A Argentina que eu respeito
Publicado em: 18 de julho de 2026
Quando penso na Argentina, não penso no preconceito, no racismo ou no fascismo. Penso em um povo que escreveu páginas fundamentais da história da América Latina com coragem, cultura, organização popular e resistência.
Quando penso na Argentina, não penso no preconceito, no racismo ou no fascismo. Penso em um povo que escreveu páginas fundamentais da história da América Latina com coragem, cultura, organização popular e resistência.
É a Argentina das Mães da Praça de Maio, mulheres que desafiaram uma das mais cruéis ditaduras do continente e transformaram a dor em luta por memória, verdade e justiça.
É a Argentina de Diego Maradona, gênio do futebol e símbolo da rebeldia popular; de Lionel Messi, Ángel Di María, Lisandro Martínez, Fernando Redondo, Mario Kempes e tantos outros que honraram a camisa argentina colocando o coração na chuteira e emocionando milhões de pessoas. É também a Argentina de Mercedes Sosa, cuja voz se tornou um hino dos povos latino-americanos e da esperança. É de Milo J, rapper e cantor que expressa a diversidade e força da ancetralidade indígena e afrodescendente.
É a Argentina dos povos indígenas e da população negra, que resistiram e continuam resistindo às políticas de apagamento e branqueamento promovidas historicamente pela burguesia. Uma Argentina diversa, popular e latino-americana.
É a Argentina de Che Guevara, o defensor da luta internacionalista dos povos por seus direitos e autodeterminação.
É a Argentina de Che Guevara, o defensor da luta internacionalista dos povos por seus direitos e autodeterminação.
É a Argentina do Cordobazo, das grandes mobilizações operárias e estudantis, dos piquetes e das jornadas de dezembro de 2001, quando o povo foi às ruas para derrubar Fernando De La Rua.
Uma Argentina que mostrou que a força popular pode mudar os rumos da história.
repudio com firmeza as manifestações fascistas, racistas e xenófobas praticadas por torcedores ou grupos extremistas. Esses atos não representam a riqueza humana, cultural e política do povo argentino
Por isso, repudio com firmeza as manifestações fascistas, racistas e xenófobas praticadas por torcedores ou grupos extremistas. Esses atos não representam a riqueza humana, cultural e política do povo argentino. Da mesma forma, rejeito a extrema direita no Brasil, na Argentina e em qualquer parte do mundo, pois ela se alimenta do ódio, da intolerância e da divisão entre os povos.
A verdadeira disputa que importa é contra o fascismo, o racismo, a desigualdade e todas as formas de opressão. A bandeira que deve nos unir é a do socialismo e da unidade entre os povos da América Latina.
Viva a Argentina! Não ao racismo, não ao fascismo!
O artigo acima representa a opinião do autor e não necessariamente corresponde às opiniões do EOL. Somos um portal aberto às polêmicas e debates da esquerda socialista
Ver essa foto no Instagram









