Soberania Nacional: Pela cassação do registro do PL
Publicado em: 23 de setembro de 2026
REPRODUÇÃO
Na Assembléia Geral da ONU, no dia 22 de setembro, ocorreu o único e verdadeiro debate entre candidatos à presidência do Brasil. Primeiro falou Lula, defendendo a soberania nacional, a igualdade entre os povos, os direitos das mulheres, o fim da jornada 6×1, contra o genocídio, combatendo à jogatina e o crime. Logo em seguida falou o dono de cassinos Donald Trump, abertamente contra os Direitos Humanos, admitindo saquear o petróleo por meio de guerras, em aniquilar civilizações, contra qualquer idéia de soberania nacional. Pela primeira vez pode-se dizer que o contraste entre as falas expressou um debate presidencial sem que Trump falasse por meio de seus marionetes. Enquanto isso, no Brasil, Flávio Bolsonaro é a candidatura serviçal do imperialismo dos EUA. É um candidato a vice-rei, que quer recolonizar o Brasil. Lula precisou ir para Nova York para enfrentar quem realmente manda no bolsonarismo.
O Partido Liberal (PL) esteve diretamente envolvido na tentativa de Golpe de 2022/2023. Atualmente fica nítido que tal partido está a serviço de interesses estrangeiros, passando a conspirar diretamente contra a soberania nacional. A defesa da democracia e soberania nacional implica necessariamente em cassar o registro do PL, impugnando todos os seus candidatos no pleito de 2026.
A presença de Javier Milei, presidente da Argentina, na convenção do PL, fazendo discurso político dentro do território brasileiro, não foi um gesto diplomático. Foi um ato de ingerência. Um presidente estrangeiro participando de evento partidário nacional, com fala direcionada ao cenário interno, viola frontalmente o princípio básico de soberania. E não é apenas uma questão política: é também uma infração eleitoral, já que o Código Eleitoral (art. 337) proíbe a participação de estrangeiros em atos de propaganda partidária, com pena de detenção.
Esse movimento se articula com a estratégia de comunicação da extrema direita brasileira, que agora opera com vídeos de Flávio Bolsonaro usando inteligência artificial para simular caças estrangeiros sobrevoando o Brasil. Não é estética digital: é construção simbólica. É a normalização da ideia de tutela externa, como se o país precisasse ser “protegido” por forças estrangeiras. É propaganda política com imagética militar importada.
Ao mesmo tempo, a conspiração no Texas, financiada por Daniel Vorcaro, revela que a articulação não é apenas ideológica — é logística, financeira e operacional. Um grupo de brasileiros reunidos em solo norte‑americano para planejar ações políticas contra o processo democrático brasileiro não é ativismo: é ingerência externa organizada.A ingerência se aprofunda quando os Estados Unidos aplicam taxas contra o Brasil, a pedido dos conspiradores.
Tanto Flávio Bolsonaro quanto Eduardo ofereceram terras raras do Brasil aos EUA. Flávio propôs que o gabinete de transição de governo seja controlado pelos EUA. O jornalista Guilherme Amado revelou que a campanha de Flávio Bolsonaro recebe diretamente financiamento estrangeiro. Sendo intermediado por Pedro Sang articulador no Brasil da organização trumpista americana Rockbridge Network. A “Rockbridge Brazil LLC” é dirigida por Chris Applegate, assessor do vice-presidente dos EUA, J.D. Vance. A casa de apostas Polymarket, pertencente a Donald Trump Jr, também está financiando a campanha do PL por meio de impulsionamento em redes sociais. A família Trump é como se fossem “bicheiros” de Atlantic City, é uma escala mafiosa dos milicianos.
A prisão de Fernando Cerimedo na Bolívia revelou outro aspecto desta trama. Segundo reportagem da A Grande Guerra, de Leandro Demori, Cerimedo não era apenas um operador digital: ele atuava em rede com Brad Parscale, ex‑estrategista digital de Trump, e com agentes ligados à CIA, coordenando operações de manipulação eleitoral em vários países da América Latina. A matéria descreve Cerimedo como parte de uma estrutura continental de guerra informacional, com “fazendas de bots”, manipulação algorítmica e campanhas coordenadas para influenciar eleições — inclusive no Brasil. Operadores ligados à inteligência norte‑americana atuaram para influenciar o ambiente político brasileiro.
A ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) tem revelado o risco de interferência estrangeira. Como também tem alertado para o risco de grupos violentos praticarem atentados terroristas nas eleições do Brasil. Considerando um nível crítico de interferência estrangeira.
A ironia da história é que o Partido Comunista foi delcarado ilegal por suposta interferência estrangeira, que nunca foi comprovada. Mas o que se observa é que o Partido Liberal, este sim, comprovadamente, tem atuado como um aparato golpista a serviço de agentes estrangeiros. Contra o Partido Comunista houve uma farsa; mas a inércia diante do PL poderá resultar em uma tragédia. Mesmo a legislação burguesa garante mecanismos institucionais que levariam a cassação do registro do PL. Como os seguintes dispositivos:
Lei 9.096/95 (Lei dos Partidos Políticos)
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- Art. 5º: o partido não pode ter subordinação a entidades ou governos estrangeiros.
- Art. 28, I e II: o TSE deve cancelar o registro de partido que receba recursos estrangeiros ou se subordine a governo ou entidade estrangeira.
- Art. 31, I: é proibido receber qualquer contribuição, direta ou indireta, de entidade ou governo estrangeiro.
Código Eleitoral (Lei 4.737/65)
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- Art. 335: é proibido fazer propaganda em língua estrangeira.
- Art. 337: estrangeiro não pode participar de atos partidários ou de propaganda.
Esses dispositivos são proteções diretas da soberania nacional. E todos eles foram violados — não em tese, mas em fatos concretos:
- presidente estrangeiro fazendo propaganda partidária no Brasil;
- operador digital ligado à CIA atuando em campanhas brasileiras;
- articulação política financiada e organizada em solo estrangeiro;
- uso de material de propaganda com imagética militar estrangeira;
- pressão econômica externa combinada com ação política interna.
Diante disso, a cassação do registro do PL é uma medida de defesa da soberania nacional. Sendo necessário impedir que um partido funcione como plataforma de interesses estrangeiros dentro do território brasileiro. A democracia apenas será garantida quando forem excluídos da vida política os inimigos da liberdade, agentes imperialistas, golpistas, capangas do jogo, milicianos, sicários, etc.
A operação de interferência nas eleições no Brasil também passar por uma sabotagem por dentro do próprio Poder Judiciário. Pixulecos de ministros são levantados em comícios eleitorais bolsonaristas ao lado de bonecos de Trump, bandeiras dos EUA e de Israel, em total subserviência. A atuação da ala terrivelmente bolsonarista do STF garante a complacência do TSE, o cabo e o soldado parecem usar togas. O Poder Judiciário não é capaz de garantir nem a democracia nem a soberania nacional. O Brasil está diante de uma ofensiva coordenada — diplomática, econômica, informacional e jurídica.
Apenas a classe trabalhadora, com a mobilização popular, poderá impor a defesa da Soberania nacional. A expressão desta mobilização ocorrerá nas eleições. Sendo um momento decisivo. Mas apenas seria uma eleição democrática e soberana sem a interferência estrangeira. Para isto o PL deveria ter o seu registro partidário cancelado e todos seus candidatos impugnados.
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