Cinco fatos que mostram risco iminente de agressão dos EUA à Cuba


Publicado em: 21 de maio de 2026

André Freire, do Rio de Janeiro (RJ)

Esse post foi criado pelo Esquerda Online.

André Freire, do Rio de Janeiro (RJ)

Esquerda Online

Esse post foi criado pelo Esquerda Online.

Compartilhe:
Ouça a Notícia:

O aumento das tensões políticas e agressões diplomáticas dos Estados Unidos contra Cuba, nas últimas semanas, e nos últimos dias, inclusive, vem colocado o mundo em alerta quanto à possibilidade de uma escalada militar ou de ações mais agressivas de pressão política e econômica contra Havana. Alguns fatos recentes são apontados como sinais de um risco iminente de ataque militar ou de tentativa de mudança forçada de regime na Ilha. São eles:

1 A movimentação militar norte-americana no Caribe é vista como um dos principais sinais de pressão. O envio do porta-aviões USS Nimitz e de seu grupo de ataque para a região ocorreu logo após o indiciamento de Raul Castro pela justiça dos EUA. O grupo naval inclui destróieres e aeronaves de combate, em uma demonstração de força que não pode ser ignorada. E deve ser totalmente repudiada.

2 As declarações recentes de Donald Trump aumentaram ainda mais a tensão diplomática. Em eventos públicos e privados, Trump afirmou que os EUA poderiam “assumir o controle” de Cuba “quase imediatamente”, além de relacionar o futuro da ilha aos conflitos envolvendo o Irã. Em outras falas, chamou Cuba de “nação fracassada” e disse que o governo cubano estaria “pedindo ajuda” a Washington. Nesta semana, o secretário de estado estadunidense, Marco Rubio, falou em espanhol, que os cubanos precisam de uma “nova Cuba”, em alusão direta à mudança de governo e regime na Ilha, em mais um desrespeito com a soberania cubana.

3 O indiciamento criminal de Raúl Castro, um líder político da geração revolucionária de 1959, e de outros expressivos dirigentes cubanos representa uma escalada inédita na política norte-americana contra Havana. O Departamento de Justiça dos EUA acusou o ex-líder cubano de homicídio, conspiração e destruição de aeronaves por conta do episódio de 1996, há 30 anos, envolvendo aviões de exilados cubanos. Analistas apontam que medidas judiciais desse tipo costumam ser utilizadas para isolar governos considerados inimigos e justificar futuras ações internacionais. Não podemos esquecer jamais que estes mesmo operativo foi realizado contra Maduro, o que acabou com seus sequestro ilegal e ilegítimo, no dia 3 de janeiro deste ano.

4 A atual pressão sobre Cuba também aparece como uma demonstração de força dos EUA após os impasses enfrentados no chamado Oriente Médio, especialmente em relação ao Irã. Em discursos recentes, Trump sugeriu que resolveria primeiro “o problema iraniano” antes de agir contra Cuba, associando explicitamente os dois cenários geopolíticos. Para alguns analistas políticos, Washington pode usar uma ação em Cuba para tentar reafirmar sua influência global e mostrar capacidade de intervenção em diferentes regiões ao mesmo tempo.

5 Outro elemento importante é o condicionamento de ajuda econômica e humanitária a mudanças políticas em Cuba. O secretário de Estado Marco Rubio ofereceu ajuda financeira e humanitária ao povo cubano, mas vinculando qualquer aproximação a reformas profundas e ao enfraquecimento do atual regime socialista. Paralelamente, os EUA mantêm sanções econômicas e restrições energéticas que agravam a crise interna da ilha, intensificando ainda mais o bloqueio econômico que mantém há décadas contra a nação cubana. 

Diante do grave risco iminente, intensificar a campanha de solidariedade

Não existe tarefa mais importante na atual conjuntura internacional, sobretudo latinoamericana, do que desenvolver a campanha de solidariedade à Cuba e de denúncia dos ataques imperialistas e de extrema direita do governo Trump contra a Ilha.

Do atual governo cubano, devemos esperar uma intensificação da lutas em defesa da sua soberania, ampliando e democratizando as ações de resistência no interior da Ilha, e intensificando ainda mais o chamado à solidariedade internacional, com destaque para os eventos que ocorrerão em agosto em Havana, lembrando os 100 anos do nascimento de Fidel Castro.

a esquerda e os movimentos sociais devem intensificar as campanhas de arrecadação financeira, de remédios e painéis solares, da mesma forma que cobrem dos seus governos nacionais que sejam solidários na prática com Cuba e se posicionem contra todo e qualquer ataque à soberania cubana, especialmente contra uma ação militar estadunidenses.

Neste momento agudo, a esquerda e os movimentos sociais devem intensificar as campanhas de arrecadação financeira, de remédios e painéis solares, da mesma forma que cobrem dos seus governos nacionais que sejam solidários na prática com Cuba e se posicionem contra todo e qualquer ataque à soberania cubana, especialmente contra uma ação militar estadunidenses.

Especialmente, pela importância do Brasil no continente e o papel de destaque do presidente Lula, é muito importante que o governo brasileiro amplie a ajuda humanitária, condene novamente o bloqueio econômico e energético e se disponha a liderar um grupo de países que se opunham categoricamente a qualquer ataque militar à Cuba.

Ao lado do povo cubano, contra Trump. O momento é decisivo e exige uma ação contundente de intensificar a campanha de solidariedade.

Fora EUA de Cuba e da América Latina!


Contribua com a Esquerda Online

Faça a sua contribuição