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  • RJ: Crivella é homenageado pelo Ocupa Carnaval nesta quinta


    Em junho de 2013, o Brasil foi sacudido por manifestações que levaram milhares de pessoas às ruas de todo o País. E foi no Rio de Janeiro que essas manifestações reuniram mais gente. Foi da necessidade de disputar o conteúdo desse movimento que nasceu o Ocupa Carnaval. A ideia inicial foi usar a arte como um método para essa disputa, trazendo elementos lúdicos, dialogando com o sentimento que vinha das ruas, de um esgotamento de algumas formas tradicionais das passeatas. O grupo entendeu que o carnaval era um bom momento para fazer a discussão sobre a mercantilização da cidade e da vida.

    Hoje o Ocupa Carnaval reúne grupos diferentes e procura fortalecer, não só no período de carnaval, todos os movimentos que lutam pelo direito à cidade. São mais de 35 blocos que participam de alguma forma do Ocupa Carnaval. Em 2016, por exemplo, a presença do Ocupa foi marcante nas manifestações contra o golpe que levou Michel Temer à Presidência.

    Todos os anos os membros do Ocupa Carnaval se reúnem e atualizam as paródias das marchinhas de carnaval, que contém críticas e demandas dos movimentos sociais do momento. A Abertura Não-oficial do Carnaval, cortejo que reafirma a rua como um espaço livre para se brincar o carnaval, organizada pela Desliga dos Blocos, também conta com a presença e apoio do Ocupa Carnaval.

    Neste ano, as paródias das tradicionais marchinhas terão críticas ao prefeito Crivella e também serão um grito contra a censura à arte. O cortejo do Ocupa Carnaval será nesta quinta-feira, 08 de fevereiro, a partir das 18h, com concentração na Cinelândia.

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    Crivella: Não coloque cordas no nosso cordão

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  • Ensino, pesquisa e intervenção cultural num barco: Conheça e colabore com o projeto “Boto”

    Um barco a navegar pela Baía de Guanabara e servir como plataforma para ensino, pesquisa e intervenção cultural. O projeto, denominado “Boto”, parte de uma iniciativa do historiador e mergulhador Fellipe Redó ante o descaso de sucessivos governos com a despoluição desse território. Trata-se de um conjunto de iniciativas socioambientais que vai desde a experimentação artística, denúncia pública de crimes cometidos contra o meio ambiente, até a pesquisa marinha e conta com o apoio de diversos colaboradores.

    Por: Isabela Blanco, do Rio de Janeiro

     

    A reflexão proposta pelo biólogo Mauricio Andrade¹ sobre a Baia é onde queremos chegar em nossa relação com sobre seus 380 km² de espelho d´água e 82 km² de mata restante. A perda de biodiversidade é alarmante, mesmo assim, o ambiente impactado sabiamente se adapta e se transforma por um sistema de ecologia sucessiva. Porém, na maior parte das vezes este sistema é só de uma via.

    Hoje, inúmeras publicações científicas divulgam dados sobre décadas de descaso, a necessidade de uma intervenção incisiva, de soluções inteligentes e sinérgicas através de políticas públicas, sociais, econômicas, ambientais e da sociedade civil. “Há de se tomar muito cuidado para não cometermos os erros do passado, tomando a baia de Guanabara como refém de um apelo ambiental em troca de investimento financeiro público ou privado jogado por água abaixo”, explica Maurício parceiro do Boto e fundador da Cabra Bom Soluções Aquáticas.

    Um cineclube itinerante que percorrerá as margens da Baía, praia da Urca, complexo da Maré e Paquetá, projetando filmes que tratem de sustentabilidade, educação ambiental e animações com os respectivos temas para atrair o público infantil, sem deixar de lado outras importantes questões que também nos acercam, como feminismo, racismo, luta indígena e políticas territoriais. Essa iniciativa, conta com a cineasta Tarsilla Cristina Alves² (fundadora do Cineclube Pajé) e que passou três meses vivendo em alto mar. Logo após, rodou Minas Gerais e o Nordeste do Brasil com o CINESOLAR: um cinema itinerante sustentável movido à energia Solar, eis que volta ao Rio de janeiro, conhece o projeto o BOTO e com sua nova produtora “ONDA” vira parceira do projeto.

    O experimento pode propiciar diversos diálogos e reflexões entre artistas e população sobre a cidade, a arte, meio ambiente, política, a especulação exploratória de recursos hídricos e naturais, a crise da água em todo o planeta e a urgente necessidade de se apontar caminhos para o presente-futuro das espécies – como a nossa. A artista maranhense Cris Campos  “mergulhará com o Boto onde desenvolverá experimentos cênicos-
    poéticos-narrativos- sonoros na embarcação”³ trazendo um espaço lúdico para uma população refém de um política cultural elitista.

    O projeto Boto está no site de financiamento coletivo Benfeitoria até o dia 07 de Janeiro de 2018 e precisa arrecadar R$5.500,00 para sair do papel. Aos colaboradores que podem doar R$15, 30, 50, 100, 200 serão ofertados uma série de contrapartidas “recompensas” como visita ao ateliê onde a embarcação será construída, velejada a bordo do Boto, fotos incríveis da Baía e agradecimentos especiais na Festa de Iemanjá.

    Participe você também!

    1.Maurício Andrade B. dos Santos -Biólogo / Técnico : Laboratório de Recursos Marinhos (LAREMAR), Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM) e Sócio gerente na Cabra Bom Suporte & Soluções Aquáticas.

    2.Tarsilla Cristina Alves – É cineasta, fundadora do Cineclube Pajé e criadora da produtora Onda.

    3.Cris Campos – Cantora, atriz, compositora, e contadora de histórias do espetáculo, mestranda em Estudos Contemporâneos das Artes, na UFF-RJ, através da pesquisa Da Nascente à Foz: O Estudo da Jornada da Sereia no Espetáculo DasÁguas.

  • Técnicos-administrativos encerram greve nas universidades federais

    Greve da Fasubra termina com sentimento de vitória

    Por Gibran Jordão, Coordenador Geral da Fasubra e membro da Secretaria Executiva da CSP-Conlutas

    Quase quarenta dias em greve, que terminou após o governo oficialmente anunciar que não votaria mais a reforma da Previdência nesse ano. No dia 13 de dezembro, o líder do governo no Senado, de um jeito atrapalhado, anunciou que não havia mais condições de votar a reforma, e no dia seguinte o presidente da Câmara, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM), anunciou oficialmente que a reforma da Previdência terá um novo calendário, apontando o dia 19 de fevereiro como indicativo de votação. Antes de anunciar essa nova data, o presidente da Câmara já tinha anunciado três datas para votar a PEC 287: 06, 13 e 19 de dezembro. Tudo em vão. O governo não conseguiu reunir os votos necessários e perdeu essa batalha, mas ainda não perdeu a guerra.

    A greve da Fasubra foi parte muito importante das lutas de resistência desse semestre não só contra a reforma da Previdência mas também contra os ataques ao funcionalismo. Pelo menos nesse ano o governo Temer perdeu feio para os trabalhadores do funcionalismo. Mesmo sem um grande levante,  Temer e sua equipe não acertaram quase nada do que planejaram de maldades contra os servidores públicos federais.

    As medidas provisórias não prosperaram
    Temer editou a MP do PDV e a MP 805. A primeira tinha a meta de atingir cinco mil servidores, não conseguiu chegar a 100, além de ter caducado no Congresso, pois os parlamentares não votaram em tempo regimental. A segunda, que trata do adiamento dos reajustes e do aumento da contribuição previdenciária, sofreu derrotas através de ações de sindicatos como o Sintsef-RN, como também recentemente por conta de uma Adin de iniciativa da bancada parlamentar do PSOL o STF suspendeu os efeitos da MP 805.

    O projeto de reestruturação das carreiras não saiu do papel
    O governo anunciou como parte fundamental do seu pacote contra os servidores federais a reestruturação de todas as carreiras (Também chamada de reforma dos salários), só que até agora esse projeto se encontra em fase de estudos no Ministério do Planejamento podendo ser apreciado pelo congresso somente o ano que vem sem data definida.

    A milionária propaganda sobre os privilegiados
    O governo gastou milhões em propaganda na TV, rádio e redes sociais para disputar de forma agressiva a opinião pública para a importância de acabar com “privilégios no funcionalismo” através da reforma da Previdência. Além de não ter convencido quase ninguém, a Justiça mandou tirar do ar a propaganda. Nessa semana a notícia que está em toda grande mídia é que a Procuradora Geral da República indicada pelo próprio Temer vai entrar com uma ação no STF pedindo a suspensão definitiva da propaganda do governo contra o funcionalismo.

    As lutas de resistência e o papel das centrais sindicais majoritárias
    Nesses quarenta dias em greve, a Fasubra e seus sindicatos filiados mobilizaram milhares de técnicos de dezenas de universidades por todo o País. Destaque para operação  Caça-deputados pelos aeroportos, com escrachos e manifestações. Foi dado o recado: não aceitaremos ataques contra o funcionalismo e a a reforma da Previdência. Que os ricos paguem pela crise!

    A caravana a Brasília nos dias 27 e 28 de novembro também foi marcada por ações de forte pressão sobre o governo Temer. O fechamento do prédio do Ministério do Planejamento obrigou o governo a reunir-se com uma representação da Fasubra, no qual foi anunciado que o projeto de reestruturação das carreiras não está concluído e não iria ser enviado ao Congresso esse ano. Foi muito importante também a manifestação em conjunto com várias entidades do funcionalismo na porta do anexo 2 da Câmara dos Deputados, que contou com forte apoio de parlamentares da oposição e conseguiu arrancar uma audiência com o presidente da Câmara na qual uma representação de entidades deu o seu recado e anunciou uma forte campanha contra todos aqueles que votassem contra o direito de aposentadoria.

    Sopão no jantar dos deputados

    Houve também muita repercussão na mídia sobre a manifestação na porta da residência oficial da Presidência da Câmara, na ocasião do jantar oferecido por Rodrigo Maia, que contou com a presença de líderes e do presidente Temer. A Fasubra organizou um sopão com muito barulho popularizando a palavra de ordem: “ Se votar, não volta”.  Esse jantar tinha o objetivo de conseguir votos favoráveis a reforma da Previdência, e pelo visto, foi mais um fracasso.

    Infelizmente somente a Fasubra conseguiu reunir condições para construir uma greve nacional, em outros momentos por muito menos conseguimos fazer grandes greves unitárias do funcionalismo. Mas tal situação reflete o cenário difícil e complexo da luta de classes expressando que ainda não temos uma forte rebelião de base generalizada. O movimento ainda depende muito da ação unificada dos sindicatos e principalmente das centrais sindicais.

    Foram importantes as manifestações do dia 10 de novembro como também as no dia 05 de dezembro quando, mesmo com as centrais desmarcando a greve geral, houve várias manifestações em todo o país contra a reforma da Previdência. O papel que cumpre a direção majoritária das grandes centrais, em especial CUT e Força Sindical, é vacilante e não leva as lutas até as ultimas consequências. Ao mesmo tempo há na base dessas centrais setores importantes que não concordam com a política traidora e burocrática das cúpulas e precisamos solidarizar com os lutadores cutistas e de todas as centrais que querem levar adiante a luta contra Temer. Jogar todas as expectativas dos trabalhadores nas eleições de 2018 é um grave erro.

    Vencemos uma batalha e todas as lutadoras e lutadores da base da Fasubra como também de todo funcionalismo e da classe trabalhadora precisam ter orgulho da luta que fizemos nesse semestre. Mas é preciso tem a consciência que vencemos somente uma batalha e que no ano que vem vamos ter que reorganizar a luta contra a ofensiva de Temer e do capital contra a Previdência e os direitos conquistados nos últimos anos. Vai ser preciso continuar perseguindo deputados e senadores nas ruas e aeroportos, mobilizar e organizar manifestações unitárias de todo o funcionalismo e as centrais sindicais não podem abrir mão do seu papel histórico. Caso o governo consiga reunir votos até fevereiro eles irão votar a reforma da Previdência e dessa vez somente uma mobilização de milhões nas ruas parando o País numa greve geral poderá impor uma derrota definitiva aos interesses do capital. A luta dos trabalhadores argentinos em defesa da Previdência precisa nos inspirar, que os banqueiros, grandes empresários e os políticos corruptos paguem pela crise. Eles sim, são os verdadeiros privilegiados.

    Editorial: Primeiro desafio do novo ano: Barrar a reforma da Previdência

    Assista a transmissão da conversa do Sinasefe com deputados do PSOL sobre a suspensão da votação da MPV 805 e a Reforma da Previdência

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  • Artistas reinterpretam foto que virou símbolo da luta palestina

    Por: Gustavo Sixel, do Rio de Janeiro, RJ

    O jovem palestino Fawzi al-Junaidi, de 16 anos, foi preso no dia 07 de dezembro, em Hebron, na Cisjordânia, um dia após Trump ter declarado Jerusalém capital de Israel. O rapaz franzino foi acusado de lançar pedras e levado de olhos vendados por 20 soldados.  Segundo parentes, ele passava pelo local vindo de um shopping. Assim como Fawzi, 320 adolescentes e crianças palestinas estão em prisões israelenses, julgados por tribunais militares.

    As cenas transformaram-se em um símbolo desta nova revolta palestina e da brutalidade de Israel e vêm sendo reinterpretadas por artistas de várias partes do mundo. Alessia Pelonzia, uma jovem designer italiana, fez um desenho a partir da foto e publicou em sua conta no Twitter, recebendo centenas de mensagens de agradecimento e respeito, principalmente de palestinos. Em entrevista à agência Anadolu, da Turquia, Alessia disse que a imagem a impressionou muito. “Eu decidi quase imediatamente desenhar algo”, afirmou.

    Na pintura, os soldados têm apenas contornos, a não ser por uma parte do uniforme de um deles, que junto com as roupas do jovem, forma as cores da bandeira palestina. “Você pode ver a bandeira palestina no desenho de qualquer maneira. É algo que não pode ser silenciado. Não se pode varrer a identidade de um povo debaixo do tapete “.

    Ela também defendeu o papel dos artistas na questão palestina. “A liberdade é um dos princípios básicos da arte. Não podemos nem devemos permanecer indiferentes”. E completou: “A solidariedade é a coisa mais importante nestes tempos obscuros, e acredito que é uma das armas mais poderosas contra a injustiça”, afirmou.

    Pelonzi disse que decidiu não mostrar os rostos dos soldados israelenses em seu desenho porque considera que “os políticos são culpados, não os soldados. As últimas decisões horríveis e a violência vieram do topo”.

    Já a designer gráfica palestina Asma Musleh, de 25 anos, fez também a sua interpretação da foto, mas não poupou os soldados e o governo de Israel, responsável pela ocupação das terras palestinas e a violência contra seu povo. A jovem desenhou grandes asas no jovem palestino e publicou no Twitter, escrevendo: “Estou livre enquanto estiver no meu país … Mas você está de passagem!”

    Desenho de Asma Musleh, sobre foto de Abed Al Hashlamoun


    Mohammad Sabaaneh Sabaaneh, 38 anos, é considerado um dos mais famosos caricaturistas da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Desde o anúncio sobre Jerusalém, Sabaaneh dedica suas charges ao presidente dos Estados Unidos. Formado em Belas Artes na Universidade de An-Najah, Sabaaaneh é cartunista em um jornal e autor de um livro de cartuns sobre a Palestina, a maior parte deles produzidos nos cinco meses em que passou em prisões israelenses, escondido dos guardas.

    A exceção foi no dia 13, quando ele fez a sua interpretação da foto do jovem sendo levado pelos soldados. Sabaaneh faz uma referência a imagem dos três macacos. Acima da imagem do jovem de olhos vendados, desenhou um governante árabe tapando os ouvidos e logo abaixo uma figura escondendo a boca, simbolizando o silêncio da opinião mundial.

    Cartum Sabaaaneh

    Cartum Sabaaaneh

    A crítica aos demais governos árabes é compartilhada pelo brasileiro Carlos Latuff. Em entrevista ao site Al-Monitor nesta semana, ele condenou a reação dos líderes. “O que me deixou com raiva é perceber que, enquanto os árabes estão protestando nas ruas, os líderes não estão fazendo nada. Ao contrário, estão mantendo a colaboração com Israel”, afirmou.

    Muitas charges do brasileiro têm sido exibidas como cartazes durante os protestos no mundo árabe. Em especial a que mostra uma personagem – uma “mãe palestina” – dando chineladas em Donald Trump e recordando que “Jerusalém é a capital da Palestina” – hashtag mais usada nas últimas semanas no Oriente Médio.

    Charge de Latuff, exibida em protesto.

    O cartunista desenha sobre a Palestina desde 1999, quando passou 15 dias no País. Seus desenhos tornaram-se símbolo de denúncia das agressões de Israel, como  as  invasões à Faixa de Gaza. Por conta de seu trabalho, recebeu ameaças e foi incluído por uma organização dos EUA em uma lista com as dez pessoas mais antisemitas do mundo.

    Graffiti no muro
    A barreira de 760 km que isola os Territórios da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental tem recebido desde 2005 as obras em estêncil do artista Bansky, marcadas pela ironia e por elementos e situações improváveis, como a de uma menina revistando um soldado. O  britânico chegou a declarar que o lado palestino do Muro do Apartheid erguido por Israel é uma “atração turística” obrigatória para grafiteiros de todo o mundo, que vêm protestar contra a prisão dos palestinos.

    No dia 30 de novembro, pouco antes da frase de Trump, o artista australiano Lushsux pintou no muro uma imagem do presidente Trump em um beijo com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Na legenda, Netanyahu agradece “pela parede” e Trump responde que “seu país e você sempre virá primeiro, meu amor …”

    Em agosto, o mesmo artista já havia pintado Trump examinando o muro e pensando “Eu vou construir um irmão”, em referência aos planos de construir um muro na fronteira com o México. “O muro é uma mensagem em si”, disse o artista à agência Reuters. “Não preciso escrever Palestina livre ou algo assim, realmente direto. Eu apenas pinto o que eu costumo pintar. Talvez funcione melhor”, afirmou.


    Mas nem mesmo seu mural resistiu à força dos últimos acontecimentos. A imagem de Trump foi coberta por tinta preta e por uma frase avisando ao vice-presidente dos EUA,  Mike Pence, de que ele “não é bem vindo”. Um recado de que todas as reuniões de negociação com os Estados Unidos haviam sido suspensas depois da declaração de guerra de Donald Trump.



    LEIA TAMBÉM:
    A declaração de Trump: Novo incêndio no Oriente Médio?

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  • Ato na Redinha, em Natal, marca luta contra redução da maioridade penal

    Por: Jorge Arthur, de Natal, RN

    Como parte das iniciativas da Frente Potiguar Contra a Redução da Idade Penal, em parceria com a Frente de Evangélicos Pelo Estado de Direito, no próximo sábado (28) será realizado um ato contra a redução da maioridade penal. A atividade faz parte de 18 ações que estão sendo realizadas no mês de outubro com essa temática, alertando para a votação da PEC da maioridade, prevista para ocorrer no dia 1 de novembro, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

    Para falar um pouco sobre as iniciativas da Frente Potiguar Contra a Redução da Idade Penal, conversamos com a integrante da frente, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFRN que atua nas áreas de Direitos Humanos, Políticas Públicas e Juventude Luana Cabral.

    JAComo você vê a retomada do debate sobre a redução da maioridade penal numa conjuntura tão difícil e de profunda crise no Brasil?

    Luana – Bem, sabemos que a pauta da redução da idade penal não é nova, inclusive, a PEC que está em tramitação no momento é uma proposta atualizada que existe de 1993, ou seja, três anos depois da promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) ele já sofria ataques, sem sequer ter a chance de ser integralmente implantado. Então, o que observamos é que quando a conjuntura aperta, quando casos emblemáticos de violência envolvendo adolescentes acontecem ou quando se quer uma plataforma política para uma possível eleição, esse tema volta para o Congresso Nacional. Como costumamos dizer, a redução da idade penal é apresentada como uma solução ou resposta, atualmente, para a situação de violência urbana, mas não se reflete e não se problematiza sobre o fato de que o Brasil é a quarta população carcerária do mundo e ainda assim os índices de violência só aumentam, a cada ano. A resposta do encarceramento em massa é uma medida paliativa que funciona muito mais para promover um extermínio legalizado da juventude pobre e preta do que, de fato, diminuir o clima e a sensação de insegurança que acomete a população. Para nós, o debate sobre a redução em uma conjuntura política, econômica e social tão difícil como a que enfrentamos, serve para desviar a atenção de algumas propostas que ferem gravemente a nossa democracia, para gerar, em alguma medida, identificação com o que se acredita que a maior parte da população deseja e dar uma resposta imediata para a violência.

    JAPor que a redução não é a solução?

    Luana – Nós, que compomos a Frente Potiguar Contra a Redução da Idade Penal, utilizamos os argumentos da campanha #18razõescontraaredução, que é facilmente encontrado na internet. Além disso, nos baseamos em pesquisa, estudos, opinião de especialistas no tema (de diferentes áreas) e percebemos que, em muitos casos, a população não tem informação suficiente ou informação critica e qualificada para se posicionar sobre o tema, por exemplo, muitas pessoas desconhecem que já existe um sistema de responsabilização para o adolescente que comete ato infracional (que são ações análogas aos crimes previstos no código penal), que vai desde uma advertência até uma medida de privação de liberdade e que em alguns casos, os adolescentes ficam mais tempo privados de liberdade do que adultos, inclusive. O que precisa se feito nesse caso, é fortalecer o SINASE para que as medidas sejam efetivadas da forma como estão previstas. Outro ponto que costuma gerar polêmica é a questão de que “adolescentes com 16 anos já sabem o que estão fazendo”, para nós a questão não é essa… O que acreditamos é que a adolescência é um período impar de desenvolvimento do ser humano, ou seja, é na adolescência que acontece uma série de transformações biológicas, fisiológicas que são atravessadas por aspectos sociais, a identificação com grupos, por exemplo, e que nesse momento uma intervenção de caráter pedagógico e educacional, capaz de promover reflexão e a real compreensão do ato infracional que o adolescente cometeu tem mais chances de funcionar, isto é, contribuir para que o adolescente não reincida/não volte a cometer atos infracionais. Essa intervenção teria resultados positivos, enquanto que o encarceramento do adolescente em prisões e presídios superlotados, onde não existe atividades pedagógicas ou possibilidade de reflexão sobre o cometimento do ato contribuiriam para o oposto, isto é, além de expor o adolescente a um contexto de violência, violação de direitos e domínio de facções. Poderíamos citar muitos outros argumentos, mas acho que não cabe tudo, né?

    JAComo se articula a Frente Potiguar Contra a redução da idade penal? Quais entidades participam?

    Luana – A Frente Potiguar surge em 2015, quando entra em pauta para votação a PEC 171. Inicialmente, é criada a Frente Nacional e, em seguida, cada estado assume também o compromisso de criar suas frentes. São diversos os coletivos, movimentos, mandatos da Câmara de Vereadores, de deputados e senadora, além de instituições do poder público e sociedade civil que compõem a Frente Potiguar e que estão nessa articulação desde esse período, com momentos de maior intensidade de ações e visibilidade da pauta e momentos de recuo, a partir do que acontece em Brasília.

    JAFale um pouco sobre o ato do próximo sábado (28) e as próximas iniciativas do movimento.

    Luana – Diante da iminência da votação no Senado Federal da PEC 33/2012 para o dia 01/11, a Frente Potiguar organizou uma campanha intitulada #18 ações contra a redução. Então, durante as duas últimas semanas do mês do presente mês, temos feito uma série de rodas de conversas, oficinas, entrevistas, panfletagens, aulões que visam acionar e convidar a sociedade potiguar para discutir o que significa essa proposta de redução da idade penal e quais os impactos que ela terá, caso seja aprovada. É, de fato, um convite para pensarmos sobre a sociedade que temos e a sociedade que queremos, em última instância, ou seja, vivemos uma crise civilizatória e as respostas que têm sido dadas pelo Estado vão direção de aumentar essa crise, é esse o caminho que vamos escolher? Ou é possível apostar em outras possibilidades na direção da garantia de direitos e retomada de um projeto civilizatório? Iremos fechar essa campanha com um grande ato, na praia da Redinha – a praia mais popular de natal -, a partir das 9h, em frente a Igreja de pedra. Estão todas/os convidados a se juntar a Frente nessa luta!

  • Só o povo na rua pode derrotar Temer e o Congresso de corruptos

    Editorial 26 de outubro,

    Nessa quarta feira ( 25/10), a Câmara dos Deputados mais uma vez rejeitou o pedido de investigação contra Temer e de dois dos seus principais ministros, Moreira Franco e Eliseu Padilha.

    Por meio de negociações que envolveram verbas para emendas parlamentares, cargos na administração pública e decretos que beneficiaram os ruralistas e outros setores empresariais, como o perdão de multas ambientais e afrouxamento da fiscalização do trabalho escravo, o governo obteve uma vitória.

    Segundo a grande mídia, um montante em torno de 12 bilhões de reais foram gastos nessa operação para arquivar a denuncia de Janot. Um parlamentar do PMDB chegou a ser fotografado no plenário da Câmara conferindo uma lista de presença de parlamentares que continha valores a serem pagos. Assim, Temer e aliados escaparam da última flechada do ex-procurador geral da república, que o acusou de obstrução da justiça e participação em organização criminosa.

    Foram 251 deputados a favor de Temer e 233 contra. Temer obteve doze votos a menos que a votação passada. Ainda tivemos duas abstenções e vinte cinco ausências. Orientaram a favor de Temer o PMDB, PP, Avante ( ex-PT do B), PSD, PR, DEM, PTB, Pros, PSL, PRB, Solidariedade, PSC, e PEN. Os partidos que orientaram suas bancadas a votar contra o governo foram o PT, PSB, PDT, PC do B, Podemos, PPS, PHS, PSOL e Rede. Liberaram as bancadas o PV e o PSDB – esse último é o principal aliado do PMDB no governo. A ala mais velha comandada por Aécio rachou com a nova geração, apelidada de “cabeças pretas”, que votou contra Temer.

    Porque Temer não cai?

    Há três fatores principais que ajudam a explicar o fato de que Temer, mesmo acumulando forte desgaste e impopularidade, segue na presidência da república. O primeiro elemento que devemos levar em consideração é que a maioria da classe dominante que sustenta o governo e não tem acordo em aprofundar a crise política nesse momento, pois a prioridade é seguir aprovando o ajuste e as reformas de interesse do capital, e isso o governo golpista tem conseguido avançar bem até agora.

    O segundo elemento que joga a favor de Temer é o papel das principais direções do movimento de massas, em especial as grandes centrais sindicais, que não estão dispostas a levar até as últimas consequências a luta contra Temer. E, por último, infelizmente, não há uma rebelião de base a entre os trabalhadores e o povo oprimido, que consiga extrapolar o controle das direções conciliadoras.

    O regime está em crise?

    Segundo a Folha de São Paulo, o ministro do STF, o sr. Gilmar Mendes, em entrevista momentos antes da Câmara dos Deputados rejeitar a investigação de Temer, disse: “ O Brasil tem passado por solavancos, sobressaltos, mas tem dado sinais de forte institucionalidade. Acho que esse é o dado positivo, a despeito dos problemas que temos enfrentado – e temos enfrentado problemas sérios. Temos conseguido manter as instituições em funcionamento”.

    Mas não nos impressionemos com as ações da procuradoria contra o governo. Há de fato uma crise política, mas todo esse processo se desenvolve por dentro do regime que tem funcionado bem no sentido de absorver tais crises a favor dos interesses da maioria da burguesia.

    Com habilidade política, Temer e aliados escaparam dos escândalos do TSE no primeiro semestre desse ano como também demonstraram força política no congresso nacional para arquivar duas denúncias feitas pela PGR. Ou seja, tanto o poder legislativo como o judiciário tem garantido a governabilidade mesmo com toda insatisfação popular. Sem falar que o presidente do PSDB, principal partido aliado do PMDB, o sr. Aecio Neves, também teve seu mandato salvo.

    Nessa crise política, há momentos de tensão, fortes atritos e disputas acirradas entre as distintas frações do baronato brasileiro, mas nada que saia do controle completo ou que aponte uma ruptura da ordem institucional.

    A ordem agora é aprofundar o ajuste e insistir na aprovação da reforma da previdência…

    Os principais jornais do país no dia de hoje estampam não só a vitória de Temer no Congresso, mas apontam que a ordem agora é seguir aprofundando o ajuste fiscal e a aprovação das reformas. Nos próximos dias o governo deve anunciar um pacote de medidas duríssimas contra o funcionalismo, que visa reestruturação das carreiras, o aumento da contribuição previdenciária, o adiamento dos reajustes acordados com algumas categorias.

    Além disso, o governo fala em alto e bom som que quer insistir em aprovar a reforma da previdência mesmo que seja numa versão mais desidratada. A agenda de privatizações e leilões que envolvem o setor petroquímico e energia também estão mantidas.

    Só o povo na rua poderá parar Temer e o congresso de corruptos!

    Não é possível esperar nada de bom para os trabalhadores vindo do congresso nacional ou do judiciário, todos os fatos que envolveram crises políticas entre os três poderes foram bem resolvidos até agora. A maioria das frações da classe dominante estão alinhadas como Temer e a única possibilidade de derrotarmos o ajuste fiscal, as reformas e derrubar o próprio governo golpista é o surgimento de uma segunda onda de lutas igual o maior as lutas que tivemos no primeiro semestre.

    É preciso recompor a unidade entre as centrais sindicais e movimentos sociais num calendário de lutas que mobilize milhões nas ruas e que abra as condições para uma nova greve geral no país. Assim como fizemos no dia 28 de abril e no dia 24 de maio desse ano.

    Vimos até agora lutas e greves especificas, mas ainda dispersas e muitas vezes isoladas. Se o funcionalismo não se levantar de forma unificada, não irá conseguir derrotar o pacote de Temer. Se o dia 10 de novembro não mobilizar dezenas milhares e parar setores estratégicos da produção, não irá alterar a correlação de forças. E se a indignação popular não se transformar em ação e rebelião de massas que fuja ao controle das direções pelegas, não vamos conseguir derrotar Temer e esse Congresso dominado por velhas raposas da política brasileira.

  • Londres: Dezenas de milhares vão às ruas por ‘Fora May’ e ‘Corbyn Primeiro Ministro’

    Por: Marcio Musse, de Londres, Inglaterra, para o Esquerda Online

    No último sábado, Londres viu mais uma grande manifestação, com dezenas de milhares nas ruas e a Praça do Parlamento, Parliament Square, completamente lotada. “Basta de austeridade!”, também “Nem mais um dia para May” e a “Jeremy Corbyn Primeiro Ministro” eram as palavras de ordem que sintetizavam o sentimento de todos presentes.

    O ato saiu da sede da BBC e foi ganhando volume, até chegar na Parliament Square. A composição era bastante variada: muitos jovens, trabalhadores de várias categorias e seus sindicatos e membros de comunidades e minorias. As palavras de ordem expressas nos cartazes e nas gargantas eram bastante politizadas: fim dos cortes, denúncia de May e seu acordo com o DUP, os pontos presentes no manifesto e o chamado a um governo Jeremy Corbyn. Tudo isso apresentado de forma bastante divertida e bem-humorada, com direito até a “bloco carnavalesco” concentrado em frente à Downing Street, residência oficial da Primeira Ministra.

    Ao final, intervenções de sindicatos e organizações políticas, como a do PCS, sindicato ligado ao Serviço público, chamavam uma greve geral no serviço público em todo o país. O ato encerrou com uma intervenção de Corbyn, que foi ovacionado pelos participantes com o slogan que ficou amplamente conhecido após o Festival de Glanstonbury, uma semana antes: “Oh, Jeremy Corbyn”.

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    Resultado eleitoral aprofundou a crise política
    O ato, convocado por organizações de esquerda, sindicatos e outros movimentos sociais, terminou com um discurso de Jeremy Corbyn e colocou mais lenha na fogueira da crise política em que hoje vive a Grã Bretanha.

    Cabe lembrar que o sistema político no Reino Unido é parlamentarista. Logo, a antecipação de eleições e deposição de governos politicamente fracos não significa necessariamente qualquer ruptura institucional. A constatação de que May não tem legitimidade, governa sob uma maioria artificial e, mesmo assim, insiste em aplicar seu projeto, exige novas eleições.

    Theresa May e seu Partido Conservador sofreram uma duríssima derrota nas Eleições Gerais do início de junho. Contrariando suas expectativas de aumentar consideravelmente sua maioria parlamentar, os Tories (Conservadores) perderam vários assentos – muitos deles para o Partido Trabalhista (Labour Party) – e não conseguiram sequer chegar à maioria absoluta de cadeiras. Tal resultado os obrigou a uma coligação com o ultra-reacionário DUP, oriundo de grupos para-militares da Irlanda do Norte. Como parte do “acordo”, tiveram de destinar cerca de 1.5 bilhão de libras a projetos daquele partido. Isso se choca com o discurso de “austeridade” pós eleitoral de Theresa May, ampliando ainda mais seu desgaste.

    Corbyn, por sua vez, vem de uma dinâmica totalmente oposta. Sua chegada à liderança do LP se deu contra toda a estrutura tradicional do partido, adaptada ao modelo político e aplicando políticas de austeridade, não muito diferentes dos Tories. Sua recente campanha empolgou cada vez mais trabalhadores, jovens e comunidades.

    Seu manifesto, o programa de campanha, trazia pontos bastante progressivos. Mesmo não chegando a ser um programa socialista, coloca em xeque elementos centrais dos planos de austeridade e do atual modelo econômico britânico.

    Hoje, semanas após as eleições, várias pesquisas indicam que sua popularidade continua crescendo e já contaria com a maioria absoluta das intenções de votos no país. Além disso, vale ressaltar, existe uma total unidade da esquerda socialista e movimentos sociais na campanha.

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    A saída Corbyn
    Corbyn não é um líder carismático, ou um grande orador. Não é sua personalidade que aglutina tantas pessoas e movimentos sociais, mas sim seu perfil e programa. A figura de Corbyn representa para os trabalhadores a negação de alternativas de “esquerda” adaptadas, baseadas na conciliação e aplicando os mesmos projetos de “austeridade” que cortam dos trabalhadores e dos mais pobres para engordar os bancos e os mais ricos. Representa, enfim, uma saída pela esquerda, o enfrentamento com os governos neoliberais e a denúncia do populismo de extrema-direita que tenta ocupar esse espaço “anti-establishment”. Exatamente por isso ele conquistou esse espaço, que ainda cresce a cada dia num dos centros do capitalismo mundial.

    Hoje, sem dúvida, defender um governo dos trabalhadores na Grã Bretanha, passa pela campanha de Corbyn para Primeiro Ministro. Um governo sem alianças com os Conservadores e seus agentes, e sem os tradicionais Blairistas, a direita do Labour Party. Enfim, um governo que seja capaz de implementar os pontos contidos no Manifesto, apoiado na mesma base que impulsiona sua campanha: os trabalhadores, a juventude e os movimentos sociais. Claro, somente com a pressão das ruas, greves e lutas sociais será possível levar essa situação até a vitória completa.

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    Fator Trump
    O presidente dos EUA, Donald Trump, tinha visita oficial a Londres prevista para este período do ano. Desde sua posse e do deslocamento político de Theresa May em sua direção, o bloco Trump-May era uma promessa de uma reedição ainda mais reacionária da dobradinha Reagan-Thatcher. Porém, o enfraquecimento deste campo em eleições como a da França, as dificuldades de Trump e, obviamente, a crise de May, inviabilizaram esse projeto.

    A visita prevista até agora não se confirmou. A Rainha, em uma divulgação oficial de visitas de chefes de estado, não o citou. Afinal, tudo que nenhum deles precisa neste momento é de outra mega manifestação de repúdio que repercutirá no mundo inteiro.

    Porém, corre o boato que Trump poderia fazer uma “visita relâmpago”, de surpresa, durante sua participação na reunião do G20 na Alemanha. Seria uma manobra ridícula para tentar se esconder de protestos, como a fala “surpresa” de Temer na cerimônia de encerramento das Olimpíadas no Rio. Mas, os movimentos sociais e organizações de esquerda estão atentos e, caso o presidente racista e xenófobo resolva aparecer, sua visita não passará despercebida.

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  • Acontece o I Encontro Direito à Favela, na Maré, no RJ

    Por: Reginaldo Costa, de Niterói, RJ

    Nos dias 23 e 24 de junho, aconteceu, na Maré, na cidade do Rio de Janeiro, o 1º Encontro Direito à Favela, que debateu a agenda de lutas dos trabalhadores, negros e negras e da comunidade LGBTT para o contexto das favelas. O evento foi impulsionado pelo Museu da Maré, o mandato da vereadora Marielle Franco do Rio de Janeiro e os militantes da Maré. Estavam presentes os parlamentares do PSOL deputado estadual Marcelo Freixo, vereador do Rio de Janeiro Tarcísio Motta e Talíria Petrone, vereadora mais votada de Niterói. Dona Penha, a militante pelo direito à moradia, conhecida pela resistência contra as remoções na Vila Autódromo, também estava presente. Além de outros convidados que contribuíram no debate sobre políticas públicas nas favelas.

    Na sexta-feira, dia 23 de junho, foi a abertura com a mesa “O que é Direito à Favela?” e as oficinas de comunicação e cultura. No dia 24 de junho, a dinâmica foi de debates e grupos de discussão. Os temas foram Direito à Cidade e Moradia; Saneamento e Saúde; Educação e Cultura; Descriminalização das Drogas e Segurança Pública. Os debatedores abriam a discussão e uma relatoria das propostas apresentadas pelos militantes foi preparada para subsidiar iniciativas dos mandatos do PSOL e as lutas nas favelas do Rio de Janeiro.

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    Na parte cultural, destaque para o Projeto Entre Lugares Maré, que apresentou esquetes sobre as diversas formas de preconceito e a urgência da resistência dos oprimidos. Para o encerramento da noite, Bloco APAFUNK.

    Mais um passo importante foi dado para as mobilizações nas favelas do Rio de Janeiro. Os mandatos do PSOL e a militância da Maré seguem a resistência contra a violência contra o povo negro das favelas, o machismo e lgbttfobia. A proposta de construir uma agenda positiva para a construção de um programa de políticas públicas para as favelas do Rio de Janeiro, de maneira que a população local seja protagonista, é a base para ampliarmos as mobilizações e as conquistas de direitos pelos trabalhadores.

    Vídeo da apresentação sobre racismo e a mesa sobre segurança pública e descriminalização das drogas

    Fotos: Reprodução Facebook

  • Vitória da Ocupação William Rosa, mas luta continua

    Da Redação, de BH

    O dia tenso com a ameaça de despejo por parte da Polícia Militar foi substituído por choros de alegria, comemoração e fogos na Ocupação William Rosa, em Contagem (MG). É que após muita luta lideranças do movimento conseguiram um acordo envolvendo o Governo do Estado e a Prefeitura que, se cumprido, garante o direito à moradia para as 432 famílias que moram no local e na Ocupação Marião.

    A “Mesa de Diálogo e Negociação Permanente com Ocupações Urbanas e Rurais” assinou um Termo de Acordo, assinado pelos moradores, o governo do Estado e a Prefeitura, garantindo que a última cederá imediatamente um terreno com capacidade para construir 432 unidades habitacionais do “Minha Casa, Minha Vida”, e que o Estado garantirá abastecimento de água, saneamento e fornecimento de energia elétrica no local, além de apoio logístico para transferência e assentamento provisório das famílias.

    A obtenção do acordo afasta a necessidade da reintegração de posse marcada para a madrugada de amanhã (22).

    Ainda assim, as lideranças da Ocupação William Rosa e Marião mantiveram o alerta de mobilização interna e dos movimentos sociais e todos sabemos que, para garantir que o acordo saia do papel e até que estejam prontas as casas para os sem-teto morarem, a vitória não está garantida.

    Nesse clima, terminou a assembleia dos moradores, aos gritos de “Com luta, com garra, a casa sai na marra!”

    Faça o download do Acordo assinado entre as partes: Download do documento.

  • Agressão e destruição da Subsede de Guarulhos da APEOESP

    Da Redação

    Na manhã desta quinta feira, 25 de maio, a Subsede do Sindicato dos Professores de Guarulhos – APEOESP foi violentamente atacada.

    Os portões foram quebrados, seis urnas foram roubadas, ativistas foram agredidos, especialmente um camarada da CSP Conlutas, militante da Conspiração Socialista.

    Os agressores são ligados à CUT. Participaram diretamente da invasão  um assessor do Deputado Estadual Alencar Santana do PT e o Marcão, presidente da Sub Sede da CUT – Guarulhos. O vídeo, abaixo, mostra claramente o que ocorreu.

    Neste semana, estão ocorrendo as eleições para a diretoria do sindicato em todo Estado de São Paulo.

    Esta atitude, totalmente inaceitável é uma prática burocrática que precisa ser definitivamente eliminada no movimento sindical. Neste momento de ataque aos direitos da classe trabalhadora, práticas como esta são ainda mais perversas e destrutivas.

    Todas as providências legais foram tomadas pela Chapa 3 – Oposição Unificada, principal prejudicada com o ocorrido, já que é maioria na Subsede de Guarulhos.

    Compartilhe e denuncie para que nunca mais aconteça.