Protesto contra o desmonte da Cultura em São Paulo termina com prisão arbitrária e truculência por parte da Guarda Civil

Da Redação, em São Paulo

Nesta terça feira, 07, o movimento cooperativista do Teatro de Grupo realizou uma manifestação em frente à Galeria Olido, localizada na região central da capital paulista em defesa da lei de fomento ao teatro. O protesto seguia de maneira pacífica até que a GCM agiu com truculência para dispersar a movimentação.

Segundo relatos dos participantes da manifestação, o deputado José Américo (PT) deu voz de prisão ao Comandante da GCM sob alegação de abuso de autoridade. Em seguida, membros da Guarda Municipal prenderam o assessor do parlamentar.

Um dos advogados da cooperativa também foi agredido com uma chave de braço. “A ação da GCM mostra o quanto estão despreparados para cumprir uma função que não é sua, afinal, deveriam uma guarda patrimonial e não ostensiva”, alegou o advogado em meio à confusão, pouco antes de seguir para a delegacia.

GALERIAProtesto e repressão ao ato da Cultura em São Paulo. Fotos: Bruna Piazzi

Em defesa da Cultura
Segundo a nota emitida pela comissão organizadora do ato, a ação é a primeira iniciativa contra o ataque e o desmonte da lei de Fomento ao Teatro que atingirá mais de 800 grupos de artistas.

A convocatória afirma: “Faremos uma vigília de espera para a resposta do secretário de Cultura Ar. André Sturm ao nosso parecer sobre a decisão da secretaria, que se mostra favorável a cassação de direito ao voto dos núcleos artísticos representados por cooperativas e associações…Estamos em assembleia permanente e daqui para a frente estaremos na rua para mobilizações! Esse parecer da secretaria que caça o direito dos núcleos de votarem de maneira autônoma e independente , foi pedido por alguns  produtores independentes ligados à REDE DE TEATRO E PRODUTORES INDEPENDENTES  ávidos pelo recurso direcionado ao fomento, que foi pensado para a atividade continuada de pesquisa e produção teatral e que na realidade ampara o trabalho de centenas de coletivos que estão na contramão do mercado. O plano deles é justamente aparelhar totalmente a comissão,  pois hoje eles ja tem no minimo as indicações do governo, mas eles querem os sete nomes ligados aos seus interesses! A luta segue! ”

Protestos continuam
O parecer teve resposta da Secretaria de Cultura Municipal que negou o direito ao voto dos cooperativados, deliberação considerada pelo movimento um ataque ao fomento e à cultura inédito para as últimas 32 edições.

Em decisão tomada em assembleia, os manifestantes decidiram continuar mobilizados pela pauta apresentada. Além disso, há um mandado de segurança que discutirá judicialmente o tema. Um novo protesto estava marcado para a tarde desta quarta-feira, 8, em frente ao prédio da Secretaria Municipal de Cultura, na Galeria Olido.

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