A extrema direita mundial parabeniza Jair Bolsonaro

Da redação

A vitória de Jair Bolsonaro foi celebrada com festa por políticos e líderes de partidos de extrema direita em todo o mundo. Pelo que há de pior na política mundial.

Logo após as eleições, o ex-capitão do Exército recebeu um telefonema do presidente norte-americano Donald Trump. Em seguida, no Twitter, Trump anunciou que na conversa, os dois se comprometeram a trabalhar próximos em todos os setores, destacando o comércio e a área militar.

Na Alemanha, também pelo twitter, a bancada do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), reproduziu a mensagem de seu deputado Petr Bystron, na qual felicitava Bolsonaro pela vitória: “Como ocorre com a AfD, ele foi atacado de todos os lados, por ser um outsider que desafiou o sistema.” O deputado da AfD disse ainda que “A revolução conservadora chegou à América do Sul”.

A AfD é o principal partido de oposição ao governo Merkel na Alemanha. O partido ficou conhecido por seu discurso xenófobo, anti-imigrantes e por destilar ódio contra a população muçulmana que vive no país. O deputado Bystron se envolveu em recentes confusões na Alemanha pela acusação de empregar em seu gabinete pessoas ligadas a movimentos neonazistas.

Na França, Marine Le Pen, líder da Rassemblement National (Agrupamento ou Comício Nacional, a antiga Frente Nacional), disse em sua conta no twitter logo após o resultado: “os brasileiros acabaram de punir a corrupção generalizada e a criminalidade aterrorizante que prosperaram sob os governos de extrema esquerda”. Outro membro do partido, o tesoureiro Wallerand de Saint-Just criticou a cobertura da imprensa francesa as eleições brasileiras, afirmando que Bolsonaro é “atacado e tachado com adjetivos injustos”.

Na Itália, o líder do Liga, partido de extrema direita, e também vice-premiê e ministro do Interior, Matteo Salvini, disse em sua conta no twitter que:  “os cidadãos mandaram para casa a esquerda”. “Bom trabalho ao presidente #Bolsonaro, a amizade entre nossos povos e nossos governos será ainda mais forte.” O deputado estadual por São Paulo, Eduardo Bolsonaro, filho do capitão, agradeceu o apoio de Salvini e também disse que “o presente está chegando”, em referência a extradição de Césare Battisti, ex-guerrilheiro condenado político na Itália que atuava durante o período conhecido no país como Anos de Chumbo.

Bolsonaro já havia recebido apoio de membros da extrema direita mundial, como o de Steve Bannon, ex assessor de Donald Trump, líder e guru do movimento de extrema direita mundial, e conhecido por criação de imensas fake news. Bannon inclusive o convidou para participar de um encontro do seu Movimento, em janeiro, na Europa, com as demais lideranças da extrema direita.


Declarações parecidas foram feitas pelo ex-líder da Ku Klux Klan, David Duke, em um programa de rádio. O rosto mais conhecido do grupo racista disse ao se referir a Bolsonaro: “Ele soa como nós. É um nacionalista”.

A Klu Klux Klan (KKK) é um grupo terrorista de supremacistas brancos que atua nos Estados Unidos desde 1895, durante a Guerra Civil do país. O Klan que chegou a ter 4 milhões de membros da década de 1920, ficou conhecido por torturar, assassinar, enforcar e queimar ativistas do movimento negro e pessoas negras, assim como suas casas.

O fato de Bolsonaro ter recebido apoios de figuras tão nefastas da extrema direita mundial deve ser visto com atenção. A vitória eleitoral do candidato do PSL não é um fato isolado. Em todo o mundo, candidatos de extrema-direita estão alcançando vitórias eleitorais ou resultados históricos. É preciso ver com atenção a atuação destes governos para assim nos prepararmos melhor para combater o novo governo. Na América Latina, a maioria dos chamados governos progressistas que se iniciaram no início do século XXI chegou ao fim.

Se Bolsonaro anda ao lado de racistas declarados, neonazistas, racistas, terroristas de extrema-direita e de neofascistas, nós andaremos ao lado dos sem-teto, sem-terra, dos trabalhadores em luta por seus direitos. Estaremos, sem dúvida, em melhor companhia.

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