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Redução de testes, subnotificação, ocultamento de óbitos e avanço do negacionismo: a tragédia brasileira se amplifica

Gilberto Calil

Doutor em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e professor do curso de História e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), integrando o Grupo de Pesquisa História e Poder. É autor, entre outros livros, de “Integralismo e Hegemonia Burguesa” (Edunioeste, 2011) e pesquisa sobre Estado, Poder, Direita, Hegemonia, Ditadura e Fascismo.
A coluna se debruçará sobre a dinâmica da luta de classes, com ênfase no papel das organizações de direita, no Brasil e no Mundo. Para tanto, o debate no Brasil perpassa também os significados do petismo e o papel da colaboração de classes na construção desta nova dinâmica social, bem como recuperar o que foi 2013 e seus impactos na luta de classes desde então. Para isso, a coluna inicia com uma série especial quinzenal sobre Gramsci e o Fascismo, recuperando o debate sobre as condições políticas e sociais da ascensão do fascismo.

Há uma semana avaliávamos o significado da pequena redução no número de casos, indicando que não havia razões para avaliar que era uma tendência consolidada, que era um patamar muito modesto e que sobretudo dependia da manutenção dos níveis de isolamento. O encerramento da Semana Epidemiológica 35 comprova que infelizmente não há uma tendência à redução de casos consolidada, pois manteve-se praticamente o mesmo número de casos da semana anterior – 262.455 novos casos, frente aos 265.266 novos casos na semana anterior, uma redução insignificante de 1.07% e em um contexto de redução clara da testagem. Os dados estão no quadro divulgado no Painel do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde:

Também na estimativa do Número Reprodutivo efetivo, de acordo com aplicativo desenvolvido pelo Observatório das Doenças Respiratórias da UFPB, não se observa uma tendência à redução significativa, com um índice de 0,9411 e um média móvel de 14 dias de 0,9482, o que implica em uma redução muito pequena do número de novos casos a cada período (em torno de 5%). Além disso, são índices piores do que os de uma semana atrás (0,9388 no dia 0,9365 na média móvel 14 dias).Em termos regionais, há estados que seguem com a média móvel acima de 1 (Amapá, Ceará, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul) e outros com índice entre 0,95 e 1 (Acre, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro e Rondônia).

Na maior parte dos países, quando há tendência de diminuição de novos casos, isto se expressa na diminuição do percentual de resultados positivos sobre os testes totais, pois mantendo-se o mesmo nível de testagem, encontra-se menos positivos. O que ocorre no Brasil é o contrário: de acordo com os dados do wordometes, tínhamos há três semanas 4.3 testes por positivo, há duas semanas 4 testes por positivo, há uma semana 3.9 testes por positivo e agora temos apenas 3.7 testes por positivo. Pelos números do divulgados pelo https://coronavirusbra1.github.io/, a relação é ainda pior: 3 testes por positivo. A redução é especialmente drástica no testes vinculados ao governo federal: os testes registrados no Sistema Gerenciador do Ambiente Laboratorial (GAL) caíram de 206.746 na Semana 32 para 103.996 na Semana 34, uma redução de praticamente 50%. A interpretação da curva de evolução de novos casos precisa levar em conta a redução de testes.

Subnotificação e ocultamento de óbitos

A subnotificação de casos é enorme do Brasil e torna-se a cada dia mais difícil dimensionar corretamente sua dimensão. Sem apoio do Ministério da Saúde, a UFPEL encerrou ontem a quarta etapa do Epicovid-19BR, mas os dados ainda não são conhecidos. A conclusão da terceira etapa deu-se há mais de dois meses (26/6), e naquele momento indicava que havia 5.1 vezes mais contaminados do que os números oficiais indicavam. Caso se mantenha esta proporção, estaríamos hoje com 19,7 milhões de contaminados, ou 9,3% da população do país. Considerando a intenção repetida 34 vezes por Bolsonaro de atingir 70% da população para garantir a alegada “imunidade de rebanho” (segundo levantamento da agência Aos Fatos), este número teria que crescer ainda mais 7,5 vezes. Seguimos com uma média móvel de óbitos persistentemente alta. Como demonstra o quadro do wordometers,, estamos já mais de 100 dias (desde 20/5) com média móvel superior a 800 óbitos diários:

De acordo com os números oficiais, O Brasil já tem mais de 14,2% das mortes mundiais (mesmo tendo apenas 2.75% da população e, com 568 mortes por milhão de habitantes, tem uma média 5.4 vezes superior à média mundial (109.2) e já está entre os dez países do mundo com mais mortes por milhão de habitantes. Entre os 15 países mais populosos do mundo, apenas quatro tem mais de 100 mortes por milhão (EUA, Brasil, México e Rússia), e cinco tem menos de 10 mortes por milhão: Japão, Etiópia, Nigéria, China e Vietnã.

No entanto, o número oficial de óbitos expressa apenas uma parcela das mortes decorrentes de Covid-19, deixando de considerar uma parte significativa dos óbitos. Isto ocorre em duas situações. A primeira é que uma parcela dos contaminados morre em casa e mesmo tendo sintomas indicativos de Covid, não são contabilizados. É impossível determinar o número de óbitos decorrentes de Covid nesta situação, restando apenas a comparação do número total de óbitos (desconsiderando aqueles por causas externas, como homicídio e acidentes) em relação ao ano anterior (um dado que só é consolidado bastante tempo depois e cujos dados parciais e incompletos vem sendo recorrentemente mencionados em discursos negacionistas). Ainda assim, os dados mais consolidados de maio e junho indicam a dimensão do expressivo aumento de óbitos, e mesmo que ainda não sejam definitivos, os dados de julho vão no mesmo sentido:

A segunda situação envolve as mortes por insuficiência respiratória que ocorrem em ambiente hospitalar, com sintomas compatíveis por Covid, mas que não são testados. Neste caso, o óbito é registrado como Síndrome Respiratória Aguda Grave “não especificada”. O último dado disponível é de 24 de agosto (Boletim Epidemiológico 28), quando tínhamos já 46.484 mortes por SRAG não especificada, além de outras 2.889 mortes em investigação para Covid. Somadas ao número oficial de mortes por Covid, já são mais de 170.308 óbitos. Alguns estados seguem registrando uma elevadíssima relação entre as mortes registradas como SRAG não identificada e as mortes oficializadas como Covid (dados referentes a 24/8): Paraná (2.665 SRAG / 2.776 Covid), Minas Gerais (3.880 SRAG / 4.919 Covid); Rio Grande do Sul (2.445 SRAG / 3.106 Covid), Mato Grosso do Sul (464 / 751), São Paulo (15.771 / 28.808) e Amazonas (1.498 / 3.405). Portanto, no conjunto do país, 28.8 dos óbitos estão registrados como SRAG, e em seis estados este percentual passa de 30%, chegando a 48% no Paraná:

Além disto, o Ministério da Saúde segue propagando o número de “recuperados” como se fosse um dado positivo, ignorando que há uma proporção quase constante entre número de recuperados, número de casos e número de óbitos, e que se estamos em segundo no número de recuperados, também estamos nos demais critérios. Esta argumentação oculta informações fundamentais, comprovadas por inúmeras pesquisas, que revelam que mesmo entre os sobreviventes há diversas sequelas, incluindo-se fadiga, falta de ar persistente, problemas neurológicos, circulatórios, auditivos e diversos outros ainda em investigação.

A situação no mundo

Embora existam tendências contraditórias nas diversas regiões do mundo, nas últimas semanas vem se afirmando a tendência de uma redução (moderada) no número de novos casos, mais expressiva em alguns países (como África do Sul), limitada ou inexistente em outros (como a maior parte dos países da América Latina) e contraposta pelo crescimento de casos na Europa Ocidental, que claramente atravessa uma segunda onda.

Entre os três países que concentram maior número de casos, permanece a tendência ao aumento do número de novos casos na Índia (+15%) e de redução nos Estados Unidos (-20%). O Brasil aparece também com uma redução (-14%), mas isto deve ser considerado com prudência considerando as ponderações feitas acima e também o fato de que a evolução na última semana indica interrupção ou abrandamento desta tendência. Ao mesmo tempo, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos no índice de mortes por milhão (568 e 565, respectivamente), estando ambos com mais do que 12 vezes mais mortes por milhão que a Índia (47). A reversão das experiências desastrosas de reabertura das escolas em vários estados viabilizou a redução do número de casos novos nos Estados Unidos, que passaram de uma média diária de quase 80.000 casos diários no final de julho para 42.000 nos últimos dias. A pior situação permanece na Califórnia e nos Estados do Sul (Texas, Florida, Alabama, Georgia, Louisiana).

A conformação de uma segunda onda em países que foram durissimamente atingidos em março e abril (como Bélgica, Espanha, Itália e Reino Unido, todos com mais de 500 mortes por milhão de habitantes) indica uma vez mais que alta incidência não impede novos surtos e que apenas as medidas protetivas podem produzir uma limitação da pandemia. A França e Espanha apresentam o maior número de novos casos no último período, com uma média diária superior a 3.500 novos casos. Em termos percentuais, o maior crescimento se deu na Itália (+145%), país que por mais tempo conseguiu manter uma melhor contenção, seguida pela França (+114%), Espanha (+73% e Reino Unido (+16%), enquanto a Bélgica, com número de novos casos proporcionalmente ainda muito elevado, já teve uma primeira redução nesta segunda onda (-21). O fim do período de férias pode indicar uma reversão desta tendência negativa, mas isto pode ser revertido pela retomada das aulas.

Em termos continentais, desconsiderando-se Estados Unidos, Brasil e Índia, a pior situação é a da América Latina, seguida por Ásia Central, Oriente Médio e Europa Ocidental. De acordo com o site endcoronavirus.org, os quinze países com maior número de novos casos nos últimos 14 dias são: Índia (973.582), EUA (593.218), Brasil (522.114), Colômbia (139.572), Argentina (113.857), Peru (113.632), Espanha (96.473), México (73.679), Rússia (66.751), França (52.848), Filipinas (56.143), Iraque (54.246), África do Sul (37.711), Bangladesh (34.273) e Indonésia (32.504). Um caso especialmente interessante é o da África do Sul, que conseguiu estabelecer uma política de contenção efetiva capaz de diminuir de mais de 13.000 casos diários no final de julho para 2.000 no final de agosto. Desta forma o país conseguiu reverter uma tendência que se apresentava muito negativa, enquanto países com incidência muito maior seguiam piorando a situação.

A tabela apresentada em anexo sistematiza dados dos 15 países com maior número total de mortes registradas de acordo com o wordometers e registra o número de novos casos dos últimos 14 dias, comparando com os 14 dias anteriores, de forma a identificar se a tendência em cada país é de crescimento ou redução da pandemia. Esta comparação envolvendo o número de novos casos em dois períodos de duas semanas visa avaliar se há avanço ou recuo da pandemia. O aumento nos casos na Índia compensa a redução nos Estados Unidos, e somados ao Brasil, estes países totalizam 60% dos novos casos no período, o que sobretudo nos casos de Estados Unidos e Brasil expressa um super-representação inteiramente desproporcional à sua população.

Nos últimos sete dias, o Brasil teve 6.084 mortes o que representa 16% das 37.996 registradas em todo o mundo (o Brasil tem 2.75% da população mundial). Portanto uma em cada seis mortes ocorridas no mundo se deu no Brasil, país que tem um em cada 36 habitantes do planeta. Os Estados Unidos registraram no período 6.660 óbitos e a Índia registrou 6.925. Portanto os três países contabilizaram juntos 51.8% das mortes mundiais na semana. No último sábado (29/8), o Brasil registrou mais mortes (904) que todos os 141 países da Europa, África, Oceania, América Central e Caribe (722). A média móvel de mortes no mundo (7 dias) chegou ao máximo de 7.051 em 18/4, diminuiu e chegou no ponto mais baixo de 4.232 em 28 de maio, voltou a crescer até chegar em 5.890 em 13 de agosto e vem diminuindo novamente, estando em 5.428.

Em números absolutos, apesar da baixíssima testagem, o Brasil é o terceiro país com maior número absoluto de novos casos registrados nos últimos 14 dias, abaixo apenas da Índia (com população 6,5 vezes maior) e pelos Estados Unidos (que testa quase seis vezes mais). Dos 3.489.275 novos casos registrados no período, 15% ocorreram no Brasil (522.114) e 17.2% nos Estados Unidos (600.751). Portanto, dois países que juntos não chegam a 7% da população mundial, tiveram de 32,2% dos novos casos. A Índia teve 971.853 novos casos, mais de um quarto do total mundial de mortos (27.9%), sendo o único entre os três países que registrou aumento do número de novos casos no período. Dois outros países tiveram mais de 100.000 novos casos no período: Colômbia e Peru, sendo que este último se mantém com número crescente de novos casos, sendo já o país o maior índice de mortes por milhão do mundo (depois de San Marino e da Bélgica, que tem método de contagem distinto). México, África do Sul, Rússia, Irã e Chile também tiveram redução, sendo que da África do Sul (-50%) foi a mais expressiva, expressando uma política de contenção rigorosa e efetiva, enquanto a Rússia se destaca por manter-se em redução há várias semanas, embora em patamares mais modestos. Espanha, França, Reino Unido e Itália tiveram aumento de novos casos, e desta vez o maior percentual foi da Itália (+145%), ainda que em patamares absolutos mais baixos que Espanha e França.

A China, que há tempos deixou de constar no quadro dos quinze países com mais mortes, foi ultrapassada por países como Holanda, Turquia e Suécia (que tem uma população 140 vezes menor), Equador, Paquistão, África do Sul, Indonésia, Egito, Iraque e Bolívia, e hoje é apenas o 28º país em número absoluto de mortes e o 168º em mortes por milhão de habitantes. O país não registra morte há 116 dias, e depois de enfrentar novos focos na região de Pequim, vem novamente reduzindo o número de casos ativos, hoje em 237.

A maior parte dos países vem elevando expressivamente a testagem e atingindo ou passando a relação de 20 testes realizados por resultado positivo indicada pela OMS como expressão de um controle efetivo. Enquanto os países europeus tem todos mais de 20 testes realizados por resultado positivo e os Estados Unidos e Índia tem mais de 10, os países latino-americanos destacam-se negativamente: Chile (5,9), Peru (4,9), Colômbia (4,5), Brasil (3,7) e México (2,3). Na realidade, a situação brasileira é ainda pior do que sugere o índice, pois parte destes testes são testes rápidos, inteiramente inadequados para diagnóstico e que sequer deveriam ser contabilizados.

O elevado ritmo de crescimento das mortes no Brasil, associado a um ritmo de crescimento do número de casos ainda maior, indica um rápido e intenso agravamento do quadro nacional. Já chegando a 120.935 mortes oficializadas, a ausência de uma política nacional de contenção é expressão de uma política criminosa e genocida, e mesmo a moderada redução no número de novos casos não se reflete em diminuição do patamar de mortes diárias. As medidas pontuais e regionalizadas de fechamento temporário, tomadas apenas na iminência do colapso do sistema de saúde, já se mostravam fragmentadas e insuficientes. Mas mesmo estas medidas vêm sendo abandonadas, e, pior, substituídas por propostas absurdas e potencialmente desastrosas como a de retomada de aulas presenciais. Embora a possibilidade de um lockdown nacionalmente unificado que dure o tempo necessário para a efetiva contenção esteja hoje totalmente fora da pauta dos governos e das cogitações dos analistas midiáticos, permanece sendo a única alternativa real, e seria algo objetivamente menos dispendioso do que manter a situação de instabilidade e continuação indefinida da pandemia em patamares de milhares de novos casos diários. Infelizmente, ao contrário, desde o início da pandemia nosso isolamento social vem sendo relaxado e sabotado pelas autoridades federais, com cumplicidade explícita do grande empresariado, produzindo a conjunção trágica entre altas taxas de crescimento das mortes e dos novos casos, em um cenário de baixa testagem e subnotificação generalizada.

Atualmente os Estados Unidos e a América Latina (em especial Brasil, México, Colômbia, Peru, Chile, Argentina, Bolívia, Equador, e diversos países da América Central e Caribe) são os principais centros mundiais da pandemia, seguidos pelo Sul da Ásia (Índia, Filipinas, Bangladesh, Indonésia) e Oriente Médio (Iraque, Irã, Israel, Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein, Qatar) e parte da África (especialmente África do Sul, Quênia e Argélia), mas também de forma crescente por vários países da Europa Ocidental que atravessam uma segunda onda, em especial Espanha e França.

De outro lado, há um crescente número de países com a situação estabilizada e que se encontram com menos de mil casos ativos, em todos os continentes, como Ásia (Jordânia, Myamar, Hong Kong, Chipre, Vietnã, China, Iêmem, Geórgia, Malásia, Sri Lanka, Tailândia, Butão e Taiwan,), África (Eswatini, Guiné Equatorial, Cabo Verde, Zâmbia, Guiné, Madagascar, Reunião, Somália, Congo, Mali, Mauritânia, Lesotho, Libéria, Serra Leoa, Togo, Benin, Zâmbia, Tanzânia, Mayotte, Burkina Faso, Burundi, São Tomé e Príncipe, Chad, Eritréia, Niger, Comoros), América do Sul (Suriname, Guiana Francesa, Guiana, Uruguai), América Central e Caribe (Trinidad e Tobago, Belize, Guadalupe, Cuba, Martinica, Turks and Caicos, Sint Maarten, Saint Martin, Barbados, Curaçau, Ilhas Virgens Britânicas), Europa (Lituânia, Bielorrússia, Noruega, Montenegro, Luxemburgo, Malta, Finlândia, Eslovênia, Letônia, Estônia, Andorra, Ilhas Faroe, Islândia, Ilhas do Canal, Mônaco e Gibraltar) e Oceania (Polinésia Francesa, Papua Nova Guiné e Nova Zelândia e). São países de distintas situações econômicas e sociais, mas que vêm tendo êxito na contenção da pandemia. Incluem-se entre eles países de expressiva população: 23 entre os 90 países com mais de dez milhões de habitantes tem menos de 1.000 casos ativos, incluindo-se o país mais populoso do mundo e outros 9 tem entre 1.000 e 2.000 casos.

Alguns países e territórios tem situação ainda melhor, com menos de dez casos ativos, incluindo países populosos como Camboja (17 milhões de habitantes), Laos (7,3 milhões de habitantes), e Mongólia (3,3 milhões de habitantes), e também Maurício, San Marino, Seichelles, Lieschtenstein, Bermuda, St. Barth, Caribe Holandês, Djibouti, Figi, Granadinas, Timor Leste, Brunei, Saara Ocidental, Saint Pierre Miquelon, Ilhas Cayman, e Dominica. Além disso, em diferentes continentes existem países ou territórios que já não tem nenhum caso ativo: dentre 213 países e territórios considerados no wordometers, 11 estão nesta situação: Macao, Nova Caledônia, Granada, Antigua e Barbuda, Ilha de Man, Groenlândia, St. Kittis e Nevis, Anguilla, Montserrat, Malvinas e Vaticano. O Vietnã, com 97 milhões de habitantes e uma política de contenção exemplar, registra 34 óbitos e 303 casos ativos, com uma taxa de mortes por milhão de habitantes de 0,3, 1.900 vezes menor que a taxa brasileira. Índices radicalmente diferentes mostram que a situação de cada país é resultado direto das políticas governamentais colocadas em prática em cada um.