Editorial

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  • O momento decisivo na luta contra a Reforma da Previdência

    Editorial 07 de dezembro, 

    A próxima semana será decisiva na luta contra a Reforma da Previdência. Michel Temer (PMDB) pretende aprovar a proposta ainda em dezembro. Para isso, o governo está exercendo enorme pressão sobre os partidos e deputados. Nesta quarta-feira (6), Temer deu aval para que o Congresso aprovasse medidas com impacto de R$ 30 bi em troca de apoio à reforma. O fato é que o governo vem despejando gigantesca quantia de dinheiro para comprar o voto dos parlamentares. 

    Com o entusiasmado suporte do empresariado, a grande mídia e o governo têm feito uma campanha de terrorismo. Afirmam que sem a reforma o Brasil irá quebrar. Mentira deslavada. Na verdade, o que ricos e poderosos querem é que o governo repasse menos dinheiro para a Previdência pública e mais para os bolsos de banqueiros e grandes empresários. Por exemplo, na semana passada, a Câmara do Deputados aprovou uma lei que isenta as petroleiras estrangeiras de pagar impostos no valor de R$ 1 trilhão.

    Entretanto, apesar da ofensiva do governo, a maioria da população segue contrária à Reforma Previdência. O povo entendeu que essa proposta prejudica justamente os menos favorecidos. Por conta disso, muitos deputados temem votar a favor da medida e perder votos nas próximas eleições. Até este momento, o governo ainda não tem os 308 votos necessários para aprovar a reforma na Câmara.

    A hora da luta
    A pressão dos trabalhadores pode ser fundamental para barrar a aprovação da reforma na próxima semana. Nesse sentido, é fundamental que ocorram fortes mobilizações nos dias 12 e 13 de dezembro, data prevista para a votação da proposta. As centrais sindicais têm a obrigação de convocar um dia de greve nacional. Qualquer vacilo nesse momento representará uma traição à classe trabalhadora. 

    Acreditamos que o conjunto do movimento sindical e social precisa incorporar o calendário aprovado pelo Fonase (Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais), que prevê paralisações, manifestações e atos públicos para quarta (12) e quinta (13). 

    Neste momento crítico, é fundamental também que os partidos e as lideranças políticas da esquerda se posicionem. O PSOL e seus parlamentares vêm atuando com firmeza contra a reforma da Previdência, assim como o MTST e Guilherme Boulos. Lula e o PT, por sua vez, apesar dos discursos contrários, não estão convocando a luta. Por que Lula não aproveita sua caravana pelos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo para chamar as mobilizações populares contra a reforma? 

    Dia 05 de dezembro: um balanço necessário
    Os trabalhadores poderiam estar mais fortalecidos para a luta da próxima semana, caso as maiores centrais sindicais não tivessem desmarcado a greve nacional prevista para a última terça-feira (5). Neste dia, apesar do recuo das cúpulas sindicais, ocorreram atos importantes em quase todas as capitais brasileiras, com destaque para Aracaju (SE). 

    No entanto, as mobilizações ficaram muito aquém do seu potencial. Diversas categorias que tinham se preparado para parar, como metroviários, metalúrgicos, petroleiros, rodoviários, entre outras, cancelaram a greve devido ao recuo das cúpulas da CUT, Força, UGT, Nova Central e CSB. O cancelamento da greve nacional causou grande descontentamento na base dessas centrais. Mas mesmo assim algumas dessas direções seguiram fazendo o jogo dos inimigos dos trabalhadores. No próprio dia 05, a Força, UGT, Nova Central e CSB tiveram o descaramento de se reunirem com Temer no Palácio do Planalto.

    Mas pode ser ainda pior. O jornal Folha de S. Paulo noticiou, nesta quinta (7), que o governo providenciou o pagamento de R$ 500 milhões às centrais em imposto sindical supostamente atrasado. Se esta notícia for confirmada, estaremos diante de um escândalo: parte da cúpula das centrais estaria ajudando a vender o direito dos trabalhadores em troca de dinheiro. 

    A CSP-CONLUTAS, Intersindical e MTST tomaram a decisão correta de manter a convocação dos atos do dia 05, o que forçou as centrais a manterem a convocação dessas atividades. Agora é hora de redobrar a pressão e fortalecer as mobilizações unitárias da próxima semana. 

    Foto: Julia Gabriela | Esquerda Online

  • Lula e o PT precisam convocar luta contra Reforma da Previdência 

    Editorial 04 dezembro,

    Nesta terça-feira (5), acontecerão protestos e paralisações protagonizados pelos trabalhadores, as mulheres, a juventude e os movimentos sociais combativos, como o MTST e a Frente Povo Sem Medo.

    Mesmo com o recuo da cúpula das centrais sindicais em realizar a Greve Nacional, muito setores estarão empenhados em construir um grande dia nacional de lutas contra a Reforma da Previdência e demais ataques deste governo ilegítimo. 

    As direções das principais centrais sindicais devem rever esse gravíssimo erro e passar a apostar na ampliação da resistência.  Neste momento, o governo está tentando conseguir maioria qualificada necessária para votar a Reforma da Previdência (308 votos na Câmara). Mas vem encontrando muita dificuldade.

    Afinal, diante das lutas de resistência da classe trabalhadora, como vem realizando o funcionalismo público, muitos deputados da base do governo estão com medo de votar mais essa retirada de direitos e acabarem perdendo apoio em suas bases eleitorais.

    O momento não é de recuo. O governo está com dificuldades, é a hora dos trabalhadores aproveitarem essa situação de indefinição na base do governo, para ir para cima de Temer e do Congresso, buscando impedir mais essa votação. 

    Diante da gravidade do momento, Lula, que aparece na liderança das pesquisas de opinião para presidente da República, e o PT, que é ainda o maior partido de oposição e que dirige a CUT, devem encabeçar o chamado às paralisações e manifestações de terça-feira (5) e jogar esforços na ampliação da resistência contra os ataques aos direitos sociais. 

    Priorizar a campanha eleitoral é não entender que a luta é agora. Esperar 2018 significa abrir mão da possibilidade de lutarmos para barrar ataques tão criminosos aos diretos da classe trabalhadora, dos aposentados, da juventude e da maioria da população.

    Como candidato, Lula deveria se comprometer a revogar todas as reformas do governo ilegítimo de Temer. E, desde já, usar a sua liderança, que persiste em parcelas significativas do povo trabalhador, para chamar de forma contundente as mobilizações para derrotar as reformas reacionárias e o governo Temer.

    O governo quer votar a Reforma da Previdência entre os dias 12 e 13 de dezembro
    Ainda há tempo de Lula e o PT, assim como todas as organizações políticas e sociais, em especial as centrais sindicais, começarem a trabalhar com todas as suas forças a convocação de uma forte Greve Nacional para o dia 12 de dezembro. Nesta iniciativa reside a chance dos trabalhadores impedirem que a reforma seja votada neste ano.

    Por tudo isso, é muito importante que o conjunto da esquerda, dos movimentos sociais e dos sindicatos cobrem de Lula e do PT o compromisso com a luta contra as reformas e o governo Temer. É preciso forjar uma ampla unidade para enfrentar Temer e suas reformas. Especialmente, nesse momento, em torno da mobilização para derrotar a Reforma da Previdência.

  • Não é hora de recuar

    (Editorial conjunto MAIS e NOS)

    As direções das centrais sindicais, à exceção da CSP-Conlutas e da Intersindical, decidiram suspender a greve nacional marcada para terça-feira (5). Em nota divulgada nesta sexta-feira (01), os presidentes da CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central e CSB desmarcaram a paralisação “após o cancelamento da votação da Reforma da Previdência no dia 6”.

    O cancelamento da greve ocorre justamente no momento em que Temer enfrenta enormes dificuldades para aprovar a Reforma da Previdência. Na quinta-feira (30), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), disse que o governo ainda está longe de atingir o número necessário de votos para aprovar as mudanças. A enquete feita pela Folha de S. Paulo, divulgada hoje, apurou que o governo não tem os 308 votos favoráveis necessários para aprovar a reforma. Segundo o levantamento do jornal, pelo menos 213 deputados votariam contra a proposta.

    Cúpula das centrais joga contra a classe trabalhadora
    A construção desse dia de paralisações e manifestações vinha numa crescente em todo o país. Os presidentes das centrais, à revelia da vontade dos trabalhadores, cancelaram um dia unificado de lutas sem consultar as bases e os sindicatos.

    Se o governo pretende adiar a votação por conta das dificuldades que encontra para aprovar a Reforma, por que não aproveitar esse momento para enterrar de vez a proposta? Por que dar mais tempo para Temer articular apoio à medida?

    Na verdade, a cúpula das centrais prefere negociar às escondidas com o governo. Paulinho da Força, por exemplo, pretende trocar os direitos dos trabalhadores pela volta do imposto sindical. É possível que uma negociação sobre esta questão esteja por detrás do recuo das centrais. A CUT, por sua vez, prioriza os interesses eleitorais do PT e não a mobilização direta dos trabalhadores.

    Exigir das centrais a manutenção da greve nacional e manter a mobilização dia 05
    É preciso que os sindicatos, as organizações do movimento social e todos os lutadores exijam das centrais que mantenham a convocação da greve nacional. É hora de mostrar a máxima indignação com essa manobra burocrática que apenas beneficia o governo e os grandes empresários.

    Acreditamos que é necessário manter as paralisações e manifestações de rua onde os movimentos e sindicatos avaliarem que é possível. Vamos construir pela base a mobilização contra a Reforma da Previdência e demais ataques à nossa classe, com todos setores dispostos a não recuar da luta. Num contexto de duros golpes contra os trabalhadores, como a Reforma Trabalhista, Lei da Terceirização, privatizações, corte de gastos sociais, entre outros, é preciso fortalecer a resistência.

    A cúpula das centrais não fala em nome dos trabalhadores e das trabalhadoras!

  • Contra a direita, fortaleça a esquerda na internet

    Na semana passada, das dez publicações sobre política mais vistas no Facebook, nove eram em páginas de direita. Apoiando-se na revolta com os “políticos” e a corrupção, na decepção com os governos petistas e no aumento da violência, a direita está vencendo com folga a batalha nas redes.

    Após cada publicação, uma extensa rede repercute, potencializando o alcance nas fábricas, nas igrejas e nas ruas. É desta forma que estas ideias chegam aos grupos de whatsapp do trabalho e da família. Nesta cruzada, vale tudo, de notícias falsas a memes provocativos. Como o que  recorreu às batatas fritas em dobro em uma promoção da Black Friday para demonstrar a superioridade do capitalismo.

    Distante de um programa comum para o País, o repertório da direita que cresceu na esteira do impeachment reúne a defesa da “família”, anticomunismo e afirmação do mercado, nacionalismo e combate à corrupção.

    O ódio estimula comentários contra gays, lésbicas, transexuais, mulheres, negros e nordestinos. Ao mesmo tempo em que um jovem ator negro, depois de espancado por um grupo fascista em São Paulo, ainda fosse confundido com um assaltante.

    Diante da violência, a direita defende o armamento dos “cidadãos de bem”, a pena de morte e o encarceramento em massa. Direitos Humanos virou palavrão, sinônimo de compactuar com o crime. Ao mesmo tempo em que ninguém mais parece se incomodar com homenagens a torturadores e generais e a defesa de uma intervenção militar.

    Combatendo o absurdo 
    A revolta com a direita muitas vezes é seguida de desânimo e cansaço. Afinal, como debater com o absurdo?

    É preciso dizer que a batata frita no shopping não significa absolutamente nada. Ainda mais quando crianças desmaiam de fome nas escolas e a fome voltou a aumentar no mundo, atingindo 815 milhões de pessoas.

    É preciso dizer que não há nada de moderno no trabalho intermitente, que paga por hora. E que as empresas que cobram redução dos gastos públicos devem bilhões à Previdência e dependem do dinheiro do estado. Que privatizar a Petrobras não é a saída. Que a Coréia do Norte não é socialista. É preciso repetir que as mulheres não devem ser obrigadas a ter filhos de estupradores. É preciso recordar que a ditadura retirou liberdades, torturou e matou. É necessário dizer o que parece óbvio.

    Fortaleça a esquerda na internet. Doe ao Esquerda Online
    A força dessa nova direita na internet não é novidade. Mas é preciso respostas à altura. Na internet cresce a resistência. Ativistas de esquerda, socialistas, feministas, jornalistas criam alternativas de comunicação diante de uma mídia que assumiu o golpe parlamentar e faz campanha pelas reformas. Produzem informação livre, mostram a vida nas comunidades, o genocídio da juventude negra, contam a vida e as lutas nas obras e nas fábricas.

    O Esquerda Online é parte disso. Nosso site surgiu há pouco mais de um ano, e fomos um dos mais visitados quando o assunto foi a luta contra as reformas e o Fora Temer. Acompanhamos as lutas na América Latina, a greve das mulheres contra Trump e as lutas na Europa e na China. Fizemos luta política, divulgamos o socialismo e a Revolução Russa, iniciada com uma greve de mulheres operárias. Acompanhamos o debates da esquerda socialista no Brasil, e a busca por uma alternativa que negue a colaboração de classes dos governos petistas.

    Agora, queremos fortalecer o Esquerda Online, com um novo site, novo design, uma ampla rede de colunistas, enfim, com uma ferramenta a altura da batalha que temos pela frente, contra a direita, a retirada de direitos e os retrocessos.

    Precisamos da sua ajuda. Para manter nossa independência, lançamos uma campanha de financiamento coletivo (Crowdfunding), e pedimos a sua colaboração, de qualquer valor. Clique em benfeitoria.com/esquerdaonline e faça a sua contribuição. Fortaleça a esquerda na internet.

  • 28 de novembro é dia de defender os serviços públicos e dizer não à Reforma da Previdência

    Editorial 24 de novembro

    Editorial Especial MAIS E NOS

    Mesmo sendo um dos governos mais infames e impopulares da história do País, o empenho de Michel Temer para atacar os direitos dos trabalhadores e da população parece não ter limites. Apenas nessas últimas semanas, o Governo Federal editou a Medida Provisória nº 805, que cancela reajustes e aumenta a contribuição previdenciária para o funcionalismo federal, e a Medida Provisória nº 808, que altera itens da Reforma Trabalhista, instituindo, entre outras medidas, a exclusão do seguro desemprego para os empregados intermitentes e a necessidade de complementação da contribuição previdenciária para os que receberem menos que o salário mínimo.

    Na mesma esteira, o projeto de Reforma da Previdência, que antes parecia definitivamente inviabilizado pelo desgaste e o receio do Congresso Nacional de votar medidas impopulares às vésperas das eleições, foi retomado com força pelo governo Temer após pressão do capital e da grande mídia. O tom foi dado pela milionária campanha publicitária lançada pelo Governo Federal, com objetivo de convencer a população de que a reforma é necessária para acabar com privilégios, pois “tem muita gente no Brasil que trabalha pouco, ganha muito e se aposenta cedo”. O funcionalismo público é mais uma vez apresentado como o principal responsável do déficit nas contas públicas.

    A verdade é que se o governo quisesse realmente atacar privilégios, faria um ajuste nos lucros dos grandes bancos e fortunas, bem como cobraria com rigor as grandes empresas devedoras da União.

    Para viabilizar a tramitação e aprovação da reforma, o governo Temer está fazendo a reforma ministerial para atender interesses da base aliada. E ainda operou modificações no projeto apresentado em maio, porém a essência da proposta segue a mesma. O principal ponto, que é a instituição de uma idade mínima para aposentadoria, de 65 anos para homens e 62 para mulheres, segue inalterada. Além disso, embora a nova proposta recue na elevação da carência, o tempo mínimo de contribuição, de 25 para 15 anos, reduz, em contrapartida, o valor inicial da aposentadoria de 70% para 60% da média das contribuições. Com isso, para ter direito à aposentadoria integral, o trabalhador terá de somar 40 anos de contribuição, conforme a proposta.

    Mas, o foco da nova proposta de reforma apresentada por Temer ao Congresso se volta, principalmente, contra o funcionalismo público, detentor dos maiores privilégios, segundo a propaganda oficial assumida pelos grandes meios de comunicação. O objetivo central do governo é, ainda nessa reforma, igualar o regime próprio dos servidores ao regime geral de Previdência, nivelando por baixo o direito dos trabalhadores. Para acelerar a tramitação dessas medidas e como parte da pressão sobre o Congresso Nacional, o governo estabeleceu um cronograma, segundo o qual a proposta deve ser votada pela Câmara dos Deputados em dois turnos ainda em dezembro.

    Todas essas medidas capitaneadas pelo governo Temer atendem diretamente aos interesses dos “mercados” e das grandes empresas, muitas das quais envolvidas nos esquemas de corrupção. Tanto o Governo Federal, como os governos estaduais e municipais, não passam de serviçais dos grandes capitalistas, que querem que os trabalhadores paguem, com seu suor e sangue, a conta da crise econômica.

    É lastimável que, diante de todos esses ataques, nenhuma das grandes centrais sindicais, em especial a CUT, que deveria estar à frente da luta contra esses ataques, esteja realmente empenhada em organizar a resistência dos trabalhadores para enfrentar as reformas e as medidas de ajuste que retiram direitos.

    Mas, passos importantes para a construção da resistência começam a ser dados. O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) e o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) estão convocando, para o dia 28 de novembro, uma caravana nacional do serviço público federal a Brasília. Mas, para derrotarmos as reformas e os planos de ajuste do governo Temer, e defendermos nossos direitos, é necessário irmos adiante. É preciso retomar a mobilização vista nas jornadas de luta do primeiro semestre do ano e começar a construir, desde já, uma nova greve geral.

    Organizar a resistência dos trabalhadores contra os ataques de Temer;
    Todos a Brasília dia 28 de novembro;
    As Centrais sindicais precisam convocar um calendário de lutas rumo à greve geral;
    Fora Temer e suas reformas!

  • Por uma nova greve geral contra a Reforma da Previdência

    Editorial de 23 de novembro,

    Michel Temer apresentou, nesta quarta-feita (22), a nova proposta da Reforma da Previdência. Em jantar oferecido a deputados da base aliada no Palácio da Alvorada, em Brasília, o presidente buscou costurar o apoio à nova versão da medida. Como se trata de uma mudança na Constituição, o governo precisará receber o voto favorável de pelo menos 308 deputados e 49 senadores, em dois turnos de votação na Câmara e no Senado.

    De acordo com a proposta, a idade mínima de aposentadoria será de 62 anos para mulheres e de 65 anos para homens, com exceção dos professores (60 anos) e policiais (55 anos). O tempo mínimo de contribuição será de 15 anos no setor privado e 25 anos no setor público. Para obter o direito à aposentadoria integral, será preciso contribuir por 40 anos. As regras de transição estabelecem a idade mínima progressiva, começando com mulheres a partir de 53 anos e homens a partir de 55 anos.

    A nova versão da reforma apresenta alguns recuos em relação à proposta anterior, mas segue representando um brutal ataque ao direito à aposentadoria do povo brasileiro. O governo tenta, dessa vez, se concentrar em três aspectos fundamentais: idade mínima, regras de transição e fim do regime próprio dos servidores públicos.

    Ofensiva para aprovar a reforma
    Depois de rasgar os direitos trabalhistas e barrar a denúncia de Janot, Temer iniciou nas últimas semanas uma ofensiva para aprovar a mudança da Previdência. A intenção é votar a proposta na Câmara até 15 de dezembro e concluir a aprovação, no Senado, no início de 2018. O  Palácio do Planalto está ciente das dificuldades. Às vésperas das eleições, muitos deputados estão preocupados em votar uma mudança tão impopular.

    Para reverter esse quadro, o governo está disposto a encher o bolso de parlamentares com verbas, cargos e nomeações. Temer pretende também liberar recursos financeiros para prefeitos e governadores. Somente em campanhas publicitárias, para tentar convencer – ou melhor, enganar – a opinião pública, Temer vai gastar R$ 20 milhões.

    A verdade é que os corruptos, grandes empresários e banqueiros estão unidos na tentativa de acabar com a aposentadoria do povo. O “ajuste” do governo prejudica justamente os menos favorecidos, a classe trabalhadora. Caso o objetivo fosse equilibrar as contas e tornar a Previdência mais sustentável, seria fácil, bastaria cobrar das empresas os valores bilionários devidos ao INSS, taxar as grandes fortunas e cobrar mais impostos dos mais ricos. Mas a intenção é outra: tirar dos “de baixo” para engordar ainda mais os lucros “dos de cima”.

    O descaramento do governo é total. Temer se aposentou aos 55 anos como procurador e recebe R$ 45 mil por mês. Henrique Meirelles, o ministro da economia, se aposentou aos 57 anos e ganha R$ 250 mil mensais do Bank Boston. O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, se aposentou aos 53 anos com salário de R$ 20 mil. Ou seja, aqueles que pouco trabalham, roubam muito e ganham fortunas são os que querem impedir que  milhões de trabalhadores se aposentem.

    Centrais sindicais precisam convocar paralisação nacional
    Perante a nova tentativa de Reforma da Previdência, é preciso que as centrais e os sindicatos, de modo unificado, convoquem uma paralisação nacional com grandes manifestações de rua no início de dezembro. É preciso repetir a greve geral de 28 de abril deste ano, que suspendeu o andamento da reforma naquele momento. A ampla maioria da população brasileira é contra esta reforma. E os trabalhadores já demonstraram disposição de luta para garantir o direito à aposentadoria.

    As centrais sindicais (CUT, Força Sindical, UGT, entre outras) não podem ficar caladas neste momento crítico. E não bastam declarações retóricas. É necessário, desde já, iniciar as mobilizações na base e os preparativos para um novo dia nacional de greve geral. O MTST, a CSP-Conlutas e as Intersindicais precisam pressionar o conjunto dos movimento sindical e social nesse sentido. Não temos tempo para esperar. A luta é agora!

    Lula e o PT precisam chamar a luta
    Nos palanques Brasil afora, Lula sempre fala contra a Reforma da Previdência de Temer. O PT também se coloca contra a proposta. Pois bem, chegou a hora de transformar palavras em ação. Não podemos esperar as eleições de 2018, até lá a mudanças reacionárias da Previdência poderão estar valendo. Com a força que têm entre os trabalhadores, Lula e o PT podem chamar a luta contra a reforma. Se tivermos uma greve geral como a de 28 de abril, podemos barrar a aprovação na Câmara. Portanto, não basta discurso eleitoral. Se Lula, o PT e a CUT estão realmente comprometidos com a defesa dos direitos sociais, precisam imediatamente convocar a mobilização popular.

    Foto: 30/06/2017- SP, Brasil- Ato contra as reformas da previdencia e trabalhista na av Paulista .
    Foto: Paulo Pinto /AGPT/FotosPúblicas

     

  • Crise no Rio e novo pedido de prisão

    Editorial 21 de novembro

    Nesta terça-feira (21), o Tribunal Regional Federal (TRF) da 2a. região decidiu por unanimidade restabelecer a prisão dos deputados Jorge Picciani, presidente da Alerj, Paulo Melo e Edson Albertassi. Os parlamentares, que conformam a cúpula do PMDB no Legislativo fluminense, tinham sido soltos após vergonhosa sessão da Assembleia Legislativa, na semana passada.  A nova ordem de prisão veio combinada com a ameaça, da parte do relator da operação Cadeia Velha, desembargador Abel Gomes, de um pedido de intervenção federal junto ao Superior Tribunal Federal (STF), na hipótese de que a Alerj mantenha obstáculos às decisões judiciais.

    Neste novo capítulo da crise no Rio, o Judiciário eleva o tom em seu choque com o Legislativo. Por sua vez, o Executivo, chefiado pelo governador Luis Fernando Pezão (PMDB), segue sem a menor capacidade de iniciativa.

    Nenhuma dessas instituições em conflito se move por uma saída democrática para a crise. Procuradores, juízes e parlamentares se chocam sem que nenhum deles expresse qualquer interesse popular em sua atividade. Ao ver na mesa a chantagem de intervenção federal, cabe à esquerda ter a clareza de que só o movimento social nas ruas pode levantar uma saída em que o povo decida.

    O Muspe- Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais – tem papel de destaque na liderança das manifestações de servidores e trabalhadores fluminenses. O PSOL, por sua vez, é a principal oposição parlamentar ao PMDB. Seria prudente que ambas as organizações, junto ao conjunto dos movimentos sociais, apontassem um caminho para uma saída democrática para o Rio. Não é possível seguir nesse impasse até o fim de 2018, enquanto o povo amarga uma crise social que só tende a se aprofundar.

    Nesse sentido, caberia defender com firmeza a antecipação das eleições para governador e para deputados estaduais. É esse o caminho para abrir passagem a um programa de emergência para o Rio, que resgate os serviços públicos e o emprego e deixe para trás a tragicômica novela do PMDB.

    Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

  • O dia 10 de novembro: sua força e limites

    Editorial Especial de 15 de Novembro,

    A última sexta feira (10) foi marcada por manifestações em várias capitais e cidades do país. Os protestos foram convocados com o objetivo de denunciar a reforma trabalhista, que entrou em vigor no dia 11 de novembro.

    Este dia foi a primeira tentativa, neste segundo semestre, de retomar a unidade das centrais sindicais, categorias e movimentos sociais que permitiu a realização da grande greve geral de 28 de abril.

    A retomada dessa unidade se iniciou a partir da articulação dos metalúrgicos, que  fizeram mobilizações conjuntas, em 14 de setembro, para unificar suas campanhas salariais e seguir o combate às medidas do governo Temer.

    A importância do dia 10 de novembro reside na tentativa de recuperar essa unidade e demonstrar que há resistência da classe trabalhadora contra os ataques do governo.

    Entretanto, as ações de luta na última sexta não estiveram à altura dos desafios do movimento sindical e social. É preciso muito mais para derrotar Temer, o Congresso Nacional e as reformas da burguesia.

    Em nossa opinião, há alguns motivos para isso, que precisam ser debatidos e considerados pelas organizações do movimento. Em primeiro lugar, é necessário reconhecer que há um cenário de forte ofensiva burguesa contra os trabalhadores e o povo pobre, situação esta que se reflete no caráter defensivo das lutas.

    O segundo motivo corresponde ao papel que cumpre as principais direções do movimento sindical e social brasileiro. Desde o início da construção da resistência, a CUT e a Força Sindical, cada uma a seu modo, tem tido estratégias que passam longe do objetivo de derrotar as reformas.

    A Força Sindical é base de apoio do governo Temer, apoiou o golpe parlamentar e definiu como parâmetro da resistência a busca pela manutenção do imposto sindical. A CUT, por sua vez, vem subordinando a luta em defesa dos direitos aos objetivos eleitorais do PT. Estão mais preocupados eleger Lula em 2018 do que combater Temer com ações concretas.

    Ambas as estratégias não contribuem para derrotar o governo Temer e os ataques sobre a nossa classe. E a prova e consequência disso é a realização de dias de luta muito fracos ou aquém do que a realidade exige.

    Um terceiro elemento que explica o limite do dia 10 é o fato de que a reforma trabalhista não está tão popularizada como ficou a reforma da previdência entre o povo. O movimento de resistência ganhou o debate sobre as consequências negativas da reforma da previdência. Isso não aconteceu na mesma intensidade e medida com a reforma trabalhista.

    Não ocorreu a mesma repercussão em relação à reforma trabalhista porque, por um lado, houve menos iniciativa de conscientização de seus impactos e a construção da resistência necessária somente ocorreu 120 dias depois da sua aprovação no congresso, na véspera da sua entrada em vigor. E, por outro lado, há um amplo setor da classe trabalhadora que já vive sob condições de trabalho muito degradantes. A reforma trabalhista nivela por baixo os padrões das condições de trabalho.

    Esses fatores diferenciam a capacidade de resistência e também a capacidade do governo de aprovar ou não essas reformas. A baixa popularidade da reforma da previdência, entretanto, não preocupa muito o governo e os grandes capitalistas. É a próxima da agenda. Temer está buscando apoio em todos setores empresariais para reverter o receio dos deputados de votar a favor deste projeto repudiado pela população.

    A retomada da resistência unificada se torna cada vez mais necessária. Algumas categorias tomam a dianteira da resistência, contra ataques que concretizam essas mudanças nos direitos. Foi assim nas campanhas salariais metalúrgicas e assim se desenvolve no funcionalismo público, que prepara manifestação em Brasília no dia 28.

    Como demonstrou a greve geral de 28 de abril, a Frente Única para lutar é o melhor caminho para ampliar a resistência. A unidade das centrais e movimentos sociais conseguiu impor recuos ao governo. É necessário retomá-la perante a eminência da votação da reforma da previdência.

    Ao mesmo tempo, a ampliação da resistência é o cenário mais favorável para a construção de uma alternativa política pela esquerda. A direita e extrema direita radicalizam suas ideias, suas ações, e crescem no ambiente de desesperança que a crise econômica e social cria. A esquerda socialista brasileira precisa disputar as mentes e corações dos trabalhadores contra a direita, e também em alternativa ao lulismo e o PT. Por isso, é necessário avançar na construção da Frente de Esquerda Socialista no Brasil, tanto nas lutas como nas eleições.

    Assinam: Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista (MAIS) e Nova Organização Socialista (NOS)

  • Novembro negro: combater o racismo e a extrema-direita

    Editorial 13 de novembro

    O ano de 2017 está próximo de acabar e foi marcado por uma conjuntura de ataques à classe trabalhadora, e em especial aos setores oprimidos, em um nível que há muito não era observado. No aspecto da luta contra o racismo, o mundo observou, no meio do ano, o enfrentamento físico dos supremacistas brancos, em Charlotsville (EUA), com militantes dos movimentos sociais, principalmente com os do movimento Black Lives Matter.

    No Brasil, por sua vez, estão sendo implementadas reformas que pretendem retirar os direitos anteriormente conquistados pela classe trabalhadora: Reforma Trabalhista, Reforma da Previdência e Lei Geral das Terceirizações.

    Além disso, algumas tentativas de alterações legislativas podem impactar a essência da vida da população negra, como a possibilidade de alteração do artigo do Código Penal que prevê o crime de condição análoga à de escravo, e a previsão de julgamento de membros das Forças Armadas que praticarem homicídios pela Justiça Militar, não pela Justiça Comum e a recente votação da PEC 181, que busca criminalizar o aborto inclusive nos casos de violência sexual, risco de morte da mulher ou de feto anencéfalo.

    Não é novidade que o nosso país carrega uma história de mais de 300 anos de escravidão e pouco menos de 130 anos de trabalho livre. Desde a abolição, a vida dos negros e negras sempre foi mais difícil do que a dos brancos, mas com as recentes mudanças, essa realidade tem tudo para piorar ainda mais.

    A população brasileira conta, desde o último CENSO do IBGE, com 53,6% de negros. Só no estado de São Paulo, mais de 30% da população é negra. Enquanto o salário médio dos brancos é de R$ 1.097,00, o dos negros é R$ 508,90; a taxa de escolarização entre a população adulta branca é de 62% com ensino fundamental completo, enquanto dos negros é 47%. Nas penitenciárias, mais de 60% dos presos são negros. E o que mais choca: um negro tem 2,6 mais chances de morrer do que um branco.

    As mulheres negras, que sempre foram a base da pirâmide social brasileira juntamente com as mulheres transexuais, já são 46,7% dos postos de trabalho informal nas regiões metropolitanas, frente à crise econômica. No que tange à violência contra a mulher, enquanto na última década o número de assassinatos de mulheres brancas diminuiu 9,3%, entre as mulheres negras esse número aumentou 54%.

    Somado a esses ataques, não se pode desconsiderar o avanço que as ideias conservadoras e da extrema-direita têm adquirido na nossa sociedade. Bolsonaro avança nas pesquisas eleitorais e carrega com ele ideias de ódio às mulheres, negros e negras e LGBTs.

    É importante dizer que o combate às ideias conservadoras e às reformas para os oprimidos é uma questão de sobrevivência e, justamente por isso, nós devemos ser os seus primeiros e mais ferrenhos combatentes.

    Em meio a tantos ataques, também percebemos o desenvolvimento de importantes lutas do movimento negro que trouxeram resultados, como a luta pela liberdade de Rafael Braga, a que conquistou cotas na USP e o desenvolvimento de uma grande quantidade de saraus e slams que demonstram a resistência do povo negro em todo o país.

    Justamente por isso, é fundamental a construção de um mês da consciência negra que unifique as organizações políticas no combate ao racismo, ao genocídio e ao avanço da direita. É muito importante, nesse momento, construir um espaço unificado de luta da classe trabalhadora negra contra os ataques ao nosso povo.

    IMAGEM: Marcello Casal / Agência Brasil

  • Dia 10 de Novembro: abrir um novo momento na luta contra as reformas de Temer

    Editorial de 10 de novembro,

    Nessa sexta feira (10), haverá uma nova manifestação nacional em todo país convocada pelo movimento “Brasil Metalúrgico” que conta com a adesão do funcionalismo publico e de várias outras categorias e movimentos sociais. No centro da pauta está a luta contra a reforma trabalhista que começará a valer a partir do dia 11 de novembro.

    Pela dureza dos ataques aos trabalhadores, o correto seria que o dia 10 se transformasse num ponto de partida da unificação das lutas, de modo a abrir possibilidades para uma segunda onda de mobilizações contra o governo Temer e suas reformas. Dizemos isso porque no primeiro semestre desse ano tivemos uma primeira onda de lutas que se expressou na unidade entre as centrais e movimentos sociais. Unidade que foi capaz de mobilizar milhares nas ruas com manifestações, greve geral e marcha à Brasília. Embora Temer tenha sobrevivido e aprovado ataques pesados contra os trabalhadores, a mobilização unitária do primeiro semestre contribuiu para desgastar o governo e impedir que o governo aprovasse, até esse momento, a reforma da previdência.

    O papel das direções do movimento

    Indiscutivelmente, a  grande responsabilidade da construção de um enfrentamento unitário e de massas contra Temer e seus ataques é das direções majoritárias do movimento de massas. É assim, porque as grandes centrais sindicais como a CUT e Força sindical são aparatos que possuem enorme influencia e capilaridade nos batalhões organizados da classe trabalhadora, especialmente no movimento operário.

    Depois da frustrada tentativa de greve geral no dia 30 de junho, não houve mais nenhuma iniciativa de calendário unificado de lutas convocado pelas centrais sindicais majoritárias. A direção da CUT parou de mobilizar para apostar tudo na perspectiva eleitoral de Lula 2018. E a direção da Força Sindical, por sua vez, parou de mobilizar porque apoia o governo Temer e quer negociar o imposto sindical. Ou seja, a direção das duas maiores centrais sindicais do país não tem como prioridade a luta contra o ajuste fiscal e a derrubada do governo.

    Mas tudo isso não acontece sem crise e insatisfação na base dessas centrais. Há setores tanto da CUT como da Força Sindical que não concordam com as suas direções. Querem lutar e não aceitam negociar a cabeça dos trabalhadores em troca de projetos eleitorais ou por conta do imposto sindical. É preciso disputar essa base insatisfeita.

    Para isso, os setores do movimento sindical combativo, que se organizam na CSP Conlutas, Intersindical ou que não se organizam em nenhuma central, precisam saber dialogar, sem sectarismos, com todos aqueles que querem lutar. Para, desse modo, ajudar a impor de baixo pra cima a unidade do movimento. Acreditamos que esse é o papel mais importante que as combativas direções minoritárias podem cumprir nesse momento.

    Temer quer continuar com os ataques. Fortalecer a resistência é uma necessidade 

    Mesmo impopulares, o governo e sua base aliada no congresso nacional conseguiram aprovar parte significativa das reformas e do ajuste fiscal. A PEC do teto dos gastos, a ampliação das terceirizações, a reforma do ensino médio, a reforma trabalhista, a reforma política e as privatizações são pautas do mercado financeiro e da grande burguesia. Elas avançaram muito bem até agora. Mas os capitalistas querem mais, e estão girando com muito força para atacar o funcionalismo e tentar aprovar uma proposta de reforma da previdência ainda esse ano.

    Todo esse processo que envolveu a aprovação de medidas impopulares no congresso nacional, bem como as votações que salvaram Temer e Aécio, desgastaram muitos parlamentares. Agora que estamos mais próximos das eleições do ano que vem, aumentam as dificuldades do governo aprovar algumas das medidas mais impopulares. Mas o mercado segue exigindo a aprovação da reforma da previdência e de outras medidas de austeridade.

    Neste momento, temos que aproveitar esses embaraços momentâneos do governo com a sua base aliada e construir um forte dia 10 de novembro nas ruas, e depois dar continuidade às mobilizações. O acampamento Povo Sem Medo em São Bernardo do Campo (SP) é hoje umas das expressões mais importantes de resistência da classe. O funcionalismo federal tem construído uma unidade importante e está convocando uma grande manifestação nacional para o dia 28 de novembro em Brasília. E nos estados tem surgido lutas heróicas da educação, como no Pará e no Rio Grande do Sul. Essas resistências ainda estão dispersas, mas é preciso unificar todos esses processos. Afinal, recompor a unidade do movimento de massas é uma tarefa inadiável. Vamos à luta!

    Saiba mais:

    10 de Novembro: unificar e ampliar a resistência 

    Dia 10 de novembro em São Paulo: um dia de lutas e resistência