Mandato da Bancada Feminista do PSOL aciona a PGR contra Javier Milei
Presidente argentino descumpriu a legislação brasileira em convenção do PL
Publicado em: 29 de julho de 2026
A Bancada Feminista do PSOL, mandato coletivo formado por cinco mulheres negras na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), protocolou notícia-crime na Procuradoria-Geral Eleitoral, comandada por Paulo Gonet, para que seja investigada a conduta do presidente da Argentina, Javier Milei, durante a Convenção Nacional do Partido Liberal (PL). Em 25 de julho, Milei discursou por cerca de 30 minutos no evento em que foi oficializada a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, e a participação de um chefe de Estado estrangeiro em ato de campanha pode configurar crime eleitoral, conforme previsto na legislação brasileira.
Entenda o caso
O artigo 337, do Código Eleitoral brasileiro considera crime eleitoral a participação de um estrangeiro ou brasileiro sem os devidos direitos políticos em atividades partidárias. O presidente da Argentina, Javier Milei, discursou por quase 30 minutos na Convenção Nacional do PL, realizada no último sábado (25), em que foi oficializada a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
O crime eleitoral em questão, prevê pena de seis meses de detenção e aplicação de multa. Milei, enquanto permanecer chefe de Estado, tem imunidade parlamentar, o que impede a detenção caso seja condenado, mas segundo a legislação brasileira, o processo pode tramitar nas esferas competentes normalmente, inclusive com o andamento da ação, a aplicação de multa e o cumprimento de eventuais sanções após Milei deixar a presidência.
“É inadmissível que um chefe de Estado estrangeiro venha ao Brasil para atacar diretamente o Supremo Tribunal Federal e, ao mesmo tempo, desrespeitar a legislação eleitoral brasileira. É fundamental que haja a devida responsabilização para garantir que a campanha eleitoral, que sequer começou oficialmente, transcorra em conformidade com as regras previstas na nossa legislação,”
“É inadmissível que um chefe de Estado estrangeiro venha ao Brasil para atacar diretamente o Supremo Tribunal Federal e, ao mesmo tempo, desrespeitar a legislação eleitoral brasileira. É fundamental que haja a devida responsabilização para garantir que a campanha eleitoral, que sequer começou oficialmente, transcorra em conformidade com as regras previstas na nossa legislação,” afirma Paula Nunes codeputada estadual da Bancada Feminista do PSOL.
Ver essa foto no Instagram
Mais lidas
brasil
Mandato da Bancada Feminista do PSOL aciona a PGR contra Javier Milei
lgbtqi
Batendo leque na cara de fascista: 5 anos da parada lgbtqia+ de Suzano
brasil
Mandato da Bancada Feminista do PSOL aciona o MPE contra Flávio Bolsonaro
brasil
O cinismo dos patrões diante do fim da escala 6×1
brasil









