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  • OPINIÃO | Sobre as mobilizações do dia 05 de dezembro e o desafio da unidade

    Por Lucas Scaldaferri, de Salvador, BA

    O tempo que vivemos nos cobra unidade para mobilizar contra a agenda de retrocessos implementada pelo governo golpista. Nada é mais importante do que unirmos forças para colocar os trabalhadores e o povo em movimento.

    Do lado de lá, está tudo mobilizado para aprovar a reforma da previdência. Toda a mídia está numa ofensiva para convencer a população de que a Previdência Social está a beira do colapso. Os partidos representantes do capital estão fechando questão a favor, num bloco muito parecido com a farsa da votação que resultou no golpe parlamentar.

    Não sejamos ingênuos, o capital financeiro e a burguesia brasileira vão colocar novas malas de dinheiro para comprar votos pelos seus interesses. O governo chantageia prefeitos e governadores para pressionar deputados federais e assim liberar verbas para as situações caóticas dos Municípios e Estados.

    Estamos por nossa própria conta. Aos trabalhadores, em primeiro lugar, é preciso ter esperança que podemos vencer! E para a vitória precisamos acreditar nas nossas próprias forças. Mas afirmar isso não significa que não devemos contar com as direções tradicionais do movimento, ao contrário.

    É por isso que a CUT deve convocar um novo dia de luta! Temos que falar as coisas como são: nossa luta não será vitoriosas sem a CUT.

    Vi muita gente falando em desobediência civil e rebelião de base, muitas dessas pessoas são gente honesta que de fato estão preocupadas com a situação da perda de direitos que estamos sofrendo. Entretanto é obrigação da militância socialista dizer as coisas como são.

    Nesse momento, sem as direções tradicionais das centrais, não é possível greve geral e nem mobilizações de massa que crie o impacto que precisamos para impedir a destruição da previdência. A CUT é a maior central do país e é claramente de oposição ao governo golpista de plantão.

    Por outro lado a Força Sindical também precisa se posicionar. Não podemos simplesmente acreditar que a Força seja a mesma coisa do imoral deputado Paulinho do famigerado Solidariedade. É preciso explorar toda a contradição dentro da central e trazer para o nosso lado os sindicalistas da Força que estejam contra a reforma da previdência, mesmo que sigam apoiando o governo golpista.

    Quase todas as forças políticas e sociais acreditam que foi um erro desmarcar a greve nacional do dia 05 de dezembro.

    Não acredito que mesmo que tivesse sido mantido teríamos uma greve geral, pois não existia preparação prévia para uma ação deste tipo. Também não acho que toda ação leva o movimento para frente. Mas, uma coisa é certa, o recuo da greve nacional criou confusão, desmobilizou e dividiu o nosso campo.

    A única maneira de reverter esta situação é uma grande unidade de ação contra a reforma. É hora das maiores organizações políticas, sindicais e sociais colocarem todo seu arsenal de mobilização e comunicação para um forte dia de greves, mobilizações, atos de rua para impedir a reforma da previdência.

    É preciso nos próximos dias um forte processo de convencimento nos locais de trabalho. Demonstrando para os trabalhadores que estamos unidos e apostando todas as nossas fichas na luta! Só dessa maneira os trabalhadores poderão ter esperança e disposição. Essa é a importância da unidade.

  • UFMG: ação da Polícia Federal leva a mobilização em defesa dos direitos democráticos e da universidade pública

    Por: Izabella Lourença, de Belo Horizonte, MG

    A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (6), a operação Esperança Equilibrista para investigar, segundo a PF, o desvio de cerca de R$ 4 milhões por parte de dirigentes da UFMG. O dinheiro é proveniente de verbas destinadas à construção do Memorial da Anistia Política no Brasil. A suspeita é de que o recurso teria sido desviado pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) através da contratação de prestadores de serviço, da produção de livros e do pagamento de bolsas de estudos desvinculadas da finalidade da verba.

    A operação foi conduzida com os métodos autoritários da Lava Jato: ação espetacular e midiática, com 84 policiais no campus e dezenas de carros, cobertura imediata da imprensa e coletiva por parte da PF; condução coercitiva de sete dirigentes da UFMG, entre eles o atual reitor Jaime Arturu e vice-Reitora Sandra Goulart, e ausência de garantia ao contraditório e à ampla defesa, com condução sem advogados e depoimento sem acesso aos autos.

    As acusações mais graves da Polícia Federal são referentes à falsificação de documentos para viabilizar o desvio de verba. Mas, o próprio delegado disse desconhecer quem seria o “beneficiário final” do referido desvio.

    Ao tomar conhecimento do caso, professores, técnicos-administrativos e estudantes se mobilizaram. A agenda desta quarta-feira (6) contou com vigília em frente à Superintendência da Polícia Federal, coletiva de imprensa, reunião aberta com a Reitoria e uma assembleia com mais de 200 estudantes.

    Reunida, a comunidade acadêmica entendeu a operação Esperança Equilibrista como parte da investida do Judiciário contra a UFMG e a educação pública. Seu objetivo é centralmente político e visa desmoralizar a instituição, fortalecendo cada vez mais o poder absoluto do Judiciário e desrespeitando os direitos elementares do limitado Estado Democrático de Direito.

    A comunidade acadêmica, em assembleia ontem (6), não chegou a nenhuma conclusão sobre a existência ou não de desvio de verbas. Também não existiu consenso sobre a relação com esta reitoria, tendo em vista que Jaime e Sandra são responsáveis por processar alunos que compõem o Movimento Estudantil da universidade fazendo coro à criminalização das lutas e dos movimentos sociais.

    A citação da FUNDEP nesse processo nos remontou ao fato de que o Movimento Estudantil sempre denunciou as fundações como parte do processo de privatização da universidade. Elas permitem o descumprimento de leis trabalhistas e servem para “facilitar” o manejo de verba pública, assim como a captação de recursos privados. Já uma gestão plena da universidade e de todos os seus recursos garantiria os direitos trabalhistas dos servidores via concurso público e evitaria o desvio de verbas para manutenção dessas empresas (fundações).

    Nesse cenário, a mídia tenta convencer a população de que as universidades públicas não funcionam. Esse é o primeiro passo para que a Direita siga a investida em sua privatização. Soma-se a isso o caráter simbólico de desmoralizar exatamente a construção de um museu que visa manter viva a memória dos anos de chumbo e da resistência à Ditadura Militar no Brasil.

    Diante da forma e das intenções da operação Esperança Equilibrista, os movimentos sociais que atuam na UFMG se posicionaram para defender a universidade pública e o direito à ampla defesa e ao contraditório, assim como toda e qualquer garantia constitucional. A condução coercitiva foi repudiada por ser entendida como uma violação de direitos.

    A comunidade acadêmica deve discutir agora formas de resistência e defesa da educação, bem como de garantir a transparência das contas da universidade e das fundações que nela atuam.

    Foto: Foca Lisboa / UFMG

  • Petroleiros organizam moção de repúdio à presença de Sergio Moro na Petrobras: ‘Não vamos deixar privatizar nossa empresa’

    Por: Carolina Burgos, da Redação

    Petroleiros de diversas bases do País organizaram um manifesto em repúdio à presença de Sergio Moro na Petrobras. A visita foi anunciada para esta semana, dia 8 de dezembro, como parte do evento Petrobras em Compliance. O juiz federal está responsável pela palestra Dia Internacional de Combate à Corrupção. O manifesto questiona, entre outras coisas, a seletividade das investigações e a espetaculização da operação em conjunto com a mídia, com uma narrativa que dá margem à política de entrega das riquezas brasileiras, como a Petrobras, ao capital estrangeiro. “A Petrobrás é uma das maiores empresas do mundo, o petróleo do Pré-Sal é a maior riqueza dos brasileiros, mas este patrimônio gigantesco está sendo, mais que nunca, saqueado. Não vamos aplaudir quem contribuiu para a construção da narrativa que vem servindo para respaldar tantos retrocessos em nosso país e o desmonte da Petrobrás”, afirma a nota.

    A diretora do Sindipetro-RJ, Natália Russo, que assina o manifesto, explica que esta foi uma iniciativa da base da categoria. “Foi uma iniciativa dos próprios trabalhadores, mas muito importante. Não poderia passar em branco a vinda de Sergio Moro à Petrobras no momento em que nosso patrimônio está sendo entregue ao capital estrangeiro, nossas riquezas privatizadas e nossos direitos massacrados. Toda corrupção deve ser investigada, independente de partido e é inadmissível que possa ter envolvido o alto escalão da nossa empresa. Mas, não pode ser que isso sirva ao objetivo de construir uma narrativa que destrói ainda mais os direitos dos petroleiros e do conjunto dos trabalhadores brasileiros”.

    Os trabalhadores organizam, ainda, uma manifestação no dia 8 de dezembro, para recepcionar Moro. “No dia 8 estaremos presentes em ato para dar o recado de que, apesar de toda a campanha anti-Petrobras com o espetáculo midiático da Lava Jato, nós trabalhadores não somos corruptos e não vamos deixar privatizar nossa empresa”, completou Natália.

    Leia a íntegra do manifesto que ainda está coletando assinaturas, abaixo:

    Manifesto contra presença de Sérgio Moro na Petrobras

    Construiu-se no imaginário da população a ideia de que a corrupção deve ser combatida a qualquer custo, inclusive à revelia das leis, e a atrelaram a uma determinada categoria de pessoas. Logicamente corrupção é um problema sério, mas na prática seu combate não vem sendo efetivo.

    A Petrobrás está convidando os empregados para o evento “Petrobras em Compliance” a ser realizado no dia 08/12, no qual o juiz federal de primeira instância, Sérgio Moro, responsável por julgamentos da operação Lava-Jato, irá realizar palestra em virtude do Dia Internacional de Combate à Corrupção. O fato de ser figura polêmica conduzindo uma operação questionável em seus objetivos declarados já configuraria um bom motivo para que a direção da empresa não o convidasse. Porém, uma vez que os trabalhadores não foram consultados quanto ao destaque conferido ao juiz nas dependências da empresa, este manifesto de repúdio visa evidenciar que ele não conta com aprovação plena de toda Petrobrás.

    A Operação Lava-Jato se assemelha mais a uma série de TV, atuando em “parceria” com a mídia monopolista e empresarial e alçando ao estrelato juízes e procuradores que deveriam agir de modo independente e discreto, sem pronunciamentos e ações espetaculosas conforme exige a profissão, opostamente ao que temos assistido. Construiu-se no imaginário da população a ideia de que a corrupção deve ser combatida a qualquer custo, inclusive à revelia das leis, e a atrelaram a uma determinada categoria de pessoas. Logicamente corrupção é um problema sério, mas na prática seu combate não vem sendo efetivo. Com a justificativa de recuperar o dinheiro roubado dos cofres públicos e punir poderosos, a operação avança gerando um rastro de destruição econômica que não é compensada por seus supostos benefícios.

    Esta “parceria” entre judiciário e mídia criou uma narrativa que vem justificando a destruição do país, da própria Petrobrás e entrega das nossas riquezas ao capital estrangeiro. Não estamos afirmando que a Operação Lava-Jato é a única responsável por todos os males que atualmente recaem sobre o Brasil, mas é o principal fator que viabilizou a ascensão ao poder central da quadrilha de Michel Temer, trazendo consigo inúmeros retrocessos ou acelerando aqueles iniciados pelo PT.

    O valor monetário recuperado para a sociedade pela Operação Lava-Jato é controverso; reportam-se as cifras de 1 bilhão, 4 bilhões e até 10 bilhões, as quais seriam provenientes de pagamento de multas, acordos de leniência, delações premiadas e bens bloqueados. Já a Petrobrás recebeu de volta 716 milhões de reais; parecem valores altos, mas, ainda em 2015, foi realizado um estudo estimando um impacto de R$ 140 bilhões no PIB brasileiro, representando uma perda de cerca de 2,5%, como um “custo” da Lava Jato. Para se ter ideia, em 2014 quando esta Operação teve início, o PIB era de US$ 2,456 trilhões, terminando 2016 em US$ 1,796 trilhões por vários fatores, inclusive pela paralisia trazida pelo pretenso combate a corrupção. Logo, as perdas foram muito mais significativas que os ganhos, gerando um processo de desindustrialização no país com retorno a uma economia voltada ao setor primário.

    Segundo o DIEESE, estima-se que a Lava Jato tenha sido responsável pela perda de mais de um milhão de empregos, fragilizando a Petrobrás e as empresas da cadeia produtiva do óleo e gás, num momento de sérias dificuldades para essa indústria no mundo. Além disso, a fragilização das empresas de construção pesada e o ajuste fiscal reduziram o volume e o ritmo de investimentos públicos em infraestrutura; só as obras paralisadas somam R$90 bilhões que foram jogados fora. Portanto, o valor de R$ 38,1 bilhões que a Força-Tarefa espera recuperar no total não chega nem perto do prejuízo causado à indústria, à economia brasileira e à elevação da taxa de desemprego.

    A estrela principal da Lava-Jato, o juiz Sérgio Moro, vem sendo rotineiramente criticado por sua atuação e práticas que se sobrepõem às leis constituídas neste país e ao estado democrático de direito. Paradoxalmente, justo no momento em que começam a surgir indícios de corrupção dentro da própria Operação Lava-Jato, com denúncias graves feitas por Tacla Duran de estar ocorrendo “delações a la carte” solicitadas por procuradores, negociadas por amigo próximo do juiz e uso de provas forjadas, pondo em xeque toda a credibilidade da operação, a direção da Petrobrás convida Moro para reforçar o “compromisso com a ética e a integridade, em especial com a prevenção à fraude, à corrupção e à lavagem de dinheiro”. No mínimo, a empresa deveria ter prudência em relação a este convite e considerar a repercussão que o caso está tendo sob o risco da desmoralização do evento e da própria empresa. Porém, a julgar pela recondução do diretor Elek, prudência quanto a condutas duvidosas não tem sido o forte.

    A Petrobrás é uma das maiores empresas do mundo, o petróleo do Pré-Sal é a maior riqueza dos brasileiros, mas este patrimônio gigantesco está sendo, mais que nunca, saqueado. Não vamos aplaudir quem contribuiu para a construção da narrativa que vem servindo para respaldar tantos retrocessos em nosso país e o desmonte da Petrobrás. Nós, abaixo assinados, empregados da Petrobrás, repudiamos a presença de Sérgio Moro na empresa que tanto tem contribuído para destruir.

    Michelle Daher Vieira (EDISEN),
    Carla Alves Marinho (CENPES),
    Joana Bessa (CENPES),
    Erick Quintella (CENPES),
    Rafael Budha (EDISE),
    Ana Patrícia Laier (EDIVEN),
    Claudio Rodrigues (EDISE),
    Roberto Emery (EDISE),
    João Sucupira (Aposentado),
    Natália Russo (EDISEN),
    Jorge Brito (CENPES),
    Thiago Luz (EDISE),
    Agenos Jacinto Junior (Aposentado – CENPES),
    Anselmo da Silva Santos (Aposentado – CENPES),
    Jayme de Oliveira Neto (REDUC),
    Marcos Antonio Ribeiro Dantas (Aposentado – CENPES),
    Michelle Acruche (CENPES),
    Robervainer de Figueiredo
    (FRONAPE),
    Aloísio Euclides Orlando Junior (CENPES),
    Danielle de Oliveira Rosas (CENPES),
    Dener Fabricio (CENPES),
    Denilsom Argollo dos Santos Souza (CNCL),
    Eusébio Agapito da Silva (TABG-Ilha Redonda),
    Vinicius Waldow (CENPES),
    Mauro Teixeira (CENPES),
    Áurea (TRANSPETRO),
    Gustavo Marun (EDICIN),
    Márcio Pinheiro (EDISEN),
    Renato Gomes de Mattos Fontes (CENPES),
    Coaracy Lopes (Aposentado),
    Márcio Ribeiro Fonseca (EDISEN),
    André Paulo Becker (REGAP),
    Rosane Fernandes (CENPES),
    Eduardo Azevedo (CENPES),
    Cláudio Jarreta (CENPES),
    Rafael Prado (REVAP),
    Taiane de Lima Braz (REVAP),
    Paulo Miller (CENPES),
    Fabiola Mônica (Anistiada),
    Kunde (REVAP),
    Alexandre Rodrigues (REVAP),
    Luiz Mario Nogueira Dias (REDUC),
    Sandro Moreira Ferreira (EDISEN),
    José Alexandre Barbosa (CENPES),
    Tiago Amaro (estaleiro Brasfels),
    Felipe Brito (EDISEN),
    Marcello Bernardo (REDUC),
    Alberto Leal (EDICIN),
    Rafael Antony (EDICIN),
    Jorge Teixeira
    (EDIVEN),
    Igor Mendes (CENPES),
    Gunther Sacic (Aposentado), Roberto Wagner Marques (Aposentado),
    Jamison Gonçalves (EPPIR AL),
    Fabíola Calefi (UTE EZR Cubatão),
    Luciano Alves (UO-SEAL/ATP-AL/SOP-SG),
    Édson Flores (REFAP),
    Bastos (REVAP),
    Pedro Augusto (RECAP),
    Ricardo Landal (REFAP),
    Cláudio Negrão (TRANSPETRO),
    Glauco Damazio (EDISE),
    Edimilson Pinto da Silva (EDISEN),
    Ricardo Nagato (EDICIN),
    Sandra S X Chiaroy (CENPES)
    Mariana Rits (Revap)
    Anderson Fonseca (EDISEN)
    Tiago Nicolini Lima (UTGCA)
    Felipe Machado de Oliveira (EDISP),
    Ricardo Latge (Aposentado CENPES),
    Maria Adelaide Silva (EDISEN),
    Ricardo Faustino (CENPES)
    Roberto Rossi (CENPES),
    Márcio Medeiros (CENPES),
    Marcelo Quinderé (EDICIN),
    Andréa Cavalcanti de Azevedo Cachina (UO-RNCE),
    Leonardo Lacerda (CENPES),
    Ronaldo Tedesco (REDUC),
    Wesley Bastos (REVAP),
    Glauber Freitas (EDISEN),
    Carlos Henrique R. Fernandes (EDICIN),
    Christian Queipo (EDISEN),
    Tereza Ramos (Aposentada)
    Talles Lopes (EDIVEN)
    Gustavo Maurilo (REDUC)

    Foto: Lula Marques / AGPT
  • Servidores da Saúde e professores da UERN ocupam Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte

    Por: Rielda Alves e Lucas Alvergas, de Natal, RN

    Em greve há quase um mês, os servidores da saúde e professores da UERN ocuparam a Assembleia Legislativa na manhã da última segunda-feira (4). A ocupação se deu logo após uma audiência pública que discutiu a Reforma da Previdência. Com essa ação, os servidores buscam uma intermediação do poder legislativo junto aos demais poderes para assim construir uma saída diante do impasse e intransigência do governo em não sentar para dialogar com os grevistas.

    Como se não bastasse essa situação, os servidores ocupantes foram impedidos de usar o banheiro e a cozinha da Assembleia. Ainda, tentaram inviabilizar a entrada de comida e limitaram o acesso de pessoas no local. Dessa vez, o governo mostra novamente o tratamento dado àquelas e àqueles que lutam por direitos elementares, como o pagamento em dia dos seus salários.

    Nesse cenário, a crise da saúde se agrava. Vários leitos estão sendo fechados, há suspensão de comida em alguns hospitais e em outros os telefones estão sendo cortados. Um verdadeiro caos. Na UERN, a realidade não é muito diferente. Não bastasse o atraso dos salários, a universidade convive com ameaça de demissão de 119 professores substitutos. Nesse momento, também está sendo realiza uma ocupação na reitoria da referida universidade.

    Hoje (5), os servidores receberam uma visita do Conselho Estadual de Direitos Humanos e da Associação de Juristas Potiguares pela Democracia e Cidadania. O objetivo foi prestar solidariedade e apoio jurídico aos ocupantes.

    Nesse dia nacional de luta contra a Reforma da Previdência, precisamos impulsionar e incentivar todos os espaços de resistência. É necessário fortalecer a luta da saúde e da UERN.

    #GrevePorDignidade
    #BastaDeAtraso

  • 5 de dezembro: saiba onde ocorrerão protestos contra Reforma da Previdência

    Por: Carolina Burgos, da Redação

    Nesta terça-feira (5), irão acontecer atos em várias cidades do País em protesto contra a Reforma da Previdência do Governo Federal. A votação da pauta na Câmara dos Deputados estava prevista para ocorrer na mesma data, mas foi retirada da pauta por falta de apoio suficiente. O objetivo de Michel Temer e do presidente da casa Rodrigo Maia é recompor forças para conseguir aprovar o projeto ainda nesse ano. Neste domingo, se reuniram com líderes dos partidos apostando num emblocamento. O receio do governo é que o amplo rechaço por parte da população possa influenciar os parlamentares a enterrar a reforma. Se aprovado, o projeto significará retrocesso histórico contra direitos dos trabalhadores. 

    Na última sexta-feira (1), foi divulgada uma carta assinada por seis centrais sindicais afirmando que, diante do fato de ter sido retirado o projeto da pauta desta terça, não seria mais necessária a greve nacional com mobilizações e paralisações discutidas e aprovadas por categorias  importantes, como metroviários de São Paulo, petroleiros, metalúrgicos, professores universitários, educadores de vários estados e municípios, servidores federais, entre outras. A notícia não foi bem recebida em diversas bases. Entidades, movimentos sociais como o MTST, a Frente Povo Sem Medo, a CSP-Conlutas, a Federação Nacional dos Petroleiros, O Andes-SN, a Fasubra, entre outras, reafirmaram as mobilizações. Centrais que compuseram a nota que desmarcava o movimento, como a CSB e a CTB, afirmaram que manterão os protestos já previstos. O mesmo fizeram regionais da CUT em alguns estados, como Minas Gerais, Piauí, Pernambuco, São Paulo, entre outros.

    Diante disso, grande parte dos protestos estão mantidos. Outras duas pautas que retiram direitos dos brasileiros serão colocadas para votação nesta terça-feira (4). Na Comissão Especial da Câmara dos Deputados ocorrerá sessão final sobre a PEC 181/15, que pode significar a proibição de qualquer tipo de aborto, até em casos de estupro, risco à mãe ou em casos de anencefalia fetal e no Plenário da Câmara a Medida Provisória (MP 795/17) que dá isenção a petrolíferas e ataca diretamente a soberania nacional.

    Confira os locais onde ocorrerão os protestos:

    Acre

    Alagoas
    Maceió – IFPE, às 7h e Praça Sinimbú, às 9h

    Amazonas
    Manaus – Praça da Polícia, às 9h – Evento

    Amapá

    Bahia
    Salvador – Manifestação em frente ao Iguatemi, às 6h e Passeata em Campo Grande até a Praça Castro Alves, às 15h – Evento; atraso na abertura das agências bancárias e de parte do comércio do Centro. Paralisação: Universidades estaduais, escolas rede estadual e municipal.

    Brasília
    Anexo 2 da Câmara dos Deputados, às 13h

    Ceará
    Fortaleza – Cruzamento da Avenida da Universidade com 13 de maio, às 8h – Evento

    Espírito Santo
    Vitória – Praça de Jucutuquara, às 10h

    Goiás
    Formosa – Praça Anísio Lobo, às 10h

    Minas Gerais
    Belo Horizonte – Praça Sete de Setembro, às 9h – Evento
    Juiz de Fora – Praça da Estação, das 9h30 às 13h – Evento
    Uberlândia – Praça Ismene Mendes, às 16h – Evento

    Maranhão
    São Luiz – BR 135/Km 5/IFMA-Maracanã, na entrada da cidade, às 5h e Barragem do Bacanga/UFMA, às 5h

    Mato Grosso do Sul

    Mato Grosso

    Pará
    Belém – Praça da República, às 9h
    Marabá- Avenida Antônio Maia, velha Marabá, às 8h

    Paraná
    Londrina – Calçadão, às 9h – Evento

    Paraíba
    Ato em frente ao INSS (Av. Dom Pedro, 1.215 – Centro), às 8h

    Pernambuco
    Recife – Praçado Derby, às 15h

    Piauí
    Ato Público na Praça Rio Branco, às 8h

    Rio Grande do Norte
    Natal – Caminhada saindo da Praça Tamandaré até a Assembleia Legislativa, que está ocupada, às 9h e Ato no INSS da Rua Apodi (Tirol), às 15h
    Caicó – Praça Felipe Guerra, às 8h

    Roraima

    Rio Grande do Sul
    Porto Alegre –  Sindisaúde e Aserghc farão ato no GHC
    Caxias do Sul – Concentração na agência do INSS, às 10h e Ato na Praça Dante Alighieri, às 17h – Evento

    Rio de Janeiro
    Rio de Janeiro – Hospital de Bonsucesso (10h), Prefeitura (13h) e ato unificado da Candelária até a Cinelândia, às 16h – Evento 
    Niterói – Rua Dr. Celestino, Centro , das 6h às 20h – Evento

    Santa Catarina
    Florianópolis – Terminal de Integração do Centro (Ticen), às 16h – Evento

    São Paulo
    São Paulo – Avenida Paulista, às 16h – Evento
    Santos – Praça da Independência, Gonzaga, às 18h – Evento
    C
    ampinas – Largo do Rosário, às 17h – Evento
    São Carlos – Mercado Municipal, às 10h – Evento
    Araraquara – Praça Santa Cruz, às 16h – Evento
    Bauru – Câmara Municipal de Bauru, às 17h – Evento
    São José dos Campos – Praça Afonso Pena, às 10h

    Sergipe
    Aracaju – Ato na Praça General Valadão, às 7h; atos nas agências bancárias e em frente a garagens de ônibus e  rodovias; ato no Palácio dos Despachos, às 14h

    Tocantins
    Ato público na Avenida Tocantins, Taquaralto (ao lado da passarela), às 17h

    Foto: Carol Burgos | Esquerda Online

  • USP sofre ameaça de ataque fascista

    Por: Movimento Afronte SP

    Nesta segunda-feira, dia 04 de dezembro, a seção de alunos da faculdade de Letras da USP foi surpreendida com um e-mail que ameaçava a integridade física dos e das estudantes e funcionários da FFLCH, em especial mulheres, negros e LGBTs. A ameaça está ligada à realização de um ato na semana passada (quarta, dia 29) de repúdio à presença de Victor Emanuel Vilela Barbuy, presidente da Frente Integralista Brasileira (FIB), em um simpósio de Filologia e Cultura Latino-Americana realizado na faculdade. A página da organização divulgou o evento e chamou seus membros e simpatizantes a comparecerem.

    Como resposta, estudantes se organizaram para exigir a saída de Barbury e seus seguidores por entender que o espaço da universidade não é local para livre expressão do fascismo.

    A FIB teve seu auge em 1930, ligada ao que há de mais conservador na sociedade brasileira. A organização é ponto de apoio ao fascismo e integralismo europeu. Seus integrantes originalmente eram uniformizados de verde, inspirado nos camisas negras italianos, e na época protagonizaram atos na cidade de São Paulo, ferrenhamente combatidos pelos ativistas e militantes de esquerda, em que o mais conhecido foi a “Revoada dos Galinhas-Verdes”, na Praça da Sé.

    O e-mail intitulado “Estou contando as balas” seria uma promessa de resposta ao escracho: “vou entrar atirando para matar o maior número de viados, travestis, esquerdistas e feministas que aparecerem na minha frente”, diz a mensagem.

    A diretoria da FFLCH realizou uma reunião nessa tarde e, segundo comunicado, a administração da Universidade já identificou o autor das ameaças e garante ter tomado todas as providências para garantir a segurança da comunidade. As aulas do noturno foram mantidas. Compreendemos que muitos estudantes não tenham comparecido à Universidade de São Paulo nesta segunda-feira (04) por questão de segurança. Por este motivo, a diretoria da FFLCH deve o quanto antes apresentar medidas de abono e reposição das aulas, para que os estudantes não sejam punidos em um contexto de exceção.

    A administração ainda ressalta que “repudia toda e qualquer forma de violência e reafirma o seu compromisso com o pluralismo e o livre debate das ideias”. Pensamos que esse posicionamento é equivocado, é preciso reafirmar que não haverá nenhum espaço da universidade pública para livre expressão do fascismo.

    Vamos combater qualquer tipo de reprodução dessa ideologia com muita unidade de todos os setores que se colocam contra a barbárie. É preciso deixar claro, em tempos de avanço das ideias de extrema-direita: seguiremos organizados e ocupando a nossa universidade, lutando para que seja cada vez mais negra, feminista e LGBT. Fascistas não passarão!

  • Greve Nacional: entidades e movimentos questionam posição das centrais e manterão mobilização no dia 5

    Por: Carolina Burgos, da Redação

    Nesta sexta-feira (1), quatro dias antes do dia 5 de dezembro, data para a qual estava sendo organizada uma greve nacional com adesão de diversas categorias de trabalhadores e movimentos sociais, as centrais sindicais CUT, Força Sindical, CTB, UGT, NTSC e CSB lançaram uma nota onde afirmam “desmarcar as mobilizações”, com a justificativa de que a votação da Reforma da Previdência foi adiada. As centrais CSP-Conlutas e Intersindical, a Frente Povo Sem Medo e entidades como a Federação Nacional dos Petroleiros, a Fasubra, o Andes, Sepe, entre outras, se posicionaram contrárias à tentativa de desmobilização, reafirmando protestos e atos para a terça-feira (5).

    A posição das centrais pegou de surpresa os trabalhadores que realizaram assembleias nos seus locais de trabalho, reuniões e planejavam parar as atividades como parte da luta contra este projeto do Governo Federal. Categorias como metalúrgicos, metroviários de São Paulo, petroleiros, professores, servidores públicos federais, entre outras, aprovaram aderir ao movimento.

    Há questionamento inclusive em bases dirigidas pelas centrais que assinam a carta. Contraditoriamente, a CTB e a CSB, que assinam a nota unitária de cancelamento do dia 5, também lançaram comunicados afirmando que manterão as mobilizações, o que gerou confusão sobre a real posição destas entidades. A Força Sindical e a CUT, ao contrário, divulgaram em seus sites a não realização da greve nacional. Nos estados, no entanto, a decisão foi questionada. A CUT Piauí, CUT Pará e a CUT Pernambuco, por exemplo, afirmaram que manterão os atos já previstos. A CUT São Paulo orientou os trabalhadores a se somarem ao ato que acontecerá na Avenida Paulista, às 16h e nas demais cidades. A CUT Minas, por sua vez, divulgou que “mobilizações e pressão contra a pauta golpista estão mantidas”, onde reafirmam a mobilização já convocada para o dia 05 de dezembro em Belo Horizonte com concentração às 17 horas, na Praça Afonso Arinos e todos os demais marcados na região.

    A tentativa das seis centrais aconteceu num momento de defensiva no Governo Federal em relação ao projeto. Com dificuldade de aprovar a Reforma da Previdência devido ao amplo questionamento da população, Temer articulou o adiamento da votação na tentativa de somar forças e ganhar os aliados necessários para aprovação. Os movimentos contrários ao adiamento da greve nacional argumentam que a mobilização poderia ser elemento forte de pressão para impossibilitar o retorno da reforma à pauta e impedir ainda mais retirada de direitos. O recuo dos protestos, ao contrário, serviriam para reorganização do governo.

    Notas

    Veja, abaixo, trecho das notas de alguns movimentos que questionaram a posição das seis centrais:

    CSP-Conlutas – “Este recuo significa abrir mão de uma ferramenta fundamental, que é a Greve Nacional, uma grande oportunidade de, pela ação direta, enterrarmos de vez essa reforma que acaba com a nossa aposentadoria e vem sendo articulada a base da compra de votos por um governo e um Congresso Nacional corruptos a serviço da burguesia desse país. A CSP-Conlutas chama a todos os sindicatos e organizações de base a se manterem mobilizados e realizarem assembleias, protestos e manifestações, a manterem a pressão sobre os deputados nas casas e aeroportos. Não vamos baixar a guarda”!

    Intersindical – “A Intersindical Central da Classe Trabalhadora informa que não participou da decisão de cancelamento da greve geral do dia 05 de dezembro. Ainda que a votação da reforma da previdência não aconteça nessa semana, o projeto continua sendo prioridade do governo e constitui um enorme ataque aos direitos da classe trabalhadora no Brasil. As razões para a mobilização da classe no dia 05 continuam. Buscaremos interlocução com todos os setores combativos do movimento sindical e social para a manutenção da luta contra a reforma da previdência e a retirada de direitos”.

    Povo Sem Medo – “Tomar as ruas no dia 5 em defesa da aposentadoria! No próximo dia 5 havia sido convocada uma greve nacional pelas centrais sindicais contra a reforma da previdência. Diante do adiamento da votação no Congresso, algumas centrais se posicionaram suspendendo a greve. A Frente Povo Sem Medo compreende que a ameaça permanece, exigindo mobilização permanente dos setores populares contra este grave ataque do governo Temer. Por isso, de nossa parte, manteremos as manifestações de rua marcadas para o dia 5 em várias cidades brasileiras e apoiaremos todas as paralisações dos trabalhadores. Seguiremos com a orientação de unidade com a Frente Brasil Popular na construção destas atividades”.

    Federação Nacional dos Petroleiros – “A direção da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) indica a manutenção da data, como dia nacional de mobilizações, para pressionar a Petrobrás a apresentar uma proposta de acordo que não retire direitos, antes do período de 11 a 15 de dezembro”.

    Andes – “Para o ANDES-SN não há acordo possível quando se trata de retirada de direitos. Não aceitamos os ataques contra o(a)s trabalhadore(a)s e, em particular, contra o funcionalismo público e as instituições de ensino superior públicas. Não aceitamos cortes de verbas e a imposição de mais retrocessos nos direitos sociais. Basta de desrespeito para com o(a)s trabalhadore(a)s por parte dos governos e dessas centrais sindicais. Repudiamos mais essa traição das centrais e convocamos nossa categoria a manter o dia 5 de dezembro como um dia nacional de luta com mobilização e paralisação, em articulação com nossa central sindical, a CSP-Conlutas, outras categorias e movimentos sociais, populares e estudantil, realizando atividades dentro das nossas universidades, institutos federais e CEFET e organizando atos nos estados em ampla unidade”.

    Comando nacional de greve da Fasubra – Após a notícia de que as direções da maioria das grandes centrais sindicais suspenderam a greve geral marcada para o dia 05 de dezembro, o Comando Nacional de Greve (CNG) da FASUBRA Sindical vem a público expressar a sua indignação e discordância com essa decisão. O correto é que as cúpulas das centrais revejam essa decisão e mantenham a greve nacional. Num momento em que a proposta de greve nacional estava ganhando adesão de amplas categorias de trabalhadoras e trabalhadores, ao mesmo tempo em que o governo demonstra fragilidade em votar a reforma da Previdência, é um erro catastrófico da cúpula das centrais suspender o movimento marcado para o dia 05 de dezembro”.

    Mulheres do PSOL – “Manifestamos nosso apoio a manutenção da greve geral e estaremos nas ruas com os sindicatos e movimentos sociais contra a Reforma da Previdência e pelo #ForaTemer! Fazemos um chamado a todas as mulheres que protagonizam diversas lutas contra todas as tentativas de retirar nossos direitos. Seguimos: Pela Vida das Mulheres”!

  • Não é hora de recuar

    (Editorial conjunto MAIS e NOS)

    As direções das centrais sindicais, à exceção da CSP-Conlutas e da Intersindical, decidiram suspender a greve nacional marcada para terça-feira (5). Em nota divulgada nesta sexta-feira (01), os presidentes da CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central e CSB desmarcaram a paralisação “após o cancelamento da votação da Reforma da Previdência no dia 6”.

    O cancelamento da greve ocorre justamente no momento em que Temer enfrenta enormes dificuldades para aprovar a Reforma da Previdência. Na quinta-feira (30), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), disse que o governo ainda está longe de atingir o número necessário de votos para aprovar as mudanças. A enquete feita pela Folha de S. Paulo, divulgada hoje, apurou que o governo não tem os 308 votos favoráveis necessários para aprovar a reforma. Segundo o levantamento do jornal, pelo menos 213 deputados votariam contra a proposta.

    Cúpula das centrais joga contra a classe trabalhadora
    A construção desse dia de paralisações e manifestações vinha numa crescente em todo o país. Os presidentes das centrais, à revelia da vontade dos trabalhadores, cancelaram um dia unificado de lutas sem consultar as bases e os sindicatos.

    Se o governo pretende adiar a votação por conta das dificuldades que encontra para aprovar a Reforma, por que não aproveitar esse momento para enterrar de vez a proposta? Por que dar mais tempo para Temer articular apoio à medida?

    Na verdade, a cúpula das centrais prefere negociar às escondidas com o governo. Paulinho da Força, por exemplo, pretende trocar os direitos dos trabalhadores pela volta do imposto sindical. É possível que uma negociação sobre esta questão esteja por detrás do recuo das centrais. A CUT, por sua vez, prioriza os interesses eleitorais do PT e não a mobilização direta dos trabalhadores.

    Exigir das centrais a manutenção da greve nacional e manter a mobilização dia 05
    É preciso que os sindicatos, as organizações do movimento social e todos os lutadores exijam das centrais que mantenham a convocação da greve nacional. É hora de mostrar a máxima indignação com essa manobra burocrática que apenas beneficia o governo e os grandes empresários.

    Acreditamos que é necessário manter as paralisações e manifestações de rua onde os movimentos e sindicatos avaliarem que é possível. Vamos construir pela base a mobilização contra a Reforma da Previdência e demais ataques à nossa classe, com todos setores dispostos a não recuar da luta. Num contexto de duros golpes contra os trabalhadores, como a Reforma Trabalhista, Lei da Terceirização, privatizações, corte de gastos sociais, entre outros, é preciso fortalecer a resistência.

    A cúpula das centrais não fala em nome dos trabalhadores e das trabalhadoras!

  • Ex-prefeito de Belém é preso pela Polícia Federal

    Por: José Emílio Almeida, professor e coordenador da Associação dos Concursados do Pará

    O ex-senador e ex-prefeito de Belém Duciomar Costa acaba de ser preso durante a Operação Forte do Castelo, formada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal do Pará. De acordo com a força-tarefa, Duciomar está sendo acusado de comandar uma organização criminosa responsável pelo desvio de cerca de R$ 400 milhões dos cofres públicos, no período de 2005 a 2012, quando esteve à frente da Prefeitura de Belém.

    Desde que se candidatou pela primeira vez, em 1988, Dudu, como é chamado pelos seus eleitores, teve uma carreira política bastante ascendente. Foi vereador de Belém, deputado estadual, senador e prefeito da capital paraense por dois mandatos. No entanto, já no começo da sua carreira foi flagrado e preso praticando o exercício ilegal da profissão de médico, quando se fazia passar por oftalmologista. Usava um falso diploma. Dudu prescrevia receitas de óculos, gerando lucro para as óticas que havia aberto no centro de Belém. Foi condenado, mas recorreu e contou com a prescrição de prazo da Justiça para procrastinar a ação.

    Com a carreira política marcada pela corrupção, Dudu era ligado às igrejas evangélicas do Pará. Foi dirigente do PTB, juntamente com o atual deputado federal Josué Bengtson, pastor da Igreja Quadrangular. Ao todo, Duciomar responde a um total de 33 processos judiciais, dos quais 21 na Justiça do Estado do Pará e os demais 13 na Justiça Federal. Um destes processos pertence à esfera criminal e os demais à esfera cível. Mas, todos por improbidade administrativa. A maioria por uso indevido de verbas destinadas pelo Governo Federal à saúde pública.

    Durante toda a sua carreira política, seja como parlamentar ou prefeito, Duciomar sempre agiu com indiferença aos movimentos sociais e aos servidores públicos. Não recebia os representantes dos movimentos grevistas e os tratava com empáfia. Era considerado inimigos dos trabalhadores.

    Sua prisão, se mantida, significará um grande alívio para todos e a esperança de que outros corruptos em nosso estado, ligados a ele, também caiam e sejam presos.

  • Seis motivos para lutar contra a reforma da previdência

    Por: Ademar Lourenço, de Brasília

    1 – O trabalhador comum será prejudicado. A idade mínima para se aposentar será de 65 anos par homem e 62 anos para mulher. Todos terão que trabalhar no mínimo 40 anos para ganhar aposentadoria integral

    2 – Muita gente vai morrer sem se aposentar. Vamos a um exemplo prático. Seu João, que mora no Piauí e trabalha desde os 12 anos. Ele nunca parou de pegar pesado, mas só trabalhou 20 anos de carteira assinada. Terá que trabalhar até os 65 anos para ter aposentadoria parcial. Se quiser ganhar aposentadoria integral, ele terá que trabalhar de carteira assinada até os 85 anos. Mas, a expectativa de vida para homens no Piauí é de 66 anos. Seu João vai morrer trabalhando.

    3 – O trabalhador não deve pagar a conta. Todo ano mais de R$ 500 bilhões de reais de impostos deixam de ser pagos. Quem dá este calote em sua maioria são os grandes empresários. Um terço deste dinheiro daria para cobrir o que o próprio governo diz ser o “rombo da previdência”.  Não se trata de aumentar os impostos, apenar de cobrar o que os sonegadores ricos devem. Além disso,  segundo a CPI da previdência, os empresários devem mais de R$ 450 bilhões ao INSS, R$ 56 bilhões são perdidos todo ano do INSS por causa de fraudes  e R$ 43,4 bilhões de reais deixam de ser arrecadados por causa de renúncias fiscais.

    4 –  A CPI da previdência comprovou que o dinheiro da Seguridade Social, que é de onde vem as aposentadorias, é desviado para o pagamento de dívida pública. Dívida que nunca passou por uma auditoria como manda a Constituição. Segundo a Auditoria Cidadã , boa parte de dívida é ilegal ou já vencida. Por isto é errado em falar em “rombo na previdência”.

    5 – Esta reforma só existe para dar lucro aos bancos. Além de lucrar com o desvio do dinheiro da previdência para a dívida pública, eles vão ganhar horrores com a venda de previdência privada.

    6 – Esta reforma é de iniciativa do governo Temer, o mais impopular da história do Brasil. Ele já retirou nossos direitos trabalhistas  e reduziu verbas para a saúde e educação por 20 anos. Dá pra confiar no que ele diz?

    Dia 05 de dezembro é dia de Greve Nacional contra a reforma. Participe!