Brasil

24 de fevereiro de 2021

Enfrentar o negacionismo na volta às aulas presenciais requer um plano nacional voltado para a infraestrutura das escolas e universidades

As presentes notas para debate sustentam que o tema da abertura das escolas é estratégico. É preciso um grande movimento de lutas sociais e iniciativas políticas de construção das condições para a volta às aulas. Isso requer políticas públicas estruturais que o governo negacionista de Jair Bolsonaro não realizará como é possível depreender da ofensiva de desmonte do Estado em curso. No Brasil, as melhorias substantivas nos espaços escolares não foram realizadas na maioria das escolas públicas brasileiras (e também das universidades). Conforme o acompanhamento do Plano Nacional de Educação pelo INEP e, também, o censo da educação básica, grande parte das 140 mil escolas públicas sequer possui salas de aula com espaço para manter distanciamento, ventilação adequada e lavatórios. Nada foi feito nacionalmente em termos de vacinas e testagem sistemática. O artigo examina, brevemente, os discursos de sujeitos diversos a propósito da transmissibilidade do Sars-cov-2 pelas crianças e jovens e as proposições do MEC e de diversas secretarias de educação que normalizam a pandemia e suas consequências sociais. Conclui defendendo um Plano Nacional de renovação da infraestrutura das escolas e universidades públicas brasileiras, o que requer mudanças políticas e democráticas profundas. 


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