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  • Primeiras impressões sobre o 3° Congresso da CSP-Conlutas

    Por: Juliana Donato e Gibran Jordão, membros da direção nacional do MAIS

    De 12 a 15 de outubro, ocorreu, em Sumaré, São Paulo, o 3° Congresso Nacional da CSP-Conlutas. Foram quatro dias de intensa atividade, com grupos de trabalho, painéis, plenárias deliberativas, debates polêmicos e de grande qualidade. Havia também uma disposição comum, a de estimular o avanço das lutas da classe trabalhadora em meio a tantos ataques que temos sofrido.

    Quantitativamente, em comparação aos números do congresso passado, houve um pequeno aumento do número de delegados inscritos, mas uma diminuição no número de entidades sindicais, oposições, minorias de direção, movimentos populares e contra as opressões. O congresso desse ano teve 1.953 delegadas e delegados inscritos, 264 observadores, de 308 filiadas, entre entidades sindicais, oposições, minorias de diretorias, movimentos populares e contra as opressões. No congresso de 2015 houve 1702 delegadas e delegados inscritos, 572 observadores e 373 filiadas entre entidades sindicais, oposições, minorias de direção, movimentos populares e contra a opressão.

    No plenário, lutadoras e lutadores de diversas gerações, alguns deles em greve, como os trabalhadores da Chery, montadora de São José dos Campos, os municipários de Porto Alegre, os professores do estado do Rio Grande do Sul e do Pará. Outros, como os trabalhadores dos Correios, saindo de uma greve com muitas lições e a cabeça erguida. Uma importante presença de lutadores do movimento popular e de movimentos de luta contra a opressão também se expressaram nesse congresso, garantindo o caráter sindical e popular de nossa central.

    Somos Tod@s CSP-Conlutas
    Uma das novidades foi a formação do Bloco ‘Somos Tod@s CSP Conlutas’, formado por companheiras e companheiros de diversas entidades, oposições, minorias e movimentos e representado por mais de um terço das delegadas e delegados do congresso.

    O bloco teve uma atuação destacada, trazendo para o debate importantes polêmicas com a direção majoritária da central. Entre as principais diferenças está a análise da relação de forças entre os trabalhadores e a burguesia em nosso país. Para a direção majoritária da central, os trabalhadores estão num momento de ofensiva. Já o bloco, defendeu que a classe está na defensiva, lutando com muitas dificuldades contra os pesados ataques de Temer e do Congresso Nacional que está saqueando direitos sociais e democráticos, sendo necessário construir as condições para uma contra-ofensiva que enfrente a realidade em que vivemos.

    Os ativistas e militantes do bloco defenderam que, diante dessa conjuntura defensiva, os trabalhadores precisam da mais ampla unidade para lutar, como ocorreu na greve geral do dia 28 de abril. Assim, defenderam que a CSP-Conlutas seja protagonista em construir um encontro nacional de lutadores e lutadoras para armar a nossa classe para a luta. Mas, não só isso, defenderam que precisamos também de uma unidade que se expresse em um polo político alternativo ao PT e à extrema-direita.

    Ato por um Polo Político Alternativo para a Classe Trabalhadora


    No sábado à noite, centenas de participantes do congresso lotaram o centro de convivência para participar de um ato em defesa deste polo político, com as presenças de Plínio de Arruda Sampaio, Luciana Genro (MES/PSOL), Silvia Ferraro (MAIS/PSOL), Luiz Acosta (PCB) e Hamilton Assis (APS/PSOL). Mesmo convidado, o PSTU não compareceu, o que lamentamos, pois, sem estes companheiros e companheiras, uma alternativa política da esquerda socialista terá mais dificuldades de se fortalecer e disputar os trabalhadores. Precisamos entender que na onda da crise do PSDB surfa a ultra-direita, com o MBL, Bolsonaro e o apoio aos militares. Por outro lado, em relação à crise do PT e de seu projeto de conciliação de classes, a esquerda socialista ainda não conseguiu se apresentar como uma alternativa que de fato tenha condições de disputar milhões de trabalhadores.

    É preciso uma central plural e que respeite as diferenças
    Outra diferença importante apontada não só pelo Bloco, mas por outros setores da nossa central, é o método hegemonista da direção majoritária da central, que tenta hostilizar e marginalizar os setores que pensam diferente. Essa postura precisa mudar para que se garanta que a central seja uma entidade de frente única e não uma colateral de um partido. Isso significa que a direção majoritária da central precisa ter a paciência e disposição de, primeiramente, ouvir. As vaias dirigidas àqueles que não concordam com a política majoritária foram um episódio lamentável deste congresso e não podem voltar a acontecer.

    Na CSP-Conlutas, deve haver democracia e espaço para aqueles que pensam diferente poderem se expressar e serem ouvidos. Além disso, a condução da central deve ser feita por todos os setores que batalham para construí-la no dia a dia. Não pode ser que a cada discussão sobre o funcionamento da central tenha que se abrir um debate extremamente desgastante em busca de um espaço democrático mínimo para que a diversidade e as distintas sensibilidades da central possam se expressar.

    Em relação à programação e ao funcionamento do congresso, a direção da central, e nós nos incluímos nesse balanço, armou um congresso que demonstrou alguns problemas: os grupos de trabalho poderiam ter tido mais tempo e tranquilidade para fazer o debate, encaminhar as propostas ao plenário, que deveriam ser debatidas e votadas de maneira satisfatória. Muitas propostas debatidas nos grupos não foram apreciadas pelo plenário e isso gerou muita insatisfação, com razão, principalmente em relação às pautas que envolvem questões como a luta contra as opressões. Mas também houve um vazio em relação aos trabalhadores do campo e movimento estudantil. Tal experiência deve servir para absorvermos as críticas e fazer melhor nos próximos espaços da central. Seria muito importante que a direção majoritária da central pudesse refletir e também fazer o exercício da autocritica, já que tem a maior parte da responsabilidade na condução do congresso e da entidade.

    O 3° Congresso da CSP-Conlutas tomou importantes decisões
    No domingo, na plenária final, o destaque foi a aprovação da garantia de paridade entre homens e mulheres (50%) na Secretaria Executiva Nacional da Central. Com muito orgulho, essa proposta foi apresentada pelo Bloco Somos Tod@s CSP Conlutas e vai ajudar as mulheres a ocuparem mais espaços e a estarem em melhores condições para combater o machismo. Em um momento emocionante, após a aprovação da proposta, o plenário cantava: “Nem recatada, e nem do lar, a mulherada está na rua para lutar”.

    Foi aprovado um plano de lutas, cuja principal data será o 10 de novembro, um dia nacional de lutas, mobilizações e paralisações da classe trabalhadora. E a disposição da CSP-Conlutas de estar à frente do chamado à unidade com as demais centrais sindicais, como a CUT e a Força Sindical, para que possamos avançar em direção à construção de mais uma grande greve geral, tão necessária para que a classe trabalhadora possa resistir e passar à ofensiva. Foi aprovado também que a central e suas entidades participarão de uma reunião convocada pelo ANDES-SN, no dia 11 de novembro, no Rio de Janeiro, com o objetivo de avançar no processo de reorganização da classe trabalhadora. Parabenizamos as companheiras e companheiros do ANDES-SN por essa iniciativa.

    O Bloco Somos Tod@s CSP-Conlutas, formado por várias entidades e agrupamentos, sai fortalecido e consolidado, e a sua atuação deve seguir e se aprofundar. O objetivo é fortalecer a nossa Central como um instrumento de frente única amplo e democrático, que tenha o potencial de atrair muitos lutadores e lutadoras que hoje não a compõem.

  • Barrar o PL da maldade que congela salários e retira direitos do funcionalismo do estado de São Paulo

    Por Sirlene Maciel – é da Secretaria Executiva Estadual da Csp-Conlutas de São Paulo e Richard  Araújo – é da Executiva Estadual da Apeoesp pela Oposição Alternativa.

    Na tarde desta terça-feira (17), mais de 300 servidores estaduais de diversas categorias lotaram o Auditório Franco Montoro da Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) para discutir as ações unitárias contra o Projeto de Lei 920, apresentado pelo governador Alckmin, em regime de urgência, à ALESP no último dia 05 de outubro que formaliza a negociação da dívida do Estado com a União. Conhecido como o “PL da maldade”, o governo do Estado de São Paulo por meio dessa medida pretende congelar os salários, as evoluções funcionais, quinquênios, sexta-parte dos servidores públicos estaduais por dois anos.

    Construída pelas centrais sindicais Csp – Conlutas, Intersindical, CUT, CTB, Pública e NCST, além de diversos sindicatos e associações de servidores estaduais e de deputados da oposição, a audiência pública marcou a entrega da pauta de reivindicação dos servidores públicos estaduais no colégio de líderes que prevê, entre outras questões, o reajuste salarial e principalmente a luta contra o ajuste fiscal de Alckmin. Foi também um primeiro momento de pressão dos servidores sobre os deputados da base de apoio do governo de Geraldo Alckmin.

    O projeto de lei apresentado por Alckmin é a versão local da PEC 55 – que ficou conhecida como a PEC do fim do mundo – que congela os gastos com o serviço público federal por 20 anos proposta pelo governo Temer e que foi aprovada pelo congresso nacional. No Estado de São Paulo, se implementado o projeto significará o congelamento das “despesas primárias” (nome técnico dados aos investimentos nas áreas sociais, como saúde e educação, por exemplo) e redução de gastos com pessoal (que significará menos profissionais atendendo a população e congelamento de salários), que significará o aprofundamento do caos que já assola os serviços públicos estaduais.

    Por outro lado, o projeto também demonstra de forma categórica qual a lógica de gestão de Alckmin, que durante os últimos anos impôs um verdadeiro arrocho aos salários dos servidores e cortes sistemáticos nos investimentos nas áreas sociais, enquanto manteve intocados os negócios e lucros dos grandes empresários e banqueiros que atuam no estado. As políticas de isenções fiscais do governo Alckmin (impostos que o governo abriu mão de arrecadar) significaram, entre os anos de 2010 e 2016, uma perda para o estado de R$ 92 bi, sendo que somente em 2017 o montante ultrapassou a casa do R$ 10 bi, segundo números do próprio Tribunal de Contas do Estado.

    Como vimos, esse projeto abre espaço para que o povo pobre tenha serviços ainda piores com o adoecimento e a miserabilidade daqueles que se dedicam ao atendimento à população e pode resultar nas privatizações do setor público – sonho antigo das gestões tucanas.

    Não vamos permitir! Unir o funcionalismo estadual e derrotar Alckmin!

    Durante da audiência pública no dia 17/10 foi informado que o governo retirou do PL 920/2017 o regime de urgência, e que o projeto passará pelas comissões e novas audiências. Esse pequeno recuo foi importante para dar tempo para nos organizarmos, mas é preciso muito mais. É necessário a mais ampla unidade das centrais sindicais, dos setores do funcionalismo público estadual, dos movimentos sociais e do conjunto das trabalhadoras e trabalhadores para barrarmos o “PL da maldade”.

    Calendário de lutas:

    Dia 27/10 – Paralisação Geral do Funcionalismo Estadual

    16h – Na Av. Paulista, 2163 – em frente ao escritório da Presidência da República.

    Concentração dos setores para ir ao ato geral:

    Educação

    Apeoesp -Assembleia na Praça da República

     Saúde

    Assembleia no Quarteirão da Saúde, no Hospital das Clínicas

     Segurança Pública

    Ato em frente ao Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi

     Municipais da Capital e Grande São Paulo

    Farão atos em frente às prefeituras locais

     Judiciário

    Concentração na Praça João Mendes

     

     

  • Oposição de Esquerda lança chapa unitária para as eleições do DCE UFC

    Por Bruno Rodrigues, militante da NOS e estudante da UFC , Com colaboração de Natália Lídia e Elias Atahara

    Em meio a uma forte onda de ataques aos direitos sociais, ao conjunto dos serviços públicos e, em  específico, às universidades públicas, tem início o processo eleitoral para o DCE da Universidade Federal do Ceará, umas das principais instituições de ensino superior do país. A chapa  ‘Chapa 20 – Para outra flor brotar’, que reúne jovens militantes de correntes nacionais da esquerda socialista (NOS, RUA, Afronte, UJC e Juntos!) ao lado valorosos lutadores estudantis independentes, se formou como expressão da última greve universitária nacional contra a “PEC do fim do mundo”, marcada por uma onda de assembleias massivas e ocupações de cursos e departamentos, bem como do ciclo de mobilizações do primeiro semestre de 2017.

    Com presença em cursos onde as marcas da precarização do ensino superior são mais notáveis, o programa da chapa 20 busca trazer à tona o debate sobre a selvagem política de cortes e contingenciamento dos recursos do ensino superior por parte dos últimos governos, que na UFC produziu efeitos como a elevação dos preços no RU, cortes progressivos no quadro de servidores terceirizados, falta de ônibus e diárias para aulas de campo, sucessiva redução da oferta e congelamento dos valores das distintas modalidades de bolsas desde há 5 anos, redução na oferta do serviço de intercampi, tentativa de imposição de medidas de cobrança na utilização dos auditórios, ataques ao programa de residência universitária, etc.

    Combatendo toda e qualquer tentativa de abrir a universidade à sanha da iniciativa privada, vendida como pretensa solução pelo governo golpista de turno, a chapa 20 também tem se pautado pela defesa da democracia universitária para escolha de reitor e transparência nas contas da UFC ao mesmo tempo que defende a luta intransigente contras as opressões, pelo direito a acessibilidade, pela preservação ambiental das áreas ecológicas da UFC e pelo direito a assistência e permanência dos estudantes.

    Para Natália Lídia, militante do Afronte e estudante de Geografia que constrói a chapa 20, “A educação está cada dia mais ameaçada. Ano passado fizemos uma linda ocupação na UFC mostrando que somos totalmente contra esse governo golpista e suas contrarreformas. A Universidade está numa situação cada vez mais delicada. Não dispomos das condições mínimas para exercer com qualidade o tripé básico da universidade (ensino, pesquisa e extensão). Diante desse cenário acreditamos que a única forma de resistir a todos esses retrocessos é lutar em defesa da educação pública. Para isso precisamos de um DCE que enfrente a crise na universidade! A nossa chapa vem pra dizer que não aceitamos a política que está colocada, mas também não queremos outro governo de acordões e conciliações com aqueles que são os inimigos da educação. Defendemos um DCE com independência política e financeira, que seja uma entidade à frente das lutas em defesa da nossa universidade e da educação pública.”


    Também concorrem às eleições para o DCE uma chapa capitaneada pelos coletivos UJS, Levante Popular da Juventude, Kizomba e Núcleo Popular, e outra capitaneada pela Juventude do PDT, grupos que estiverem juntos à frente da entidade no último período mas que agora se apresentam como campos distintos entre si. Nas palavras do companheiro Elias Atahara, estudante de Filosofia e membro da chapa 20: “A última gestão do DCE foi marcada pela propaganda de seus “grandes eventos” promovidos para o movimento estudantil. Sem dúvida que espaços de auto-organização, como encontros de negros e negras, encontros LGBTs, festas na concha acústica e o congresso de estudantes da UFC são importantes para animar e fortalecer os laços entre os estudantes, mas isto só não basta. É necessário que as verdadeiras lutas, diante de tantas ameaças e incertezas, sejam enfrentadas. É necessário promover as comunidades e a sociedade do entorno dos campi e de toda parte do estado, enraizar em todo o ano um calendário de espaços em que os estudantes realmente sejam DCE, construindo juntos, e não apenas em finais de semana sazonais. Um DCE que não se preocupe com os fóruns dos centros, com as atividades dos CAs, PIBIDs, PETs, em ser presença na vida dos estudantes, como poderá ser força nos necessários dias de luta?”

    Já os setores de direita, diferente das eleições passadas, não chegaram a lançar chapa na medida em que nos últimos Conselhos de Entidades de Base, têm vociferado abertamente sua raiva contra as entidades do movimento estudantil e advogado pela sua sumária extinção e, muito possivelmente, ao longo da campanha cumprirão o repudiável papel de tropa de choque a serviço do boicote às eleições e da desmobilização do movimento. Não tinha como ser diferente, afinal tais setores se alinham de forma muito desinibida com o programa privatista do atual governo, de modo que fizeram campanha aberta em favor da iniciativa privada nas universidades públicas, quando das eleições para o CONUNE, no primeiro semestre desse ano, por exemplo.

    A construção da chapa 20 tem um significado muito importante, em particular nesse momento, pois ela representa o caminho a ser seguido para defender a universidade pública, mas também para combater a direita reacionária e superar as eternas vacilações do bloco “lulopetista”: o caminho da unidade e da luta.

    Confira abaixo o manifesto da Chapa 20 – PARA OUTRA FLOR BROTAR:

    “Uma flor nasceu na rua!
    Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
    Uma flor ainda desbotada
    ilude a polícia, rompe o asfalto.
    Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
    garanto que uma flor nasceu.”
    (Carlos Drummond de Andrade)

    As eleições para o Diretório Central dos Estudantes da UFC ocorrerão em um período muito grave no para as universidades e o conjunto dos serviços públicos. A crise econômica mundial, que antes diziam que era só uma “marolinha”, tornou-se um tsunami e vem afetando a vida dos trabalhadores e da juventude com diversos cortes na saúde, educação, previdência e piorando as condições de vida da população.

    Temer, Meireles, Mendonça Filho e toda a quadrilha de golpistas que se instalou no país são a personificação de um governo ilegítimo, que não representa as necessidades do povo brasileiro e que, ao lado dos banqueiros e grandes empresários, vem promovendo uma campanha de destruição dos direitos sociais sem precedentes (Reforma do ensino médio, Reforma Trabalhista PEC 55, Reforma da previdência, etc).

    Só nas universidades o orçamento do ensino superior está tão comprometido que a ameaça de esgotamento de seus recursos em poucos meses já é uma realidade que mesmo os próprios reitores já admitem abertamente. Na UFC, o resultado da onda de ataques tem se expressado no aumento do valor dos preços no RU, em cortes no quadro de servidores terceirizados, na falta de diárias e ônibus para aulas de campo, nos cortes e no congelamento em nossos programas de bolsas, redução na oferta do serviço de intercampi, na tentativa de imposição de medidas de cobrança na utilização dos auditórios, na ameaça de fechamento da residência universitária Castelo, etc.

    No congresso nacional, setores do atual governo já falam em cobrança de taxas nas universidades como pretensa solução emergencial para as universidades, ao mesmo tempo que tal situação vem atiçando como nunca o interesse dos setores da iniciativa privada que buscam tirar vantagem dessa situação.

    Em meio a esse contexto, nós da Chapa 20 – Para outra flor brotar, nos apresentamos nestas eleições para o Diretório Central do Estudantes porque queremos uma entidade à altura do desafio de defender nossa universidade diante de tais ataques, que defenda o direito a assistência estudantil, a democracia na UFC e a transparência em suas contas. Queremos uma entidade que de fato, e não só na retórica, se preocupe com a luta contra as opressões, com a questão ambiental na UFC e com a acessibilidade nos campi. Queremos um DCE de luta, democrático, pela base e atuante.

    Se você também quer uma universidade de fato pública, democrática e com direito a assistência estudantil, vem com a chapa 20, para outra flor brotar.

     

  • VÍDEO | Painel discute 100 anos da Revolução Russa no 3º Congresso da CSP-Conlutas

    Da Redação

    O centenário da Revolução Russa foi comemorado no 3º Congresso da CSP-Conlutas, em Sumaré, São Paulo, com um painel sobre o tema. Exposição dos vídeos de saudação de Wendy Goldmann e Esteban Volkov iniciaram a atividade. Em seguida, os congressistas puderam ouvir as opiniões de Martin Hernandez, Kevin Murphy, Wanderson Fábio de Melo e Valério Arcary. Abaixo, disponibilizamos a íntegra do painel.

  • VÍDEO | Confira apresentação do bloco de oposição no Congresso da CSP-Conlutas

    Da Redação

    Iniciou nesta quinta-feira (12) e acontece até domingo (15), em Sumaré, São Paulo, o 3º Congresso da CSP-Conlutas, central sindical e popular. Ao todo, foram apresentadas 16 contribuições globais para discussão, com debates sobre a conjuntura do país, a organização dos trabalhadores e os rumos da entidade. Abaixo, divulgamos o vídeo da apresentação de uma das teses, a ‘Somos tod@s CSP-Conlutas’, apresentada pela bancária Juliana Donato, que já foi representante eleita pela categoria no Conselho de Administração do Banco do Brasil, e pelo membro da coordenação nacional do Sinasefe David Lobão.

    “O congresso da CSP-Conlutas acontece em um momento muito difícil para a classe trabalhadora. Nós tivemos em 2016 um golpe parlamentar orquestrado pela burguesia e apoiado em mobilizações de rua da classe média que tiveram como grande objetivo aprofundar de forma brutal os ataques contra a nossa classe. Infelizmente, esse projeto vem tendo sucesso a partir de cada medida concreta que foi aprovada no Congresso Nacional, como a PEC do Teto dos Gastos, Reforma do Ensino Médio, Lei da Terceirização e a gravíssima Reforma Trabalhista. Mas, se é verdade que os ataques foram muito grandes, é verdade que houve resistência. O ponto alto foi a grande greve geral do dia 28 de abril. E a CSP-Conlutas teve um papel protagonista, porque esteve à frente do chamado da unidade das centrais. E foi essa unidade que deu a segurança necessária para que nossa classe fizesse essa greve”, lembrou Juliana.

  • Inicia 3º congresso da CSP-Conlutas em Sumaré, São Paulo

    Por: Carol Burgos, de Sumaré, SP

    Em um momento de golpe e ataques aos direitos, se reúnem, em Sumaré, São Paulo, de 12 a 15 de outubro, centenas de trabalhadores, movimentos popular, de opressões e jovens de todas as regiões do país, no 3º Congresso da CSP-Conlutas, central sindical e popular. Serão quatro dias de debates para discutir os rumos da entidade e como fortalecer e organizar os enfrentamentos do próximo período.

    As atividades da quinta-feira, primeiro dia de congresso, iniciaram com apresentação cultural em clima de protesto. Em seguida, aconteceram saudações de centrais sindicais, como a CGTB, Intersindical, central sindical Solidaires, da França, da Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas,  além de organizações e partidos de esquerda, como o PSOL, PCB e PSTU, Pastoral Operária, da Secretaria Executiva Nacional da entidade e do sindicato dos trabalhadores da construção civil de Belém, do Andes-SN e do movimento Luta Popular. “É preciso unir os campos progressistas e unificar a luta contra o governo. Também precisamos ter um programa que supere o projeto de conciliação de classes e combata o avanço da direita e também reverter o fracionamento do movimento sindical combativo”, defendeu o presidente do PSOl Luiz Araújo. A votação do regimento finalizou as atividades da manhã.

    À tarde, aconteceram as apresentações e defesas de propostas de contribuição ao congresso. Diferentes opiniões sobre a conjuntura foram apresentadas. Temas como a necessidade da unidade dos trabalhadores, impeachment da Dilma, papel do governo Temer, peso da extrema-direita e da direita no país, greves, retirada de direitos e mobilização dos trabalhadores foram abordados nas intervenções. Representando a tese Somos tod@s CSP-Conlutas, a bancária Juliana Donato e o diretor do Sinasefe David Lobão reivindicaram a construção unitária como fundamental para a resistência dos trabalhadores no atual momento de retrocessos em que vive o país, como a greve geral do dia 28 de abril e a marcha a Brasília de 24 de maio.

    “O congresso da CSP-Conlutas acontece em um momento muito difícil para a classe trabalhadora. Nós tivemos em 2016 um golpe parlamentar orquestrado pela burguesia e apoiado em mobilizações de rua da classe média que tiveram como grande objetivo aprofundar de forma brutal os ataques contra a nossa classe. Infelizmente, esse projeto vem tendo sucesso a partir de cada medida concreta que foi aprovada no Congresso Nacional, como a PEC do Teto dos Gastos, Reforma do Ensino Médio, Lei da Terceirização e a gravíssima Reforma Trabalhista. Mas, se é verdade que os ataques foram muito grandes, é verdade que houve resistência. O ponto alto foi a grande greve geral do dia 28 de abril. E a CSP-Conlutas teve um papel protagonista, porque esteve à frente do chamado da unidade das centrais. E foi essa unidade que deu a segurança necessária para que nossa classe fizesse essa greve”, lembrou Juliana, que ainda argumentou sobre a necessidade de unificar a resistência com todos os lutadores do país que também não estão presentes no congresso, como os membros da Ocupação Povo Sem Medo, do MSTS, em São Bernardo do Campo.

    O segundo dia do congresso iniciou com apresentação e saudação da delegação internacional. Solidariedade à Catalunha, à busca por Santiago Maldonado, processos de luta, entre outros temas foram apresentados por representantes de outros países. Costa Rica, Itália, Portugal, Haiti, Palestina, Argentina, entre outros estavam presentes.

    Ainda pela manhã, os congressistas se dividiram em grupos de trabalho com os temas resoluções de conjuntura nacional, internacional e plano de ação. À tarde, está previsto para ocorrer um painel sobre os 100 Anos da Revolução Russa com exposição dos vídeos de saudação de Wendy Goldmann e Esteban Volkov e debate com Martin Hernandez, Kevin Murphy, Wanderson, Fábio de Melo e Valério Arcary.

    Confira a programação das atividades dos próximos dias, abaixo:

    14h30 – Término do credenciamento e apresentação cultural

    15h – Plenária deliberativa sobre Conjuntura Nacional, Internacional e Plano de Ação

    17h – Reuniões dos Setoriais

    21h – Atividade cultural oficial do Congresso

    Sábado – Dia 14 de outubro de 2017

    10h – Painel: 11 Anos da CSP-Conlutas e os desafios para o fortalecimento da Central na construção de uma alternativa classista, sindical e popular – (4 falas organizadas pela SEN) – 15 minutos cada

    11h30 – Painel: Luta contra as opressões e juventude –  Delegados (as) do Quilombo Brasil, MML, ANEL, Juntos, LGBT – 10 minutos para cada

    15h – Painel: Movimento Operário, Sindical, Movimento Popular e Luta por Territórios – Delegados (as) do Moquibom, Luta Popular, Nós da Sul, SOS-Emprego, Seringueiros, Assalariados Rurais, Operário, Funcionalismo público – 10 minutos para cada.

    17h – Grupo de trabalho sobre reorganização e estatuto: “Os desafios para o fortalecimento da Central na construção de uma alternativa classista, sindical e popular para o movimento de massa no Brasil”, bem como sobre outras propostas de resolução apresentadas ao Congresso

    21h – Atividade Cultural

    Domingo – Dia 15 de outubro de 2017

    9h – Assembleia Estatutária

    10h – Direção

    11h – Plenária deliberativa final e moções

    13h – Sessão de encerramento

    14h – Almoço e término do 3° Congresso

    15h – Painel: Apresentação e defesa das propostas de contribuição globais ao 3° Congresso

    17h – Grupos de Trabalho: Resoluções de Conjuntura Nacional, Internacional e Plano de ação

  • Em Porto Alegre, maior assembleia de servidores do ano vota por continuar greve

    Por: Pedro Silveira, de Porto Alegre, RS

    No sexto dia de greve, os servidores municipais de Porto Alegre realizaram nova assembleia para fazer um balanço dos primeiros dias e definir os próximos passos.

    A avaliação é de que a categoria realiza a maior greve dos últimos anos. Diferente de em outros, nos quais os professores eram a maioria da greve, em 2017 todos os setores estão envolvidos, com destaque para DMAE e Saúde.

    Após cinco dias dessa gigantesca greve, o governo se nega a negociar, os trabalhadores conseguiram um espaço de diálogo na Câmara de Vereadores que reconhece o tamanho da greve e já começa a se movimentar, 24 vereadores já se posicionaram pela retirada das PLs, que acabam com a carreira dos servidores e hoje, 10 de outubro pela manhã, arrancaram uma agenda com o vice-prefeito.

    Com a avaliação de que a reunião com o vice-prefeito não avançou em nada, a categoria votou por quase totalidade em continuar a greve e reavaliar na terça-feira, dia 17 desse mesmo mês.

    A categoria dos servidores municipais de Porto Alegre está sendo atacada desde o início do governo Marchezan (PSDB/PP). “O governo Marchezan é a perfeita demonstração do que é um projeto de venda de tudo aquilo que é público”, enfatizou a professora Martina Gomes.

    Por diversas vezes, a assembleia foi interrompida com as galerias da casa do gaúcho, local de realização da assembleia, gritando “Fora Marchezan” e “Retira”.

    Os municipários já deram o recado, só sairão da maior greve da categoria com conquistas.

    Abaixo, segue calendário de mobilização:

    Quarta-feira 11/10 – Dia inteiro de vigília na Câmara de Vereadores

    17h30 – Comando de Greve Aberto no SIMPA

  • Greve dos educadores gaúchos continua e passa dos 35 dias

    Por: Altemir Cozer, de Porto Alegre, RS

    Esta terça-feira (10), em Porto Alegre, foi marcada pela unidade das várias categorias em greve, do estado do Rio Grande do Sul e da capital. Desde as 8h, centenas de ativistas atenderam ao chamado das centrais sindicais e marcaram presença no Largo em frente ao prédio da Prefeitura, no Centro histórico da cidade. Estavam os municipários, que estão em greve há seis dias e os trabalhadores em educação da rede pública estadual em greve há 35 dias. Também, os demais servidores públicos estaduais de outros órgãos, que estão com os salários atrasados e parcelados há mais de 21 meses. Os trabalhadores da Procergs, empresa estadual de informática, que estão em greve há 5 dias, também compareceram com uma delegação.

    Depois do ato unitário, as várias categorias fizeram suas próprias caminhadas e manifestações para voltar a se encontrar mais tarde, na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, sede do governo estadual. Na caminha do CPERS, Sindicato da Secretaria de Educação, até o Piratini, se somaram centenas de trabalhadores da Procergs que, em unidade, marcharam juntos para exigir do mesmo patrão, o Sr.Governador José Ivo Sartori (PMDB), o atendimento às reivindicações.

    A dirigente do SINDIPPD-RS, Vera Guasso, falou pelos trabalhadores em greve da Procergs, em duas ocasiões. Destacou a importância da unidade dos que estão em greve e a necessidade de resistir aos ataques sincronizados em todas as esferas do poder público, o que chamou de alinhamento do mal entre Temer, Sartori e Machezan. Lembrou a greve dos trabalhadores dos Correios que, apesar de difícil, encerrou com uma importante vitória. No marco da resistência, pôde-se vencer.

    O Governo do Estado fez uma mesa de negociação com o comando de greve dos educadores, mas não apresentou nenhuma novidade e apenas fez apelo para a sensibilidade dos grevistas para que voltem ao trabalho.

    A presidente do CPERS/Sindicato Helenir Aguiar, ao dar o informe no caminhão do som, lembrou que o governador não teve sensibilidade alguma quando fez a tentativa de corte do salário, quando ameaçou demitir os contratados grevistas e quando não paga o salário e cumpre os mínimos direitos. Lembrou, também, que com sensibilidade não se paga aluguel, água, luz e demais despesas.

    Ao informar que a greve continua, a presidente também disse que vamos incendiar o Estado na próxima semana, com uma forte agenda de mobilização em todos os lugares, e com mais destaque para os lugares em que o governador estiver com sua agenda.

    Os milhares na Praça da Matriz voltam pra suas cidades e regiões com a certeza de que é preciso manter e fortalecer o apoio da comunidade, ampliar o calendário de mobilização para exigir uma negociação para valer e arrancar garantias mínimas.

  • Greve dos servidores municipais de Porto Alegre chega ao quinto dia

    Por: Pedro Silveira, de Porto Alegre, RS

    Os servidores municipais de Porto Alegre estão em greve desde a quinta-feira, dia 5 de outubro. Após dez meses de ataques do governo Marchezan  (PSDB/PP), os municipários deflagraram greve por tempo indeterminado contra o parcelamento de salários, vigente há quatro meses, e pela retirada dos Projetos de Lei (PLs) apresentados na Câmara de Vereadores pelo executivo, que simplesmente acabam com a carreira dos servidores.

    A greve de 2017 promete entrar para a história. No dia 5 foi realizada uma gigantesca caminhada do Hospital de Pronto Socorro (HOS) até o Paço Municipal , sede do governo. Pela tarde, os servidores lotaram a Câmara de Vereadores e deram um recado aos parlamentares, que a população de Porto Alegre não vai esquecer de quem votar contra os trabalhadores.
     
    Na sexta-feira, dia 6, os servidores foram defender o Departamento de Água e Esgoto (DEMAE), que está sob ameaça de privatização. Foi feito pela manhã um grande abraço ao departamento e, depois, uma caminhada massiva, mesmo debaixo de chuva, passando por dois grandes hospitais e indo até o Paço Municipal. Durante a tarde do mesmo dia, os trabalhadores priorizaram atividades para o diálogo com a população.  Em diversos lugares da cidade foram feitas panfletagem e mutirões de conversas. Como exemplo, professores se agruparam no entorno das escolas Altos do Partenon, um conjunto de quatro unidades de ensino localizadas no Morro da Cruz. Professores das escolas Morro da Cruz, Marcírio, América e Judith fizeram uma linda caminhada e panfletagem pelo bairro, solicitando o apoio da comunidade.
     
    Já o final de semana, nos dias 7 e 8, foi de mobilização com piquetes na saúde e DMAE e com diálogo com a população com pedalaço, uma caminha com bicicletas, e panfletagem no Brique da Redenção .
     
    Com tanta mobilização e com o tamanho da greve, a mobilização já começa a ter vitórias. Na segunda-feira, em mobilização novamente na Câmara de Vereadores, foi conquistada a assinatura de 22 parlamentares pela retirada dos projetos. Para derrotá-los são necessários 19 votos. No final do dia, a justiça deu a legalidade da greve e proibiu o corte do ponto.
     
    O dia de hoje (10) promete também ser de muita mobilização. Pela manhã, o comando de negociação tem reunião com o vice-prefeito e os 22 vereadores que assinaram o documento pela retirada. Pela tarde, a categoria terá nova assembleia, às 15h, na casa do gaúcho, Parque Hamornia, para definir os rumos do movimento.
     
    A greve deve continuar e ampliar. O levante dos servidores é histórico e importante, com diversos setores parados. Os municipários só devem sair do movimento paredista quando tiverem conquistas na mão .

  • Trabalhadores dos Correios terminam greve com sentimento de vitória

    Categoria enfrentou intransigência da empresa, do governo e do Tribunal Superior do Trabalho

    Por: Jacó Almeida*, de Brasília, DF
    *diretor da Fentect, membro do comando nacional de mobilização e negociação da categoria e militante do MAIS/PSOL.

    Na ultima sexta-feira (6), os trabalhadores dos Correios decidiram aceitar a proposta apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) na audiência de conciliação com a empresa, a reposição da inflação medida pelo INPC 2,07% retroativo a agosto, data base da categoria, e reedição integral do acordo coletivo. Foram 17 dias de greve com enfrentamento à truculência do governo e da empresa, que usou o TST para tentar impor vários ataques.

    Mesmo antes do início das negociações, empresa e governo propuseram prorrogar o acordo para janeiro de 2018, sendo que a data base é em agosto. Esta proposta foi prontamente rejeitada por unanimidade pela categoria. Quando iniciaram as negociações, apresentaram proposta retirando vários direitos garantidos pelo acordo coletivo, na tentativa de rebaixar o acordo, a CLT e, em alguns casos, já adequando à nova legislação trabalhista. Todo estes ataques foram estopim para que a categoria iniciasse a greve com uma forte adesão nacional.

    O movimento foi chamado pela Federação Nacional dos Trabalhadores Ecetistas (Fentect) e pelos 31 sindicatos filiados à entidade, com exceção dos de São Paulo de Rio de Janeiro, que são dirigidos por outra federação, ligada à CTB, composta pelo PC do B e que, infelizmente, fez o jogo do governo e da empresa ao não aderiram já no início ao movimento paredista. Mas, a força da greve os forçou a também entrarem na greve, mesmo que tardiamente.

    Greve foi marcada por forte enfrentamento dos trabalhadores aos ataques feitos pelo governo, empresa e TST
    Já no início da greve, tivemos que enfrentar ataques do governo, que foi para a televisão dizer que os Correios seriam privatizados e, ao mesmo tempo, usava o TST, que já de início, através do vice-presidente do Tribunal, concedeu liminar para que 80% do efetivo continuasse trabalhando. Os trabalhadores, no entanto, continuaram firmes na greve, sem cumprir esta determinação.

    Quando governo, empresa e TST viram que a adesão só vinha aumentado em todo o país, o ministro, de forma monocrática, declarou a greve abusiva e autorizou que a empresa descontasse os dias de paralisação. Ainda, declarou que, a partir daquela sentença, não fossem consideradas as faltas como greve e sim como faltas injustificadas ao trabalho. Autorizou a empresa a tomar as medidas que achasse necessárias.

    Mas, mesmo com todo este ataque vindo por parte da empresa e do vice-presidente do TST, o tiro saiu pela culatra. Ao invés de haver refluxo, a adesão à greve aumentou, forçando o ministro a chamar uma audiência de conciliação. Mesmo de forma truculenta, foi obrigado a apresentar proposta que contempla a reedição integral do atual acordo coletivo, incluindo a cláusula de assistência médica que a empresa insistia em alterar e reposição da inflação medida pelo INPC retroativo a agosto de 2017, data base da categoria.

    Trabalhadores saem fortalecidos para novos enfrentamentos
    Os trabalhadores dos Correios saíram desta greve com sentimento de vitória. Conseguiram manter o acordo coletivo inalterado e reposição salarial retroativa à data base. Sendo que, inicialmente, o governo e a empresa já queriam implantar a nova lei trabalhista. Esta greve servirá de exemplo para outras categorias que estão em campanha salarial, de que devemos ir para o enfrentamento e não deixar que retirem direitos dos trabalhadores e que só a luta poderá manter os direitos e ampliar as conquistas. Precisamos dizer um grande não à nova lei trabalhista aprovada por um Congresso de corruptos, que acaba com os nosso direitos.