Mais um ataque às LGBTs nos Estados Unidos

Por: Carlos Daniel, de São Paulo, SP

Não, não se trata da Boate Pulse, no último dia 12 de junho em Orlando.  Foi na cidade de Salem, no estado de Massachussets. Um grupo de sete pessoas agiu organizadamente para colocar explosivos em uma caixa de um jornal LGBT situada no Centro da cidade.

Nos Estados Unidos é comum que os jornais sejam vendidos em caixas localizadas nas ruas. No dia 23 de agosto, a caixa do Jornal The Rainbow Times, o maior jornal LGBT do estado, foi explodida por este grupo. Os agressores continuam impunes.

Passados poucos mais de dois meses do maior ataque a LGBTs ocorrido nos Estados Unidos, onde morreram 49 pessoas, este reabre o debate sobre a violência e a vida das LGBTs nos EUA.  Os crimes de ódio são mais uma face da violência que nos mata todos os dias em vários lugares do mundo.

Por uma nova Stonewall
Em 1969, cansadas da violência, das extorsões e das batidas policiais, as LGBTs fizeram em Nova York, uma revolta que durou três dias, tomaram as ruas, queimaram carros da polícia e que mostraram ao mundo que “existimos, lutamos e resistimos”. Esta revolta, que foi o marco do movimento LGBT moderno, ficou conhecida como Revolta de Stonewall, nome do bar em que começou a reação.

De lá pra cá conquistamos em muitos países alguns direitos democráticos. Mas, na mesma nação em que as LGBts se levantaram há quase 50 anos contra o preconceito, continuamos a ser atacadas, continuamos a morrer. Neste meio século, nossa realidade não mudou muito. Das cerca de duzentas nações, somos consideradas criminosas em mais de 70, em muitas das quais com penas de morte.

Pra garantir nossas vidas, precisamos de uma nova Stonewall. Só com uma revolução mostraremos ao mundo que nossa cara não é pra receber lâmpadas e que nossos corpos não são para ser estuprados. Por uma nova Stonewall para matar o sistema que tira nossas vidas.

Assista ao vídeo do momento da explosão

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