Home – Movimento

Currently browsing: Home – Movimento
  • EMEF América se posiciona contra os ataques de Marchezan (PSDB) à educação em Porto Alegre

    Por Francisco da Silva, de Porto Alegre, RS

    Nesta quinta feira (23) a Escola Municipal de Ensino Fundamental América de Porto Alegre (RS) publicou nota à comunidade explicando os efeitos negativos do decreto 19.685 de 21/2/17, assinado e imposto pelo Prefeito Nelson Marchezan (PSDB) e o Secretário de Educação Adriano de Brito.

    Os trabalhadores do América estão de parabéns pela iniciativa. É um exemplo a ser seguido. Que o maior número de escolas façam reuniões e se posicionem contrários ao decreto. Isso ajuda a enfrentar este ataque e aumentar a pressão pela revogação do decreto.

    Confira na foto o quadro explicativo das mudanças.

    Saiba mais:

    http://esquerdaonline.com.br/2017/02/22/comeca-os-ataques-do-prefeito-marchezan-psdb-em-porto-alegre-e-os-professores-respondem-com-protesto-massivo/

  • Plenária massiva de professores decide dar um passo adiante na luta contra os ataques de Marchezan à educação

    Por: Francisco da Silva, de Porto Alegre, RS.

    Nesta quinta, 23, cerca de 300 professores lotaram o auditório do CPERS para organizar a luta contra o Decreto 19.685 de 21/2/17. Entenda um pouco mais sobre o decreto clicando aqui.

    A plenária que teve apenas um dia de convocação foi um passo importante para organizar a categoria contra os ataques do prefeito Marchezan (PSDB) e Adriano de Brito, secretário de educação. Agora é hora de conversar com a comunidade, os pais e os alunos, criando um grande corpo crítico à esse ataque da prefeitura à educação, tentando mobilizar também o conjunto da categoria para preparar a resistência aos próximos ataques que Marchezan fará contra todos os servidores e a população pobre de Porto Alegre.

    O ataque desferido pelo prefeito Marchezan (PSDB) é a cara municipal dos ataques realizados por Temer (PMDB) e Sartori (PMDB) à nível federal e estadual. O destino da mobilização dos professores de Porto Alegre contra o decreto 19.685 está ligado à capacidade de se unir ao conjunto dos trabalhadores brasileiros contra todos as medidas que jogam a crise econômica nas costas dos trabalhadores, em especial a reforma da previdência com manifestação nacional convocada para o dia 15/3 e a manifestação internacional de mulheres do próximo 8/3.

    Confira abaixo a agenda de lutas aprovada na plenária:

    24/2 – Grito de Carnaval (vigília) na Secretaria de Educação SMED a partir das 8h.

    01/3 – Intervenção na Câmara de Vereadores a partir do dossiê que será criado explicando os problemas causados pelo decreto novo e os alunos formados pelos ciclos.

    2/3 – Discutir com professores e comunidade estratégias de enfrentamento à nova política da SMED.

    03/3 – Assembleia geral da educação.

    Foto: redes sociais do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre.

     

  • Somente a unidade de quem luta irá derrotar Jonas e seus aliados do STMC

    Por André Azem e Diego Vilanova, do MAIS Campinas.*

    Hoje aconteceu a assembleia de eleição para comissão eleitoral do sindicato dos servidores públicos municipais de Campinas, convocada no dia 19 de fevereiro (domingo) no jornal Todo Dia de Americana. A categoria tomou mais um golpe do sindicato, que  desrespeitou liminar judicial que proibia a realização da assembleia, por conta do prazo de divulgação da mesma. Em meio a isso, o sindicato lotou seu auditório de funcionários comissionados (apadrinhados políticos da prefeitura) e aposentados para votar sua própria comissão eleitoral, agrediu membros dos movimentos de oposição, esbanjando de seu machismo, bem conhecido no movimento.

    Tudo isso demonstra que a atual diretoria, atrelada descaradamente ao governo Jonas (PSB), não tem interesse em realizar um processo eleitoral amplamente democrático, participativo e transparente. Pelo contrário, a exemplo do velho sindicalismo, se movimentam para se manterem no poder do sindicato atendendo apenas seus próprios interesses e os do governo municipal, a despeito dos da categoria.

    Diante desse cenário sindical, é mais que necessária a construção de uma unidade  de todos os movimentos que fazem oposição ao Governo Jonas e a atual diretoria do STMC. É preciso uma composição de uma grande chapa de lutadores e lutadoras para varrer os governistas do sindicato, buscando resgatar a unidade da categoria para enfrentar o governo contra os diversos ataques que estão em curso se projetam desde o governo federal até a municipalidade.

    Sabemos que essa unidade não pode ser construída a “qualquer custo”, mas acreditamos que exista, nos diversos grupos organizados e os diversos trabalhadores e trabalhadoras independentes, que tem realizado oposição regular à diretoria do STMC e ao Governo Jonas, um grande espaço e confluência para que essa isso se concretize. Para isso é preciso que os movimentos convoquem uma grande plenária conjunta e nela firmar uma unidade da oposição, sob uma plataforma de propostas e compromissos construída com a categoria, que agoniza com a ausência de uma direção sindical independente e combativa. Em meio a essa construção acreditamos que alguns pontos sejam essenciais para uma unidade. Listaremos abaixo algumas de nossas ideias.

    Uma plataforma nos marcos de um sindicalismo democrático, oposto a realidade sindical que tanto afastou os trabalhadores da luta nos últimos anos e os fez acreditar que seus interesses e o dos governos poderiam ser conciliados. Acreditamos que este programa deve ter claramente um perfil contrário a gestão de Jonas Donizetti (PSB) o melhor amigo dos grandes empresários de Campinas. Um governo que parcela e atrasa salários, destrói a previdência do funcionalismo, sucateia e privatiza o serviço público e tem como base política de sustentação a câmara de vereadores mais conservadora dos últimos tempos. Além disso o governo dispõe de uma gama de funcionários comissionados, que promovem um assédio avassalador contra os/as trabalhadores/as do serviço público.

    Que essa unidade também reflita as lutas que estão sendo tocadas em todo país contra os ataques do governo ilegítimo de Temer, que quer acabar com nosso direito greve, continuar os planos de desmonte da previdência social, iniciado na década de noventa  e continuado em todos os governos. Uma unidade contra o machismo e todas as formas de opressão que matam as trabalhadoras todos os dias em nosso país. Essa plataforma, em nossa opinião, deve ser de luta frontal contra a reforma trabalhista e à PEC do Fim do Mundo, que limita os gastos públicos por 20 anos, reduz concursos, sucateia e privatiza os serviços, deixando a população à beira da barbárie.

    Unidade para derrotar os governistas! Por um sindicato independente de governos e partidos!

    Contra os ataques  do governo Jonas Donizetti ao serviço público de Campinas!

    Fora o governo ilegítimo de Temer e seus aliados! Contra as reformas da previdência e trabalhista!

    Abaixo A PEC do Fim do Mundo!

    Contra todas as formas de opressão, dentro e fora do sindicato!

    *MAIS é o Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista

  • Solidariedade a Comunidade Nelson Mandela em Campinas

    Por Isabel Laurito, de Campinas, SP

    Ontem (21), moradores da Comunidade Nelson Mandela, no Jardim Capivari, saíram em ato desde cedo pela cidade, contra a ordem de despejo que foi anunciada na última terça feira. Há 40 anos a área estava abandonada, mas com o início da ocupação o dono da área entrou na justiça, exigindo a desocupação do terreno. Pela manhã, os moradores estiveram em reunião com o Secretário de Habitação da cidade, que não deu nenhuma resposta e garantia para as 900 famílias que moram na comunidade. São cerca de 2500 pessoas que moram hoje na região ocupada, 145 crianças de até 7 anos, 30 gestantes e centenas de idosos.

    Depois da reunião com o Secretário de Habitação os moradores seguiram em ato até a prefeitura da cidade, exigindo uma reunião com o prefeito Jonas Donizette. Depois de passarem a tarde toda em frente à prefeitura, os moradores foram informados pela Guarda Municipal (GM) que deveriam se retirar do local, caso contrário a GM estava autorizada a utilizar bombas de gás contra os manifestantes, para que dispersassem.

    Após a ameaça da GM, o secretário do prefeito se reuniu com alguns representantes do movimento e garantiu que, após o carnaval, haverá uma reunião oficial entre os representantes da ocupação, o secretário e a Cohab. Os moradores da Comunidade Nelson Mandela seguem em resistência contra a reintegração de posse do terreno.

    Foto: simple.wikipedia.org/wiki/Favelas#/media/

  • Julgamento político de militantes de junho de 2013 acontece nesta terça (21)

    Da Redação

    No dia 21 de fevereiro iniciará o julgamento de seis ativistas que foram parte da organização do Bloco de Lutas pelo Transporte Público em 2013: Lucas Maróstica, Gilian Cidade, Rodrigo Brizolla, Alfeu Neto, Vicente Mertz e Matheus Gomes.

    O processo foi o ápice da ofensiva de criminalização aos movimentos sociais desatada após as mobilizações que derrotaram o aumento das passagens em abril daquele ano. Na visão da Justiça gaúcha, o Bloco seria “uma organização criminosa formada para a prática de depredações ao patrimônio público, furtos e agressões a policiais e manifestantes”.

    A juíza Cláudia Sulzbach, da 9° Vara criminal do Foro Central, aceitou a denúncia do Ministério Público em setembro do ano passado, negando a possibilidade de absolvição sumária. Primeiramente, serão ouvidas as testemunhas da acusação, polícias, um empresário e um jornalista. Ainda será parte do processo a oitiva das testemunhas de defesa e também dos indiciados. Em caso de condenação, as penas somadas podem levar a até vinte anos de prisão.

    Os movimentos sociais estão convocando para esta terça-feira (21), a partir das 12h, em frente ao Fórum Central, na cidade de Porto Alegre, uma manifestação contra a criminalização dos movimentos sociais e em solidariedade aos processados.

    Precisamos denunciar essa ação repressora e impedir que, assim como o irmão Rafael Braga, que foi preso por portar uma garrafa de Pinho Sol no RJ, mais jovens sejam criminalizados por gritarem contra o sistema nas Jornadas de Junho.

    Foto: Flickr Amigosdaterrabrasil

  • Manifesto contra realização do concurso da rainha do Trem Elétrico no Sindicato dos Metroviários de SP

    Da Redação

    Metroviárias e metroviários de São Paulo lançam manifesto contra a realização, pelo sindicato da categoria, do concurso da rainha do Trem Elétrico. O documento lembra a luta das mulheres no mundo e reflexos do machismo, como a exigência a padrões de beleza e a objetificação da mulher. O Esquerda Online divulga o documento, na íntegra, abaixo.

    *Manifesto contra a realização do concurso da rainha do Trem Elétrico no Sindicato dos Metroviários*

    As mulheres estão nas ruas no mundo inteiro. Nos Estados Unidos, contra Trump e seu discurso machista e preconceituoso; na Argentina, a manifestação Ni una menos contra o feminicídio e a violência de gênero; no Brasil, as mulheres marcharam contra Eduardo Cunha e os retrocessos em seus direitos. Essas mobilizações pressionam a sociedade para uma nova postura em relação às mulheres e sua luta por direitos. Até a rede Globo reconheceu e incorporou isso: nas propagandas globais do carnaval de 2017 não há mais a imagem da mulher negra hiperssexualizada, dessa vez a emissora investiu em uma Globeleza vestida que apresenta a riqueza cultural brasileira, com amostras do frevo e o do maracatu.

    *O que está por trás dos concursos de beleza*

    O uso do corpo da mulher em propagandas mostra o quanto a mídia contribui para a construção de uma imagem de mulher objeto.  No carnaval, normalmente, o marketing da festa é a imagem de mulheres negras, as famosas “mulatas brasileiras”. A figura da mulata como objeto de exportação transforma os corpos negros em meras mercadorias para a satisfação masculina. Trata-se de uma herança da cultura da escravidão. No carnaval fica ainda mais explícito como o machismo aliado ao racismo é nefasto às mulheres negras, inclusive o quadro é tão grave que vitima até crianças: são centenas de casos de abuso e prostituição infantil na “rota carnavalesca”.

    *Nosso Sindicato deve se conectar com a onda de lutas das mulheres*

    Existe na categoria metroviária um bloco de carnaval construído por trabalhadores, a Banda do Trem Elétrico. Como em muitos blocos, existe uma tradição que remonta um dos mais clássicos casos machistas desta festa: a escolha da Rainha e das Princesas. São mulheres jovens, a maioria negra, que desfilam e sambam perante um júri. São avaliadas e classificadas utilizando critérios de beleza e simpatia. A banda não faz parte do nosso sindicato – apesar de alguns diretores da entidade atuarem em sua organização -, mas utiliza o espaço deste para muitas de suas atividades, incluindo este concurso. Há um homem que agencia as mulheres e a vencedora recebe uma premiação em dinheiro.

    Há alguns anos muitas mulheres da categoria questionam a realização desta competição, ainda mais dentro de um sindicato de esquerda, comprometido com as lutas feministas. A exigência de padrões de beleza inalcançáveis para a maioria das mulheres trabalhadoras gera baixa autoestima em muitas mulheres, além de disseminar a competição. A objetificação das mulheres negras no carnaval reforça uma imagem de servidão, legitimando seu lugar na base da pirâmide social, lugar este de origem escravocrata. Por tudo isso, para nós é contraditório um sindicato de esquerda, com uma secretaria de mulheres e de assuntos raciais, compactuar e participar da escolha da rainha e da princesa da banda.

    Nós, homens e mulheres, que assinamos esse manifesto nos colocamos contra esse concurso e achamos que esta discussão deve ser feita de maneira mais séria nos próximos anos. A organização que representa os trabalhadores também deve ser um espaço que acolha homens e mulheres, criando uma relação de igualdade, onde ninguém seja desrespeitado. A cultura popular, infelizmente, não está imune às influências de uma cultura patriarcal, porém, é nosso papel lutar contra essa apropriação que reforça as opressões e divide ainda mais os trabalhadores.

    Foto: CTB SP

  • Comitê impulsiona luta contra reforma da Previdência, em Jacareí, SP

    Da Redação em Jacareí, SP

    Para impulsionar a luta contra a reforma da Previdência proposta pelo governo de Michel Temer (PMDB), os trabalhadores de Jacareí lançam nesta sexta-feira (17), o Comitê em Defesa da Previdência, que reúne sindicatos, movimentos sociais, militantes de organizações políticas e ativistas da cidade.

    O lançamento será marcado por uma palestra, às 19h, na Câmara Municipal, com a presença do professor de economia da Unicamp Plínio de Arruda Sampaio Júnior, e da servidora do INSS e diretora da Fenasps (Federação Nacional dos Trabalhadores da Previdência Social), Rita de Cássia Pinto.

    O Comitê é aberto e, até o momento, conta com a participação de movimentos como MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), CMP (Centro de Movimentos Populares), sindicatos de várias categorias, como Alimentação de São José dos Campos e Região, Servidores Municipais de Jacareí, Trabalhadores do Serviço de Água e Esgoto, Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, Vidreiros, Admap (Associação de Aposentados), Associação de Moradores, além de militantes do #MAIS, PSOL, PSTU, PT e independentes. A ideia é reunir todos os que estejam dispostos a lutar contra a reforma.

    A construção de comitês como este, que unem a esquerda na luta, é um importante passo diante da gravidade do ataque da reforma da Previdência. É preciso fortalecer iniciativas deste tipo e unir cada vez mais a esquerda que está disposta a lutar contra o governo golpista de Michel Temer e a retirada de direitos.

    O próximo desafio é construir na cidade as mobilizações do dia 8 de março, quando as trabalhadoras deverão ir às ruas contra a reforma, e 15 de março, dia de luta unificado entre as centrais sindicais contra as reformas da Previdência e Trabalhista.

    Foto: Mark Hillary/ Flickr/ CC

  • URGENTE | Ocupação Marião, em Contagem, sofre ação de despejo

    Da Redação

    Cerca de 40 famílias da Ocupação Marião foram despejadas, neste momento, pela Guarda Municipal da Prefeitura de Contagem, em Minas Gerais. A ação iniciou na manhã desta quarta-feira (15), quando um oficial de justiça teria chegado junto à Guarda sem aviso prévio. De acordo com nota divulgada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT-MG) e pelo Movimento Luta Popular, a desocupação foi violenta. Oito pessoas teriam sido detidas.

    9824441d-3e33-4fdb-8b77-540138bfdece

     
    A ocupação fica em um prédio do bairro Maria da Conceição, que pertencia a uma empresa e estava abandonado. Após a ocupação, ganhou função social. Nela vivem uma maioria de mulheres e crianças que sofrem com as consequências da especulação imobiliária.
     
    Segundo a nota,os movimentos pedem a retirada imediata da Guarda Municipal do local, além da interrupção do despejo, que classificam como “ilegal, injusto e covarde”.  
    “Não é justo e nem constitucional despejar famílias sem alternativa digna prévia e jogá-las na rua”, diz a nota.
     
    Os movimentos pedem solidariedade imediata, além de apoio jurídico com a presença de advogados no local onde acontece o despejo.
  • A urgência da Frente Única para mobilizar centenas de milhares nos dias 8 e 15 de março

    Por: Gibran Jordão, Coord. Geral da FASUBRA e membro da Sec. Executiva da Csp-Conlutas

    Segundo a Agência Brasil de notícias, a primeira audiência pública sobre a PEC 287 na comissão formada no Congresso Nacional aconteceu nessa terça (14), às 14h, com a participação do secretário nacional da Previdência, Marcelo Caetano, e de um representante da Casa Civil. Caetano foi o principal elaborador da proposta de reforma enviada pelo governo ao Congresso Nacional. Na quinta-feira (16), a comissão especial da reforma deverá debater aspectos relacionados ao Regime Próprio de Previdência Social com representantes sindicais na mesa. No mesmo dia em que foi dada a largada da tramitação da reforma da previdência no Congresso Nacional o ministro do STF Celso de Melo autorizou a nomeação de Moreira Franco com foro privilegiado na secretaria geral do governo Temer.

    Apesar da baixa popularidade, o governo Temer tem absoluto controle do Congresso Nacional. Os jornais chegaram a noticiar Eliseu Padilha falando em palestra com certo orgulho. Os bastidores do toma lá da cá do Congresso Nacional no qual o ministro elogia o presidente Temer e sua habilidade política que garante 88% de apoio do Congresso. Nunca antes na história do país um governo teve tanto apoio parlamentar, nem mesmo nos melhores momentos do governo Lula.

    O pronunciamento de Temer na segunda-feira serviu para responder há dois processos que podem causar algum tipo de instabilidade em seu governo. Um pela direita e outro pela esquerda. Em relação ao primeiro, a manifestação marcada pela extrema direita (MBL e aliados) para o dia 26 de março em apoio à Lava Jato e as reformas da Previdência e Trabalhista demonstra que há unidade entre a burguesia em relação ao pacote de maldades de Temer.

    Ao mesmo tempo em que a luta fracional no interior da classe dominante vai continuar se expressando na briga da Lava Jato contra o Congresso Nacional e figuras do próprio Executivo. Até agora, o regime tem absorvido bem essa luta fracional, mas como a evolução desse processo preocupa o Planalto, Temer teve que anunciar publicamente que vai demitir ministros que se tornarem réus na Lava Jato.

    Ainda na declaração do presidente golpista, o segundo processo que tem preocupado o Planalto é o medo que lutas e greves tomem conta do país. Temer foi categórico em classificar a greve da PM como “insurgência ao texto constitucional”, anunciando o envio de tropas do exército para tomar as ruas do Rio e do Espírito Santo para “restabelecer a lei a ordem”. Mas, não é só a greve da PM que preocupa Temer. As manifestações, paralisações e protestos que vão ocorrer nos dias 08 e 15 de março se consolidaram no calendário do movimento sindical e popular brasileiro. Por isso, Temer se antecipa e anuncia também que vai enviar um projeto ao congresso nacional para regulamentar o direito de greve, leia-se sufocar ainda mais o direito de greve.

    A necessidade da unidade para lutar
    Não é possível confiar que o judiciário e o Congresso Nacional vão impedir o processo de aplicação do ajuste fiscal e aprovação de retirada de direitos sociais. A resposta terá que vir das ruas e eis a grande responsabilidade das direções do movimento de massas desse país em construir uma frente única para lutar contra o governo Temer, o Congresso Nacional e seu pacote de maldades. Ao mesmo tempo, é preciso denunciar a seletividade e blindagem que o STF tem feito colaborando com o governo Temer, tanto na aplicação do ajuste, como salvando a vida política de figuras chaves para Temer como nos casos de Renan e, agora, Moreira Franco.

    A maioria das centrais sindicais se reuniu essa semana e aprovou finalmente um calendário que envolve a construção de mobilizações e paralisações no dia 15 de março. Lamentavelmente, houve uma postura ruim por parte das centrais majoritárias em não convidar a CSP-Conlutas e a Intersindical. Medidas assim não ajudam a fortalecer a unidade. Ao mesmo tempo, é fundamental que se incorpore na construção desse calendário, unificando os movimentos populares como a Frente Povo Sem Medo, MTST, MST e a juventude.

    Não podemos nos contentar em mobilizar poucos milhares. Vai ser necessário colocar na rua centenas de milhares para fazer tremer o Congresso Nacional, gerando crise e paralisia na votação da Reforma da Previdência entre os deputados. E para cumprir essa tarefa não podemos cometer o erro de dividir o movimento, construir atos isolados e dar ao inimigo mais força que ele já parece ter. Temer tem forte apoio no Congresso, mas baixo apoio popular. Em unidade podemos conseguir dialogar e mobilizar um setor de massas que está descontente e percebendo a mesquinhez de Temer e aliados contra os trabalhadores e os direitos sociais.

    Reunião avança na construção do Plebiscito Popular 
    Ocorreu, nesta terça-feira (14), a reunião convocada pela auditoria cidadã. Nela, foi dado o ponta a pé inicial na construção do plebiscito popular que visa mobilizar milhões de pessoas com o objetivo de disputar a opinião publica, gerando uma massa crítica contra o ajuste e as reformas de Temer. A reunião elegeu uma comissão que vai trabalhar na formulação das perguntas da consulta e, em alguns dias, em nova reunião, a preparação do plebiscito vai começar a ganhar as ruas. Todas as centrais sindicais e movimentos sociais precisam construir essa iniciativa, que vai ser fundamental para ganhar apoio popular contra Temer.

    Foto: CUT

  • Plenária de petroleiros prepara chapa de oposição em Minas Gerais

    Da Redação MG

    Em meados de 2017, ocorrerão as eleições para a diretoria do Sindipetro-MG. Os petroleiros de Minas Gerais protagonizaram importantes greves contra os ataques dos governos e da direção da empresa, que visavam não apenas arrochar os salários e benefícios da categoria, mas também entregar cada vez mais as riquezas nacionais para empresários privados. A diretoria atual do sindicato, ligada à CUT e à FUP, demonstrou-se demasiado atrelada à direção da empresa, mesmo após a queda de Dilma, para estar à altura de conduzir a categoria ao nível de mobilização necessário para derrotar todos os ataques.

    Por isso, os petroleiros mais ativos das greves e mobilizações dos últimos anos estão convocando uma plenária para unificar a categoria e renovar o sindicato. Pretendem montar uma chapa de oposição com um programa de independência e de luta nas eleições sindicais.

    Veja, na íntegra, a nota que está sendo distribuída na Refinaria Gabriel Passos (REGAP):

    “Plenária rumo a construção da chapa da oposição Com objetivo de construir democraticamente a chapa para mudar a diretoria do Sindipetro MG e organizar a luta nos próximos 3 anos, convocamos os petroleiros a estarem presentes na Plenária dia 14 de Fevereiro.

    Os petroleiros de luta de Minas Gerais têm de entender que só conseguirão resistir aos ataques em curso, se eles mesmos se dispuserem a agir para mudar a diretoria do sindicato. Na plenária os petroleiros poderão propor: campanhas, bandeiras, propagandas, critérios de funcionamento, nomes para chapa, programas, formas de ajudar na eleição, etc.

    Entendemos que para organizar a luta na próxima etapa com eficiência, temos que levar em conta a experiência do que aconteceu até aqui, a chapa deve ser construída pela base, ser apartidária e ser independente de governos, acionistas e gerentes.

    Todos à plenária para construir e fortalecer a Chapa de Oposição!!!

    Velhas soluções
    O cenário mundial atual é de crise financeira. O Brasil atravessa uma das maiores crises financeira e institucional em sua história e como nos momentos anteriores, querem que os trabalhadores paguem a conta: desemprego recorde (ultrapassam os 12 milhões); corruptos a frente da política executando seus desmandos, aprovam PEC que congela investimentos em saúde e educação por 20 anos, aprovam a entrega dos últimos 30% do Pré-Sal e se empenham em fazer a Reforma da Previdência, entre tantos outros atos contra o trabalhador.

    Na Petrobrás, o cenário vai além da visão. São colocados em prática de forma acelerada projetos de privatizações que tem sido preparados há anos. Entregaram a Liquigás, entregaram campos promissores no Pré-Sal (como o de Carcará), em curso, a negociação e a venda em participações em empresas do setor de biocombustíveis (Nova Fronteira Bionergia e Guarani). Estão na fila o controle da BR Distribuidora, FAFENs, Petrobrás Biocombustíveis, Complexo Petroquímico de Suape, a participação na Braskem, campos terrestres no CE, RN, SE, BA e ES, campos em águas rasas, participações em campos do Pré-Sal, refinarias, termelétricas e terminais de GNL. É o bota-fora do setor de petroquímico e de energia nacional.

    A mídia dos ricos alardeia o déficit de R$ 16,1 bi na Petros, mas nada fala das dívidas da patrocinadora Petrobrás com o plano. Dívida relativa, por exemplo à contribuição sobre RMNR entre 2007 e 2011. Temos também a dívida com relação à aplicação do inciso IX do artigo 48 que responsabiliza a Petrobrás por insuficiências relativas ao crescimento real dos benefícios provocadas pelo reajuste dos mesmos através do artigo 41 do regulamento do plano. Entre outras denunciadas pelos Conselheiros Eleitos.

    Na empresa, a cada dia, um equipamento apresenta algum problema expondo os trabalhadores ao risco. A solução da gerência é mandar peão colocar a camisa para dentro da calça, parar nas placas de PARE, mandar que carregue o PBO no bolso, e punir as vítimas deste quadro de “sanidade” (sistema de consequência)… Em paralelo temos que tal é o nível dos cortes de custos que, em diversos setores, os trabalhadores tiveram de fazer “vaquinha” para comprar máquinas de café.

    Onde estão as direções dos trabalhadores?
    Com exceção dos estudantes que, durante um período, apresentaram resistência, não se vê ninguém resistir, não ocorre nenhuma mobilização. A grande e poderosa CUT, com seus milhares de sindicatos e toda sua pomposa influência, não consegue, não quer, ou não pode (por algum motivo obscuro) organizar uma greve geral para barrar a entrega do país e dos direitos dos trabalhadores.

    A diretoria do Sindipetro MG, seguindo a cartilha da FUP, assiste passivamente a entrega do país, se limitando a divulgar informações vagas em alguns boletins para base de MG. Sua total falta de habilidade em situações difíceis foi demonstrada na maior greve dos últimos anos, quando estávamos lutando contra a retirada de direitos, privatizações e punições em 2015. Ao invés de nos preparar para o enfrentamento e os assédios da empresa, vimos o esforço escancarado para acabar com a luta, protagonizando-se como grandes organizadores de derrotas.

    Não bastasse o malfeito de 2015, em 2016 traíram a categoria em três momentos: primeiro, no movimento de hora-cheia contra o corte no transporte do trabalhador de turno da Regap; segundo no movimento de greves nos H1, onde se aliaram à gerencia para ameaçar o trabalhador; e terceiro, no movimento de Natal, em que nos incitaram à greve, mas, no fim, disseram que fariam apenas atrasos. Finalmente, em 2017, defenderam a aprovação do acordo com diversos itens em aberto, após o intenso desgaste (pela morosidade, traições e falta de atitude) a que submeteram a categoria.

    Não nos preparamos… mas podemos resistir
    Há anos, nós do Tocha alertamos que era necessário se preparar, que era necessário construir algo novo. Alertávamos para os desafios que se aproximavam e para o fato de que a direção atual não só, não estava preparada como desorganizava os trabalhadores. Agora, a história é outra, o que está colocado para os trabalhadores é optar entre resistir ou se entregar passivamente ao inimigo.

    Apesar de muitos estarem atordoados com os ataques, devemos, no mínimo, aprender algo com os últimos anos. A maioria esmagadora dos trabalhadores brasileiros apostou num projeto que faliu. Acreditou que era possível um capitalismo humano, que era possível viver em “Paz e Amor” em alianças com figuras como Temer, Collor, Renan, Obama… Acreditou que os sindicatos estavam obtendo grandes avanços em suas alianças com o Governo, Patrão e Gerente.

    A falácia deste projeto, agora é usada por todos os inimigos da classe trabalhadora que posam de bons moços, ao passo que ficam excitados com o silêncio de panelas que pararam de bater, com o “déficit” da Petrobrás (mesmo batendo recorde atrás de recorde), com aviões que caem, com o trabalhador que leva advertência, com o trabalhador que perde emprego, com o trabalhador que não se aposenta, que não tem direito a estudo, que não tem saúde, mas que paga impostos absurdos para arcar com os juros da dívida pública – que nunca foi sequer auditada.

    Neste momento, o primeiro passo que temos que dar é construir uma chapa com lutadores, apoiada pelos trabalhadores da ativa e aposentados, que não se entregaram à corrupção.

    DATA: 14 de fevereiro
    HORÁRIO: 18h
    LOCAL: Sind-Rede BH, Av. Amazonas, 491, 10º andar, Centro, Belo Horizonte”

    Foto: Petrobras