Contra a direita, fortaleça a esquerda na internet

Na semana passada, das dez publicações sobre política mais vistas no Facebook, nove eram em páginas de direita. Apoiando-se na revolta com os “políticos” e a corrupção, na decepção com os governos petistas e no aumento da violência, a direita está vencendo com folga a batalha nas redes.

Após cada publicação, uma extensa rede repercute, potencializando o alcance nas fábricas, nas igrejas e nas ruas. É desta forma que estas ideias chegam aos grupos de whatsapp do trabalho e da família. Nesta cruzada, vale tudo, de notícias falsas a memes provocativos. Como o que  recorreu às batatas fritas em dobro em uma promoção da Black Friday para demonstrar a superioridade do capitalismo.

Distante de um programa comum para o País, o repertório da direita que cresceu na esteira do impeachment reúne a defesa da “família”, anticomunismo e afirmação do mercado, nacionalismo e combate à corrupção.

O ódio estimula comentários contra gays, lésbicas, transexuais, mulheres, negros e nordestinos. Ao mesmo tempo em que um jovem ator negro, depois de espancado por um grupo fascista em São Paulo, ainda fosse confundido com um assaltante.

Diante da violência, a direita defende o armamento dos “cidadãos de bem”, a pena de morte e o encarceramento em massa. Direitos Humanos virou palavrão, sinônimo de compactuar com o crime. Ao mesmo tempo em que ninguém mais parece se incomodar com homenagens a torturadores e generais e a defesa de uma intervenção militar.

Combatendo o absurdo 
A revolta com a direita muitas vezes é seguida de desânimo e cansaço. Afinal, como debater com o absurdo?

É preciso dizer que a batata frita no shopping não significa absolutamente nada. Ainda mais quando crianças desmaiam de fome nas escolas e a fome voltou a aumentar no mundo, atingindo 815 milhões de pessoas.

É preciso dizer que não há nada de moderno no trabalho intermitente, que paga por hora. E que as empresas que cobram redução dos gastos públicos devem bilhões à Previdência e dependem do dinheiro do estado. Que privatizar a Petrobras não é a saída. Que a Coréia do Norte não é socialista. É preciso repetir que as mulheres não devem ser obrigadas a ter filhos de estupradores. É preciso recordar que a ditadura retirou liberdades, torturou e matou. É necessário dizer o que parece óbvio.

Fortaleça a esquerda na internet. Doe ao Esquerda Online
A força dessa nova direita na internet não é novidade. Mas é preciso respostas à altura. Na internet cresce a resistência. Ativistas de esquerda, socialistas, feministas, jornalistas criam alternativas de comunicação diante de uma mídia que assumiu o golpe parlamentar e faz campanha pelas reformas. Produzem informação livre, mostram a vida nas comunidades, o genocídio da juventude negra, contam a vida e as lutas nas obras e nas fábricas.

O Esquerda Online é parte disso. Nosso site surgiu há pouco mais de um ano, e fomos um dos mais visitados quando o assunto foi a luta contra as reformas e o Fora Temer. Acompanhamos as lutas na América Latina, a greve das mulheres contra Trump e as lutas na Europa e na China. Fizemos luta política, divulgamos o socialismo e a Revolução Russa, iniciada com uma greve de mulheres operárias. Acompanhamos o debates da esquerda socialista no Brasil, e a busca por uma alternativa que negue a colaboração de classes dos governos petistas.

Agora, queremos fortalecer o Esquerda Online, com um novo site, novo design, uma ampla rede de colunistas, enfim, com uma ferramenta a altura da batalha que temos pela frente, contra a direita, a retirada de direitos e os retrocessos.

Precisamos da sua ajuda. Para manter nossa independência, lançamos uma campanha de financiamento coletivo (Crowdfunding), e pedimos a sua colaboração, de qualquer valor. Clique em benfeitoria.com/esquerdaonline e faça a sua contribuição. Fortaleça a esquerda na internet.

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