Caravana de Guilherme Cortez e movimento Revide já reuniu mais de 10 mil jovens no país

O giro pelas universidades brasileiras seguirá por mais 5 estados até o segundo turno


Publicado em: 19 de outubro de 2026

Lê Magalhães

Esse post foi criado pelo Esquerda Online.

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Crédito Joy Camilo (@joycamil0)
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As 48 horas seguintes à apuração do primeiro turno foram muito decisivas para a reorganização da esquerda nestas eleições. E a juventude teve um papel decisivo para isso. Agora, a Caravana “Pra Fazer Acontecer” quer impulsionar o melhor da mobilização de jovens em todo o Brasil para disputar voto a voto e reeleger o Presidente Lula.

Na segunda-feira após a apuração do primeiro turno, em meio à sensação da necessidade de redirecionar os movimentos sociais na campanha de Lula, a juventude começou a arquitetar sua resposta. Centenas de grupos de estudantes com Lula surgiam nas redes, convocando reuniões, assembleias, iniciativas de vira voto e atos estudantis. Na Unicamp, por exemplo, o DCE convocou um grupo de WhatsApp no domingo de apuração que, em algumas horas, já contava com mais de 1.000 participantes.

A reação estudantil foi rápida. Na terça-feira, Lula convidou para Brasília lideranças jovens que foram eleitas para o Congresso Nacional, com o objetivo de pensar as iniciativas da campanha no segundo turno. Entre eles, Guilherme Cortez, recém-eleito o 5º deputado federal mais votado da esquerda brasileira, que destaca como esse encontro representou uma virada.

Desde o primeiro vídeo selfie de Lula à assembleia estudantil da UFF que se tornou um ato com centenas de jovens, ficou escancarado o papel da juventude e do movimento estudantil na recondução do que eram os próximos 20 dias de campanha. Ainda na terça, a Executiva da União Nacional dos Estudantes (UNE) se reuniu e lançou a campanha “Estudantes com Lula”, orientando que assembleias estudantis fossem organizadas em todo o Brasil, convocando panfletagens com o voluntariado jovem.

Atos com milhares de jovens e ativistas por todo o país, convocados por DCEs, Centros Acadêmicos e Grêmios Estudantis. No dia 11 de Outubro, a manifestação com Lula na Paulista foi possivelmente o maior ato progressista de São Paulo desde as Diretas Já — convocado por Fandons, inicialmente pelo X. Foi nessa conjuntura que a Caravana “Pra Fazer Acontecer: A Gente que Decide”, impulsionada pelo movimento de juventude Revide e por Guilherme Cortez, começou a se desenhar.

É nesse tom que se iniciam as primeiras atividades da Caravana — Belém (PA), Macapá (AP), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e Florianópolis (SC). Ao total, mais de 10.000 jovens e ativistas já se reuniram nas primeiras atividades. Com destaque para os encontros na UFMG e na UFSC, que tomaram proporções de atos ao agruparem, cada um, mais de 4.000 pessoas.

E pra fazer acontecer, Revide e Cortez organizam essa caravana, que tem o objetivo de auxiliar na campanha de Lula com as duas tarefas essenciais do momento: energizar estudantes de diversas universidades do Brasil com grandes encontros daqueles que querem impor uma derrota à extrema-direita e organizar brigadas estudantis que conduzam ações de campanha nos territórios.

Se na primeira semana após a apuração, assembleias e reuniões aconteceram em quantidade e tempo record, fato é que encontramos agora a necessidade de canalizar a energia de cada jovem que sabe da necessidade da reeleição de Lula, pela vida do povo brasileiro e para enterrar o bolsonarismo no país.

É nesse sentido que grandes encontros em universidades, promovidos por esta caravana e também por outras iniciativas são uma demonstração de força fundamental. E a Caravana se propõe a ir além dos encontros: está organizando jovens e estudantes do país para atuar na campanha, através de um calendário de panfletagens do Revide nos bairros, metrôs, terminais de ônibus, de porta a porta e de bar em bar.

Combinando agitação e ação, o Revide é a juventude que acompanha Guilherme Cortez nessa empreitada, e está centrada nos próximos dias a construir brigadas em cada canto do país para alcançar os 33 milhões que não votaram no primeiro turno; o público 70+ e incidir nos bairros onde Lula teve um bom resultado, mas contiveram alto nível de abstenção; entre outros pontos focais.

Na UFMG, por exemplo, após o encontro, cerca de 1.000 ativistas se cadastraram para contribuir com o vira-voto, o que demonstrou a força da atividade. Agora, a Caravana Pra Fazer Acontecer ainda passará por cinco capitais até o dia 25 de outubro: Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília, Salvador e Recife.

Cada jovem do Brasil será essencial nessas eleições. Não apenas pelo seu voto. Mas para mostrar que, se a vitória for possível, ela será marcada pela força do movimento estudantil e das mobilizações de rua.

Pra fazer o Revide Acontecer!

Lê Magalhães é diretor de políticas afirmativas da UNE e militante do Revide

 

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