plena da companhia é a única forma de reverter a atual situação e dar respostas à população de conjunto.

    Por tudo isso, são fundamentais iniciativas para unificar a luta dos caminhoneiros com a movimentação dos trabalhadores da Petrobrás, que estão organizando para os próximos dias uma greve nacional contra a atual política de preços e o desmonte da estatal. Os trabalhadores da Eletrobrás também estão organizando uma greve contra a tentativa de privatização da empresa, que certamente também resultaria em fortes aumentos no preço da energia elétrica, e devem unificar as suas ações com os petroleiros. Os Correios também são alvo de Temer, que acaba de anunciar a intenção de fechar mais de 500 agências e demitir mais de 5.300 fucionários.

    As Centrais Sindicais, a Frente Povo Sem Medo e a Frente Brasil Popular devem unificar as lutas contra o desmonte do estado brasileiro e a desnacionalização de nossa economia. É fundamental a unidade das mobilizações dos trabalhadores num grande dia de lutas contra os planos entreguistas do governo Temer, reunindo entidades de classe, partidos e frentes e incentivando as iniciativas dos trabalhadores.

    Executiva Nacional do PSOL

    24 de maio de 2018

  • Conferência do M-LPS debaterá unificação com a Resistência

    Nos próximos dias 25, 26 e 27 de maio, o M-LPS (Movimento Luta Pelo Socialismo) realizará a Conferência Nacional Humberto Belvedere in memoriam. A abertura da Conferência será em ato público aberto no dia 25 de maio, a partir das 19h, na sede do Sindicato dos Vidreiros do Estado de São Paulo (Av. Rangel Pestana, 1.189, Brás).

    O nome da Conferência é uma homenagem ao camarada Humberto Belvedere, fundador do M-LPS, que faleceu alguns meses depois da constituição da organização. Bel, como era chamado,  era um veterano militante, desde a década de 1960, e fonte de inspiração para a organização, que tem atuação em diversos estados do País e constrói o PSOL.

    A Conferência debaterá a situação política nacional e internacional, balanço, perspectivas e a proposta de unificação com a mais nova organização da esquerda socialista no Brasil, a Resistência. “Após um ano de existência e tendo participado das principais lutas neste período, é hora de fazer um balanço e discutir o futuro numa complexa conjuntura nacional e internacional”, anuncia a convocatória da Conferência, no site do M-LPS.

    O M-LPS foi formado em maio de 2017, dois meses após uma ruptura com a organização Esquerda Marxista. Desde então, a organização manteve um processo de debates e de produção de textos em conjunto com o MAIS e a NOS, organizações que se fundiram em 30 de abril, para formarem a Resistência.

    Pouco depois do Congresso de Fusão, o MLT (Movimento de Luta dos Trabalhadores), organização de jovens trabalhadores e estudantes de São Paulo, aprovou o ingresso na Resistência.

    FOTO: José Carlos Miranda, do M-LPS, no ato político de lançamento da Resistência

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    Nasce a “Resistência”, nova organização política da esquerda brasileira

  • IT IS TIME FOR RESISTANCE!

    It is needed to transform life to sing it then
    Foundational Manifesto of Resistência, internal tendency of PSOL (Brazil)

    “Rise, like lions after slumber
in unvanquishable number!
Share your chains to earth like dew
Which in sleep had fallen on you:
You are many – they are few!”

    Percy Shelley (1819)

    We live in times of walls and fears 

    The Mozambican writer Mia Couto reminded us, years ago, that we live in dark times, surrounded by fear and the walls that split national borders and divide social classes. In his words, “under the same grey clouds we all live, from the South and the North, from the West and from the East.” Quoting Eduardo Galeano, he states: “Those who work are afraid of losing their jobs. Those who do not work are afraid of ever finding one. When they are not afraid of hunger, they are afraid of food. Civilians are afraid of the military, the military fear the lack of weapons, the weapons are afraid of the lack of wars”. And he adds:” there are those who fear the end of fear.”

    In its continuous effort to overcome its unbearable contradictions, capitalism strikes in the bloody paths of wars and social devastation. Dropped bombs and civil wars sponsored by the capitalist powers in the South of the Globe killed hundreds of thousands, not only directly by the weapons but also by the violence of hunger, drowned under the seas or killed at borders in desperate attempts to migrate. The violence of capitalism in the rich countries welcomes refugees and migrants with xenophobia and racism. But it also does not spare the nationally born people, as austerity policies remove rights and push into poverty ever growing layers of the working-class, even at the “most developed” nations. But if the situation is disastrous for 99% of the population, for the embodiment of capitalism – the bourgeoisie – it is very profitable: 82% of the world’s wealth produced in 2016-2017 was seized by the richest 1% of the population. “capital is dead labour, which, vampire-like, lives only by sucking living labour, and lives the more, the more labour it sucks,” as Marx explained a century ago.

    Thus, where conventional warfare is not necessary, social war continues draining the blood of the working class. In Brazil’s recent years, unified around the agenda to quickly carry out the deepest attacks over the working class, the bourgeoisie mobilized middle-class sectors under the motto of “fighting against corruption” to support a parliamentary coup, leading to the government Temer and his allies, committed to apply the most devastating austerity agenda. Two years after coming to power, Brazil has over 13 million unemployed, with a quarter of the population living below the poverty line and the average salary of the employed falling significantly – more than half of them earning less than the minimum wage per month.

    Within the framework of that general setback, Temer government has unparalleled low approval ratings, but it sustains itself by attacking the most elementary democratic freedoms and deepening the violence usually assumed by class domination in Brazil. Decades of “war on drugs” have resulted in a historically continued growth of violence, and not on its end. And that especially happens against the most precarious and pauperized fractions of the working class (mostly black) which lives in the favelas and outskirts of the big Brazilian cities. These are the ones who make up most of the tens of thousands murdered every year (many of them by the police) and many of the 700,000+ members of a prison population growing every year. Those daring to raise their voice against this jailing and killing machine created and fed by the state, are also targeted by it. The political assassination of the city councilwoman Marielle Franco was the most shocking example of the rising level of the old practice of murdering indigenous, landless, homeless, urban and rural leaders and activists from the most different social movements.

    In the name of a supposed fight against corruption and urban violence, we are witnessing the most absurd legal manoeuvres that revoke elementary civil rights. We have also observed, since the last decade, the increasing use of the armed forces for public security tasks, culminating in the recent enactment of a federal military intervention in Rio de Janeiro, in a repressive escalation that enhances the shielding of the Brazilian democratic regime against any manifestation of unrest of the exploited and oppressed, once again revealing the autocratic face of bourgeois domination in the country.
    Corruption and violence have been invoked by the far-right, especially one with a clear fascist inspiration, with growing ability to mobilize, becoming more audacious on its violent actions – against the oppressed sectors and the representations of the left and social movements – as well as more ambitious in their political-electoral claims. They are fed by fear.
    We, however, are not afraid of the end of fear.

    We are many, they are few

    We are part of the 99%. We are many, they are few. That is why they use all sorts of coercive measures and every arsenal of persuasion, more and more seeding the fear to harvest submission.

    If we want to defeat them – and we really do! – we need to organize the many, with the working class at the forefront, mobilized around a radical agenda of social transformations, a genuine anti-capitalist program to combat all forms of exploitation and oppression, misogyny, racism, LGBTphobia, xenophobia. A program with no fear to resist in the present pointing to the alternative for the future: Socialism.

    Much of the responsibility for the current situation must be attributed to the working-class parties, movements and leaders who, since the 1990s at least, but more markedly after the arrival of the Workers Party (PT) to the federal government, have renounced to the socialist agenda and any policies representing class autonomy. In the name of class conciliation, they disarmed the contestation of the status-quo. Not surprisingly, even when her deposition by the National Congress was already being announced, Dilma Rousseff insisted on the path of an austerity agenda, trying to convince the bourgeoise of her usefulness, instead of trying to mobilize the many for her defence.

    Even moved away from the government, PT leaders and their representatives in social movements did not break with the class conciliation logic. When the general strike of 28th April 2017 showed that the general outrage with the situation could generate mass mobilizations able to defeat the government, the conciliatory leaders retreated, boycotting the subsequent movements, in the hope of being accepted again in the feast of bourgeois power, fuelling the illusion that everything would be as it was, with Lula in the office again in 2018. They did not understand that when they were “there”, they were servants, not guests.

    The result of that immense conformation to the status-quo is there: Lula, leader in the electoral polls is locked in a solitary cell, because of a fragile judicial process, with very weak evidence, as it was Dilma’s impeachment process. Lula has our solidarity, in the same way we have opposed to the coup, because we know that every attack on democratic rights, every step of institutional regression, affects not only the PT, but also aims to silence any alternative in the left and stifle the anti-systemic potential of the struggles of the working class. That is why we also work to effectively build united fronts of struggles against the withdrawal of rights, attacks on democratic gains, and fascist-like threats on the horizon.

    However, this willingness for unity to fight for the objectives of resistance, crucial on this juncture of setbacks, will not lead us to accept the desperate embrace of those who insist on class conciliation. The Brazilian working class needs a new Left, not afraid of exposing its socialist convictions and its radical agenda of breaking with the bourgeois order.

    Reverse the sign of dispersion

    The reorganization process of the left outside the PT started earlier but took shape after Lula’s first term in the federal government. The PSOL was its most significant expression in the party system. Building PSOL was a significant achievement because it represented a movement that broke both the barriers of the electoral legislation to grassroots political organizations and the intention of the PT and its allies to monopolize the working-class representation. For that reason, we will continue to build the PSOL, understanding its role as an electoral tool indispensable for the current process of socialist left reorganization in Brazil.

    Building the PSOL, by recognizing its importance, does not mean to say that it is enough for us. In the electoral front, we will focus on building broader fronts of socialist parties and militant working-class movements, such as that currently held by PSOL, PCB, MTST, APIB and other social movements around the presidential candidacy of Guilherme Boulos and Sonia Guajajara. A slate that we have supported to launch and for which we will campaign enthusiastically.

    We reckon that the PSOL is not enough for the working-class, also because its horizon is still strictly electoral, and its program continues linked to the democratic-popular strategy, designed by the PT in the 1980s and still not surpassed by the Brazilian left. We aim to deepen the process of the socialist left reorganization, because we reckon that it is necessary to sustain a programmatic debate, able to raise our level of understanding of the Brazilian and international reality and to present alternatives to this difficult situation. Being able to mobilize the working-class not only in the ballot box, but especially in the struggles and in the streets.

    As we have already been stating since our firsts publications – both from the NOS (New Socialist Organization / Nova Organizacao Socialista) and the MAIS (Movimento por uma Alternativa Independente Socialista / Movement for an Independent Socialist Alternative) – we do not claim to be the only or the first ones to raise those issues. But we highlight our satisfaction at reversing the direction taken by most of the radical left’s recent experiences. We are the result of a merger, not a fragmentation process.

    Since 2016, we understood that “the situation requires us to join forces, avoiding self-proclaimed paths, sectarianisms and dogmatisms.” After all, our challenge remains “to overcome the current fragmentation framework, to present the example of a unification with organicity, allowing us to contribute with the overcome of the current limits of the Left”. We absolutely do not intend to start from scratch. “We are a small branch in the big tree of the global revolutionary Marxism”, and so we have a valuable history of working-class struggles and organizational experiences to inspire and guide us. We also do not think that the organization we are now establishing is enough on itself, or that it means the overcoming of the fragmentation of the revolutionary socialists. Actually, it is the opposite; with patience and seriousness, we will continue researching for new syntheses and dialogues. We want the step we take now to be the first of many others in the same direction.

    Considering that references are not dogmas and that we need to act on our current situation, we remain faithful to the goal of “wrest the joy from coming days”. After all, as we learned from a socialist and feminist activist, daughter of political exiles, born in London in the second half of the nineteenth century, who was active in organizing the most precarious sectors of the working class at that time:

    “many people do not understand how much the notion of happiness is important to socialists, as it is at the very heart of Marx’s thinking. It is, after all, the great objective of our struggle, happiness – not as the simple pursuit of individual pleasure – but as the self-realization of the human being. (…) Many people … do not realize that being happy is something to be sought in the present; which should not be a utopia, but something necessary, now, something to be experienced from now on, something that makes us better as people and therefore more capable of facing the long struggle. I do not think I exaggerate when I think that the beauty of life, the joy of living is what should guide us and that is what can give us strength. That revolution means not only the search for life and freedom, but the search for happiness.”
    
Eleanor Marx (1897)
    Merging Conference
São Paulo (SP), 30th of April 2018.

  • ¡ES TIEMPO DE RESISTENCIA!

    ¡ES TIEMPO DE RESISTENCIA!
    Es necesario transformar la vida para cantarla enseguida

    Manifiesto fundacional de Resistencia, Corriente interna del PSOL

    “Levántense, como leones que despiertan
    tantos, como una tropa invencible
    Agite sus cadenas para que ellas caigan
    Como el rocío caía sobre ustedes
    Ustedes son muchos, ellos son pocos.”
    Percy Bysshe Shelley (1819).

    Vivimos tiempos de muros y miedos
    El escritor mozambiqueño Mia Couto nos recordó hace algunos años que vivimos tiempos sombríos, envueltos por el miedo y rodeados por muros que separan fronteras nacionales y apartan clases sociales. En sus palabras, “bajo las mismas nubes grises vivimos todos nosotros, del sur y del norte, del occidente y del oriente”. Citando a Eduardo Galeano, enumera: “Los que trabajan tienen miedo de perder el trabajo. Los que no trabajan tienen miedo de nunca encontrar trabajo. Cuando no tienen miedo del hambre, tienen miedo de la comida. Los civiles tienen miedo de los militares, los militares tienen miedo de la falta de armas, las armas tienen miedo de la falta de guerras”. Y añade: “hay quien tenga miedo de que el miedo acabe”.

    En su continuo esfuerzo para superar sus insuperables contradicciones, el capital avanza por los caminos sangrientos de las guerras y de la devastación social. Las bombas lanzadas y las guerras civiles armadas por las potencias capitalistas en el sur del globo, llevan a la muerte a cientos de miles de víctimas de las armas y otros tantos que continúan muriendo por la violencia del hambre, o de las olas y de las fronteras, en los desesperados intentos de migrar. La violencia del capital en los países centrales acoge a refugiados y migrantes con xenofobia y racismo. Pero no ahorra a los nacionales, pues las políticas de austeridad retiran derechos y empujan hacia la miseria a sectores cada vez más grandes de la clase trabajadora de las naciones más desarrolladas. Pero, si para el 99% de la población la situación es desastrosa, para la personificación del capital -la burguesía- es rentable: del 82% de la riqueza mundial producida en 2016-2017 se apropió el 1% más rico de la población. “El capital es trabajo muerto, que como un vampiro vive solo de la succión de trabajo vivo, y vive más, en tanto más trabajo vivo chupe”, explicaba Marx hace ya un siglo.

    Así, donde la guerra convencional no se hace necesaria, la guerra social continúa chupando la sangre de la clase obrera. En el Brasil de los últimos años, unificada en torno a la propuesta de realizar rápidamente los más profundos ataques a la clase trabajadora, la burguesía movilizó sectores medios bajo el mote del “combate a la corrupción”, para apoyar un golpe parlamentario que llevó al gobierno de Temer y sus partidarios, comprometidos con el más devastador programa de austeridad. Dos años después de su llegada al poder, somos más de 13 millones de desempleados, con un cuarto de la población que vive por debajo de la línea de pobreza y el salario medio de los ocupados cayendo significativamente, más de la mitad de ellos recibiendo menos de un salario mínimo al mes.

    Ante ese cuadro de retroceso generalizado, por cierto que el gobierno de Temer es de una impopularidad impar, pero él se sostiene atacando las más elementales libertades democráticas y profundizando la violencia de la forma por aquí asumida por la dominación de clases desde siempre. Décadas de “guerra a las drogas” no resultaron sino en un crecimiento continuo de la violencia, especialmente contra las fracciones más precarizadas y pauperizadas de la clase trabajadora, mayoritariamente negras, que habitan las favelas y las periferias de las grandes ciudades brasileñas. Son ellos los que componen la mayoría de las decenas de miles de asesinados cada año (muchos de ellos, por la policía) y de los más de 700.000 presos de una población carcelaria que crece cada año. Aquellas y aquellos que se atreven a levantar la voz contra esa máquina matar y encarcelar creada y alimentada por el Estado, también son blancos de ella. El asesinato político de la concejala carioca Marielle Franco fue el ejemplo más impactante de la elevación del nivel de la práctica ya antigua de asesinatos de líderes indígenas, sin tierras, sin techos, sindicalistas urbanos y rurales y activistas sociales de los más diferentes movimientos de los oprimidos.

    En nombre del supuesto combate a la corrupción y a la violencia urbana, asistimos a las más absurdas maniobras jurídicas que eliminan derechos civiles elementales. Hemos observado también, desde la década pasada, el recurso cada vez más frecuente de convocatoria de las fuerzas armadas para tareas de seguridad pública, culminando con el reciente decreto de intervención federal militar en Río de Janeiro, en una escalada represiva que viene acentuando el blindaje del régimen democrático brasileño contra cualquier manifestación de descontento de los explotados y oprimidos, revelando una vez más la cara autocrática de la dominación burguesa.

    La corrupción y la violencia han sido invocadas por una ultraderecha de inspiración nítidamente fascista, que crece en capacidad de movilización, volviéndose más audaz en sus acciones violentas contra los sectores oprimidos y las representaciones de izquierda y de los movimientos sociales, así como más ambiciosa en sus pretensiones político-electorales. Su alimento es el miedo.
    Nosotros, sin embargo, no tenemos miedo de que el miedo acabe.

    Somos muchos, ellos son pocos
    Somos parte del 99%. Somos muchos, ellos son pocos. Por eso recurren a toda suerte de medidas coercitivas y a todo el arsenal de convencimiento, plantando cada vez más el miedo para recoger sumisión.

    Si queremos derrotarlos -¡y cómo queremos!- es necesario organizar a los muchos y muchas, la clase trabajadora por delante, movilizados en torno a un programa de transformaciones sociales radicales, un programa radicalmente anticapitalista, de combate a toda forma de explotación y opresión de un ser humano por otro, el machismo, el racismo, la lgbtfobia, la xenofobia, un programa que no tenga miedo de resistir en el presente, apuntando a la alternativa de futuro: el socialismo.

    Gran parte de la responsabilidad por la situación a la que llegamos debe ser atribuida a los partidos, movimientos y dirigentes de la clase obrera que, desde los años 1990, al menos, pero más acentuadamente después de la llegada del Partido de los Trabajadores al Gobierno Federal, renunciaron al programa socialista y a toda política que represente autonomía de clase. En nombre de la conciliación de clases, desarmaron la contestación al orden. No es casual que ya cuando su declaración en el Congreso Nacional se anunció, Dilma Rousseff exigió el camino de la política de austeridad, intentado convencer a los de arriba de su utilidad su, en lugar de tratar de movilizar a los de abajo para su defensa.

    Incluso fuera del gobierno, los dirigentes petistas y sus representantes en los movimientos sociales no rompieron con la lógica de la conciliación. Cuando la huelga general de 28 de abril de 2017 demostró que la indignación con el estado de las cosas podría generar movilizaciones de masas capaces de derrotar al gobierno, las direcciones conciliadoras retrocedieron, boicoteando los movimientos posteriores, con la expectativa de volver a ser aceptadas en la sala de la cena del poder burgués, alimentando la ilusión de que todo volvería a ser como antes, con Lula-allá en 2018. No entendieron que cuando “allá” estuvieron, eran sirvientes, no comensales.

    El resultado de tanta sumisión al orden está ahí: Lula, líder de las encuestas electorales, encerrado en una solitaria, como resultado de un proceso judicial tan frágil desde el punto de vista de las pruebas, como fuera el proceso de impeachment de Dilma. Con él nos solidarizamos, en esta situación, de la misma forma que nos opusimos al golpe, porque sabemos que cada ataque a los derechos democráticos, cada paso de retroceso institucional, alcanza no solo al PT, sino que busca callar cualquier alternativa de izquierda y sofocar el potencial antisistémico de las luchas de la clase trabajadora. Por eso también trabajamos para, efectivamente, construir frentes de luchas unitarios contra la liquidación de derechos, los ataques a las conquistas democráticas y las amenazas fascistizantes en el horizonte.

    Sin embargo, esta disposición de unidad para luchar en torno a objetivos de resistencia, centrales en esta coyuntura de retrocesos, no nos llevará a aceptar el abrazo de los ahogados de los que insisten en la conciliación de clases. La clase trabajadora brasileña necesita de otra izquierda, que no tenga miedo de exponer sus convicciones socialistas y su programa radical de ruptura con el orden burgués.

    Invertir el signo de la dispersión
    El proceso de reorganización a la izquierda del PT comenzó antes, pero tomó cuerpo tras la llegada de Lula al gobierno federal. El PSOL fue su expresión más significativa en el plano partidario. Construirlo fue una victoria significativa, por representar un movimiento que rompía tanto las barreras de la legislación electoral a las organizaciones políticas construidas a partir de abajo, como con la intención del PT y sus aliados de ser la única voz de los trabajadores y trabajadoras. Por eso, continuaremos construyendo el PSOL, entendiendo su papel como instrumento electoral indispensable para la reorganización de la izquierda socialista en el Brasil de hoy.

    Construir el PSOL, por reconocer su importancia, no significa evaluar que él nos basta. En el plano electoral, apostaremos a la construcción de frentes más amplios de partidos socialistas y movimientos combativos de la clase trabajadora, como la que hoy reúne PSOL, PCB, MTST, APIB y otros movimientos sociales, en torno a la candidatura presidencial de Guilherme Boulos y Sonia Guajajara. Una candidatura que trabajamos para lanzar y por la que haremos campaña con entusiasmo.

    Consideramos que el PSOL no es suficiente para la clase porque su horizonte todavía es estrictamente electoral y su programa sigue atado a la estrategia democrático-popular, diseñada por el PT en los años 1980 y aún no superada por la izquierda brasileña. Trabajamos por la profundización del proceso de reorganización de la izquierda socialista, porque creemos que es necesario desarrollar un debate programático que nos lleve a otro nivel de comprensión de la realidad brasileña e internacional y presente alternativas de futuro en este difícil presente, capaces de movilizar a la clase, no sólo en las urnas, sino sobre todo en las luchas y en las calles.

    Como ya habíamos afirmado en nuestras primeras manifestaciones -tanto a partir de la Nueva Organización Socialista (NOS), como del Movimiento por una Alternativa Independiente Socialista (MAIS) -, no reivindicamos ser los únicos, ni los primeros en levantar estas cuestiones, pero, resaltamos nuestra satisfacción por invertir el sentido recorrido por la mayor parte de las experiencias recientes de la izquierda radical. Somos el fruto de un proceso de fusión, no de fragmentación.

    Ya en el 2016, entendíamos “que la coyuntura nos exige sumar fuerzas, evitando caminos autoproclamatorios, sectarismos y dogmatismos”. Al final, nuestro desafío sigue siendo “sobrepasar el cuadro de fragmentación actual, para presentar el ejemplo de una unificación con organicidad, que nos acredite contribuir a la superación de los límites actuales de la izquierda”. No pretendemos, de ninguna manera, partir del cero. “Somos una pequeña rama del gran árbol del marxismo revolucionario mundial” y, por lo tanto, tenemos una bella historia de luchas y experiencias organizativas de la clase trabajadora para inspirarnos y orientarnos. Tampoco pensamos que la organización que ahora fundamos sea suficiente o signifique por sí sola la superación de la fragmentación de los socialistas revolucionarios. Al contrario. Con paciencia y seriedad, continuaremos buscando nuevas síntesis y diálogos. Queremos que el paso que damos ahora sea el primero de muchos otros en el mismo sentido.

    Sin olvidar que las referencias no son dogmas y que necesitamos actuar sobre nuestro presente, seguimos fieles al objetivo de “arrancar alegría al futuro”. Al final, como nos enseñó una militante socialista y feminista, hija de exiliados políticos, nacida en Londres en la segunda mitad del siglo XIX, que fue activa en la organización de los sectores más precarizados de la clase trabajadora de entonces:

    “Mucha gente no comprende cuánto la noción de felicidad es importante para los socialistas, cómo ella está en el corazón mismo del pensamiento de Marx. Es ella, después de todo, el gran objetivo final de nuestra lucha, la felicidad – no como simple búsqueda del placer individual- sino como autorrealización del ser humano. (…) Muchas personas (…) no se dan cuenta de que ser feliz es algo para ser buscado en el presente; que no debe ser una utopía sino algo necesario, ahora, algo para ser intentado desde ahora, algo que nos hace mejores como personas y por lo tanto más capaces de enfrentar la larga lucha. No creo que exagere cuando pienso que la belleza de la vida, la alegría de vivir es lo que nos debe guiar y es lo que nos puede dar alguna fuerza. Que la revolución significa no solo la búsqueda de la vida y de la libertad, sino la búsqueda de la felicidad”.
    Eleanor Marx (1897)

    Congreso de Fusión NOS-MAIS
    São Paulo (SP), 30 de abril de 2018.

    Nasce a “Resistência”, nova organização política da esquerda brasileira

  • Voici venu le temps de RESISTANCE !

    Voici venu le temps de RESISTANCE !
    Il nous faut transformer la vie pour pouvoir aussitôt la chanter.

    Manifeste fondateur de Résistance, courant interne du PSOL

    “Levez-vous! comme des lions sortant de leur torpeur, en nombre invincible !
    Secouez vos chaînes à terre,
    Comme une rosée qui dans votre sommeil serait tombée sur vous!
    Vous êtes nombreux, ils sont peu.”
    Percy Bysshe Shelley (1819)

    Nous vivons des temps de murs et de peurs
    L’ecrivain mozambicain Mia Couto nous a rappelé il y a quelques années, que nous vivons des temps moroses, enveloppés de peur et entourés de murs qui séparent les frontières nationales et les classes sociales. Comme il dit, “nous vivons tous sous les mêmes nuages gris, ceux du sud et du nord, de l’ouest et de l’est”. Puis, citant Eduardo Galeano: Ceux qui travaillent, ont peur de perdre leur emploi. Ceux qui ne travaillent pas, ont peur de ne jamais trouver du travail. Quand ils n’ont pas peur de la faim, ils ont peur de la nourriture. Les civils ont peur des militaires, les militaires ont peur du manque d’armes, les armes ont peur du manque de guerres.” Et il ajoute:” il y a ceux qui craignent que la peur ne prenne fin”.

    Dans son effort continu pour surmonter ses contradictions insurmontables, le capital avance sur les chemins sanglants des guerres et de la dévastation sociale. Les bombes larguées et les guerres civiles dans le Sud, alimentées par les puissances capitalistes, conduisent à la mort des centaines de milliers de victimes et tant d’autres continuent de mourir de par la violence de la faim ou des vagues et des frontières, dans leurs tentatives désespérées de migrer. La violence du capital dans les pays centraux accueille les réfugiés et les migrants avec xénophobie et racisme. Mais n’épargne pas non plus les populations natrionales, car les politiques d’austérité leur retirent des droits sociaux acquis et entraînent dans la misère une frange croissante de la classe ouvrière des pays les plus développés. Mais, si pour 99% de la population, la situation est désastreuse, pour le capital personnifié – la bourgeoisie- elle est rentable: 82% de la richesse mondiale produite en 2016-2017 a été accaparé par le 1% de la population la plus riche. “Le Capital est du travail mort, qui, tel un vampire, ne vit que de sucer le travail vivant, et plus il suce de travail, plus il reste vivant”, comme disait Marx, il y a un siècle.

    Ainsi, là où la guerre conventionnelle n’est pas nécessaire, la guerre sociale continue de pomper le sang de la classe ouvrière. Ces dernières années, au Brésil, unifié autour de la proposition de mener à bien, rapidement, de plus profondes attaques contre la classe ouvrière, la bourgeoisie a mobilisé des secteurs de classe moyenne sous le slogan “combattre la corruption” pour soutenir un coup d’Etat parlementaire qui a conduit au gouvernement Temer et ses sbires, et engager un programme d’austérité des plus dévastateur. Deux ans après son arrivée au pouvoir, il y a plus de 13 millions de chòmeurs et un quart de la population vivant sous le seuil de pauvreté. Le salaire moyen des travailleurs a chuté énormément, plus de la moitié d’entre eux, recevant moins d’un salaire minimum par mois.

    Compte tenu de ce cadre de recul généralisé, le gouvernement Temer est d’une impopularité unique, mais se maintient en attaquant les libertés démocratiques les plus élémentaires et en augmentant encore la violence, sous les formes assumées depuis toujours par la domination de classe. Des décennies de «Guerre contre les drogues » n’ont pas réussi à en finir, mais au contraire ont augmenté la violence, en particulier contre les fractions les plus précaires et les plus pauvres de la classe ouvrière, pour la plupart noirs, qui habitent les bidonvilles et les banlieues des grandes villes brésiliennes. Ce sont eux qui constituent la majorité des dizaines de milliers de personnes assassinées chaque année (dont beaucoup par la police) et plus de 700.000 prisonniers, une population carcérale qui grandit chaque année. Ceux qui osent élever la voix contre cette machine à tuer et emprisonner, soutenue par l’Etat et à son service, sont également visés par elle. L’assassinat politique de Marielle Franco, conseillère municipale à Rio de Janeiro, fut l’exemple le plus choquant de l’élévation de cette pratique de longue date, de meurtres de dirigeants autochtones, de paysans sans terre, de sans-abri, de syndicalistes urbains et ruraux et militants sociaux de différents mouvements des opprimés.

    Au nom de la prétendue lutte contre la corruption et la violence urbaine, nous assistons aux manoeuvres juridiques les plus absurdes qui annulent les droits civils élémentaires. Nous avons également observé cette dernière décennie, l’appel chaque fois plus fréquent aux Forces Armées pour accomplir des tâches de scécurité publique, aboutissant à la récente intervention militaire fédérale de l’Etat de Rio de Janeiro, dans une escalade répressive qui a accentué la fermeture du régime démocratique brésilien face à toute manifestation de mécontentement des exploités et opprimés, révelant une fois de plus le visage autocratique de la domination bourgeoise nationale. La corruption et la violence sont invoquées par une extrême droite d’inspiration clairement fasciste, de plus en plus mobilisatrice, de plus en plus audacieuse dans ses actions violentes contre les secteurs opprimés et les représentants de la gauche et des mouvements sociaux, ainsi que plus ambitieuse dans leurs revendications politico-électorales. Sa nourriture est la peur. Nous, cependant, ne craignons pas que la peur prenne fin.

    Nous sommes nombreux, ils sont peu
    Nous faisons partie des 99%. Nous sommes nombreux, ils sont peu. C’est pourquoi ils recourent à toutes sortes de mesures coercitives et à tout un arsenal d’idées convaincantes, pour implanter chaque fois plus la peur et récolter la soumission. Si nous voulons les vaincre – et combien nous voulons! – il faut nous organiser entre nombreux et nombreuses, la classe ouvrière en tête, se mobiliser autour d’un programme de transformations sociales radicales, un programme radicalement anticapitaliste pour combattre toutes les formes d’exploitation et d’oppression d’un être humain sur un autre, contre le machisme, le racisme, la lgbt-phobie, la xénophobie, pour un programme qui n’a pas peur de résister au présent, en pointant vers l’alternative du futur: le socialisme.

    Une grande part de responsabilité pour la situation dans laquelle nous nous trouvons, doit être attribuée aux partis, aux mouvements et aux dirigeants de la classe ouvrière qui, depuis les années 1990 et plus nettement après l’arrivée du Parti des Travailleurs au gouvernement fédéral, ont renoncé au programme socialiste et à toutes les politiques qui signifiaient de l’autonomie pour notre classe. Au nom de la conciliation de classe, ils ont désarmé la contestation de l’ordre établi. Pas étonnant que, même lorsque sa destitution par le Congrès National était déjà annoncée, Dilma Rousseff continuait à insister pour une politique d’austérité, essayant ainsi de convaincre les élites de son utilité, au lieu d’essayer de mobiliser ceux d’en bas pour sa défense.

    Même retirés du gouvernement, les dirigeants du PT et leurs représentants dans les mouvements sociaux n’ont pas rompu avec la logique de la conciliation. Lorsque la grève générale du 28 avril 2017 a démontré que l’indignation face à la situation pouvait engendrer des mobilisations de masse capables de vaincre le gouvernement, les directions conciliantes firent marche arrière, boycottant les mouvements suivants, dans l’espoir d’être à nouveau acceptées là, dans les salons du pouvoir bourgeois, alimentant l’illusion que tout redeviendrait comme avant, avec Lula – là en 2018. Ils n’ont pas compris que lorsqu’ils étaient – là, ils étaient des serviteurs, non les convives.

    Le résultat de tant de conformation à l’ordre établi est là: Lula, em tête des sondages électoraux, enfermé dans une cellule solitaire, à la suite d’un processus judiciaire aussi fragile du point de vue de la preuve, que le processus de destitution de Dilma. Nous nous solidarisons avec lui, de la même manière que nous nous sommes opposés au coup d’Etat contre Dilma, car nous savons que toute attaque contre les droits démocratiques, chaque pas de régression institutionnelle, affecte non seulement le PT, mais vise surtout à faire taire toute alternative de gauche et étouffer le potentiel antisystémique de la lutte de classe. C’est pourquoi nous travaillons également à construire concrètement des fronts de luttes unitaires contre le retrait des droits sociaux, les attaques contre les acquis démocratiques et les menaces fascistes qui se profilent à l’horizon.

    Cependant, cette disposition d’unifier les luttes de résistance, vitale dans cette conjoncture de revers, ne signifie pas accepter l’accolade des noyés, de ceux qui insistent sur la conciliation de classes. La classe ouvrière brésilienne a besoin d’une autre gauche, qui n’a pas peur d’exposer ses convictions socialistes et son programme radical de rupture avec l’ordre bourgeois.

    Inverser la tendance à la dispersion
    Le processus de réorganisation à gauche du PT avait commencé auparavant, mais a pris forme après l’arrivée de Lula au gouvernement fédéral. Le PSOL en était son expression la plus significative en tant que parti. Sa construction fut une victoire importante parce qu’il représentait un mouvement qui a réussi à briser, à la fois, les barrières que la législation électorale imposait aux organisations politiques construites depuis les bases et l’intention du PT et de ses alliés de monopoliser le discours au nom des travailleurs et travailleuses. Pour cette raison, nous continuerons à construire le PSOL, en réaffirmant son rôle en tant qu’instrument électoral indispensable à la réorganisation de la gauche socialiste au Brésil aujourd’hui.

    Construire le PSOL, en reconnaissant son importance, ne signifie pas que cela nous suffit. Sur le plan électoral, nous nous concentrerons sur la construction de fronts plus larges, entre des partis socialistes et des mouvements sociaux combatifs, comme ce qui réunit aujourd’hui le PSOL, le PCB, le MTST, l’APIB et d’autres mouvements sociaux, autour de la candidature présidentielle du binôme Guilherme Boulos et Sonia Guajajara. Une candidature dont nous préparons le lancement public et pour laquelle nous ferons campagne avec enthousiasme.

    Nous considérons que le PSOL n’est pas suffisant pour la classe, entre autre parce que son horizon reste strictement électoral et son programme reste attelé à la stratégie démocratique populaire, conçue par le PT dans les années 1980 et toujours pas dépassée par la gauche brésilienne. Nous voulons approfondir le processus de réorganisation de la gauche socialiste, car nous croyons qu’il faut développer un débat programmatique qui nous amène à un autre niveau de compréhension de la réalité brésilienne et internationale et qui présente de vraies alternatives pour le futur dans ce présent difficile, des alternatives susceptibles de mobiliser la classe, pas seulement pour les élections mais surtout pour les luttes à venir et à descendre dans la rue.

    Comme nous l’avons déjà exprimé dans nos précédentes manifestations – à la fois de la Nouvelle Organisation Socialiste (NOS) et du Mouvement pour une Alternative Socialiste Indépendante (MAIS) – nous ne prétendons pas être les seuls ni les premiers à soulever ces questions. Mais nous soulignons notre satisfaction d’inverser la direction prise par la plupart des expériences récentes de la gauche radicale. Nous sommes le fruit d’un processus de fusion, pas de fragmentation.

    Déjà en 2016, nous avions compris « que la situation nous oblige à unir nos forces, en évitant les chemins d’auto-proclamation, du sectarisme et du dogmatisme.» Après tout, notre défi reste de «surmonter le cadre de la fragmentation actuelle, afin de présenter un exemple d’unification organisée, qui nous permette de contribuer à dépasser les limites actuelles de la gauche.” Nous n’avons nullement l’intention de repartir de zéro. « Nous sommes une petite branche du grand arbre du marxisme révolutionnaire mondial » et donc nous avons une belle histoire de luttes et d’expériences d’organisation de la classe ouvrière pour nous inspirer et nous guider. En outre, nous ne pensons pas que l’organisation que nous venons de fonder soit suffisante ni qu’elle puisse, à elle seule, surmonter la fragmentation des socialistes révolutionnaires. Au contraire. Avec patience et sérieux, nous continuerons à chercher de nouvelles synthèses et dialogues. Nous voulons que le pas em avant que nous faisons maintenant soit le premier parmi tant d’autres dans le même sens.

    Sans oublier que les références ne sont pas des dogmes et que nous devons agir sur notre présent, nous restons fidèles à l’objectif “d’arracher la joie aux jours qui filent”. Pour terminer, comme nous a enseigné une militante socialiste et féministe, fille d’exilés politiques, née à Londres dans la seconde moitié du XIXe siècle et active dans l’organisation des secteurs les plus précaires de la classe ouvrière à cette époque:
    “Beaucoup de gens ne comprennent pas à quel point la notion de bonheur est importante pour les socialistes, combien elle est au coeur de la pensée de Marx. C’est cela , après tout, le grand but ultime de notre lutte, le bonheur – pas comme simple poursuite du plaisir individuel – mais comme l’autoréalisation de l’être humain. (…) Beaucoup de gens … ne réalisent pas que le fait d’être heureux est à rechercher dans le présent; que ce ne doit pas être une utopie mais quelque chose de nécessaire, maintenant, à intenter dès à présent, quelque chose qui nous rend meilleur en tant que personne et donc plus capable de faire face à la lutte dans la durée. Je ne crois pas que j’exagère quand je pense que la beauté de la vie, la joie de vivre est ce qui devrait nous guider et c’est ce qui peut nous donner de la force. Que la résolution ne signifie pas seulement la recherche de la vie et de la liberté mais la poursuite du bonheur. “
    Eleanor Marx (1897)

    Congrès de Fusion
    São Paulo (SP), 30 avril 201

    Nasce a “Resistência”, nova organização política da esquerda brasileira

    Leia o manifesto de fundação da Resistência