Contra desmonte dos direitos sociais e pelo Fora Temer: voto sim, que trabalhadores tomem as ruas

Por: Gizelle Freitas, de Belém, PA

“Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão
A minha gente hoje anda
Falando de lado
E olhando pro chão, viu (…)”.

Dia 02 de agosto de 2017. Mais um dia que ficará marcado nos anais da história política desse país, dia em que mais uma vez a população assistiu a uma maioria de deputados de orientação reacionária destilar todo ódio ao povo pobre, pela destruição dos direitos sociais, pela proteção do não apenas ilegítimo e golpista, mas também corrupto presidente Michel Temer (PMDB).

A corrupção, que é uma prática endêmica ao sistema capitalista, a partir da não investigação do presidente Temer, como definiu a decisão da maioria dxs deputadxs, se torna prática institucionalizada.

O Pará tem 17 deputados federais. Veja, abaixo, como cada um/uma votou:

Pela NÃO investigação do Temer

Beto Salame (Pros)

Eder Mauro (PSD)

Elcione Barbalho (PMDB)

Chapadinha (PSD)

Helio Leite (DEM)

José Priante (PMDB)

Josué Bengtson (PTB)

Julia Marinho (PSC)

Lucio Vale (PR)

Nilson Pinto (PSDB)

Simone Morgado (PMDB)

Wladimir Costa (SD)

Pela investigação do Temer

Arnaldo Jordy (PPS)

Beto Faro (PT)

Edmilson Rodrigues (PSOL)

Joaquim Passarinho (PSD)

Zé Geraldo (PT)

A oposição ao governo Temer, através dos partidos Rede e Psol, protocolaram denúncia na Procuradoria Geral da República, sobre uso indevido de orçamento público para comprar apoio parlamentar na Câmara. O resultado, exatamente esse que a população brasileira assistiu: 263 deputadxs votaram para proteger o maior algoz da classe trabalhadora, aquele que apesar de toda resistência vinda das ruas, continua implementando as contrarreformas que vão esmagar os direitos sociais e trabalhistas que conquistamos a duras penas.

O povo do Pará, bem como de todo o país, jamais pode esquecer o nome e a legenda partidária daqueles/daquelas que promoveram mais um “circo dos horrores” (Temer liberou R$ 3,1 bilhões em emendas aos parlamentares que o julgaram), que fazem escárnio da classe trabalhadora, como toda e qualquer fala e postura do deputado federal Wladimir Costa, este que tatuou o nome de Temer no ombro.

Também como o delegado deputado federal Eder Mauro, conhecido no Pará como o “justiceiro” que prendeu grandes traficantes no estado, que tem como lema “bandido bom é bandido morto”. Mas, está comprovado que , para ele, bandido de colarinho branco e que ocupa a cadeira da Presidência da República não comete crime ao receber mala com R$ 500 mil “doada” pelo empresário da JBS no calar da noite. Esses bandidos o Deputado Federal Eder Mauro considera amigo, aliado, e ainda protege.

Apesar do cenário desesperador para a classe trabalhadora, façamos de nossa indignação mola propulsora para construir novos e fortes dias de muita luta de Norte a Sul desse país. A reforma trabalhista foi aprovada, o próximo grande ataque será a reforma da previdência, que poderá ser barrada, caso as principais centrais sindicais saiam de seus gabinetes e chamem mais uma greve geral nesse país. Temos que tomar as ruas com muita mobilização e organização, é urgente. Temos que responder à altura e não naturalizar esse 7×1 que a classe trabalhadora está tomando. Os 99% precisam se rebelar.

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