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MOVIMENTO

Ministério do Planejamento amanhece ocupado por trabalhadores de universidades públicas em greve

Por: Carol Burgos, da Redação

O Ministério do Planejamento, em Brasília, amanheceu ocupado por trabalhadores das universidades públicas em greve, nesta segunda-feira (27). O movimento completa 17 dias e, de acordo a Federação de Sindicatos dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (FASUBRA Sindical), durante esse tempo não tinha existido diálogo por parte do Governo Federal. Além das reivindicações da campanha salarial, os manifestantes denunciaram as mudanças que Michel Temer quer impor ao funcionalismo público. Fruto da ocupação, o governo, a partir do secretário de Gestão de Pessoas, recebeu uma representação da Fasubra e se comprometeu a, em duas semanas, em conjunto com o Ministério da Educação, restabelecer a negociação.

Os servidores chegaram com cartazes, faixas e palavras de ordem anunciando o movimento. Vieram de várias partes do país em caravana a Brasília. Durante a manhã, bloquearam todos os acessos ao Ministério. “Viemos para reivindicar negociação, defesa da carreira, a luta contra Reforma da Previdência e a defesa dos serviços públicos. Viemos dar um recado ao governo de que os privilegiados não são os funcionários públicos desse país, que carregam a máquina do estado, que fazem o atendimento dos serviços públicos para a população. Os verdadeiros privilegiados desse país são os banqueiros e os políticos corruptos”, anunciou o coordenador geral da Fasubra Gibran Jordão no início do protesto.

Ao todo, de acordo com a Fasubra, 200 mil técnicos-administrativos das instituições federais de ensino aderiram à greve. Já entraram no movimento paredista trabalhadores de 38 das 63 universidades públicas do País. Entre as reivindicações estão a defesa da Carreira dos técnicos-administrativos de ensino superior; por negociação salarial e nenhum direito a menos; contra o aumento da contribuição previdenciária; a negativa à Reforma da Previdência; revogação do Plano de Demissão Voluntária (PDV) da categoria; em defesa do ensino superior público, gratuito e de qualidade e dos dos serviços públicos; contra o Projeto de Lei (PL) 116/17, que prevê demissão por avaliação negativa e significa o fim da estabilidade; em defesa dos hospitais universitários e a revogação da Reforma Trabalhista.

Nesta terça-feira (28), a categoria participará de protesto em Brasília, o ato nacional em defesa do serviço público, contra os ataques ao funcionalismo e em defesa da Carreira e Educação Pública, junto a outras categorias.

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Foto: Marcius Barcelos