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28 de abril e a pororoca: A onda da greve geral vai parar o Pará

Por: Abel Ribeiro*, de Belém, PA

Uma onda ou uma pororoca? Pororoca é um fenômeno natural caracterizado por grandes e violentas ondas que são formadas a partir do encontro das águas do mar com as águas do rio e que é típico da Amazônia. Pode chegar a cinco metros de altura e seu barulho muito forte e inconfundível, que ecoa com duas horas de antecedência, arrebata embarcações e afugenta as margens dos rios.

Uma verdadeira Pororoca social formada por adesões de trabalhadores ao dia 28 de abril toma conta de Belém e do estado do Pará. Professores, trabalhadores em educação das esferas estaduais, municipais e privadas já decidiram paralisar. A rede privada de escolas através do sindicato estão informando os alunos que na sexta não haverá aula. Também já definiram por paralisar professores e técnicos da UFPA, UFOPA, UFRA, UNIFESSPA, os operários da construção civil, trabalhadores da policia civil, servidores do departamento de trânsito, da saúde, do Judiciário Federal, da assistência social, bancários, Correios, previdenciários, urbanitários, metalúrgicos de Barcarena, cidade da região metropolitana e muitos outros setores que seguem aderindo à greve geral.

Mentes e corações amazônicos mergulham na grande onda de mobilizações para a greve geral nos locais de trabalho, nas redes sociais, nos sindicatos, e nos municípios mais distantes; a movimentação é grande. Já foi marcado ato público na Praça da República no dia 28 de abril, mas a ordem é paralisar todas as atividades e a produção e não deixar ninguém trabalhar neste dia. Várias atividades já foram programadas para todo o estado, como fechamento de vias, portões, portos, passeatas, piquetes e trancaços. Em Belém, em vários pontos da cidade ocorrerão manifestações e no estado do Pará centenas de milhares devem cruzar os braços em diversos ramos de atuação.

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em sessão especial, determinou a suspensão do expediente em toda a regional na sexta, por decisão unânime, e diversos desembargadores se pronunciaram contra as reformas da Previdência e Trabalhista. O Judiciário Estadual também deve parar. As escolas particulares de Belém, que não têm tradição de parar, já anunciaram também a adesão ao dia 28 de abril e o comentário é de que o 28A deve protagonizar uma das maiores manifestações do estado.

As atividades de mobilização ainda estão ocorrendo, como assembleias, colaços, panfletagem, plenárias, reuniões de comitês, etc. Isso tem motivado inúmeros setores a aderirem à paralisação, como foi a recente decisão dos rodoviários de Belém e Ananindeua, da região metropolitana, que decidiram parar no dia 28 de abril a partir de uma pressão da base e da própria sociedade, demonstrando a força do movimento pela paralisação.

No momento em que escrevemos esse texto ainda não temos contabilizados todos os informes, mas segundo as centrais (CSP Conlutas, CUT, Intersindical, CTB, Força Sindical, UGT, CSB e Nova Central) haverá manifestações em todo o estado. Na Plenária realizada pelas centrais no dia 24 de abril em conjunto com as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, não houve objeções pela realização de ato unificado no primeiro de maio em Belém, o que demonstra a necessidade na unidade para barrar as reformas de Temer e colocá-lo para fora.

*Professor e militante do #MAIS