O futebol resiste, apesar da FIFA e da CBF


Publicado em: 17 de junho de 2026

Por André Valuche, de São Paulo (SP)

Esse post foi criado pelo Esquerda Online.

Por André Valuche, de São Paulo (SP)

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Crédito Prefeitura de Manaus
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O futebol continua encantando milhões de pessoas em todo o mundo. Apesar da FIFA, da CBF e dos interesses cada vez maiores do mercado, o esporte segue produzindo jogadas maravilhosas, partidas surpreendentes e histórias de superação que emocionam torcedores de diferentes países.

É impossível não admirar seleções que enfrentam enormes adversidades dentro e fora de campo. O Irã, por exemplo, disputa suas partidas sob o peso de sanções criminosas do trumpismo. Ainda assim, seus jogadores demonstram coragem e determinação.

É impossível não admirar seleções que enfrentam enormes adversidades dentro e fora de campo. O Irã, por exemplo, disputa suas partidas sob o peso de sanções criminosas do trumpismo. Ainda assim, seus jogadores demonstram coragem e determinação. Também impressionam equipes que desafiam os prognósticos e as bolsas das bets, mostrando que o futebol não se resume ao poder econômico.

Encanta ver o inesperado acontecer. As grandes defesas, os gols improváveis, as equipes desacreditadas que surpreendem favoritos. É o que Nelson Rodrigues chamava de “sobrenatural de Almeida”: aquela dimensão mágica do futebol que escapa à lógica dos especialistas e dos analistas de desempenho.

Ao mesmo tempo, é preciso reconhecer a grandeza de jogadores que seguem fazendo história. Lionel Messi, aos 38 anos, continua demonstrando por que está entre os maiores de todos os tempos. Haaland reafirma sua impressionante vocação para o gol. Mbappé desfila pelos gramados com técnica, velocidade que traduz a beleza do futebol.

Por tudo isso, o futebol sobrevive. Sobrevive apesar das negociatas, dos interesses empresariais, dos acordos obscuros e da transformação do esporte em um grande negócio que beneficia poucos e movimenta bilhões. Sobrevive porque continua sendo o futebol de Maradona, de Garrincha, de Pelé e de tantos outros craques que emocionaram gerações e ajudaram a transformar esse esporte em uma paixão mundial.

No Brasil, torcer pela Seleção ainda tem algo de devoção popular. É verdade que a CBF atrapalha ao comando técnico e aos rumos do futebol nacional. Também é verdade que nem mesmo a contratação de treinadores estrangeiros resolveu os problemas estruturais do nosso futebol. Mas, apesar de tudo, seguimos acreditando no talento dos jogadores e na capacidade de superar os obstáculos impostos por um sistema em que o dinheiro fala cada vez mais alto.

Por isso, viva o futebol. Viva os golaços, as grandes jogadas e as partidas inesquecíveis que continuam nos emocionando. Mas que a paixão não nos faça fechar os olhos para os problemas. É possível torcer e, ao mesmo tempo, protestar. É possível vibrar com o espetáculo e denunciar a mercantilização do esporte.

Que continuemos apreciando os grandes jogadores e as seleções que demonstram coragem, talento e resiliência. E que nunca percamos de vista que o futebol pertence, antes de tudo, ao povo.


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