Movimento de Luta dos Trabalhadores anuncia entrada na organização Resistência

Da Redação

O Esquerda Online realizou a cobertura do ato-festa de lançamento da nova organização Resistência, que surgiu após congresso de unificação da NOS e do #MAIS. Agora, divulgamos declaração do MLT – Movimento de Luta dos Trabalhadores​, composta por jovens trabalhadores, anunciando a dissolução e o ingresso na Resistência. “Temos como tarefa histórica avançar no enfrentamento contra o capital e o sistema capitalista, sem abandonar nossos princípios e compreendendo que é preciso dar um passo à frente e reagir com mais força diante dos ataques cada vez mais profundos à nossa classe”, afirmaram em nota. De acordo com os membros do ex-MLT, a relação iniciou no congresso de fundação do MAIS, em 2016. “Vimos com bons olhos o processo de construção que os levou até ali, sendo que foi deixado bem claro por eles que esse seria somente o começo e que, assim como nós do MLT, o objetivo de erigir um Partido Socialista da classe trabalhadora ainda deveria ser almejado”, completaram.

Leia a íntegra da nota, abaixo:

Nota de dissolução do MLT e entrada na Resistência 

O Movimento de Luta dos Trabalhadores surgiu do agrupamento de jovens da classe trabalhadora que pretendia transformar a sociedade por discordar desse sistema de exploração capitalista, à qual nós – jovens da periferia – somos a parcela mais nova que o sistema esmaga, já que ao longo dessa jornada nossas forças vão sendo neutralizadas para evitar que a nossa classe impulsione a luta contra o capital. Por isso, entendemos que a juventude é um setor estratégico onde a luta tem a capacidade de ser potencializada. Nesse sentido, temos nos aproximado, nos últimos anos, das organizações socialistas de trabalhadores e juventude para unir nossas forças sob o princípio revolucionário.

O MLT passou por um processo de amadurecimento intelectual e político desde nossa reestruturação como nova organização, e nosso objetivo sempre foi o de superar os limites de uma pequena organização e nos colocar em uma esfera mais ampla da atuação prática de princípio revolucionário. Acompanhamos nesse tempo o desenvolvimento de outras organizações da esquerda socialista e o Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista – MAIS se mostrou compatível com nosso intuito de construir um movimento revolucionário nacional e internacional que estivesse inserido no seio da classe trabalhadora.

Estivemos presente no lançamento do MAIS em 2016 e vimos com bons olhos o processo de construção que os levou até ali, sendo que foi deixado bem claro por eles que esse seria somente o começo e que, assim como nós do MLT, o objetivo de erigir um Partido Socialista da classe trabalhadora ainda deveria ser almejado. Realizamos junto com os companheiros do Afronte da Zona Leste de São Paulo, o projeto do Fluxo Marxista, que passou por São Miguel, Poá e Itaquaquicetuba discutindo os temas clássicos do marxismo com os jovens da periferia que vem dessa onda histórica dos movimentos de ocupações das escolas, e que inclusive foi um fenômeno muito importante que a vanguarda da juventude protagonizou abrindo espaço para uma geração mais politizada que tem vontade de se inserir na vida política.

Com isso, fizemos uma série de encontros de aproximação e discussão programática com os companheiros do MAIS que possibilitou criar uma base comum e mais sólida sobre a concepção de partido, construção política nacional e internacional, frentes de atuação e programa. Após participar como convidados do Congresso de fusão das organizações MAIS-NOS, que se transformou em uma nova organização – Resistência – acreditamos que tivemos acúmulo de experiências suficientes para finalmente decidirmos sobre a dissolução do MLT e incorporação na Resistência.

Temos como tarefa histórica avançar no enfrentamento contra o capital e o sistema capitalista, sem abandonar nossos princípios e compreendendo que é preciso dar um passo à frente e reagir com mais força diante dos ataques cada vez mais profundos à nossa classe. Encerramos nossa organização para nos engajarmos em outra nova, unindo forças e por entender que a militância não finda, mas se transforma e se intensifica em consonância com o processo histórico na luta pela emancipação dos trabalhadores do mundo.

Movimento de Luta dos Trabalhadores, Maio de 2018.
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