Aliança Nazista de Putin e Trump
Publicado em: 21 de setembro de 2026
Putin e Trump formam uma macrabara aliança nazista. Existe uma infiltração de sabotadores a serviço deste bloco nazista dentro da esquerda. Existe uma diferença crucial entre o pacto de Trump e Putin com o exemplo histórico do pacto de Stalin com Hitler. Independentemente da figura de Stalin, a União Soviética à época ainda era um Estado Socialista, operário. A Rússia hoje é apenas uma potência imperialista invadindo os países vizinhos. Há um projeto de expansão imperialista russo. Tal projeto termina servindo aos interesses de Trump, que pretende sabotar o imperialismo europeu. A sabotagem ao imperialismo europeu ocorre com a Rússia apoiando e financiando partidos nazistas em toda europa. Putin, Donald Trump e a AfD alemã (Alternative für Deutschland) compõem hoje uma aliança internacional de caráter nazista, articulada para enfraquecer a União Europeia, desestabilizar democracias liberais e avançar um projeto autoritário global.
Na Alemanha, essa aliança não se limita à extrema-direita tradicional. O BSW de Sahra Wagenknecht, embora se reivindique de esquerda, tornou-se linha auxiliar da extrema-direita, ao convergir com a AfD em posições centrais — especialmente no apoio a Putin e na oposição à Ucrânia. Nos Estados Unidos, Donald Trump opera como parceiro estratégico de Putin, buscando utilizar o Kremlin como instrumento para enfraquecer o imperialismo europeu e remodelar a ordem internacional em favor de um eixo autoritário. A resistência ucraniana tem colocado Putin contra a parede, levando-o a aprofundar a militarização da sociedade russa e a intensificar sua guerra imperialista.
AfD e Putin
A ascensão da AfD não é apenas um fenômeno interno alemão: é um evento de impacto global. A imprensa internacional tem documentado de forma consistente a proximidade entre a AfD e o Kremlin. A vitória da AfD na Saxônia‑Anhalt foi celebrada abertamente por Moscou, que vê no partido um aliado para restaurar laços econômicos e políticos com a Rússia.
O Financial Review reforça essa conexão ao revelar que o círculo de Putin aguardava ansiosamente a vitória da AfD, e que Kirill Dmitriev — um dos principais intermediários entre o Kremlin e a administração Trump — chegou a publicar a frase “A Alemanha Acordou”, ecoando um slogan nazista, para celebrar o avanço da extrema-direita alemã.
Trata-se de um programa político alinhado ao Kremlin e hostil à União Europeia. Uma das expressões teóricas russas que difunde o neonazismo é Alexander Dugin, não é o único. Mas os vários grupos chamados Euroasianistas, refletem um novo tipo de nazismo. O partido de Putin, o Rússia Unida, também difunde ideologias nazistas. Como um militarismo exacerbado, no estilo chauvinista, machismo, homofobia, racismo, perseguição aos imigrantes. O arco de alianças de do partido de Putin na Europa abrange todos os partidos de extrema direita. Além do AfD, Putin conta como o apoio de Le Pen na França, Matteo Salvini na Itália, e muitos outros nazistas pelo mundo.
O BSW de Sahra Wagenknecht: a “Esquerda” que Abre Caminho para a Extrema-Direita
O BSW, recém‑fundado por Sahra Wagenknecht, apresenta-se como uma alternativa “de esquerda” ao establishment alemão. No entanto, sua prática política tem demonstrado uma convergência preocupante com a extrema-direita. A Deutsche Welle (DW) reportou que o BSW se dispôs a viabilizar a chegada da AfD ao governo estadual, oferecendo abstenções estratégicas que permitiriam à extrema-direita eleger um governador na Saxônia‑Anhalt — algo inédito desde 1945. Além disso, o Robert Lansing Institute documentou uma crise interna no BSW, com 21 dirigentes renunciando em protesto contra a crescente aproximação do partido com a AfD e contra práticas internas autoritárias que espelhavam a extrema-direita. Os dissidentes denunciaram que o BSW estava “espelhando a retórica da AfD” e convergindo com o partido em temas como migração, sanções contra a Rússia e oposição à ajuda militar à Ucrânia.
Nas eleições estaduais da Saxônia, Sahra Wagenknecht já anunciou que os parlamentares de seu partido não votarão na eleição de um primeiro-ministro da AfD, mas se absterão na votação — abrindo caminho para que ele conquiste a maioria no parlamento e assuma o cargo. Assim, o BSW cumpre o papel de linha auxiliar do nazismo contemporâneo, ao legitimar e facilitar o avanço da extrema-direita sob o pretexto de uma crítica “anti‑woke” e “anti‑establishment”.
Trump e Putin: a Aliança para Dividir a Ucrânia
A relação entre Donald Trump e Vladimir Putin deixou de ser especulativa: tornou-se explícita. Jared Kushner e Steve Witkoff, enviados diretos de Trump, viajaram a Moscou para negociar com Putin uma saída para a guerra na Ucrânia — uma “saída” que, segundo o Kremlin, envolveria concessões territoriais e o fim dos ataques ucranianos a refinarias russas. Witkoff foi recebido pessoalmente por Putin no Kremlin, acompanhado de Jared Kushner, em uma mesa de negociações que incluía também Kirill Dmitriev, o mesmo operador que celebra publicamente slogans nazistas. Trump busca usar Putin como instrumento para enfraquecer o imperialismo europeu, desestabilizar a União Europeia, e remodelar a ordem internacional. A proposta de “dividir a Ucrânia” é parte desse plano.
A resistência ucraniana tem imposto custos devastadores ao Estado russo. A guerra transformou a economia russa em uma economia de guerra, com gastos militares ultrapassando 40% do orçamento federal. A Crimeia está sob crescente cerco ucraniano, e ataques a refinarias e depósitos de petróleo têm minado a capacidade logística russa. E neste ponto Trump vem socorrer Putin, pressionado para que a Ucrânia não mais ataque as refinarias russas. A fuga em massa de jovens russos tem sido registrada, temendo convocação forçada. O Kremlin prepara uma nova onda de mobilização, enquanto o número total de mortos e feridos pode ultrapassar a casa dos milhões. Putin provoca uma grande destruição de forças produtivas. Com o exílio forçado de russos e bielorrussos, bem como o êxodo de ucranianos refugiados. As regiões tomadas estão passando fome, sofrendo barbaridades com a invasão russa. A invasão russa tão somente tem provocado dor e sofrimento tanto ao povo ucraniano, quanto russo.
Ao contrário da propaganda nazista de Putin a Rússia não foi salvar a Ucrânia. Tanto que apesar de tudo não há na Ucrânia uma guerra civil com parte da população apoiando os “salvadores russos”. Ao contrário, o povo ucraniano enfrenta os invasores russos apesar do governo Zelensky. Assim como o povo Argentino enfrentou a Inglaterra apesar da ditadura, os Iraquianos enfrentaram os EUA apesar de Saddam… E tantos outros exemplos de povos que enfrentam o invasor apesar de seus governos não serem nada confiáveis.
Após sua eleição fraudulenta, Putin sinaliza que pretende ampliar a guerra, aprofundando a militarização da sociedade e intensificando a repressão interna.A Rússia tem sua mira apontada para os países bálticos. Em especial a fronteira entre a Lituânia e a Polônia, que é a região que separa o exclave de Kaliningrado da Bielorrúsia. O entorno de Putin passa a ameaçar expressamente o uso de armas nucleares. Sua ineficiência no campo de batalhas buscaria ser compensada com o uso desproporcional da força destrutiva.
A estratégia de Trump é que Putin enfrente o imperialismo europeu, com um resultado de anulação mútua. Ou seja, ou Putin toma parte da Ucrânia e com isto anula o imperialismo europeu. Ou prefere ir para o enfrentamento direto com a Europa. Mas dificilmente Putin sobreviveria à derrota. Em parte está em disputa a partilha das terras raras encontradas na Ucrânia. Mas existe também uma estratégia para o redesenho da correlação de forças inter-imperialista. Onde o imperialismo russo busca se firmar e avançar sua área de influências para o território europeu. Para os EUA uma derrota do imperialismo europeu parece um bom negócio. Isto explica a aliança entre Trump e Putin. O marxista argentino Nahuel Moreno, na década de 1980, já alertava que:
A natureza agressiva e belicosa do capitalismo é inerente à sua ânsia de explorar o mundo inteiro cada vez mais. Hoje, ouvimos falar da corrida armamentista e da produção maciça de armamentos, como se o capitalismo alguma vez tivesse sido diferente. Sempre houve produção maciça de armas, grandes frotas e exércitos mercenários sob o capitalismo; a única diferença é que hoje temos a bomba atômica. Desde sua origem, o capitalismo tem sido agressivo, belicoso e gastou vastas somas de dinheiro em armamentos. O ato de apertar o botão está relacionado a essa tendência profundamente enraizada do capitalismo de expandir seu domínio, de esmagar a classe trabalhadora e os países subdesenvolvidos para dominá-los e explorá-los. É a sua lei. E é ainda mais hoje, enquanto enfrenta uma revolução mundial que ameaça destruí-lo. Voltemos ao exemplo de Hitler, que também representa a tendência extrema do capitalismo a esse respeito. Não tenho dúvidas de que Hitler teria começado a lançar bombas atômicas por toda parte. Ele teve sorte de não tê-las.
Hoje tanto Putin quanto Trump possuem as armas nucleares e a disposição de usar. Não é papel da esquerda apoiar o avanço de uma guerra imperialista. Impedir a expansão imperialista russa talvez seja a única forma de conter tal escalada.
A Esquerda Não Pode Ser Aliada de Putin
Putin, Trump e a AfD compõem hoje uma internacional nazista contemporânea, articulada para remodelar a ordem mundial em favor de regimes autoritários. O BSW, ao convergir com a AfD e com o Kremlin, torna-se linha auxiliar desse projeto, mesmo reivindicando uma identidade de esquerda. Putin não é alternativa ao imperialismo ocidental: ele é parte orgânica de um projeto global de extrema-direita, tão perigoso quanto Trump, a AfD ou qualquer outra força nazista contemporânea.
O artigo acima representa a opinião do autor e não necessariamente corresponde às opiniões do EOL. Somos um portal aberto às polêmicas e debates da esquerda socialista
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