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BRASIL

Proposta de resolução sobre a Lava Jato apresentada no Congresso da CSP-Conlutas

Texto que defende orientação política diferente da maioria da central será apresentado aos delegados no congresso, que ocorre de 03 a 06, em Vinhedo (SP)

Sindiscose (Sindicato dos Servidores em Conselhos e Ordens de Fiscalização Profissional e Entidade Coligadas e Afins do Estado de Sergipe), O Guará - Oposição Rodoviária Recife e Região Metropolitana/PE, Minoria do Sintef/PB e Oposição Sintef/PB.

Brasília – O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal do Paraná, defendeu hoje (4), na Câmara, a revisão das penas mínimas aplicadas em casos de corrupção (José Cruz/Agência Brasil)

Considerando que:
Após os vazamentos das conversas entre Moro, Dalagnol e demais procuradores ficou ainda mais evidente que a operação lava jato é uma cortina de fumaça para objetivos políticos e econômicos escusos. Não tem nada a ver com o combate à corrupção, como se demonstra agora com Moro Ministro da Justiça de um governo cheio de corruptos e milicianos além de conversas em que se demonstraram as proteções aos bancos, Guedes, HC, Onyx etc.

Em todas as conversas vazadas se demonstra a ânsia de retirar o Lula das eleições a partir de sua prisão, mesmo que sem provas documentais, o que resultou num processo recorde em rapidez, um processo completamente marcado por sua natureza política. O projeto maior do imperialismo era paralisar e desmoralizar a classe trabalhadora e as esquerdas, aproveitando-se dos graves erros cometidos pelos governos petistas, e assim impor ataques aos trabalhadores e aos movimentos sociais num patamar muito superior ao reestruturar a economia do país com um forte pacote de privatizações, desnacionalizações e ampliação de restrições democráticas. O recente pacote Anti-Crime apresentado pelo ministro Sérgio Moro é uma das expressões desse projeto que quer acabar com as liberdades democráticas.

Aqueles e aquelas que fomos oposição de esquerda à política de conciliação de classes e às várias relações espúrias dos governos petistas com a burguesia não podemos nos aliar à Lava Jato e ao neofascista Bolsonaro em manter Lula na prisão. Com todas as diferenças que temos com o ex-presidente, é um dever de qualquer lutador da nossa classe reconhecer que ele é um preso político, assim como o são vários dirigentes do movimento popular de São Paulo.

O 4º Congresso Nacional da CSP Conlutas resolve:
Atuar junto às categorias esclarecendo o caráter político e parcial da lava-jato, que entre outras coisas visa ajudar à entrega do petróleo brasileiro e ao desmonte da Petrobrás, além de reduzir as liberdades democráticas, aumentando sobremaneira o controle do poder judiciário sob os rumos do país.
Denunciar e combater qualquer tipo de prisão política, perseguição às lideranças e ao livre pensamento! Lutar pelos direitos constitucionais e democráticos denunciando todas as violações!
Pelas Liberdades Democráticas! Por Justiça para Marielle e Anderson!
Lula é um preso político! Lula Livre!
Contra a criminalização dos movimentos sociais!
Em defesa do setor público estatal! Contra as privatizações!
Contra o pacote Anti-Crime do Moro!
Pela liberdade de imprensa! Toda solidariedade ao Glenn Greenwald e ao Intercept Brasil!

Marcado como:
CSP Conlutas