Cotas étnico-raciais são aprovadas na USP: vitória dos movimentos negro, indígena e estudantil

Por: Maria Luiza “Malu”, estudante da USP

Com significativo atraso em relação às outras universidades públicas, a Universidade de São Paulo deu um passo importante rumo à democratização de seu acesso. No Conselho de Graduação de terça-feira (4), com 75 votos favoráveis, 8 contrários e 9 abstenções, o projeto de cotas étnico-raciais, que havia sido retirado das pautas desta sessão, voltou a ser discutido e foi finalmente aprovado.

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As medidas aprovadas já começam a valer no vestibular deste ano, para os próximos ingressantes. Até 2021, de forma progressiva, 50% das vagas serão reservadas para cotas sociais, que são destinadas a estudantes que concluíram ensino médio em escola pública. Deste número, 37,2% serão reservadas para cotas étnico-raciais, número proposto inicialmente pelos movimentos negro e indígena que segue o percentual de pretos, pardos e indígenas do estado de São Paulo que também é de cerca de 37%.

Outra medida resultante desta sessão do Conselho é a formação de uma comissão com membros de movimentos sociais que atuam na USP para que sejam discutidos, além das cotas, novos projetos futuramente.

Dias depois da 2ª Virada Cultural Por Cotas, evento que contou com a participação de diversos artistas e demonstrou unidade por essa pauta tão latente, as cotas foram uma conquista da mobilização e organização dos estudantes e dos movimentos negro e indígena, que há muitos anos são energicamente a linha de frente na luta pela democratização do acesso e ampliação da composição étnica e social da Universidade de São Paulo.

Festival de cotas da USP

Festival de cotas da USP

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