Povo do Rio Grande do Sul é reprimido em visita de Temer

Por: Lucas Fagundes, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul

 Ontem pela manhã, o presidente ilegítimo Michel Temer fez sua primeira visita no ano de 2017. Após um fim de ano de intensas mobilizações contra seus projetos, como a PEC 55, Temer iniciou 2017 de um jeito discreto.

Ele saiu logo cedo de Brasília e por volta das 9h30 pousou na base aérea de Canoas. A essa hora, estudantes, sindicalistas, trabalhadores e trabalhadoras já tínhamos enfrentado cassetetes, escudadas, spray de pimenta e algumas ameaças por parte da Brigada Militar do Rio Grande do Sul. Temer sobrevoou a cidade de Rolante antes de pousar no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, por volta das 10h30.

A falta de diálogo é uma característica marcante de um governo ilegítimo

 O presidente chegou de helicóptero e não, não foi à toa. Temer não chegou de helicóptero simplesmente por ser mais rápido ou mais confortável. Ele sobrevoou os manifestantes porque ele e seus aliados não conseguem dialogar com o povo.

Desde a consumação do impeachment, nunca se viu Temer indo nas vilas e nas fábricas conversar com os trabalhadores. Ele não consegue mostrar credibilidade e não é a toa que o seu governo tem ampla rejeição dos trabalhadores e trabalhadoras. Seus projetos mostram bem a sua forma de governar e a política de seu governo.

A repressão se fez presente, novamente!

 Após algumas semanas sem mobilizações de massa contra o governo e sem nenhum acontecimento influente, a repressão dessa vez foi em conjunto! A Brigada Militar, a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia do Exército impediram a participação do povo no evento em que o presidente estava.

Logo no começo da manhã, a tropa de choque foi para confronto corpo a corpo. Sofremos com cassetetes e spray de pimenta. Eles agrediram mulheres e idosas, foram extremamente truculentos. Tudo isso para defender Temer e seus aliados. Não deixaremos passar em branco.

Centenário da revolução russa e a resistência nas ruas!!

 No ano em que vivenciamos a comemoração de 100 anos da primeira revolução socialista do mundo, chefiada por Lênin, nós aprendemos e evoluímos nos esforçando pra colocar a teoria em prática. Desde o ano passado as massas saem às ruas. Não como em 2013, mas saem. 2016 foi um ano de diversos acontecimentos, ocupações, prisões e nos mostrou que o povo ainda tem a capacidade de lutar contra os retrocessos.

Os secundaristas mostraram a saída para resistência. Seus gritos de ordem já diziam, “ocupar e resistir”. Que em 2017 o povo ocupe cada vez mais os espaços que são seus por direito.

Lutar contra Temer e suas medidas é essêncial, mas não podemos repetir os erros do passado. Avante na luta, compas!

 

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