Trump amplia sua máquina de guerra
Novo ataque contra o Irã e o crescimento dos conflitos e tensões militares demonstram a verdadeira política internacional do trumpismo
Publicado em: 28 de fevereiro de 2026
Diante de mais um grave ataque militar dos EUA e de Israel contra o Irã e a eclosão de mais um conflito militar na Ásia, agora envolvendo o Paquistão e o Afeganistão, uma reflexão se impõe como necessária.
Na campanha eleitoral, Donald Trump prometia acabar com a Guerra na Ucrânia imediatamente, resolver a questão de Gaza e estabilizar a região do chamado Oriente Médio.
Depois de mais de um ano à frente da Casa Branca assistimos uma realidade oposta, que demonstra nitidamente que as suas promessas eleitorais eram totalmente falsas.
A Guerra na Ucrânia acaba de completar 4 anos, e uma solução real deste conflito parece estar longe de se efetivar. Enquanto segue esta guerra, se aprofunda, na verdade, principalmente na Europa, uma das maiores escaladas belicistas da história.
O genocídio em Gaza continua, e os EUA seguem apoiando e sustentando Netanyahu, um criminoso de guerra, já condenado pelo Tribunal Penal Internacional. E, o que vimos recentemente, foi Trump instalando o seu farsante – e mal chamado – conselho de paz, além do anúncio de um plano de ocupação da região, que está ameaçada de ser transformada numa verdadeira “Riviera” trumpista no território de Gaza.
Novo ataque ao Irã representa um salto na política de Trump
No último dia de fevereiro, a aliança imperialista e de extrema direita de Trump e Netanyahu voltaram a atacar militarmente o Irã, usando a velha desculpa de sempre: “o Irã estaria desenvolvendo armas atômicas”. Já tinham usado este mesmo argumento para tentar justificar o ataque militar do ano passado.
Os ataques de Trump e Netanyahu contra o Irã estão longe de ter como objetivo a defesa da democracia no país. Este ataque tem, na verdade, o objetivo de destruir o caráter independente do país e avançar no controle do imperialismo estadunidense sobre esta região estratégica.
Além do absurdo e criminoso ataque contra o Irã, neste momento, estamos assistindo também os primeiros passos de um novo conflito militar no continente asiático, agora envolvendo o Paquistão, aliado histórico dos EUA na região, e o Afeganistão.
Se colocarmos a América Latina nesta longa lista, veremos uma ação coordenada pelo governo Trump para colocar todo continente americano à serviço de seu projeto imperialista e de extrema direita, uma versão radicalizada da velha doutrina Monroe.
Os fatos falam por si, como assistimos no ataque à Venezuela e no sequestro de Maduro e Cília, na intensificação do bloqueio econômico e energético à Cuba (ameaçando agora até uma intervenção militar na Ilha) e a ingerência estadunidense em vários processos eleitorais latino-americanos (Equador, Argentina, Honduras, Chile, Costa Rica, entre outros).
Os grandes desafios impostos pelo momento
Na verdade, a política externa imperialista e de extrema direita de Trump, longe de construir a paz, vem intensificando uma política de guerra permanente, à serviço de sua competição comercial, econômica e geopolítica com a China, entre outros países. Todas estas ações têm um objetivo nítido: fortalecer o imperialismo estadunidense acima de tudo e todos.
Portanto, diante da gravidade do momento, a tarefa número 1 da esquerda, dos movimentos sociais e de todos os setores democráticos que se opõem à extrema direita no mundo, mesmo que não sejam diretamente de esquerda, é lutar para frear e derrotar a política trumpista, antes que seja tarde demais.
Esta tarefa exige da esquerda uma política de frente única e de unidade ampla contra Trump e a extrema direita mundial, sem nunca deixar de apresentar sua saída e um programa de transformações anticapitalistas e socialistas na sua política cotidiana.









