Por uma feminista antirracista no Senado pelo Pará
Publicado em: 13 de maio de 2026
O Pará vive uma contradição que o nosso povo conhece na pele. Somos um dos estados mais ricos do Brasil em recursos naturais, mas grande parte da população continua vivendo entre a precariedade, o abandono e a ausência de direitos básicos. A riqueza sai pelos nossos rios, pelos portos, pelas estradas e pelos grandes projetos econômicos, enquanto o povo segue enfrentando transporte caro e ruim, violência, desemprego, racismo e falta de oportunidades.
Ao mesmo tempo, a política paraense continua concentrada nas mãos dos mesmos grupos de poder. Os mesmos interesses econômicos e a mesma lógica de uma política distante da vida real da maioria da população.
As eleições para o Senado, em 2026, serão decisivas para o futuro do Pará e do Brasil. O que estará em disputa é qual projeto de sociedade terá voz em um dos espaços mais decisivos. De um lado, setores conservadores, representantes das oligarquias tradicionais e da extrema-direita que seguem tratando a Amazônia apenas como território de exploração e lucro. Do outro, a necessidade de construir uma representação popular, democrática e comprometida com quem mais precisa.
É nesse cenário que defendemos a pré-candidatura da companheira Gizelle Freitas ao Senado Federal pelo PSOL, ex-vereadora de Belém.
Gizelle representa algo raro na política brasileira de hoje. Sua trajetória não nasceu nos gabinetes, nos acordos das elites ou nos espaços privilegiados do poder. Foi construída na luta social, no trabalho junto às mulheres, na defesa dos direitos humanos, nas ruas, nos movimentos populares e no cotidiano duro vivido pela maior parte do povo paraense.
Gizelle representa algo raro na política brasileira de hoje. Sua trajetória não nasceu nos gabinetes, nos acordos das elites ou nos espaços privilegiados do poder. Foi construída na luta social, no trabalho junto às mulheres, na defesa dos direitos humanos, nas ruas, nos movimentos populares e no cotidiano duro vivido pela maior parte do povo paraense.
Afroamazônida, feminista, e Assistente Social, Gizelle conhece de perto a realidade das mães que criam seus filhos sozinhas, das mulheres que passam horas em ônibus lotados para trabalhar, da juventude periférica que cresce convivendo com a violência e da população que luta diariamente para sobreviver em um estado rico, mas profundamente desigual.

O PSOL precisa demonstrar que continua tendo coragem de enfrentar privilégios, mas também capacidade de construir esperança. Precisa mostrar que ainda é instrumento de luta de quem trabalha, de quem sofre com a desigualdade e de quem nunca teve espaço nos grandes acordos da política tradicional.
Num estado acostumado a ver os mesmos grupos familiares controlando o poder há décadas, uma mulher trabalhadora, jovem, que tem na bagagem militante ter ajudado a organizar o maior enfrentamento feminista contra Bolsonaro em 2018, com as marchas do Ele Não, já representa, por si só, um gesto profundo de ruptura política. Não apenas pela importância simbólica dessa candidatura, mas porque ela carrega uma visão de mundo construída a partir da realidade do povo e não dos privilégios das elites.
O nosso estado não pode continuar sendo apenas fonte de lucro para poucos enquanto o povo segue sem retorno dessa riqueza. Não podemos aceitar que as comunidades continuem convivendo com pobreza ao lado de grandes projetos de mineração, energia e exportação que enriquecem empresas enquanto deixam para trás desigualdade e destruição.
O nosso estado não pode continuar sendo apenas fonte de lucro para poucos enquanto o povo segue sem retorno dessa riqueza. Não podemos aceitar que as comunidades continuem convivendo com pobreza ao lado de grandes projetos de mineração, energia e exportação que enriquecem empresas enquanto deixam para trás desigualdade e destruição.
Defender o nome dela para o Senado também é defender outro projeto de Pará. Um projeto onde desenvolvimento signifique melhorar a vida do povo. Onde democracia signifique participação popular. Onde mulheres (na sua diversidade) não sejam apenas chamadas para votar, mas também para ocupar os espaços de poder.
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