8M: Ato em Belém denuncia tragédia ambiental e feminicídio



Gizelle Freitas, de Belém (PA)

O ato unificado na manhã deste 08 de Março reuniu cerca de mil mulheres em Belém (PA) e foi muito vitorioso, sob um lindo sol (apesar de estarmos no inverno amazônico). O protesto foi construído pela Frente Feminista de Belém, e por dezenas de mãos de 28 entidades, entre coletivos de mulheres, partidos, entidades estudantis, com destaque para o MST, o Movimento de Atingidos por Barragens (MAB) e o Movimento dos Atingidos por Mineradoras.

O ponto alto do protesto foi no prédio da Hydro Alunorte, a empresa mineradora que através do vazamento de rejeitos de bauxita contaminou diversas áreas do município de Barcarena, no dia 17 de fevereiro, causando danos ao meio ambiente e à saúde da população. Nas falas, foi exigida a suspensão imediata das atividades da empresa, a cassação da licença, multas e indenização à população, que vive da pesca e da agricultura.

A marcha finalizou, sob forte chuva, na Prefeitura de Belém pra denunciar o descaso completo da gestão municipal, de Zenaldo Coutinho (PSDB), com o combate à violência contra as mulheres. Durante todo o trajeto, em cartazes, faixas e no microfone, as mulheres exigiam o fim da reforma da Previdência, nenhum direito a menos, fora Temer e basta de feminícidio e denunciaram a alta dos preços das tarifas.

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