Equador: acuado, Noboa aumenta a repressão


Publicado em: 29 de setembro de 2025

David Cavalcante, da redação

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CONAIE

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Equador vive já há uma semana a Greve Geral por tempo indeterminado, convocada pela Confederação das Nacionalidades Indígenas – CONAIE e demais organizações das nacionalidades originárias do país com apoio de vários sindicatos e organizações sindicais e estudantis.

A grande motivação é o corte de subsídios que o governo ditatorial e neoliberal de Daniel Noboa tomou que aumentou o diesel em quase 100% com fortes impactos inflacionários na vida da maioria pobre da população principalmente camponesa e indígenas cujo preços dos transportes e alimentos são diretamente afetados com o fim dos subsídios estatais.

Para impedir a resistência dos trabalhadores e das nacionalidades indígenas que respondem ao agravamento dos níveis de pobreza, desemprego e cortes de orçamento para saúde e educação, Noboa está tentando rasgar a Constituição do país que foi resultante de um amplo processo representativo ainda no governo de Rafael Correa, em 2008.

>> Leia também: Equador: Greve Geral contra Noboa e seu projeto de ditadura

Noboa que impor um regime político autocrático para aprofundar o neocolonialismo a serviço das grandes corporações extrativistas, petroleiras gringas e mineradoras, além de subtrair fortemente direitos democráticos conquistados nos últimos 20 anos.

A repressão ao movimento tem crescido ao passo que as adesões populares estão avançando. Neste domingo, teve uma grande marcha popular na capital, Quito.

Há ainda notícias de 2 assassinatos de ativistas pelas Forças Armadas, além de dezenas de presos, feridos e decretos que Estado de exceção em 6 províncias que autorizam força militar crescente, invasões das casas e residências, prisões arbitrárias e toda sorte de violação dos direitos humanos.

A luta dos camponeses, indígenas e trabalhadores equatorianos, que está sendo criminalizada por Noboa de terrorista é uma luta de todos os povos da América Latina.

Esse movimento precisa do apoio de toda a esquerda, lideranças e movimentos democráticos do continente.

 

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