No centenário de Fidel, reafirmar a defesa de Cuba contra Trump


Publicado em: 13 de agosto de 2026

Editorial Esquerda Online

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Neste 13 de agosto, lembramos os 100 anos do nascimento de Fidel Alejandro Castro Ruz – ou, simplesmente, Fidel Castro – líder maior da Revolução Cubana de 1959, um movimento revolucionário a poucos quilômetros do território dos EUA, que derrubou uma ditadura odiada pelo povo cubano, rompeu com décadas de domínio do imperialismo estadunidense sobre a Ilha e, poucos anos depois, assumiu um caráter diretamente anticapitalista e de transição ao socialismo.

O Comandante Fidel, como é lembrado até os dias de hoje, esteve à frente do governo cubano desde a Revolução de 1959 até o ano de 2008. Ele foi, sem dúvida, o principal símbolo deste processo revolucionário, ao lado de outros dirigentes, como Che Guevara, Célia Sánchez, Camilo Cienfuegos, entre outras e outros.

Além dos incontestes avanços sociais e a construção de um país totalmente independente do imperialismo ianque, desde a Revolução Cubana, a Ilha também se destacou na construção do internacionalismo, apoiando financeiramente e militarmente movimentos de libertação e anti-imperialistas, principalmente na África e na América Latina, além do país estar sempre envolvido em campanhas internacionais de solidariedade, onde o papel dos médicos e profissionais de saúde cubanos são sempre lembrados.

Além dos incontestes avanços sociais e a construção de um país totalmente independente do imperialismo ianque, desde a Revolução Cubana, a Ilha também se destacou na construção do internacionalismo, apoiando financeiramente e militarmente movimentos de libertação e anti-imperialistas, principalmente na África e na América Latina, além do país estar sempre envolvido em campanhas internacionais de solidariedade, onde o papel dos médicos e profissionais de saúde cubanos são sempre lembrados.

As tentativas de invasão militar, sabotagens e o terrível bloqueio econômico que dura mais de 6 décadas, todas ações criminosas desferidas por sucessivos governos dos EUA, não foram suficientes para derrotar o processo revolucionário cubano. E, até os dias de hoje, na América Latina e em todo o mundo, a Revolução Cubana é uma grande referência para os que lutam contra o imperialismo e o capitalismo, e tem na construção do socialismo seu projeto estratégico. E o papel de Fidel Castro, falecido em novembro de 2016, sempre foi fundamental na construção deste processo revolucionário.

Nestes 67 anos de processo revolucionário, muitos debates aconteceram na esquerda, e devem seguir acontecendo, por exemplo: sobre a natureza das medidas de abertura econômica na Ilha ou sobre a necessidade de ampliação dos espaços democráticos para os trabalhadores e a juventude. Evidentemente, a restauração do capitalismo não pode ser um caminho cogitado para o destino do processo revolucionário cubano.

Sem negar a importância destas e de outras discussões, entendemos que o momento atual exige uma ampla unidade para defender Cuba, diante de uma nova onda de ataques dos EUA, que busca destruir totalmente o processo revolucionário cubano. Portanto, principalmente em Cuba, mas também em várias partes do mundo, como no Brasil, inúmeras atividades estão acontecendo para lembrar o centenário do nascimento de Fidel e defender o legado da Revolução Cubana.

Cuba vive em risco permanente

O governo imperialista e de extrema direita de Trump tem um próximo alvo já anunciado: quer derrubar o governo cubano e destruir o processo revolucionário na Ilha. Quer, ao mesmo tempo, acabar com esta referência fundamental para o projeto socialista e também avançar no seu projeto de subordinar toda a América Latina aos seus ditames.

Depois da intervenção militar na Venezuela e do sequestro criminoso de Maduro e Cilia Flores, que seguem presos ilegalmente nos EUA, e na permanente tentativa de tutelar o governo interino venezuelano, Trump quer dar o próximo passo: destruir o processo revolucionário cubano.

Depois da intervenção militar na Venezuela e do sequestro criminoso de Maduro e Cilia Flores, que seguem presos ilegalmente nos EUA, e na permanente tentativa de tutelar o governo interino venezuelano, Trump quer dar o próximo passo: destruir o processo revolucionário cubano.

Seu plano começou com a intensificação do criminoso bloqueio econômico, dando maior ênfase num bloqueio energético à Ilha, visando sufocar a economia cubana e criar um caos social, para desestabilizar o atual governo, facilitando o caminho para seu objetivo de dominar e subordinar o país.

Com a intensificação qualitativa do bloqueio econômico, Cuba vem vivendo uma situação limite, com uma terrível falta de combustíveis e energia elétrica, o que tem afetado os sistemas de saúde e de abastecimento de alimentos e remédios. Um verdadeiro crime contra a humanidade, que merece a condenação de toda a comunidade internacional.

Mais recentemente, em julho passado, o departamento de estado dos EUA – com Marco Rubio à frente, um conhecido inimigo da Revolução Cubana – divulgou um extenso relatório, de cerca de 100 páginas, com acusações mentirosas e absurdas contra Cuba. A conclusão é categórica: a existência do atual regime cubano é uma ameaça à segurança nacional estadunidense, pois Cuba estaria no centro de uma rede internacional de um pseudo terrorismo internacional de esquerda. Mais uma peça de propaganda fraudulenta de seu plano de derrotar o processo revolucionário cubano e derrubar seu governo legítimo.

O plano é nítido e casado. Por um lado, sufocar a economia cubana com o bloqueio energético e, se necessário, realizar uma intervenção militar direta, usando este relatório fraudulento como mais uma desculpa esfarrapada.

Intensificar a campanha de solidariedade à Cuba

As comemorações do centenário do nascimento de Fidel Castro são fundamentais em si, mas elas devem ter também outro objetivo político: intensificar a campanha de solidariedade internacional à Cuba e denunciar o governo de extrema direita Trump e seu plano imperialista.

Neste sentido, foi de grande relevância a realização da Assembleia Continental da ALBA Movimentos, que aconteceu entre os dias 6 e 9 de agosto, reunindo centenas de ativistas em Havana, Cuba, vindos de toda a América Latina e outras partes do mundo.

O PSOL esteve presente, junto com o MST, outros movimentos sociais principalmente ligados à Via Campesina e organizações da esquerda brasileira, neste espaço que foi fundamental para reafirmar a estratégia socialista, defender o legado da Revolução Cubana e avançar na organização da campanha internacional de solidariedade à Cuba.

Esta campanha tem o objetivo de construir uma solidariedade efetiva com o povo cubano, com a arrecadação de alimentos, remédios, compra de painéis solares, entre outras iniciativas concretas. Por exemplo, até o momento, a Alba Movimentos já arrecadou mais de 3 toneladas de alimentos.

Da mesma forma, devemos cobrar do governo brasileiro para que nosso país lidere um movimento internacional de solidariedade à Cuba e contra os ataques de Trump, ampliando ainda mais as iniciativas de solidariedade que vem realizando ao país irmão latinoamericano.

Queremos que o dia 13 de agosto seja efetivamente um dia de luta em nosso país, em defesa de Cuba e da soberania de toda a América Latina. Neste sentido, as organizações que integram a Alba Movimentos estarão promovendo várias atividades nos Estados brasileiros, e outro exemplo importante vem do Andes-SN que está organizando um dia de lutas e debates nas Universidades brasileiras, com o lema: Cuba sim, bloqueio não!”

É a hora de uma ampla unidade de ação de toda a esquerda e dos movimentos sociais, para derrotar à ofensiva trumpista contra Cuba. Uma derrota de Cuba será uma derrota para todos nós, que lutamos pela soberania latinoamericana e o socialismo.

É a hora de uma ampla unidade de ação de toda a esquerda e dos movimentos sociais, para derrotar à ofensiva trumpista contra Cuba. Uma derrota de Cuba será uma derrota para todos nós, que lutamos pela soberania latinoamericana e o socialismo.

Ao lado de Cuba sempre, fora Trump da América Latina.


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