15M: 2º Ato em Campinas reúne mais de 1000
Publicado em: 16 de março de 2017
Por, Renato Fernandes, de Campinas, São Paulo
Após um belo ato de manhã que reuniu professores estaduais e municipais e também estudantes, Campinas teve um segundo ato na parte da noite, reunindo outra boa quantidade de manifestantes. Esse ato foi convocado pela Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo.
O ato iniciou no Largo da Catedral e percorreu as ruas do centro, terminando em frente a prefeitura da cidade, governada por Jonas Donizete (PSB). Diversas categorias estiveram presentes como petroleiros, metalúrgicos, químicos, funcionários da Unicamp (que paralisaram suas atividades), professores municipais de Paulínia (que pararam também), funcionários e professores municipais de Campinas, juventude secundarista e universitária, entre outras categorias.
Infelizmente, a maior parte das categorias estava representada apenas por suas direções sindicais, que muitas vezes chamou ao 15M sem fazer nenhuma paralisação na base. Mesmo assim, algumas categorias, como parte dos professores municipais de Campinas aderiram ao chamado da Confederação Nacional dos Trabalhadores de Educação (CNTE) e paralisaram suas atividades e locais de trabalho, garantindo a mobilização contra a direção do Sindicato de Trabalhadores Municipais, dirigido pelo PSB, que havia avisado que “quem parar, terá o dia descontado”.
Merece um destaque especial os moradores da ocupação Nelson Mandela: formaram um grande bloco e diversos moradores falaram durante todo o ato. Os moradores estão sendo constantemente ameaçados pela desocupação e afirmam claramente que não querem que ocorra um “novo Pinheirinho”. Por isso pressionam para que a Prefeitura abra negociações sobre a ocupação que tem, aproximadamente, 2500 moradores.
A força dos dois atos, junto com as paralisações e atrasos em grandes fábricas como a Toyota, EMS, a Replan (Petrobrás), entre outras, e de parte das escolas municipais e estaduais em Campinas, Sumaré, Hortolândia e Paulínia demonstra que existe uma classe trabalhadora que tem disposição de lutar contra a reforma da previdência. É hora de continuar a luta por nenhum direito a menos!
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