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O atentado contra a Caravana Lula e a unidade antifascista

AGEPT

Laranjeiras do Sul PR 27 03 2018 Dois dos ônibus da caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na região Sul sofreram um ataque a bala entre Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, sudoeste do Paraná. O atentado deixou dois furos na lataria do lado direito de um dos coletivos. O outro veículo foi atingido de raspão em um vidro lateral. Desta vez, ninguém se feriu. foto

Editorial de 28 de março

Um ataque fascista. Somente assim podem ser compreendidos os tiros que alvejaram dois ônibus da caravana Lula no Interior do Paraná, nesta terça-feira (27). O ato terrorista, de natureza fascista, merece o mais amplo repúdio e a mais enérgica reação do conjunto da esquerda, dos movimentos sociais e de todos setores comprometidos com a defesa das liberdades democráticas.

Os tiros contra a Caravana Lula se inserem numa perigosa escalada de provocações fascistas. A própria Caravana de Lula já havia sido alvo, nos últimos dias, da violência de seguidores de Jair Bolsonaro e de grupos de extrema-direita vinculados a ruralistas e ao MBL. Bandos munidos de chicotes, pedras, tratores e armas intimidaram e ameaçaram fisicamente a caravana e seus apoiadores. Uma militante do PT ficou gravemente ferida após ser espancada por vários homens pertencentes a esses grupos fascistas. Não somos petistas, estamos por um outro projeto de esquerda, que supere a conciliação de classes lulista que abriu as portas para o golpe. Mas são intoleráveis as ações que visam aniquilar os direitos políticos do PT e de Lula.

É impossível não associar essa fúria da extrema-direita com a possibilidade de que o STF conceda o Habeas Corpus a Lula em 04 abril. Atos em várias cidades estão sendo convocados pelo MBL para a véspera do julgamento, como forma de pressionar o tribunal. O general Mourão e outros militares de alta patente estão convocando outra manifestação, para domingo (31), em São Paulo, em comemoração ao golpe militar de 64 e pela prisão de Lula. Nas redes sociais, grupos de extrema-direita articulam ações violentas e propagam “fake news” destilando ódio contra a esquerda, negros e negras, LGBTs, nordestinos e mulheres.

O momento é da maior gravidade. A ofensiva da classe dominante não é apenas econômica e social. Além da destruição de direitos e do aumento da exploração e das desigualdades, existe uma face autoritária do golpe em curso, com um significativo reforço dos elementos repressivos. Por isso, a intervenção militar no Rio, que aprofunda o genocídio do povo negro e pobre, e a maior participação de quadros das Forças Armadas em funções governamentais. Neste contexto em que a burguesia alimenta o ódio à esquerda e aos oprimidos, os monstros fascistas se sentem encorajados a tomar ações violentas, como a execução de Marielle Franco no Centro do Rio de Janeiro e, ainda, o fuzilamento de cinco jovens negros da cena do hip hop em Maricá por milicianos.

É hora de uma contundente e unificada resposta aos bandos fascistas e também à ofensiva repressiva, econômica e social contra a classe trabalhadora e os oprimidos. Nossa força está na unidade na luta, como fizeram os servidores públicos de São Paulo que derrotaram o tucano João Doria com uma heroica e massiva greve.

Neste sentido, estaremos presentes no ato de Curitiba, nesta quarta-feira, 28 de março. Como também nos atos convocados na próxima semana em defesa das liberdades democráticas e contra a condenação e prisão de Lula. Defenderemos a unidade de ação de todos os partidos de esquerda (PSOL, PT, PCB, PCdoB, PSTU), sindicatos, coletivos e movimentos sociais (Povo Sem Medo, MTST, MST) para dar um basta às provocações fascistas. Os lutadores que nos antecederam ensinam que não residem em palavras e em chamados abstratos os combates capazes de resistir aos cursos reacionários de uma situação histórica. Organizar comitês, com agenda comum de iniciativas, promover atos de rua e ações permanentes que combinem as lutas de defesa dos direitos sociais, econômicos e democráticos com o enfrentamento à extrema-direita é um desafio que não figura na realidade atual como mera opção, mas como profunda necessidade.

  • Unidade de ação antifascista! Nenhuma tolerância aos grupos que disseminam o ódio e a violência!
  • Em defesa das liberdades democráticas! Contra a condenação e a prisão de Lula! Lula tem o direito de ser candidato!
  • Marielle Vive! Não à intervenção militar no Rio de Janeiro!
  • Em defesa dos direitos sociais! Fora Temer!


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antifacista / lula / psol / pt