Feministas ocupam a Câmara Municipal de BH: homenagem a movimentos de mulheres reúne mais de 65 coletivos

Organizada pela vereadora Iza Lourença (PSOL) em parceria com o MEL, evento aconteceu na quinta-feira (27) e denunciou o aumento da violência contra as mulheres


Publicado em: 27 de março de 2026

Mandato Iza Lourença, de Belo Horizonte (MG)

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Uma reunião especial na Câmara Municipal de Belo Horizonte reuniu representantes de 65 coletivos feministas da capital e de Minas Gerais, na quinta-feira (27), para uma homenagem, marcando a importância da luta das mulheres e da construção de unidade para enfrentar o machismo estrutural da sociedade. O evento foi organizado pela vereadora Iza Lourença (PSOL), em parceria com o Mulheres em Lutas (MEL), coletivo nacional criado por Manuela D’Ávila e pelo Instituto E Se Fosse Você?.

“Hoje a Câmara está grandona com essa quantidade de mulheres tão importantes, que se organizam para fazer a vida cotidiana ser tolerável” afirmou Iza. Na ocasião, a vereadora citou dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgados nesta semana, que apontam que, proporcionalmente, o dobro de meninas de 13 a 17 anos, comparado aos meninos, se sentiram tristes nos dias anteriores à pesquisa e alegaram que a vida não vale a pena ser vivida. Ainda, segundo o estudo, são as estudantes que mais se machucaram intencionalmente.

Para a vereadora, essa realidade expressa o fortalecimento da misoginia e da violência contra meninas e mulheres. “Como poderia ser diferente? Numa sociedade marcada pelo feminicídio, estupros coletivos, abusos de todas as formas. Continuamos porque estamos vivas, choramos, ficamos com raiva, nos indignamos. E com tudo isso que sentimos, criamos nossas estratégias, não só para sobreviver, mas para mudar esse mundo que é tão violento”, completa a vereadora.

Pacto Nacional Contra o Feminicídio

Em Minas Gerais, o governo de Romeu Zema, agora assumido por seu vice Mateus Simões, não assinou o Pacto Nacional Contra o Feminicídio, iniciativa federal lançada em 2023 que integra União, estados e municípios na prevenção da violência contra as mulheres.

Em Minas Gerais, o governo de Romeu Zema, agora assumido por seu vice Mateus Simões, não assinou o Pacto Nacional Contra o Feminicídio, iniciativa federal lançada em 2023 que integra União, estados e municípios na prevenção da violência contra as mulheres. No estado, a cada dois dias uma mulher é vítima de feminicídio, de acordo com dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Diante da postura do governo estadual, uma representação, assinada por Iza Lourença, foi protocolada, neste mês, no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para que seja aberto um inquérito sobre o caso. Um abaixo-assinado também cobra o posicionamento de Zema e Simões, além da implementação de políticas públicas eficientes para proteger a vida das mulheres mineiras. Para assinar, clique aqui: Minhas contra o feminicídio.


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