Diante do caos nas escolas de BH, Iza Lourença pede CPI da Educação


Publicado em: 17 de abril de 2026

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Um pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi encaminhado à Câmara Municipal pela vereadora Iza Lourença (PSOL) para investigar a situação da Educação de Belo Horizonte. O documento também foi assinado pelas vereadoras Juhlia Santos (PSOL) e Luiza Dulci (PT), e pelo vereador Pedro Patrus (PT). O anúncio foi feito em assembleia dos trabalhadores concursados, que reuniu mais de 500 pessoas, na tarde de quinta-feira (16), na Praça da Estação. Durante a manhã do mesmo dia, um ato de terceirizados foi realizado em frente à Prefeitura da capital mineira.

“Queremos investigar os responsáveis pela negligência que acontece hoje nas escolas da nossa cidade. É só problema de gestão ou é um projeto para daqui a pouco contratar pessoas de forma precarizada e ampliar a privatização das nossas escolas?”, questiona Iza Lourença. Segundo a vereadora, na Câmara Municipal já houve diversas iniciativas para dialogar com a Secretaria de Educação, entre requerimentos, pedidos de informação e audiências públicas.

Para que a CPI seja aberta, são necessárias 14 assinaturas dos 41 vereadores.

Contexto da Educação de BH

Entre os problemas das escolas municipais de Belo Horizonte está a falta de professores. Segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (SindRede), há escolas com déficit de até dez professores, o que implica em ausência total de disciplinas básicas. Mesmo com concurso vigente, não há previsão para nomeação dos aprovados.

Em relação aos terceirizados – faxineiras, cantineiras, porteiros, o pessoal da mecanografia, os monitores da escola integrada, os artífices, os apoios que cuidam das crianças com deficiência -, o fim da parceria com a Minas Gerais Administração e Serviços S.A. (MGS) tem causado instabilidade e falta de transparência nos contratos celebrados com empresas privadas, como a ArteBrilho, e Organizações da Sociedade Civil (OSCs)

Ainda, segundo o SindRede, falta verba nos Caixas Escolares para compras básicas; atrasos na entrega dos kits escolares; alteração nos critérios para acesso aos ônibus escolares, que tem dificultado o atendimento às crianças; e na educação infantil integral, há a ameaça de substituição dos professores por monitores, sem formação pedagógica.

“A educação de Belo Horizonte pode colapsar a qualquer momento. E quem sofre com isso é a comunidade escolar, principalmente as nossas crianças, que vão para as escolas e simplesmente não têm aula. Enquanto isso, a Prefeitura não apresenta medidas concretas e se recusa a dialogar com as categorias. Isso é inadmissível”, aponta a vereadora.

Assine o abaixo-assinado

Para pressionar os vereadores a assinar o requerimento pela abertura da CPI da Educação, um abaixo-assinado foi lançado, também na quinta-feira (16). Para assinar, acesse aqui.


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