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  • Internacionalismo na luta: CCT do Paraguai envia imagens de apoio à Greve Geral de 30 de junho

    Por CSP Conlutas

    Publicado originalmente no site da CSP Conlutas

    A CCT (Confederação da Classe Trabalhadora) enviou fotos de camaradas da entidade em apoio à Greve Geral de 30 de junho no Brasil. Júlio Benítez, representante da Central paraguaia, esteve presente na última reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas e, junto ao companheiro metalúrgico da GM da Argentina, Sebastián Romero, expôs a conjuntura política local e apontou as semelhanças nos ataques e na resistência dos dois povos.

    Júlio ressaltou a importância do papel da CSP-Conlutas nas lutas no Brasil e também os reflexos na América Latina. Afirmou que caracterizar a situação da luta de classes é fundamental para definir as táticas para o acerto político. “As diferenças são normais numa situação como a que estamos vivendo na América e no Brasil. Se cometermos um erro pode custar caro. Por isso, uma receita que podemos seguir é sempre nos colarmos nas lutas classe operária”, disse.

    Confira algumas imagens enviadas pelos camaradas da CCT:

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  • Greve Geral: Trensurb vai parar no dia 30 de junho

    Fonte: Sindicato dos Metroviários do Rio Grande do Sul

    Contra as reformas da Previdência e da Legislação Trabalhista, contra as privatizações e pelo Fora Temer, os metroviários do Rio Grande do Sul, reunidos em assembleia extraordinária nesta quarta-feira, 21, decidiram aderir à greve geral convocada para o próximo dia 30.

    Barrar as reformas e as privatizações, bem como exigir o afastamento do presidente Temer (PMDB), é o desafio colocado para os trabalhadores brasileiros na atual conjuntura. Os ataques a conquistas históricas da classe trabalhadora e ao direito de se aposentar precisam ser interrompidos.

    Os metroviários também paralisarão as atividades pelo reajuste salarial da categoria. Nas reuniões de negociação, a empresa aceitou renovar as cláusulas sociais, mas a proposta de reajuste é zero. A categoria exige, no mínimo, a reposição da inflação medida pelo IPCA, que é de 4,08%.

    Entre os motivos para adesão à greve ainda está o deliberado sucateamento da empresa visando a sua concessão para a iniciativa privada e o consequente aumento no valor da tarifa. Exemplos do sucateamento são as sucessivas falhas no sistema, como as que interromperam o serviço na terça-feira, 20, a falta de funcionários e de investimentos nas estações e na via. A escada rolante da estação Unisinos está fora de operação acerca de sete anos.

    O Sindimetrô/RS distribuirá, nos próximos dias, materiais à categoria e aos usuários explicando os motivos da paralisação. Uma plenária no próximo dia 28, aberta à participação de outras categorias, irá avaliar o movimento e preparar o dia de greve. O encontro será na sede do sindicato, às 18 horas.

  • 24/06: Ato e shows – Privatização, não! O Metrô é do povão!

    Redação

    O governo Alckmin quer entregar o metrô público para a iniciativa privada, concedendo o lucro aos empresários e precarizando o transporte público.
    A privatização da Linha 5 – Lilás, na zona sul da cidade, e as terceirizações das bilheterias do metrô estão em ritmo acelerado. Por isso, o Sindicato junto a diversos artistas, movimentos populares, trabalhadores e a população, especialmente moradores da região, estão organizando um ato público com shows e apresentações.

    Entre os confirmados estão:
    Liberdade & Revolução
    Moysés (ex-Facção Central)
    Coração Black
    Herança do Ghetto
    Mente Oposta
    Mcs Psico e Quebrada
    Movimento Hip Hop O3 (Ouvir, Ousar e Organizar) da Sul
    Gíria Vermelha do 03
    Denis Família
    Associação Corrente
    Libertadora Capoeira
    Coletivo Cultural Sem Limites

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    Os shows acontecerão em frente a estação Capão Redondo do metrô (Linha 5 – Lilás), a partir das 14h, no dia 24/06 (sábado). Participe e fortaleça a luta contra a privatização e em defesa do metrô público!

  • URGENTE | Centrais sindicais confirmam greve geral no dia 30 de junho

    Da Redação

    As centrais sindicais se reuniram, na tarde desta sexta-feira (23), e definiram que a greve geral está mantida para o dia 30 de junho. Com o mote “Vamos parar o Brasil contra a reforma trabalhista, em defesa dos direitos e da aposentadoria”, os trabalhadores do país vão parar as atividades.

    “Vamos colocar o bloco na rua. Saiu a unidade das centrais e dia 30 é dia de greve geral para derrubar Temer e derrotar as reformas”, disse o coordenador geral da Fasubra e membro da Executiva da CSP-Conlutas Gibran Jordão, em entrevista ao Esquerda Online logo após o término da reunião.

    Além do dia 30 de junho, ficou decidida a realização de atividades nos aeroportos do país nos dias 27 e 29, para pressionar os Senadores a votarem contra as reformas de Michel Temer (PMDB). O principal local é o aeroporto de Brasília. As centrais estão marcando, ainda, um protesto para o dia 28 de junho, data prevista para entrar em pauta a Reforma Trabalhista no Senado Federal. Há três dias, em Comissão de Assuntos Sociais do Senado, a Reforma Trabalhista foi rejeita, mas ainda precisa ir para plenário, onde será decidida pela sua implementação, ou não.

    O também membro da executiva da CSP-Conlutas, uma das centrais que participaram da reunião e defendeu a manutenção do dia 30 como uma data de greve geral, considerou como fundamental a manutenção da data. “Depois do informe das centrais com um debate acalorado, ficou definido que, no dia 30, o Brasil vai parar contra a Reforma Trabalhista, em defesa dos direitos e da aposentadoria. Apesar do atraso das centrais e do jogo que gerou insegurança em muitas categorias, agora é arregaçar as mangas e fazer um grande dia 30, como foi o dia 28. Esse governo é um governo contra a classe trabalhadora brasileira, um governo que está em crise. Essa é a hora. É possível parar as categorias e fazer um grande movimento, uma grande paralisação no dia 30”, argumentou.

    A opinião foi corroborada pelo membro da executiva da Apeoespe, um dos maiores sindicatos do país. Richard Araújo convocou todos os profissionais em educação a aderirem ao movimento. “Desde já, chamamos os trabalhadores em geral, particularmente os trabalhadores em educação, que foram fundamentais para construir o movimento de luta contra as reformas, a tomarem as ruas, organizarem as suas comunidades. Vamos construir um grande dia 30, porque é possível derrubar Temer, as reformas e defender os diretos dos trabalhadores”, concluiu.

    Vídeo

    Leia a íntegra da nota das centrais, com o calendário de lutas aprovado:

    NOTA DAS CENTRAIS SINDICAIS

    23 de junho de 2017, São Paulo, SP

    DIA 30 DE JUNHO – VAMOS PARAR O BRASIL CONTRA A REFORMA TRABALHISTA, EM DEFESA DOS DIREITOS E DA APOSENTADORIA

    As Centrais Sindicais têm acompanhado cotidianamente os desdobramentos da crise econômica, política e social, bem como a mais ampla e profunda tentativa de retirada dos direitos dos trabalhadores, através da tramitação das Reformas Trabalhista e da Previdência no Congresso Nacional.

    A ação unitária das Centrais Sindicais tem resultado em uma grande mobilização em todos os cantos do país, como vimos nos dias 08 de março, 15 de março, na Greve Geral de 28 de abril e no Ocupa Brasília em 24 de maio. Como resultado do amplo debate com a sociedade e das mobilizações, conseguimos frear a tramitação da Reforma da Previdência e tivemos uma primeira vitória na Reforma trabalhista, com a reprovação na CAS (Comissão de Assuntos Econômicos do Senado).

    Mas ainda não enterramos essas duas reformas, e por esse motivo, continuamos em luta.
    Nesse contexto, as Centrais Sindicais reunidas no dia de hoje conclamam todas as entidades de trabalhadores a construir o dia 30 de junho de 2017 e o seguinte calendário de luta:

    • 27 de junho: audiência dos Presidentes das Centrais Sindicais no Senado;
    • 27 a 29 de junho: atividades nos aeroportos, nas bases dos senadores e no senado federal;
    • 30 de junho: Vamos parar o Brasil contra a reforma trabalhista, em defesa dos direitos e da aposentadoria.
    • No dia da Votação da Reforma Trabalhista no Senado: mobilização em Brasília
    Estamos certos de que a unidade de ação é crucial na luta sindical sobretudo em momentos conturbados como o que atravessamos.

    CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
    CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros
    CSP Conlutas – Central Sindical e Popular
    CTB – Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil
    CUT – Central Única dos Trabalhares
    Força Sindical
    Intersindical – Central da Classe Trabalhadora
    NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores
    UGT – União Geral dos Trabalhadores

  • Manifesto às centrais sindicais defende greve geral do dia 30 de junho

    Da Redação

    Na noite desta quinta-feira (22), foi lançado um manifesto endereçado às centrais sindicais, assinado por diversas entidades, grupos e organizações políticas do Rio de Janeiro, para defender a manutenção do chamado à greve geral do dia 30 de junho. “Inúmeros sindicatos, ativistas sindicais, movimentos sociais e partidos políticos realizaram uma plenária aberta na sede do Sindicato dos Profissionais de Educação (SEPE-RJ) com intuito de chamar a responsabilidade das direções das centrais sindicais, e exigir que as mesmas mantenham greve geral do dia 30 de junho garantindo a unidade do conjunto da classe trabalhadora”, explica a nota.

    Leia a íntegra do documento entregue às centrais, com as respectivas assinaturas

    “EM DEFESA DA GREVE GERAL DO DIA 30 DE JUNHO! MANTER A UNIDADE NA LUTA!
    FORA TEMER E AS REFORMAS TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA! FORA PEZÃO!

    O governo de Michel Temer (PMDB/PSDB) vem sendo questionado pelos trabalhadores e trabalhadoras e o conjunto da população, que não aguenta mais pagar a conta da crise econômica. Não é a toa que segundo as pesquisas, mais de 80% das pessoas rejeitam a Reforma da Previdência, enquanto Temer amarga míseros 4% de popularidade. Após denúncias graves de corrupção e tráfico de influência feitas pelo empresário Joesley, um clamor popular pela renúncia do atual presidente ficou ainda mais evidente.

    As jornadas de luta unificadas do mês de março, a Greve Geral de 28 de abril e a Marcha radicalizada de 24 de maio em Brasília, nos mostram o caminho que devemos seguir para a derrubada desse presidente ilegítimo que pretende destruir os direitos sociais e trabalhistas, duramente conquistados. Esse calendário foi possível devido a uma correta unidade em torno de nove centrais sindicais que encaminhou unitariamente uma nova Greve Geral para o dia 30 de junho. No entanto, a menos de 15 dias desta greve, algumas centrais encaminharam uma divulgação pública, na qual está ausente a Greve Geral do dia 30 de junho, diluindo a mobilização do mês para um calendário amplo, sem a concentração de um dia unificado de greve geral, deixando a base completamente perplexa e desnorteada. O mesmo ocorreu com a nota das maiores centrais sobre a reforma trabalhista, divulgada no dia 21/06, onde novamente não consta a data da greve geral. Vemos isso como um gravíssimo erro dessas centrais!

    A convocação para um dia de greve geral com mais de um mês de antecedência foi justificada pelas centrais sindicais para fazer do dia 30 de junho ainda maior que o 28 de abril. Mas o que estamos vendo é um movimento para diluir a convocação da greve geral em um “Junho de lutas”, enquanto, o próprio calendário unificado aprovado pelas centrais tem sido esvaziado. Há também categorias estratégicas onde as maiores centrais não chamaram assembléias para debater a greve geral, o que precisa ser revertido.

    Essa situação nos preocupa muito, pois além de toda a instabilidade do governo, fruto da nossa luta e da pressão de setores da burguesia, que clamam por reformas URGENTES! Temer acaba de sofrer mais uma derrota, com a rejeição do relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB) da Reforma Trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. Não vemos outro caminho para derrubar as contrarreformas desse governo ilegítimo , que não seja o de ocupar as ruas e nesse processo a greve geral tem uma centralidade. Parar a produção, os transportes, os serviços públicos, o comércio, etc é uma resposta contundente da classe trabalhadora, um instrumento que nós trabalhadores e trabalhadoras temos para dizer que não aceitaremos perder mais nenhum direito. Por isso, não podemos aceitar nenhuma negociação com esse governo ilegítimo que leve a perda de direitos !

    Por isso inúmeros sindicatos, ativistas sindicais, movimentos sociais e partidos políticos realizaram uma plenária aberta na sede do Sindicato dos Profissionais de Educação (SEPE-RJ) com intuito de chamar a responsabilidade das direções das centrais sindicais, e exigir que as mesmas mantenham greve geral do dia 30 de junho garantindo a unidade do conjunto da classe trabalhadora. Não podemos dar nenhum passo atrás, sob o risco de ajudar salvar esse governo ilegítimo. E para greve geral ser ainda mais forte que a do dia 28 de abril, é necessário que sejam construídas mobilizações na base, com assembleias das categorias, organizadas pelos sindicatos e federações e com plenárias amplas de mobilização, além da manutenção dos comitês de base que tiveram atuação fundamental nessa jornada de lutas. O tempo urge, é necessário manter a greve geral e intensificar a sua convocação , unificando os trabalhadores e trabalhadoras, a juventude e toda a população para derrotar Temer e sua política neoliberal e no Rio de Janeiro, também Pezão.

    Rio de Janeiro, 21 de junho de 2017

    SEPE/RJ, SINTUFF, CSP CONLUTAS, FES, ADUR, ADUFF, Unidade Classista, ANDES, ASDUERJ,SINDPETRO/RJ, SIDSCOPE, Sindicato dos Comerciários de Nova Iguaçu, Oposição dos Correios, Oposição Bancária, Oposição Sindsprev-RJ, DCE/UFRJ, DCE/UFF, DCE da Rural, Fórum Sindical e de Lutas de Niterói, PSOL Carioca, PSTU, PCB, PSOL Niterói, PSOL-RJ, MAIS, NOS, SUBVERTA/PSOL, COMUNA/PSOL, MES/PSOL, Comunismo e Liberdade/PSOL, CST/PSOL, APS/PSOL, LRP/PSOL, Insurgência/PSOL, LS/PSOL, LSR/PSOL, Esquerda Marxista/PSOL, Resistência e Luta, SOS EMPREGO, FIST, COMBATE, MNLM, MUDSPM, Unidos Pra Lutar, Setorial LGBTT do PSOL, Comitê contra as reformas de Nova Iguaçu, MML, Comitê da grande Tijuca e Largo do Machado contra as Reformas, Fórum das Travestis e Transexuais do RJ, Comando de Mobilização da Saúde Federal, RUA – Juventude Anticapitalista, Juventude Vamos à Luta, Coletivo Estudantil Nós Não Vamos Pagar Nada – UFF, JUNTOS, União da Juventude Comunista – UJC, Mandatos do Deputado Estadual Flávio Serafini (PSOL/RJ), do vereador David Miranda (PSOL-Rio de Janeiro), da vereadora Talíria Petrone (PSOL- Niterói), do vereador Renato Cinco (PSOL-Rio de Janeiro), do vereador Paulo Eduardo Gomes (PSOL-Niterói) e mandato coletivo do vereador Tarcisio Mota (PSOL- Rio de Janeiro).
    Estamos abertos a mais assinaturas no Manifesto”.

  • Contra reformas e desmonte da Petrobras, petroleiros do Litoral Paulista aprovam greve geral

    Por: Leandro Olimpio, de Santos, SP

    Uma das categorias mais importantes e tradicionais do país, os petroleiros do Litoral Paulista decidiram na noite de ontem (21), em assembleia, realizar a greve geral de 30 de junho nas unidades da Petrobras na Baixada Santista e Litoral Norte.

    A decisão reserva aos petroleiros, mais uma vez, um protagonismo importante na luta contra as “reformas” de Michel Temer e o desmonte da Petrobras. A categoria vem sofrendo duros ataques do presidente da companhia, Pedro Parente, homem de confiança do ilegítimo governo Temer. A venda de ativos valiosos por preços criminosos e sem licitação, o aprofundamento da entrega do pré-sal e o enxugamento da força de trabalho, por meio de programas de demissão voluntária, são algumas das medidas aplicadas para destruir a empresa e, assim, escancarar ainda mais o lucrativo setor petrolífero do país às multinacionais.

    Diante da importância econômica e política da Petrobrás para o país, não é possível visualizar os ataques à companhia sem a compreensão de que são parte fundamental do pacote de maldades do governo. A lei de terceirização, já aprovada, e as reformas trabalhista e previdenciária cumprem, aliás, o mesmo papel das medidas que prejudicam os petroleiros: através da perda de direitos sociais e trabalhistas, aumentar ainda mais o lucro da elite nacional e internacional. A destruição da CLT permitirá ao empresariado explorar ainda mais a classe trabalhadora e a destruição da previdência irá injetar ainda mais recursos na infinita dívida pública e engordar os cofres dos planos de previdência privada.

    Por isso, a decisão dos petroleiros é fundamental. Sozinhos, não serão capazes de enfrentar à altura o gigantesco ataque que se abate sobre a Petrobras e seus direitos.

    A greve geral na Baixada Santista

    A aprovação da greve em petroleiros é também, em nível regional, um importante incentivo para que as demais categorias da Baixada Santista sigam o exemplo e aprovem a greve em suas assembleias e fóruns. Serve ainda de pressão para que as direções sindicais vacilantes não percam mais tempo e construam em suas categorias o 30 de junho.

    A Frente Sindical Classista da Baixada Santista, que reúne os sindicatos combativos da região, vem realizando panfletagens com a defesa da greve geral para barrar as reformas. Os sindicatos que compõem a frente, dentre eles servidores de Santos, petroleiros, metalúrgicos, bancários e trabalhadores do judiciário federal e estadual, se reuniram na última segunda-feira (20) para discutir algumas estratégias para a greve geral na região.

    Para garantir um forte 30 de junho, construído pela base, essas iniciativas devem ser acompanhadas por uma medida fundamental: a convocação de uma Assembleia Geral que reúna todo o movimento sindical para discutir e definir os detalhes da greve geral na região. No dia 28 de Abril, quando a Baixada Santista parou desde as primeiras horas da madrugada, essa experiência foi realizada no dia 26, dois dias antes, e se mostrou um grande acerto. Com o auditório do Sindicato dos Petroleiros cheio, conseguiu reunir parte importante dos sindicatos, estudantes e movimentos sociais dispostos a construir a greve, dando aos trabalhadores uma grande injeção de ânimo e confiança.

    A greve geral é uma necessidade da classe trabalhadora, sendo parte importante da luta pela derrubada das reformas e de Temer. Neste sentido, é urgente empreender todos os esforços possíveis para garantir que a Baixada Santista seja mais uma vez um foco de resistência e luta contra a retirada de direitos.

  • De que lado está o Judiciário brasileiro? O caso da Ocupação Mauá

    Por: Fernanda Mallak, de São Paulo, SP

    A Ocupação Mauá tem vivido dias de luta e resistência. Situado na Rua Mauá, em frente à Estação da Luz, o imponente imóvel, antigo Hotel Santos Dumont (abandonado por seus proprietários e degradado), foi ocupado em 25 de março de 2007 por militantes do movimento de luta por moradia e hoje abriga aproximadamente 300 famílias de trabalhadoras e trabalhadores.

    Após dez anos de existência, as famílias sofrem com o risco iminente de despejo, após a determinação de reintegração de posse por parte do juiz Carlos Eduardo Borges Fantacini, da 26ª Vara, inclusive com “reiterada autorização para arrombamento e emprego da força policial”. O protagonismo do Judiciário em resolver conflitos sociais tem manifestado a sua verdadeira cara: majoritariamente formado por homens, brancos, da elite brasileira. Vale ressaltar que o salário de juízes no Brasil é um dos maiores no mundo.

    Tem mostrado também os seus verdadeiros valores, afinal a quem esse Poder vem servindo? De fato não à população sem teto, aos desempregados, trabalhadores superexplorados, imigrantes, refugiados. Orientado por uma lógica de manutenção de privilégios, defende a intocável propriedade privada, mesmo que esta tenha sido completamente abandonada por seus proprietários, não cumpra função social da propriedade e tenha dívidas milionárias.

    No caso da Ocupação Mauá, a arbitrariedade do que chamamos de “Justiça brasileira” fica evidente. Como devolver a posse a quem já não tem mais direito à posse, haja visto que o proprietário abandonou o prédio há mais de vinte anos e hoje as dívidas para os cofres públicos passam o valor de R$ 2,8 milhões? Retirar a moradia de centenas de famílias, que deram um novo sentido ao velho e abandonado prédio da Rua Mauá, soa como forma de “apagar os rastros” (parafraseando Brecht) dessa gente destinada a transitar pelas cidades, pois não são desejadas nesse espaço que se transformará a “Nova Luz”.

    Essa limpeza social na região da Luz faz ainda mais sentido quando assistimos ao terror das operações na chamada “cracolândia”, marcadas pela truculência policial, internação compulsória de dependentes químicos, interdição e demolição dos imóveis (inclusive com pessoas dormindo dentro). A ideia é justamente expulsar tudo e todos que não combinam com a nova realidade da região.

    As peças do quebra cabeça começam a fazer sentido. O prédio está inserido no perímetro do projeto da Prefeitura de São Paulo, que contará com grandes intervenções urbanísticas na região. Diante do potencial econômico que este lugar representa, não é surpresa que tantos instrumentos, inclusive dentro do Judiciário, fossem utilizados em prol da manutenção dos privilégios da classe dominante. Estamos falando de investimentos imobiliários de altíssimos valores. E para quem? Para a elite paulistana poder voltar a transitar pelos grandes boulevards, tomar um café em algum canto gourmet, frequentar os centros culturais e grandes prédios imponentes.

    Em uma atmosfera de resistências, os moradores da Ocupação Mauá seguem lutando pelo direito à moradia, sobretudo pelo direito a permanecer naquele espaço. Aproveitamos para convidar todas e todos para, no próximo sábado (24), a partir das 15h, comparecerem ao grande festival cultural Okupa Mauá Okupa, que abre o grande pátio comunitário da Ocupação Mauá. A população em geral poderá conhecer e compartilhar um pouco do dia a dia das famílias que vivem ali neste grande encontro regado a muita música, poesia, grafite e teatro. O festival é uma celebração de luta e união, mas também um apelo coletivo para que não se cumpra este decreto que representa o fim do sonho das famílias que serão colocadas na rua.

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    Foto: Ocupação Mauá | Por: Projeto Mauá 340

  • ENTREVISTA | Greve da educação no município de Arapiraca, AL

    Por: Francisco Alberto, Maceió, Alagoas

    O Esquerda Online vem divulgar a greve da educação municipal em Arapiraca, cidade de Alagoas, que vem cumprindo um papel fundamental na luta dos professores do município. Fizemos uma entrevista com uma das lideranças da greve, o professor Arnaldo Rocha, que conversou um pouco sobre o início do movimento paredista, sobre as reivindicações do movimento e os próximos passos.

    EO: Há quanto tempo vocês estão em greve?

    Arnaldo Rocha: Chegamos a 40 dias hoje. Até agora, já é a maior greve da história de Arapiraca. Temos várias assembleias e a cada uma delas mais tarefas e lutas. Temos hoje um comando de greve com mais de 30 escolas no município e uma comissão salarial com nove pessoas eleitas em assembleia. Estamos atuando em conjunto com a direção do SINTEAL na luta pelas nossas reivindicações. Ocupamos duas vezes a Câmara Municipal com todos os trabalhadores da educação municipal e pais de alunos.

    EO: Qual o principal objetivo do movimento neste momento. Há alguma pauta específica?

    Arnaldo Rocha: Lutamos por reposição salarial de 7.64%, mas também lutamos por mais condições de estudo e permanência na escola, como mais merenda e transporte de qualidade para os alunos. Lutamos por mais infraestrutura de qualidade nas escolas que sofrem com condições precárias. Esta é uma luta que envolve não só os professores, mas os pais e estudantes.

    EO: Como está a negociação com a Prefeitura?

    Arnaldo Rocha: Vivemos em um momento difícil da greve. A Prefeitura do governador Rogério Teófilo (PSDB) não se dispõe a dialogar com o movimento, pois diz que a nossa proposta fere a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). Decretou a greve ilegal, vindo a público dizer que vai descontar os mais de trinta dias parados. Ao mesmo tempo, o FUNDEB vai mandar mais de R$ 103 milhões apenas esse ano. Como a proposta fere a LRF?

    EO: Quais os próximos passos da greve?
    Arnaldo Rocha:
    A categoria vai fazer uma assembleia para discutir os próximos passos do movimento, que está indo além do que a própria direção do SINTEAL pretende com a negociação.

    Foto: Arquivo SINTEAL

     

  • ALERTA: Ocupação William Rosa pode ser despejada nessa madrugada

    Da Redação, de BH

    A Ocupação William Rosa, em Contagem (MG), região metropolitana de Belo Horizonte, pode ser despejada nessa madrugada. O CEASA, que fica do outro lado da Avenida Severino Ballesteros e reivindica a posse do terreno, enviou inclusive uma nota de alerta para que seus funcionários evitassem entrar pela portaria próxima à ocupação durante a ação da PM.

    O movimento tem tentado, nos últimos dias, negociar alternativas com a Prefeitura, o CEASA e os governos estadual e federal, mas esbarraram na intrasigência do Judiciário, que ignorou as negociações em curso e autorizou a PM a realizar o despejo.

    Hoje (21), 19h, ocorrerá uma assembleia dos moradores com apoiadores do movimento, que definirá medidas de resistência e negociação.

    A Ocupação William Rosa fica localizada na Av. Severino Ballesteros, no bairro Laguna, Contagem.

    Leia a íntegra da nota divulgada pelo movimento:

    “Situação William Rosa e Marião permanece tensa
    Solicitamos a todos os apoiadores que se mantenham em alerta e, se possível, preparem-se para estarem conosco em vigília durante esta noite e madrugada.
    No dia de ontem pela manhã o 18° batalhão de Contagem, sem cumprir as exigências de protocolo, notificou a ocupação de que o despejo da ocupação William Rosa esta agendado para acontecer a partir do dia 22 de junho, quinta-feira.

    Junto com a notificação fomos chamados pelo governo do estado, através da Cohab, para uma reunião onde apresentariam uma proposta aos moradores. De acordo com o representante do governo a prefeitura de Contagem doaria terreno para que a empresa Direcional construa 432 apartamentos para as famílias em um prazo de 1,5 anos. A direcional deve uma contrapartida ao município pela concessão para o mega empreendimento que desenvolveu perto ao Shopping Itaú.

    Até que a construção se efetive a prefeitura disponobilizará terrenos para abrigamento provisório das 432 famílias em condições similares a que estão hoje, garantindo os 50m² para cada moradia. A Cohab garantiria madeirite, cimento e telhas para a construção das barracas e o transporte das mudanças para os locais. Deste encontro ficou acertada a realização de uma nova reunião hoje as 16h, omde outros agentes foram convocados.

    A proposta foi apresentada ao movimento após ter sido realizada uma reunião entre o Governador do Estado, presidente da Cohab e representantes da OAB. No entanto, o governo do estado não garante o não cumporimento da reintegração de posse, agendada para dia 22, o que fariam é mais uma tentativa de suspensão na justiça. Infelizmente o que temos visto até hoje é uma extrema parcialidade e insebilidade da justiça para os conflitos que envovem moradia e para este em especial.

    A movimentação do governo é uma resposta a mobilização e disposição de resistência que as famílias mostraram nestes últimos 4 anos. Em especial nestes últimos 20 dias após o agendamento do despejo. É também fruto do empenho de apoiadores e lutadores da cidade que entendem o quão insano é tentar despejar a William Rosa.

    Em assembleia, os moradores das duas ocupações apontaram por aceitar a proposta apresentada, caso ela se concretize. No entanto continuam aflitos. A decisão de despejo a partir do dia 22 (amanhã) permanece. O terror no entorno feito pela polícia, aliados do poder e pela Ceasa continua intenso. Além disso, os terrenos não foram apontados, onde estão localizados? Caberá de fato todas as famílias? Terá escola, posto de saúde e transporte para todos? Quais as garantias de que a construção das unidades habitacionais será efetuada no prazo? Onde os apartamentos serão construídos?

    As famílias nunca se negaram a negociar, a 4 anos apontaram que aceitariam a proposta de sair do terreno e se transferirem para moradias de programas estatais. A não concretização das propostas até o momento foi exclusivamente fruto da inoperância e indisposição dos entes públicos e da intransigência da Ceasa. Por isto é lamentável que estejamos indo a uma negociação sob ameaça de derramamento de sangue.

    Os 1700 moradores das ocupações William Rosa e Marião querem uma saída digna de moradia e estão dispostos a lutar até que isto aconteça. Sabem que enfrentam forças poderosas o poder estatal, o peso da mão de Newton Cardoso (responsável pela direção da Ceasa) que continua sendo um cacique em Contagem e no Estado de Minas. Mas as famílias popbres e trabalhadoras têm ao seu lado a razão que vêm da necessidade e da justeza de sua luta e o apoio e solidariedade de lutadores honestos.

    Despejo é absoluta COVARDIA”

    Foto: Reprodução Facebook

  • Trabalhadores da Replan se mobilizam contra mais um ataque do governo Temer à Petrobras

    Por: Adamec Seccoli, de Paulínia, SP

    Entre os dias 19 e 21 de junho, os trabalhadores do turno da REPLAN – Refinaria de Paulínia – se mobilizaram contra mais um ataque aos trabalhadores realizado pela Petrobras, que decidiu diminuir o número mínimo de trabalhadores que compõem o grupo que opera a refinaria, ininterruptamente.

    De uma hora para a outra, a Petrobras implantou a redução no número mínimo de operadores em pelo menos dez de suas treze refinarias, para não precisar repor os trabalhadores que estão saindo da empresa através do PIDV – Programa de Incentivo à Demissão Voluntária.

    A lógica do capital é perversa: primeiro cria-se um ambiente de medo e incerteza entre os trabalhadores, depois lança-se um programa de incentivo financeiro para a demissão voluntária, e na hora que estes trabalhadores vão embora, ela se recusa a repôr quem saiu.

    O discurso da direção da Petrobras é que foi realizado um “estudo de tempos e métodos” para chegar no novo número, que coincidentemente é muito próximo do número de trabalhadores que ficaram após a saída de quem aderiu ao PIDV. O método utilizado pelo estudo além de ultrapassado e inadequado para avaliação de processos contínuos, não contou com qualquer participação dos trabalhadores que exercem as atividades operacionais em sua elaboração.

    Na visão dos trabalhadores, a quantidade de operadores que a empresa implementou não garante a operação segura das refinarias, principalmente em situações de emergência. Sem falar que a quantidade de serviço aumentou e terá que ser realizada por menos operadores.

    Para a REPLAN, a direção da Petrobras quer impor uma redução de 9 postos de trabalho de cada grupo de operadores, totalizando 45, além da perda de mais 9 postos de trabalho necessários para cobrir treinamentos, férias e afastamentos.

    Os operadores da REPLAN que trabalham em regime de revezamento ininterrupto decidiram manter 2 grupos de operadores na refinaria para que possam operar a refinaria com segurança, realizando o que foi chamado de “vigília controlada”. Também está aprovada uma greve a partir de Sexta-feira (23), caso a REPLAN não suspenda a implementação do novo efetivo e reabra negociação com os trabalhadores.

    Se não bastasse este ataque, a Petrobras segue vendendo a preço de banana vários de seus ativos às multinacionais, entregando de bandeja várias operações lucrativas, inclusive negociando refinarias com a RLAM, localizada na Bahia.

    Este é mais um ataque promovido pelo presidente da Petrobrás, Pedro Parente, e seu chefe, Michel Temer, contra a classe trabalhadora. É cada vez mais urgente a realização de uma grande greve geral no dia 30 de junho, para derrubarmos este governo ilegítimo junto com todos os ataques à classe trabalhadora. Também é urgente um calendário nacional de mobilização dos trabalhadores petroleiros, com a pauta contra a contra a privatização, a redução de direitos, por recomposição do efetivo e condições seguras de trabalho.

    Foto: Replan | Divulgação Petrobras