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  • Boulos Presidente, “voto útil” e as tarefas da esquerda socialista

    As eleições mais indefinidas da nossa história recente também já se transformaram em uma das mais polarizadas. O atentado do último dia 6 de setembro fortaleceu a candidatura de Bolsonaro no seu objetivo imediato de chegar ao segundo turno. A direção do PT optou pela troca de Lula por Haddad na cabeça da sua chapa presidencial, no limite do prazo imposto pelo TSE.

    O último mês de campanha chega sem que ainda possamos definir um quadro preciso. Ainda não é garantido afirmar com precisão quais as duas candidaturas que irão ao provável segundo turno.

    O crescimento relativo da candidatura de Bolsonaro nas últimas pesquisas e, principalmente, o crescimento da fidelização do eleitorado que se diz propenso em votar no candidato do PSL ampliam a necessidade de lutarmos para derrotá-lo nas ruas e nas urnas.

    Por isso, temos que apoiar e participar com todas as nossas forças do movimento “Mulheres Unidas contra Bolsonaro”, que constituiu um grupo no Facebook que já chega a um milhão de participantes e que agora começa organizar manifestações em todo o país, ainda antes da votação de 7 de outubro.

    Outra consequência da percepção da possibilidade de Bolsonaro ir ao segundo turno é o crescimento da discussão sobre o chamado “voto útil”. Muitos trabalhadores e jovens pensam em votar já no primeiro turno num candidato que se apresenta como de esquerda e aparente ter mais chances de derrotar Bolsonaro nas urnas.

    Compartilhamos do sentimento de parcela significativa do povo trabalhador e da juventude sobre a importância de derrotarmos Bolsonaro e seu projeto de extrema-direita neofascista. Essa é uma das principais tarefas da esquerda socialista brasileira também.

    Portanto, a tarefa de derrotar Bolsonaro é urgente e não pode esperar. Este fato reforça ainda mais a importância do movimento iniciado pelas mulheres e também do nosso combate político cotidiano a sua candidatura ultra-reacionária.

    Queremos derrotar Bolsonaro já no primeiro turno. E, infelizmente, caso vá ao segundo turno, essa luta vai seguir para impedir que um representante da extrema-direita neofascista conquiste a Presidência da República.

    Entretanto, na reta final dessa campanha e quando comparecermos às seções eleitorais no dia 7 de outubro, outras tarefas e objetivos estarão “em jogo”.

    Uma nova esperança de esquerda
    O Brasil não pode ser explicado sem que se entenda que aqui em nosso país houve um golpe parlamentar em 2016. O impeachment fraudulento teve como objetivo a substituição de um governo de conciliação de classes fragilizado por um governo que unificasse as grandes empresas, bancos e a mídia para aplicar as reformas reacionárias e o ajuste econômicos, que tanto vêm retirando direitos sociais e atacando as liberdades democráticas da maioria do povo. É preciso um plebiscito, que revogue as reformas e ataques destes dois anos de governo ilegítimo.

    Os limites evidentes dos governos do PT, em aliança com grandes empresários e setores da velha direita, são uma das grandes explicações para a abertura de uma realidade bem desfavorável e que deu condições aos golpistas para impor o governo ilegítimo. Nunca podemos esquecer que Temer era o vice da Dilma.

    Boulos Presidente, uma candidatura lançada por uma frente política e social inédita, formada por partidos de esquerda como o PSOL e o PCB, e por movimentos sociais combativos como o MTST, APIB e Fora do Eixo / Mídia Ninja, representa a possibilidade de construirmos uma nova esperança de esquerda em nosso país.

    A tarefa de construção desta nova alternativa, neste momento, é mais importante do que aderir simplesmente ao chamado “voto útil”, precipitando posições em eventuais cenários de segundo turno. Fortalecer essa nova alternativa será muito importante para lutarmos com mais força para superarmos o projeto de conciliação com as grandes empresas e a velha direita, defendido até hoje pela direção do PT, e para a construção de nossas lutas, em um futuro bem próximo.

    Nem Haddad, nem muito menos Ciro Gomes podem representar a construção de um novo projeto político para a esquerda brasileira. O PT denuncia o golpe, mas compôs alianças eleitorais com golpistas em 15 estados. Ciro Gomes se apresenta como oposição ferrenha a Temer, mas colocou a latifundiária Kátia Abreu como vice e tentou, até o último momento, se aliar aos partidos do “centrão”, base de Temer e aliados de Alckmin.

    As alianças políticas com a velha direita e os golpistas de hoje vão determinar os limites destas alternativas, caso cheguem ao governo. Vão governar aliados aos de sempre, com os representantes do que há de pior no apodrecido sistema político brasileiro, sem romper com os privilégios dos ricos e poderosos. E, o que é pior, um novo fracasso de governos de conciliação de classes pode fortalecer ainda mais o projeto golpista da extrema-direita.

    Na reta final desta campanha, o Esquerda Online vai intensificar a cobertura, a construção e fortalecimento das candidaturas presidenciais de Guilherme Boulos e Sônia Guajajara. Chamamos o povo trabalhador, a juventude, os oprimidos e os ativistas que estão na luta contra os “50 tons de Temer” a não optar pelo “voto útil”. E, nesse momento, e nas eleições de 7 de outubro, fortalecermos conjuntamente uma nova alternativa de esquerda e socialista, votando Boulos 50 para Presidente. Vamos, sem medo de mudar o Brasil!

    FOTO: Mídia Ninja

  • A moral deles e a nossa

    “Em uma época em que a reação vence, os srs. democratas, socialdemocratas, anarquistas e outros representantes do campo da ‘esquerda’ começam a exalar pelos poros em dobro sua moral, igual às pessoas que transpiram demais quando estão com medo. Repetindo, do seu modo, os Dez Mandamentos ou o Sermão da montanha, esses moralistas se dirigem não tanto à reação vitoriosa, mas aos revolucionários que sofrem sua perseguição, cujos ‘excessos’ e princípios ‘amorais’ ‘provocaram’ a reação e lhe deram justificação moral.”

    Leon Trotsky, A moral deles e a nossa

     

    O atentado ao candidato Jair Bolsonaro na última quinta-feira está longe de estar encerrado. Enquanto as investigações prosseguem e tentam identificar se Adelio Bispo de Oliveira agiu a mando de alguém ou atuou isoladamente “a mando de Deus”, como disse, os debates deverão prosseguir nas ruas, fábricas, escolas, universidades e, principalmente, nas redes sociais, este instrumento de abrir polêmicas, muitas delas infrutíferas.

    Sobre o atentado em si, em que pese o fato de ainda existir uma justa desconfiança sobre o acontecimento, algo que está associado ao sentimento instintivo e ao conhecimento prévio de que temos sido submetidos a inúmeras mentiras propagadas pelos nossos inimigos de classe, na medida em que passamos a ter a certeza de que houve atentado e que este quase levou a morte o candidato do PSL, prosseguirão as polêmicas sobre as atitudes de parte a parte, algumas delas revestida de incontornável conteúdo moral.

    Em primeiro lugar, é importante dizer algumas coisas sobre o agressor. Pelo que se depreende do seu perfil no Facebook, Adelio Bispo de Oliveira não parece ser uma pessoa tipicamente de esquerda, ainda que tenha sido filiado ao PSOL entre 2007 e 2014 (cabo Daciolo também foi e ninguém em sã consciência diria que se trata de um candidato de esquerda). Pessoas de esquerda jamais atribuiriam qualquer de suas atitudes a uma determinação de Deus. Também não tratariam da maçonaria em termos conspiratórios, não chamariam os políticos de inúteis abstratamente e nem compartilhariam posições de agrupamentos nacionalistas. É verdade que o agressor parecia odiar Bolsonaro ao mesmo tempo em que exaltava o “comunismo”, mas ao atacar o presidenciável do PSL por suas posições de ódio, Adelio Bispo de Oliveira manifestava, também, posições homofóbicas, reforçando a tese de que parecia estar tomado de confusão mental. Se não for assim, pode haver uma armação urdida há mais tempo, envolvendo outras pessoas e interesses poderosos. O que nos cabe fazer, quanto a isso, é exigir apuração e que esta seja feita com seriedade e transparência.

    A atitude de Adelio Bispo de Oliveira, contudo, foi acertadamente condenada pela maioria esmagadora das organizações de esquerda e pelas candidaturas perfiladas neste campo. Todavia, não parece correto combinar a condenação ao ato de agressão com um atitude que sugere que atmosfera de ódio hoje existente no Brasil não se relaciona à ascensão da extrema-direita e a forma violenta que Bolsonaro dissemina o ódio. Por conta disso, prestar solidariedade ao agredido e à sua família, como fez Fernando Haddad, como se estes fossem vítimas de um ódio infundado, contribui para confundir o eleitorado e desarmar os trabalhadores para que sejam capazes de enfrentar o golpe e a ascensão da extrema-direita.

    Em verdade, independentemente do que tenha levado Adelio Bispo de Oliveira a cometer o ato, o fato principal é que o ocorrido tanto prejudica a esquerda, como favorece as posturas de extrema-direita, habituadas a embalar a política em ódio contra os explorados e oprimidos. Sem que se possa dizer ao certo em que medida Bolsonaro se beneficia do fato, sua exaustiva exposição como “vítima” de um atentado criará dificuldades para as outras candidaturas, especialmente aquelas que disputam com Bolsonaro o voto conservador, ao tempo em que coloca para a esquerda novos desafios que passam pela construção da unidade e mobilização antifascista com capacidade de ocupar as ruas o quanto antes.

    Dito isso, é preciso que se insista que todos devemos condenar o ato. É verdade que quando Marielle Franco e Anderson Gomes foram executados, crime até hoje não elucidado, o que colhemos da extrema-direita foi chacota, fabricação de Fake News e inúmeras provocações. Também não esquecemos das piadas quando dos tiros dirigidos caravana de Lula. Tais atitudes, associada à sua última manifestação de ódio explícito pela esquerda, quando Bolsonaro disse, no Acre, que iria “metralhar a petralhada”, apenas reforçam em nós o sentimento de que estamos lidando com um tipo de inimigo pouco conhecido da maioria, mas com trágica história no século XX.

    Condenamos o ato não porque consideramos Bolsonaro uma vítima, porque amamos a humanidade em abstrato ou porque defendemos o amor na política. Sabemos que fazemos política com empatia e solidariedade, mas o amor que cultivamos é dirigido aos 99% dos explorados e oprimidos e não aos nossos inimigos de classe e seus prepostos encastelados no fascismo. O avanço do fascismo não se relaciona à figura nefasta de Bolsonaro, portanto nenhuma atitude desesperada resolveria o problema. A ofensiva conservadora e da extrema-direita é algo vinculado à incapacidade de as correntes tradicionais que atuam na democracia serem capazes de apontar alternativas frente à imensa crise que vivenciamos. Tal quadro não pode ser combatido com violência individual, mas com mobilização e luta, com organização e inteligência.

    O fascismo histórico mobilizou diversos setores da sociedade e a ascensão da extrema-direita no Brasil pode significar o embrião dessa mobilização e apoio ativo. Por ora, o apoio recebido pelo presidenciável não é necessariamente uma base para um regime fascista, muito embora sua possibilidade de passar ao segundo turno tendam a acirrar o ódio na política. Há uma maioria de pessoas que hoje apoiam Bolsonaro porque estão desesperadas, porque estão frustradas, porque fracassaram em algum intento. Sobre essas pessoas devemos atuar com paciência, tentando reverter o desespero, buscando mostrar que eleger Bolsonaro vai de encontro aos seus interesses.

    Feito isso, não podemos ter dúvidas de que há um setor alinhado com Bolsonaro que constitui como um embrião do fascismo, o “ovo da serpente”, por assim dizer. Precisaremos manter as mangas arregaçadas e os punhos fechados, porque o fascismo não se combate com flores. Após as eleições ainda teremos imensos desafios que se vinculam à nossa capacidade de conter o avanço da extrema-direita que deverá sobreviver para além das eleições, então precisamos evitar tentativas de conciliação.

    Somos gente de esquerda, socialistas, temos uma moral da qual nos orgulhamos, moral esta que é fundamentalmente distinta da moral dos fascistas e também da moral burguesa em geral. Devemos usar nossa moral e o melhor dos nossos esforços para mobilizar a juventude e os trabalhadores, pois esta é a única forma de sermos efetivos na luta contra o fascismo e a extrema-direita.

    Imagem: Wassily Kandinsky – Petróleo – 35 x 41 cm – 1925

  • Confira o horário eleitoral para presidente (04/09)

    Confira o segundo dia da propaganda dos candidatos(as) à presidente da República

    SEQUÊNCIA
    João Goulart Filho (PPL) 0:00
    Marina Silva (REDE) 0:14
    Cabo Daciolo (Patriota) 0:35
    Emayel (PSDC) 0:44
    Henrique Meirelles 0:51
    Ciro Gomes (PDT) 2:46
    Boulos (PSOL) 3:24
    Alckmin (PSDB) 3:38
    Vera (PSTU) 9:10
    Haddad (PT) 9:18
    João Amoedo (NOVO) 11:37
    Alvaro Dias (PODEMOS) 11:45
    Bolsonaro (PSL) 12:24

     

     

  • Agora é guerra

    Chegou a hora para ver quem tem unhas para tocar guitarra.
    Sabedoria popular portuguesa

    Vai ficar brutal, vai ficar intenso, vai ficar perigoso. A campanha eleitoral vai virar uma guerra pelas consciências. Dois grandes medos vão medir forças. Aquilo que foi disputado entre 2015 e 2018 nas ruas vai ser agora discutido nas casas e locais de trabalho. De um lado, o medo dos setores mais conscientes da classe trabalhadora e da juventude, dos movimentos feministas e negros, populares e ambientais contra todas as candidaturas que representam os cinquenta tons da herança de Temer e sua agenda. Do outro lado, os medos dos setores mais reacionários contra o que percebem como o perigo comunista e a herança do PT.

    Estamos uma nova etapa com a campanha eleitoral nas TV’s. Ficará claro que há dois grandes medos, mas quatro projetos e programas, embora sejam treze candidatos, e trinta e cinco partidos. Por inúmeros fatores, as eleições no Brasil são, comparativamente, mais personalizadas que em outros países. Agora que começa o horário eleitoral nas TV’s a campanha eleitoral vai mudar de qualidade. Ela vai entrar em sessenta milhões de residências. Deixará de ser um assunto restrito somente aos setores, politicamente, mais motivados da sociedade. São quatro projetos, não são dois, nem são seis, oito ou doze.

    Na classe dominante há dois campos em disputa. Alckmin e Bolsonaro não são somente duas personalidades diferentes, são dois projetos. Ambos defendem ajustes liberais severos, mas em graus e ritmos distintos. Aqueles que na esquerda se deliciam em chamar Alckmin de fascista se enganam. Não são iguais. A linha política que nivela todos os inimigos de classe não é mais revolucionária, somente, obtusa.

    A imensa maioria da Avenida Paulista sustenta um ajuste liberal gradual. Querem reduzir o deficit orçamental, e uma reforma política que começa pela reforma eleitoral com a introdução do voto distrital, no lugar da proporcionaldiade direta. O discurso ideológico dominante que sustenta a candidatura Alckmun é que o os direitos garantidos pela Constituição de 1988, uma conquista da luta social e politica contra a ditadura, são demasiado caros para a capacidade do capitalismo periférico brasileiro. Os deficit primário de 2017 se aproximou de 2% do PIB, menor que o da Argentina, mas o deficit nominal, considerado os custos da dívida, alcançou 7,8% do PIB.

    A narrativa da “bala de prata” que vai mudar tudo e atrair uma “chuva de dólares” para impulsionar o crescimento seria a reforma da previdência que deve começar pela introdução da idade mínima de 65 anos.

    Em resumo: para a economia voltar a crescer e tirar o Brasil da armadilha de países de renda média será necessário reduzir os direitos. Querem fazê-lo de forma, relativamente, gradual. A EC-95 do teto dos gastos estabeleceu variadas metas. Alckmin fala em dois anos, ou seja, chegar ao superávit primário em 2020. Apoia-se numa aposta: a possibilidade de vitaminar o IED (Investimento Estrangeiro Direto) para um patamar mais elevado que os US$70 bilhões anuais, em função do reposicionamento do governo dos EUA em relação à China.

    Diminuem o significado das contratendências, em particular: (a) a dinâmica de crescimento nos EUA e o impacto da elevação dos juros do FED para os países periféricos; (b) a força das previsíveis lutas sociais que irão se desenvolver no Brasil, diante da mudança nos padrões de superexploração dos trabalhadores e do povo. Alckmin permanece sendo a candidatura preferencial na Avenida Faria Lima.

    As outras candidaturas que defendem este projeto não são sérias. Ou não mantém relações orgânicas com frações significativas da classe dominante, ou não têm implantação social mínima. Usam as eleições, essencialmente, como trampolim para planos eleitorais posteriores. Dividem-se entre os que abraçam aventuras pessoais insustentáveis e os doutrinários ideológicos, e alguns conseguem ser ambos. Álvaro Dias usa a legenda fantasma de aluguel do Podemos para uma candidatura paroquial talibã da LavaJato. João Amoêdo é um milionário diletante extremista ao serviço de um partido Novo que é uma versão caricatural aristocrática do PSDB. Marina Dias é uma missionária pacificadora, uma caudilha sem partido e sem programa, portanto, muito mais perigosa que um caudilho com partido.

    Bolsonaro defende um plano econômico liberal de choque antipopular, mas de forma cirúrgica, em um ano, com cortes draconianos nas despesas. Mas Bolsonaro quer, também, uma mudança no regime político. Quer mais poderes para a presidência e a desvalorização do Congresso (um giro bonapartista), e empoderar as instituições não eleitas, em particular, as Forças Armadas e as Polícias. O discurso neofascista está ao serviço desta defesa de um regime político autoritário. O Cabo Daciolo é somente “poeira da história”, um “Tiririca” messiânico com um discurso paranoico.

    Na esquerda há, também, dois projetos diferentes. O mais influente ainda é o do PT. Ele promete voltar a “ser feliz”, ou seja, reafirma a estratégia de regulação do capitalismo através do papel indutor do Estado – o famoso multiplicador keynesiano – que incentivaria o consumo, e este dinamizaria a oferta, e de reformas apoiadas em políticas públicas. Ciro Gomes é um candidato a caudilho que defende uma versão do mesmo programa, mas não tem partido, não é de esquerda, e consegue, ao mesmo tempo, não ter apoio em nenhuma fração importante da burguesia, nem na classe média, nem nos movimentos populares.

    Mas surgiu um processo de reorganização da esquerda em torno de um programa de reivindicações transitórias que se expressa através da candidatura Boulos/Sonia: um programa elaborado a partir da experiência das lutas populares, e tem como eixo a defesa da mobilização permanente contra os privilégios, superando a estratégia da conciliação de classes. Um programa só conquista força política se aqueles que nele acreditam se engajam em sua defesa. O primeiro dever de um socialista é defender suas ideias.

  • Três mentiras descaradas de Bolsonaro na entrevista no Jornal Nacional

    A entrevista de ontem não mostrou nenhuma novidade sobre Jair Bolsonaro. Preconceituoso, despreparado, inimigo dos trabalhadores e mal educado. Além disso, ele continua com o  hábito de mentir. Se já mente assim como deputado, imagina o que não pode fazer como presidente. Vejamos três mentiras bem fáceis de descobrir:

    1 – Ele disse que nunca falou que uma mulher deveria ganhar menos que um homem. Neste vídeo ele fala isso com todas as letras. Se fosse empregador, pagaria menos para uma mulher.

    2 – Repetiu a mentira de que não recebeu dinheiro da Friboi para sua campanha em 2014. Na versão dele, os R$ 200 mil que havia recebido foram devolvidos.  Mas ao invés de devolver para a empresa, ele devolveu para o partido dele, que no mesmo dia repassou os mesmos R$ 200 mil para a campanha. Os dinheiro foi usado de qualquer forma. Saiba mais

    3 – Ele mostrou um livro que “ensina sexo para as crianças” que estaria em bibliotecas de escolas públicas. Mentira. O livro não foi distribuído e isto já foi desmentido pelo próprio Ministério da Educação em 2017.

  • O Partido Novo que de novo não tem nada

    João Amoêdo, 55 anos, é um banqueiro, formado em engenharia e administração de empresas, ex-diretor-executivo do Banco BBA Creditanstalt,  vice-presidente e membro do Conselho de Administração do Unibanco, e do Conselho de Administração do Banco Itaú BBA. Amoêdo é um dos fundadores do Novo, partido pelo qual concorre a Presidência da República.

    Em 2011, junto de outras 180 pessoas, a maioria banqueiros e empresários, surgiu a ideia de fundar o Novo, que foi oficialmente registrado do TSE em 2015. Nas eleições do ano seguinte, em 2016, o partido conseguiu eleger quatro vereadores (Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro) e, nas eleições deste ano, lançará candidatos aos governos de quatro estados (MG, SP, RJ e RS) e o Distrito Federal. A meta, de acordo com Amoêdo, é eleger 35 deputados federais. Um número grande e significativo, que colocaria a legenda recém criada de fato na vida política brasileira.

    Além de Amoêdo, que tem um patrimônio declarado de R$ 455 milhões, outro fundador do Novo foi o também engenheiro Ricardo Coelho Taboaço, que construiu sua carreira no alto escalão de instituições financeiras, sendo diretor do Grupo Icatu e vice-presidente do Citibank.

    Amoêdo busca em suas entrevistas pintar o Novo como um partido feito e construído por cidadãos, por gente comum, insatisfeita com os altos impostos, com os péssimos serviços públicos e que resolveu se juntar. De “comum”, os fundadores do Novo não tem nada. São ricos e milionários, banqueiros e grandes empresários, que cresceram na vida através do lucro e da exploração que os bancos impõem ao povo trabalhador. Os bancos lucram loucamente, e ainda pagam menos impostos do que os trabalhadores assalariados.

    Podemos ter certeza que combater o privilegio que o 1% da população tem, enquanto 99% dos brasileiros sofrem com a crise econômica, não é e nunca será uma proposta do Novo.

    O Partido Novo foi criado para representar aqueles que sempre estiveram muito bem representados nos governos brasileiros, com as velhas ideias e velhos privilégios. Apresentar-se como novidade é justamente uma tática para atrair o eleitorado cansado e desiludido com a política e os partidos tradicionais. Empresários e banqueiros que enriqueceram às custas do povo e à sombra da velha política, que nasceram, cresceram e enriqueceram dentro do sistema, tentam agora se apresentar como candidatos anti establishment.

    Amoêdo tem se gabado que o partido abriu mão do Fundo Partidário, usando isso como um exemplo de honestidade da legenda. Mas digamos e convenhamos, quem precisa do Funda Partidário quando se tem milhares de reais vindos do bolso dos próprios membros? Dinheiro para o Novo não é problema.

    Apesar de defender a “liberdade individual”, o Novo se mostra bastante conservador nos costumes e em temas como a descriminalização do aborto. Além disso os defensores da liberdade também não têm vergonha de pregar o ódio quando necessário – um de seus principais candidatos a deputado federal, ex-assessor de Alckmin, tem como propostas a legalização do posse de armas para combater grupos de esquerda e o MST.

    Apesar de pronunciada com um linguajar atualizado (“diminuir a intervenção do Estado na economia para dar mais protagonismo aos cidadãos”), se traduzidas, as propostas do Novo são exatamente as velhas propostas privatizantes do PSDB e de ajuste fiscal do PMDB, fazendo com que o povo pobre sofra com as privatizações e com o efeito da crise econômica, gerando lucros para os empresários.

    Para o Novo o mercado magicamente resolveria os problemas criados por um Estado malvado e gerador de problemas econômicos. O Novo traz o projeto neoliberal velho, fracassado e que foi rejeitado nas urnas pelos brasileiros desde 2002.

    O Novo não se assume de direita, mas também não fala que é de “centro”, a denominação da moda na política brasileira. O partido diz que no campo econômico é liberal, tentando se apresentar como uma versão jovem e disposta do neoliberalismo. Mas ao mesmo ganha filiados e políticos vindos do PSDB, entre eles Gustavo Finco, ex-presidente do Banco Central no governo FHC e presidente do Instituto Millenium, e de outros partidos como PP, DEM, ou oriundos de movimentos como o Livres, MBL, Endireita Brasil e Vem Pra Rua.

    O partido Novo de novo não tem nada. É só uma nova máscara e plumagem para os tucanos envergonhados ou para os neoliberais que agora não têm vergonha de propor a privatização de todos os serviços públicos do Brasil.

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  • Eleições: Romper as bolhas virtuais e reais

    No dia 16 de agosto começa oficialmente a campanha eleitoral. Uma eleição cheia de vícios e , sem dúvida, a mais  antidemocrática após a queda da ditadura militar. Baseada numa lei eleitoral votada por este Congresso dominado pelas bancadas da bala, do boi e da Bíblia. Com regras feitas para facilitar suas reeleições e dificultar a ascensão de lideranças do movimento popular e da juventude.
    O primeiro debate entre os candidatos a presidente da República foi a máxima expressão de uma eleição adulterada. A exclusão do ex-presidente Lula do debate da Band, sem que causasse um grande questionamento na sociedade, e a confissão dos desembargadores do TRF-4 de que burlaram a lei para manter o ex-presidente preso demonstram que o “mercado” deu mais um passo em direção a legitimação do golpe por meio da eleição. Como se tudo estivesse normal, tentam naturalizar a ausência do ex-presidente da disputa eleitoral para facilitar o caminho dos “50 tons de Temer” para continuar jogando todo o peso da crise sobre a costas da classe trabalhadora e do povo pobre.
    A revogação de todas as medidas adotadas pelo impopular governo Temer é uma batalha crucial de todo o povo brasileiro para salvar nosso país da barbárie. Só alcançaremos este objetivo com muita unidade de ação, mobilização de ruas, greves, ocupações, atos públicos e manifestações culturais, ou seja, na luta direta. Mas isto não significa que devemos nos abster ou fazer “corpo mole” na campanha eleitoral. Negar a importância da disputa de opinião, valores e princípios nestes cerca de 50 dias em que a população mais debate política, mesmo em um terreno adverso e controlado pelo poder econômico, deixa o campo livre para que as ideias mais retrógradas, antipopulares, preconceituosas, racistas, machistas e homofóbicas dominem o cenário eleitoral e se consolidem na sociedade. Basta imaginar o debate da Band sem a presença do Guilherme Boulos.
    Neste domingo, 12 de agosto, a Folha publicou que “o presidente Michel Temer pediu a auxiliares que coloquem a reforma da Previdência como item prioritário da pauta da transição de governo. O emedebista disse ainda ter esperança de, a depender de quem for eleito, voltar a discutir o tema logo depois do pleito de outubro”.
    Mais claro impossível. O próprio Temer admite que a vitória de um dos seus “tons”, é fundamental para a retomada da votação da reforma da Previdência, que a classe trabalhadora  impediu de ser aprovada graças à greve geral que realizamos em 2017.
    MÃOS À OBRA !!!
    Neste período de pre-campanha, as atividades com Guilherme Boulos e Sonia Guajajara, com candidaturas majoritárias e proporcionais do PSOL e PCB em todo o Brasil, empolgaram muita gente, demonstrando que é possível uma política que rompa com a lógica deste sistema cruel e absolutamente desigual. Uma política que não admite alianças com os partidos golpistas , como o Centrão do Eduardo Cunha, Valdemar Costa Neto, Rodrigo Maia e com MDB de Temer, Renan e Eunício, como estão fazendo PT, PCdoB e PDT em vários estados.
    A única aliança que pode mudar a realidade brasileira, enfrentar os interesses do capital, defender transformações estruturais, é com o povo que batalha para sobreviver.
    É uma campanha eleitoral de poucos dias. É preciso arregaçar as mangas e OCUPAR os espaços políticos como o PSOL e PCB com Boulos e Sônia vem fazendo, sair da zona de conforto das polêmicas à esquerda,  romper as bolhas virtuais e reais, para falar de política com o conjunto do povo pobre, que são os mais atingidos pela avalanche midiática. Sem medo de enfrentar temas que são tabu, dialogando com os que estão desiludidos, com toda razão, com esse sistema político.
    A radicalidade da candidatura de um jovem líder do movimento de moradia e de uma mulher indígena, com um programa de esquerda, elaborado de baixo pra cima, a partir de milhares de contribuições, sintetiza uma ideia que transcende a disputa do voto. Por isso, tem gerado tanta esperança, em especial na juventude.
    FOTO: Guilherme Boulos e Silvia Ferraro, em reunião com ativistas em São Paulo. Bruna Piazzi/EOL
  • Homem aponta arma e ameaça advogados do MTST em Aracaju (SE)

    Durante uma assembleia aberta do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) nesta terça-feira, 7, um homem identificado como membro da Guarda Municipal de Aracaju (GMA) sacou uma arma de fogo e ameaçou reiteradamente Izadora Brito e Antônio Dias, advogados do movimento.

    A assembleia do MTST com cerca de 200 pessoas embaixo do viaduto do terminal rodoviário do DIA, local de grande movimentação da capital sergipana, ocorria com normalidade. Até que os advogados do movimento foram alertados de que havia um homem filmando tudo que acontecia no local, de forma suspeita. Ao ser percebido pelos membros do movimento, o homem sacou uma arma e apontou para o grupo. Segundo Izadora, ela e Antônio se aproximaram para pedir explicações. “Chegamos lá e encontramos uma pessoa completamente transtornada, gritando, nos xingando, enfurecida. Perguntamos se ele era policial por estar portando uma arma. Ele confirmou que era policial. Então pedimos que ele se identificasse. Ele começou a nos atacar. Nunca vi tanto ódio na minha vida”, diz Izadora.

    A advogada relata que, a princípio, pensou se tratar de uma pessoa de extrema direita pelo seu discurso de ódio. “`Seus defensores de bandido. Eu vou encher a cara de vocês de tiro. Vocês são todos ladrões. Vou papocar a cabeça de vocês’. Era assim que ele se dirigia a nós o tempo todo. Chegou a ir para cima de mim e do meu colega quando Antônio pegou o telefone para ligar para a polícia”, afirma.

    Guarda Municipal
    Vinícius Oliveira, coordenador do MTST em Sergipe, explica que o movimento confirmou, através de informações disponíveis no site da própria GMA, que o homem que ameaçou os advogados faz parte do Setor de Inteligência do Grupo de Operações Táticas (GTO), uma espécie de ‘Pelotão de Choque’ da Guarda Municipal.

    Segundo Izadora, enquanto o advogado Antônio Dias falava ao telefone com a polícia, o homem armado também fez uma rápida ligação. Minutos depois apareceu uma viatura da Guarda Municipal ao local. “Nós nos jogamos em frente ao carro da Guarda para pedir ajuda. Dissemos que havia um homem armado nos ameaçando. Pra nossa surpresa, os agentes disseram que não podiam fazer nada. ‘Como não podem fazer nada? Vocês estão presenciando um crime. Esse homem está armado e disse que iria nos matar’, eu falei pra eles. Enquanto a Guarda falava com a gente, o homem armado saiu andando tranquilamente do local”, explica a advogada.

    “Ouvimos muitos relatos sobre o papel da Guarda Municipal na periferia de Aracaju, aterrorizando, agindo de forma mais violenta inclusive que a própria Polícia Militar. A bala de revólver que quase matou uma companheira grávida numa ocupação há poucos meses veio também da Guarda Municipal”, desabafa. A Guarda Municipal de Aracaju é hoje diretamente subordinada ao prefeito Edvaldo Nogueira, do PCdoB.

    Providências
    A sessão especial na Câmara Municipal de Aracaju nesta sexta-feira, 10, em alusão ao Dia do Advogado, foi dedicada à denúncia desse grave atentado contra os advogados do MTST e o caso passou a ser acompanhado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). “A OAB/SE tomará medidas drásticas para prevenir e puir tais atentados contra a democracia, porque cercear os advogados e advogadas no exercer de seu mister é um reflexo da falência do Estado. Pois a advocacia livre e independente é sinônimo da saúde dos sistemas jurídicos e democráticos do país”, assegurou o presidente da OAB/SE, Inácio Krauss, na sessão especial.

    Após a sessão, Izadora Brito e Antônio Dias foram acompanhados por seus colegas advogados, representantes do MTST e do PSOL até a 1ª Delegacia Metropolitana, onde foi registrado boletim de ocorrência para o início das investigações.


    Foto: Aquiles Castro

  • Bolsonaro admite Petrobrás totalmente privatizada caso seja eleito

    A última semana foi marcada por muitas definições eleitorais, devido ao término do prazo legal para o anúncio das chapas presidenciais, além da série de entrevistas com alguns dos candidatos no canal a cabo Globonews e a entrevista de Bolsonaro ao programa Roda Viva, da TV Cultura.

    As entrevistas não trouxeram grandes novidades, mas nos ofereceram mais uma vez a oportunidade de expor uma das inúmeras contradições de Bolsonaro: supostamente defende que o Estado atue em questões estratégicas que envolvem soberania mas, na hora do “vamos ver”, admite privatizar a maior e mais estratégica estatal do país, a Petrobrás.

    Bolsonaro disse que venderia a Petrobrás caso não conseguisse baixar os impostos que oneram o preço dos combustíveis, com isso acredita que vai aumentar a concorrência o que, segundo seu pensamento, levaria a queda do preço da gasolina, diesel e gás de cozinha.

    Com essa proposta, Bolsonaro demonstra desconhecer completamente a lógica da indústria do petróleo no mundo e a política de preços da Petrobrás. O alto preço dos combustíveis no Brasil, responsável por ter provocado a greve dos caminhoneiros e a greve dos petroleiros no primeiro semestre, deve-se à política atual do governo Temer que visa equiparar o preço dos combustíveis produzidos no Brasil ao preço internacional, para favorecer os importadores e as multinacionais interessadas nas refinarias da Petrobrás.

    Portanto, para baratear o preço do diesel, da gasolina e do gás de cozinha, justamente por ser uma empresa que ainda está sob o controle do governo federal, bastaria que Temer determinasse que a Petrobrás colocasse as suas refinarias para operar com toda a capacidade, baixasse o preço de venda, dessa forma recuperando o mercado perdido para os importadores. Com isso, teríamos além de combustíveis mais baratos, uma Petrobrás mais forte, gerando mais lucro que poderia ser investido em saúde e educação, além de caixa para investimentos que gerariam mais empregos no país.

    A proposta de Bolsonaro, de privatizar a Petrobrás para baratear os combustíveis, geraria o efeito contrário, pois foi justamente essa política que provocou a explosão dos preços. Sem a Petrobrás sob controle estatal, as multinacionais teriam o caminho ainda mais livre para sucatear as refinarias brasileiras e importar diesel, gasolina e gás de cozinhas ao preço que quisessem. Uma reivindicação justa como a redução dos preços dos combustíveis, jamais poderia ser atendida por qualquer governo que fosse, pois o país teria perdido o controle dessa riqueza estratégica.

    Além disso, Bolsonaro também repete a ideia equivocada propagada pelo governo Temer de que o principal responsável pelos altos preços dos combustíveis são os impostos, e que esses não podem ser reduzidos sob pena de quebrar os estados. É verdade que os estados não suportam uma diminuição dos impostos ainda maior do que a provocada pela crise dos últimos anos, mas não é verdade que foi o aumento de impostos que provocaram a disparada dos preços dos combustíveis, como já dissemos acima. Além disso, Bolsonaro não diz uma palavra sobre aumentar a arrecadação de impostos taxando o lucro das empresas ou as grandes fortunas, ao invés de continuar taxando o consumo de produtos, que pesam muito mais no bolso dos mais pobres.

    No final das contas, Bolsonaro expõe a contradição que é a chave de seu programa econômico: é impossível governar atendendo aos interesses da maioria do povo e, ao mesmo tempo, os interesses do mercado e a suposta livre-concorrência. Paulo Guedes, economista que é o mentor econômico de Bolsonaro, não tem medo de dizer que defende a privatização integral da Petrobrás e nenhuma regulamentação do estado na economia. Ou seja, defende a ampliação da anarquia econômica que permite que um país rico em petróleo no subsolo e em refinarias na superfície sofra com as oscilações do dólar e do preço dos combustíveis no mercado internacional.

     

    A política para os combustíveis deve estar a serviço da maioria da população
    O programa de um governo que atenda aos interesses dos trabalhadores e da maioria do povo para o preço dos combustíveis começa por extinguir a atual política de preços da Petrobrás e colocar a produção das refinarias a serviço dos interesses do país; revogar o atual plano de privatização já em curso na Petrobrás e retomar as obras para tornar o Brasil completamente independente da importação de combustíveis. Junto com isso, seria fundamental reverter a entrega do pré-sal às multinacionais revogando a PL 4567/16, que altera a lei de partilha, a MP do Trilhão, que dá isenção de impostos às multinacionais de petróleo que explorarem o pré-sal, as alterações na lei de conteúdo local, além de retomar o monopólio estatal do petróleo.

    Dessa forma, teremos garantido, ao mesmo tempo, controle sobre as nossas reservas estratégicas, que evitaria o fim precoce do petróleo brasileiro, o abastecimento do país, com o fortalecimento de nossas refinarias, além da geração de empregos necessários para retomar as obras das refinarias da Petrobrás e o fornecimento de suprimentos fabricados no Brasil para desenvolver o pré-sal, garantindo a nossa soberania energética, e do nosso território.

    Para defender um programa para a maioria, é fundamental que uma chapa presidencial seja composta por gente formada nas lutas cotidianas contra a desigualdade social, as retiradas de direitos e os ataques à democracia, e completamente independente com relação aos interesses de empresas e de partidos que praticam a velha política. É aí que ganha destaque a chapa Boulos & Sônia, pelo PSOL, que já se comprometeu em revogar todas as medidas do governo Temer, incluindo a política de preços da gasolina e do gás de cozinha, e combater a privatização da Petrobrás.

     

    Foto: Marcelo Casal/Agência Brasil

     

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