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MOVIMENTO

Petroleiros do Litoral Paulista aprovam greve

Por Leandro Olímpio, de Santos, SP

Começa nesta quarta-feira (30) e será por tempo indeterminado

Por ampla maioria de votos, os petroleiros do Litoral Paulista aprovaram a deflagração de greve, por tempo indeterminado, a partir desta quarta-feira (30).

A decisão foi tomada nas assembleias realizadas nesta segunda-feira (28), na sede e subsede do Sindicato, nas plataformas de Merluza, Mexilhão e P66, e nas unidades operacionais de terra com os grupos de turno cujos horários de entrada e saída coincidiam com o horário da assembleia na sede e subsede da entidade.

De um total de 391 votos, 328 trabalhadores se posicionaram a favor da greve por tempo indeterminado, com apenas 44 petroleiros contrários. Abstenções somaram 19 votos.

Com isso, os caminhoneiros em greve ganham aliados estratégicos na luta pela redução dos combustíveis: os trabalhadores da Petrobrás, que cruzarão os braços em todo o Brasil exigindo a saída imediata de Pedro Parente da presidência da companhia.

É Pedro Parente, homem de confiança de Temer, o responsável pela disparada de preços nas bombas de gasolina e de diesel, e pelo aumento criminoso do gás de cozinha, forçando 1,2 milhões de famílias a voltar a cozinhar à lenha ou carvão.

A partir de uma política privatista, que impõe ao Brasil o papel de mero exportador de óleo cru, Parente deliberadamente enfraqueceu o refino nacional. A capacidade de produção das refinarias foi reduzida e hoje elas operam com uma ociosidade de mais de 25%. Com isso, cresceu vertiginosamente as importações de derivados do petróleo.

A política de paridade com os preços internacionais do petróleo, causando altas diárias, é parte de um pacote de medidas que visa abrir o caminho para a venda de refinarias e terminais. Resumindo, a dupla Temer/Parente quer entregar o petróleo brasileiro e a Petrobrás de mão beijada para o estrangeiro.

Para reverter a alta dos combustíveis é preciso barrar esta política entreguista. Mas essa luta não é apenas dos caminhoneiros e petroleiros, que agora constroem uma poderosa unidade. É de todos os trabalhadores e trabalhadoras, é de todos os brasileiros que lutam por um país mais justo.

Na Baixada Santista, a construção de uma ampla unidade vem sendo pavimentada. Na manhã desta segunda-feira (29), estivadores, portuários, gráficos, servidores de Santos e Cubatão, petroleiros, servidores do Judiciário Estadual e Federal, trabalhadores da construção civil, enfim, diversas categorias unidas caminharam em passeata até os caminhoneiros em greve, na Alemoa, para levar sua solidariedade.

Na Assembleia desta noite na sede do Sindipetro, outra grande demonstração de união: estiveram presentes estudantes da Unifesp, dirigentes da Frente Sindical Classista, caminhoneiros em greve e diversas organizações que lutam no dia a dia em defesa dos trabalhadores.

É fortalecida por essa união e pelo exemplo de resistência dos caminhoneiros, que a categoria petroleira entra em greve. Vamos apresentar uma saída dos trabalhadores à dramática crise que vive o país!

– Pela redução dos combustíveis!
– Contra a privatização da Petrobrás!
– Contra a venda das refinarias!
– Contra o plano de equacionamento da Petros!
– Contra o fim da AMS para aposentados!
– Fora Parente!
– Por uma Petrobrás voltada aos interesses do povo brasileiro
– Viva a luta unificada dos trabalhadores!