Margem de erro segue com popularidade maior que Temer

Por: Ademar Lourenço, de Brasília, DF

Pesquisa publicada nesta terça-feira (05) no Atlas Político revela que o presidente Michel Temer é aprovado apenas por 1,7% da população. Se levarmos em conta os 200 milhões de brasileiros, o número de apoiadores de Temer é próximo ao número de filiados ao PMDB, seu partido. Já o número de pessoas que rejeitam o presidente, é de cerca de 90%.

Os dados foram tirados de um Tracking, que é uma pesquisa com uma amostra menor. Se fosse uma pesquisa convencional, seria correto falar que a popularidade do presidente está abaixo da margem de erro, que geralmente é de 2%. Este resultado não diferente do que outros levantamentos. Temer é o presidente mais odiado da história do país e isto não tem mais como mudar até o fim de seu mandado, em dezembro deste ano.

Ele tentou de tudo nesses dois anos. Começou se apresentando com aquele que iria “arrumar a casa”. Teve o apoio da mídia. Até usou a imagem de sua esposa. Mas nada adiantou

Temer fez o maior pacote de maldades da história do país, que incluiu de ataques aos direitos trabalhistas até o desmonte do ensino médio. Nenhum presidente retirou tanto do povo em tão pouco tempo. As feridas deixadas por este governo vão demorar a cicatrizar.
Hoje ele não tem moral nem entre aqueles que o colocaram no poder. Por isto desistiu de fazer a reforma da previdência. Os deputados não iriam comprar briga com a população em ano eleitoral.

Como última cartada, Temer tentou ganhar popularidade com a intervenção militar no Rio. Alguns analistas políticos se empolgaram e disseram: “agora vai”. Não foi. A disputa entre Temer e a margem de erro continua acirrada. E a margem de erro segue favorita.
O presidente perdeu mais que popularidade, perdeu o respeito. Com isto, aumenta o clima de desordem, o que abriu margem para a greve de caminhoneiros. E agora não há mais o que fazer. Todos os cartuchos foram gastos. Não dá para chamar o exército para espancar os brasileiros um por um até a maioria dizer que apóia o governo.

Falar mal de Temer até perdeu a graça. É como chutar cachorro morto. Nem a direita, que no início se empolgou com o presidente, fala alguma coisa a favor. O Movimento Brasil Livre (MBL) fazia no começo do governo memes elogiando o presidente. Até colocavam nele os “oclinhos thug life”. Agora o MBL faz questão de lembrar que Michel Temer era o vice da Dilma. Seria bom ter lembrado disso na hora de pedir o impeachment não é?

Foto: Marcelo Camargo/Ag Brasil

Comentários no Facebook

Post A Comment