30 de Junho: Dia Nacional de Mobilização pelo Fim da Escala 6×1 e pela Redução da Jornada de Trabalho sem redução do salário


Publicado em: 18 de junho de 2026

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Crédito Agência Senado
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O Brasil vive um momento decisivo para os direitos da classe trabalhadora. A Proposta de Emenda à Constituição que reduz a jornada de trabalho e põe fim à escala 6×1 já conquistou uma importante vitória ao ser aprovada por ampla maioria na Câmara dos Deputados, no dia 27 de maio. Agora, a batalha se desloca para o Senado Federal, onde a tramitação encontra-se paralisada.

A aprovação da PEC representa uma conquista histórica para milhões de trabalhadores e trabalhadoras que convivem diariamente com jornadas exaustivas, pouco tempo para a família, para o lazer, para os estudos e para o cuidado com a própria saúde. Trata-se de uma mudança capaz de melhorar concretamente a qualidade de vida da população brasileira, distribuindo de forma mais justa os ganhos de produtividade acumulados ao longo das últimas décadas.

Entretanto, apesar da expressiva votação na Câmara, a proposta enfrenta obstáculos importantes no Senado. Até o momento, a PEC sequer foi encaminhada para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), evidenciando uma estratégia de retardamento da tramitação. O objetivo parece claro: impedir que uma medida de grande apelo popular avance rapidamente e produza seus efeitos políticos e sociais.

Além da simples paralisação do processo, existem outros riscos. A proposta pode sofrer alterações que reduzam seus impactos positivos, como a ampliação excessiva do período de transição para a nova jornada. Nesse caso, a PEC precisaria retornar à Câmara para nova votação, atrasando ainda mais sua implementação. Há também o risco de rejeição da matéria, considerando que o Senado costuma ser menos sensível à pressão popular do que a Câmara dos Deputados.

Ao mesmo tempo, setores empresariais intensificam sua ofensiva política. Tramita no Senado a PEC 12/2026, apresentada por parlamentares da oposição, que propõe a flexibilização das relações de trabalho por meio da definição da jornada diretamente em contratos individuais entre trabalhadores e empregadores. Recentemente, um manifesto assinado por entidades empresariais, lideradas pela Fiesp e por confederações nacionais, foi lançado em defesa dessa proposta.

Enquanto a PEC que reduz a jornada e acaba com a escala 6×1 permanece parada, a PEC da flexibilização avançou para a CCJ.

Enquanto a PEC que reduz a jornada e acaba com a escala 6×1 permanece parada, a PEC da flexibilização avançou para a CCJ. Ainda que haja avaliações de que ela dificilmente prosperará devido à existência de mecanismos semelhantes introduzidos pela reforma trabalhista de 2017, sua apresentação demonstra que o empresariado está organizado e atuando de forma ofensiva para impedir novos avanços nos direitos trabalhistas.

Agora, para garantir o avanço da proposta no Senado, é fundamental elevar o nível de mobilização.

Com esse objetivo, as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, juntamente com as Centrais Sindicais e o movimento Vida Além do Trabalho (VAT), construíram uma agenda nacional de lutas que busca ampliar a pressão sobre os senadores e fortalecer o apoio popular à proposta.

Entre as iniciativas já definidas estão:
• 17 de junho: lançamento do manifesto pela aprovação do fim da escala 6×1 no Senado Federal;
• 18 de junho: ações de agitação e mobilização organizadas pela UNE;
• 22 de junho: Plenária Nacional das Frentes com participação dos estados;
• De 22 a 26 de junho: jornada nacional de pressão nas redes sociais e nas ruas, com foco na incidência sobre os parlamentares, utilização da plataforma Na Pressão e coleta de assinaturas da campanha “O Brasil Quer Mais Tempo”;
• 30 de junho: Dia Nacional de Mobilização, com atos públicos em todo o país;
• 1º de julho: audiência pública no Senado Federal, com a participação de representantes dos movimentos sociais e do movimento sindical.

O dia 30 de junho deve se transformar em uma demonstração nacional de força da classe trabalhadora. Cada sindicato, movimento popular, entidade estudantil e organização democrática tem papel fundamental para garantir a presença nas ruas e ampliar o diálogo com a população.

O dia 30 de junho deve se transformar em uma demonstração nacional de força da classe trabalhadora. Cada sindicato, movimento popular, entidade estudantil e organização democrática tem papel fundamental para garantir a presença nas ruas e ampliar o diálogo com a população.

A hora de pressionar é agora. Se a aprovação na Câmara mostrou a força dessa pauta, a mobilização popular será decisiva para garantir sua vitória definitiva no Senado.


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