Partidos de oposição defendem saída de Temer e eleições diretas, em coletiva de imprensa

Pedido de impeachment será protocolado ao final da tarde, na Câmara

Da Redação

Novo pedido de impeachment contra o presidente presidente Michel Temer (PMDB) será protocolado às 17h desta quinta-feira (18), na Câmara dos Deputados, segundo divulgaram os partidos PSOL, PDT, PCdoB, PT, Rede, PSB e dissidentes do PTB, em coletiva de imprensa no início da tarde. O Esquerda Online acompanhou e transmitiu ao vivo direto de sua página no Facebook. Crime de responsabilidade e obstrução de justiça são os argumentos utilizados pelos parlamentares, que esperam a realização de eleições diretas a partir da aprovação de Emenda à Constituição (PEC), na terça-feira (23), na Comissão de Constituição e Justiça.

O anúncio foi feito pelo deputado do Psol do Rio de Janeiro Glauber Dias. “Os partidos que estão aqui representados, às 17h do dia de hoje, vão apresentar uma proposta de processo de impeachment de Temer, na Câmara dos Deputados. Além disso, nós entendemos que a única solução para a crise que está sendo enfrentada, gravíssima nesse momento, é a saída de Temer da Presidência da República e a convocação de novas eleições diretas” defendeu.

Segundo Glauber, o pedido de impeachment será acompanhado pelos representantes presentes na reunião e por outros agentes que, segundo ele “se somarão a esses esforços para que haja novas eleições no Brasil”. Para o parlamentar, “Só o que pode garantir legitimidade a um novo programa político no país é a eleição”.

O argumento dos parlamentares para o pedido de cassação do mandato de Temer está baseado na notícia que denuncia a tentativa do presidente de calar Eduardo Cunha (PMDB), na prisão,a partir de propina. A prova é um suposto áudio com conversa entre empresário da JBS e Temer, já em posse da Polícia Federal.  “O mais grave é a tentativa de obstrução da Justiça com as provas que já estão publicizadas e demonstram que Michel Temer se utilizou do cargo de presidente para estabelecimento não só de defesa pessoal, como de cerceamento de outros agente públicos, como Eduardo Cunha, no exercício de sua defesa. Esse flagrante consideramos que é mais do que suficiente para que ele saia do cargo e sejam feitas novas eleições”, argumentou o parlamentar.

Durante a coletiva, o também deputado pelo Psol Rio de Janeiro Chico Alencar, foi categórico: “Vamos estar presentes em todas as sessões e obstruí-las até que o Temer caia”. Para Alencar, não há condições para continuar o funcionamento normal da casa, até que o problema da crise política seja solucionado. “Não vai ter votação aqui enquanto essa situação esdrúxula não for resolvida”, disse. O parlamentar afirmou, ainda, que há uma tentativa de estabelecer um recesso “branco e pálido do medo e da covardia”, na casa.

Para que haja eleição direta, no entanto, os deputados contam com a possibilidade de mudança na constituição a partir de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Segundo afirmaram na coletiva, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça teria se comprometido a pautar, na próxima terça-feira, a matéria que já está em tramitação. “Todos os nossos esforços vão ser para que essa PEC seja aprovada”, declarou Glauber.

Assista à coletiva transmitida ao vivo pelo Esquerda Online

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