Lutar quando é fácil ceder: é preciso derrotar o terror


Publicado em: 10 de outubro de 2026

Mauro Puerro, de São Paulo (SP)

Esse post foi criado pelo Esquerda Online.

Mauro Puerro, de São Paulo (SP)

Esquerda Online

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Crédito Ricardo Stuckert/Divulgação
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¨Sonhar mais um sonho impossível
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender¨
Mitch Leigh e Joe Darion
Versão de Chico Buarque e Rui Guerra

Há um inferno à nossa frente. Há um abismo terrível. Não podemos deixar o Brasil cair nele. Comandando o inferno está Flávio Bolsonaro. Junto dele, sua tropa de capetas. Todos os direitos sociais e trabalhistas conquistados com muita luta há décadas serão queimados por essa gangue de milicianos: férias, 13º, aumento do salário mínimo, redução da jornada de trabalho e muito mais. A educação, a saúde, a previdência, a aposentadoria, tudo e muito mais essa turma do mal quer trucidar. Querem queimar também os direitos duramente conquistados pelos setores mais oprimidos da nossa sociedade: os negros e negras, as mulheres, os LGBTQI+, os povos originários. Como se não bastasse tudo isso, a frágil democracia arrancada com o fim da ditadura estará por um fio com o miliciano no poder. Com o congresso e o supremo na suas mãos, pretende mudar a constituição, estender seu mandato e manter a familícia no planalto por décadas. Será o terror. É preciso impedir. É preciso reagir. É por nós. É pela nossa sobrevivência. É por nossos filhos e netos. O voto em Lula é o instrumento que temos para impedir essa barbárie.

É urgente expandir esta resistência para toda a classe trabalhadora e para os setores mais oprimidos e explorados da nossa sociedade. Todas essas ações descentralizadas devem se juntar em grandes atos unitários. Não dar folga à barbárie, atos e ações permanentes até o dia 25. A juventude mostrou o caminho.

Felizmente há um levante na juventude contra Flávio Bolsonaro: centenas de assembleias nas universidades e demais instituições de ensino. Atos, passeatas e manifestações pelo país são um fenômeno maravilhoso contra o perigo iminente. Temos que fazer esse levante virar um tsunami: atingir a casa de milhares e se expandir para todas as cidades. Também são fundamentais as manifestações de artistas, grupos culturais, intelectuais, esportistas e diferentes figuras públicas se posicionando contra o terror e chamando o voto em Lula para barrá-lo. Assim como são muito importantes as plenárias, as assembleias e os atos nos sindicatos e nos movimentos sociais. É urgente expandir esta resistência para toda a classe trabalhadora e para os setores mais oprimidos e explorados da nossa sociedade. Todas essas ações descentralizadas devem se juntar em grandes atos unitários. Não dar folga à barbárie, atos e ações permanentes até o dia 25. A juventude mostrou o caminho.

Isso tudo é muito importante, mas não basta. É preciso mais. Cada pessoa que for à rua deve também criar um grupo para virar/ganhar votos. A batalha se dá nas ruas, nas redes e também no tete-a-tete, nas conversas cara-a-cara. Vamos formar grupos nas escolas, nos locais de trabalho, nas famílias, nos bairros, com os vizinhos, enfim onde der. Podemos e devemos criar uma rede poderosa, um exército de pessoas em todas as regiões do Brasil que impeça a vitória do fascista. Uma rede imensa de pessoas que explique pacientemente quem é Flávio Bolsonaro e o terror que seu governo seria. Que converse educadamente com as pessoas sobre o desastre que pode acontecer. Lula tem que reconhecer que precisa fazer mais, que o que fez, apesar de positivo, ainda é insuficiente. É necessário atender as reivindicações concretas do nosso povo que carrega esse país nas costas. Somos milhares. É possível ganhar. Temos duas semanas decisivas à nossa frente.

Estamos enfrentando um inimigo poderoso. Não é apenas Flávio Bolsonaro. Com ele estão as big techs, os algorítimos, os robôs, o poderio econômico. Estamos enfrentando Trump, que quer a vitória da família Bolsonaro para abocanhar nossas terras raras, nosso petróleo, nossa água, a Amazônia. Enfim todas nossas riquezas. O império norte-americano também quer o fim do pix e o controle total sobre nosso país. Quer o fim de nossa soberania. Estamos enfrentando as mentiras, as fake News. Flávio, na campanha pública, vai negar todas as maldades que estão no seu programa e que já foram acordadas com o ¨deus mercado financeiro¨. Ele é o rei da mentira. Mas é possível derrotá-los. Também temos muita força. Nossa união, a verdade, a força dos argumentos podem ser decisivas. Como diz a canção: ¨Vencer o inimigo invencível. Voar num limite improvável. Tocar o inacessível chão¨. Vamos à luta nas ruas, nas redes, nas casas.


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