Para ganhar a eleição, Lula tem razão!


Publicado em: 21 de abril de 2026

André Valuche, de São Paulo (SP)

Esse post foi criado pelo Esquerda Online.

André Valuche, de São Paulo (SP)

Esquerda Online

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Crédito Ricardo Stuckert
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Todos que estão empenhados na reeleição de Lula precisam refletir sobre sua fala na Espanha. Nela, o presidente reafirma a importância do debate sobre quais caminhos políticos devem ser seguidos para derrotar a extrema direita e impedir um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

Quando Luiz Inácio Lula da Silva afirma que a esquerda virou “o sistema”, ele parece finalmente admitir que governar conciliando com elites econômicas, banqueiros e velhos privilégios transforma qualquer projeto popular em mera gerência do neoliberalismo. A ironia é que quem diz isso não é um analista externo, mas o próprio presidente.

O verdadeiro antissistema

o verdadeiro gesto antissistema seria mexer no bolso dos poderosos e redistribuir riqueza. Algo que Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira, Romeu Zema, Sergio Moro, entre outros, jamais fariam.

Hoje, no Brasil, posar de antissistema virou moda entre setores da extrema direita. Mas o verdadeiro gesto antissistema seria mexer no bolso dos poderosos e redistribuir riqueza. Algo que Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira, Romeu Zema, Sergio Moro, entre outros, jamais fariam. Afinal, eles são parte desse sistema concentrador de riqueza, machista, racista e LGBTfóbico.

Não se trata de gritar contra Brasília enquanto se protegem privilégios. Trata-se de democratizar radicalmente o Estado e enfrentar os donos do dinheiro.

Radicalizar na democracia: o que significaria de verdade?

Algumas pistas:

  • Redução dos salários e penduricalhos parlamentares: quem legisla para o povo não pode viver em outro planeta.
  • Revogação de mandatos parlamentares: ferramenta essencial de aprofundamento democrático e participação direta, permitindo a destituição de representantes eleitos que não cumpram suas promessas de campanha ou ajam contra os interesses populares.
  • Combate aos privilégios da alta cúpula do serviço público: supersalários e benefícios incompatíveis com a realidade do povo trabalhador precisam acabar.
  • Taxação dos super-ricos: lucros, dividendos, grandes fortunas e heranças milionárias devem financiar justiça social.
  • Orçamento para a maioria trabalhadora: menos submissão aos rentistas da Faria Lima e mais investimento em saúde, educação, moradia e transporte.
  • Garantir o fim da escala 6×1, ameaçada pelo Hugo Mota, presidente da Câmara.

Se o próprio Lula reconhece que a esquerda virou sistema, então resta uma saída:

Menos conciliação com os de cima.
Mais ligação com os de baixo.
Menos Faria Lima.
Mais povo.


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