Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde cobra medidas para que 70% possam ficar em casa e lockdown nas regiões mais graves
Manifesto divulgado hoje denuncia governo e apresenta medidas urgentes contra o coronavírus. Leia abaixo:
Publicado em: 18 de maio de 2020
Manifesto em defesa da vida, contra a política de morte e por medidas urgentes de enfrentamento do coronavírus para reverter o colapso do sistema de saúde no Brasil
A Frente Nacional contra a Privatização da Saúde, movimento nacional que reúne diversos movimentos sociais, sindicatos, partidos políticos, executivas de estudantes e militantes, no contexto de emergência da pandemia do novo coronavírus e do colapso do sistema de saúde, vem tornar pública a necessidade do Governo Federal e do Ministério da Saúde adotarem medidas urgentes para o combate à Covid-19, tendo em vista o genocídio em curso.
O Brasil caminha para ser o epicentro mundial da pandemia, com o maior ritmo de crescimento de número de casos e de mortes do mundo, quatro vezes maior que a média mundial. Somos o segundo país com mais mortes diárias e com maior número de pacientes internados em estado grave. Realidade que deve ser bem pior decorrente da subnotificação existente, já que o Brasil é um dos países que menos testa para o coronavírus entre os 15 países mais atingidos pela pandemia, são realizados apenas 3.459 testes por milhão de habitantes. O número de mortes pela Covid-19 deve ser superior ao divulgado, visto que muitos resultados de testes têm saído após o óbito e muitas pessoas têm morrido em casa sem diagnóstico.
A situação do país tem se agravado pela ação criminosa do Presidente da República, que junto a grupos de empresários, tem incentivado a população a ir às ruas e a desobedecer as medidas de distanciamento e isolamento social recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e seguidas por todos os países atingidos pela Covid-19. O Governo Federal tem empreendido esforços para estabelecer uma falsa normalidade em nome do lucro, negando a Ciência e banalizando as milhares de mortes que só aumentam em todo país.
Do andar de cima, se sentem fortes e imortais, uma raça superior e orquestram a política de morte para os considerados, por eles, fracos e descartáveis: idosos, pobres, negras e negros, indígenas, quilombolas, sujeitos LGBTs, população em situação de rua, desempregados/as, informais, classe trabalhadora e ativistas.
A troca sucessiva de Ministro da Saúde expressa o negacionismo das evidências científicas para empreender a abjeta política de morte. Ao oficializar a flexibilização da quarentena e apoiar o uso da cloroquina em pacientes com sintomas leves de coronavírus, o governo federal radicaliza essa política. Destaca-se que pesquisadores da Fiocruz vêm recebendo ameaças e ataques de seguidores do presidente, após a divulgação de resultados preliminares de estudo sobre o uso da cloroquina em pacientes de Covid-19.
Esse posicionamento do Governo Federal tem influenciado na diminuição da taxa de isolamento social e no aumento das curvas de contágio e de óbito, abrindo o caminho para o rápido colapso do sistema de saúde já observado em vários estados em que as filas de espera por leitos aumentam e os espaços para enterrar os mortos pela Covid-19 se esgotam. A necessidade de adoção de fila única de leitos públicos e privados para internações hospitalares e UTIs sob regulação do Sistema Único de Saúde (SUS) é premente, pois todas as vidas importam.
A política de morte é escancarada com a Medida Provisória 966, de 13/05/20, que dispõe sobre a não responsabilização de agentes públicos por ação e omissão em atos relacionados com a pandemia da Covid-19, inclusive sobre seus efeitos sociais e econômicos. Com essa MP o Governo Federal “lava as mãos com sangue” e se auto protege da sua ação criminosa de extermínio da população brasileira. A saga para impor uma falsa normalidade “para salvar a economia” persiste ao iniciar um plano de retorno dos servidores públicos ao trabalho presencial, quando os cadáveres se amontoam por falta de covas em várias regiões do país.
A pandemia evidencia a importância de fortalecer o SUS público estatal, com uma rede de atenção primária e de média e alta complexidade estruturada, associada a uma política de valorização das trabalhadoras e trabalhadores da saúde, com vínculos estáveis, salários e jornadas de trabalho justas. É urgente a obtenção dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e de testagem para essas/es trabalhadoras/es. As perdas já registradas são irreparáveis.
No enfrentamento do coronavírus a necessidade de cumprimento do isolamento social tornou mais evidente as diferentes realidades sanitárias e de condições de vida da população, fruto da imensa desigualdade social no país. Realidade que demonstra o fracasso do neoliberalismo e a necessidade de o Estado atuar nos determinantes sociais do processo saúde doença, ampliando as políticas sociais. Pesquisas apontam que quem morre mais na pandemia são negros e pobres, demonstrando que a Covid-19 também é atravessada pela questão de raça e de classe.
O descaso do Governo Federal no combate à Covid-19 também é revelado no pouco investimento no Ministério da Saúde, já que o montante de R$ 18,9 bilhões alocado por esse Ministério no combate à pandemia é inferior ao valor de R$ 22,5 bilhões que foi subtraído desta pasta pela Emenda Constitucional n. 95. Além disso, desse total, apenas R$ 5,7 bilhões foram efetivamente gastos, o que não representa nem a metade dos recursos disponíveis para a epidemia. Situação inaceitável quando ainda faltam EPIs, respiradores e testes de diagnóstico em todo país, no período muito próximo ao pico da Covid-19.
A inércia e o descaso do Governo Federal e Ministério da Saúde frente ao grave quadro apresentado, leva a Frente Nacional contra a Privatização da Saúde a exigir uma atuação firme deste Ministério no enfrentamento da Covid-19, sob pena de ser responsabilizado pelo genocídio em curso. A projeção do número de mortes, caso não seja revertido o ritmo atual (2.45 vezes em 14 dias), será de 30.390 mortos em 26/5, de 74.455, em 9/6, e 184.241 em 23/6. Mortes evitáveis se o Governo Federal tomar medidas para controlar a propagação do vírus e combater a Covid-19.
Diante do exposto, para evitar o aprofundamento do colapso do sistema de saúde e as mortes decorrentes, é urgente que o Governo Federal:
Adote medidas de isolamento social para 70% da população, e lockdown nas regiões mais graves em que se aplica.
Realize os testes de diagnóstico em massa para controle do coronavírus, como foi anunciado.
Reative de imediato os leitos que estão inativos em hospitais públicos e realize a recomposição e ampliação da rede básica para fazer ações que são fundamentais para o manejo dos casos e redução das internações: a vigilância no território, a educação em saúde e o acompanhamento domiciliar dos casos leves.
Aumente a rede de serviços disponibilizada para o atendimento aos doentes de Covid-19, de forma equânime em todo país, com contratação de mais trabalhadoras/es, aquisição de EPIs, e de ventiladores mecânicos.
Revogue a Medida Provisória 966, de 13/05/20, que dispõe sobre a não responsabilização de agentes públicos por ação e omissão em atos relacionados com a pandemia da Covid-19. Medida que protege agentes públicos que negligenciarem a pandemia, permitindo a agirem com dolo, com irresponsabilidade, e com medidas que podem vir a piorar a vida das pessoas.
Adote a fila única de leito, de imediato, por meio da requisição compulsória, de forma emergencial e mediante indenização, de toda a capacidade hospitalar privada existente no país e implante um controle e coordenação da utilização de todos os leitos públicos e privados, inclusive os hospitais militares, pelo SUS, para garantir o acesso universal e igualitário dos casos graves da Covid-19.
Forneça com urgência os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para todas trabalhadoras e trabalhadores da saúde e disponibilize testes.
Recomponha os quadros do Ministério da Saúde com seus profissionais de carreira, pois sua substituição por militares sem experiência na saúde pública, como vem ocorrendo em pleno crescimento de contágio e mortes pela Covid-19, coloca em risco as vidas das/os brasileiras/os.
Revogue a Portaria nº 340/2020 do Ministério da Cidadania que coloca em risco os usuários de drogas internados nas comunidades terapêuticas, ao não diminuir a população internada, ao não propor a necessidade do uso de EPIs e ao não exigir um Plano de Contingenciamento para enfrentamento ao novo coronavírus nestes espaços.
Amplie as ações necessárias para dar condições dignas às populações vulneráveis para seguirem o isolamento social, destacando o pagamento imediato do auxílio emergencial para todos que ainda não tiveram seus cadastros aprovados e o aumento do valor pago, de 600 reais, insuficiente para garantir as condições mínimas de vida.
Implante, em parceria com secretarias estaduais e municipais, barreiras sanitárias e de medidas de proteção social – alimentação, higienização e demais condições para suprir as necessidades básicas – para as comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, e para os acampamentos por moradia e pela reforma agrária.
Desenvolva uma política de proteção e fomento da produção nacional de testes, respiradores, EPIs, com base numa indústria estatal e nos projetos em desenvolvimento por universidades e institutos de pesquisa públicos.
Suspenda a realização do Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM, com o intuito de impor uma situação de normalidade para a volta às aulas, desconsiderando a realidade de desigualdade social dos estudantes e de falta de acesso à internet.
Revogue a Portaria 343 MEC, de 17 de março 2020, a qual, na tentativa de estabelecer uma pseudonormalidade em plena pandemia, autoriza a substituição das aulas presenciais por aulas em meios digitais, atendendo aos interesses dos grupos econômicos que veem na pandemia uma oportunidade para a expansão dos negócios de educação mediada por EaD.
Estabeleça um rol de medidas para evitar demissões ou redução de salários das/os trabalhadoras/es públicos e privados, e para garantir a estabilidade do emprego frente às medidas de isolamento social.
Revogue a Emenda Constitucional n. 95 que congelou os gastos sociais por 20 anos.
Invista mais recursos na saúde pública estatal e nas demais políticas sociais para enfrentar a desigualdade social e sanitária no país.
Crie a taxação das grandes fortunas e realize a auditoria da dívida pública com propósito de investir para atender às necessidades da maioria da população.
Exigimos as respostas às propostas apresentadas, com a urgência que a situação impõe, porque muitas mortes são evitáveis e todas as vidas importam!
Em defesa da vida, contra a política de morte, pela adoção das medidas recomendadas pela OMS! Fique em casa!
FRENTE NACIONAL CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE - FNCPS
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Nota de repúdio à ingerência política e a militarização do Ministério da Saúde
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MANIFESTO FNCPS
Manifesto em defesa da vida, contra a política de morte e por medidas urgentes de enfrentamento do coronavírus para reverter o colapso do sistema de saúde no Brasil
A Frente Nacional contra a Privatização da Saúde, movimento nacional que reúne diversos movimentos sociais, sindicatos, partidos políticos, executivas de estudantes e militantes, no contexto de emergência da pandemia do novo coronavírus e do colapso do sistema de saúde, vem tornar pública a necessidade do Governo Federal e do Ministério da Saúde adotarem medidas urgentes para o combate à Covid-19, tendo em vista o genocídio em curso.
O Brasil caminha para ser o epicentro mundial da pandemia, com o maior ritmo de crescimento de número de casos e de mortes do mundo, quatro vezes maior que a média mundial. Somos o segundo país com mais mortes diárias e com maior número de pacientes internados em estado grave. Realidade que deve ser bem pior decorrente da subnotificação existente, já que o Brasil é um dos países que menos testa para o coronavírus entre os 15 países mais atingidos pela pandemia, são realizados apenas 3.459 testes por milhão de habitantes. O número de mortes pela Covid-19 deve ser superior ao divulgado, visto que muitos resultados de testes têm saído após o óbito e muitas pessoas têm morrido em casa sem diagnóstico.
A situação do país tem se agravado pela ação criminosa do Presidente da República, que junto a grupos de empresários, tem incentivado a população a ir às ruas e a desobedecer as medidas de distanciamento e isolamento social recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e seguidas por todos os países atingidos pela Covid-19. O Governo Federal tem empreendido esforços para estabelecer uma falsa normalidade em nome do lucro, negando a Ciência e banalizando as milhares de mortes que só aumentam em todo país.
Do andar de cima, se sentem fortes e imortais, uma raça superior e orquestram a política de morte para os considerados, por eles, fracos e descartáveis: idosos, pobres, negras e negros, indígenas, quilombolas, sujeitos LGBTs, população em situação de rua, desempregados/as, informais, classe trabalhadora e ativistas.
A troca sucessiva de Ministro da Saúde expressa o negacionismo das evidências científicas para empreender a abjeta política de morte. Ao oficializar a flexibilização da quarentena e apoiar o uso da cloroquina em pacientes com sintomas leves de coronavírus, o governo federal radicaliza essa política. Destaca-se que pesquisadores da Fiocruz vêm recebendo ameaças e ataques de seguidores do presidente, após a divulgação de resultados preliminares de estudo sobre o uso da cloroquina em pacientes de Covid-19.
Esse posicionamento do Governo Federal tem influenciado na diminuição da taxa de isolamento social e no aumento das curvas de contágio e de óbito, abrindo o caminho para o rápido colapso do sistema de saúde já observado em vários estados em que as filas de espera por leitos aumentam e os espaços para enterrar os mortos pela Covid-19 se esgotam. A necessidade de adoção de fila única de leitos públicos e privados para internações hospitalares e UTIs sob regulação do Sistema Único de Saúde (SUS) é premente, pois todas as vidas importam.
A política de morte é escancarada com a Medida Provisória 966, de 13/05/20, que dispõe sobre a não responsabilização de agentes públicos por ação e omissão em atos relacionados com a pandemia da Covid-19, inclusive sobre seus efeitos sociais e econômicos. Com essa MP o Governo Federal “lava as mãos com sangue” e se auto protege da sua ação criminosa de extermínio da população brasileira. A saga para impor uma falsa normalidade “para salvar a economia” persiste ao iniciar um plano de retorno dos servidores públicos ao trabalho presencial, quando os cadáveres se amontoam por falta de covas em várias regiões do país.
A pandemia evidencia a importância de fortalecer o SUS público estatal, com uma rede de atenção primária e de média e alta complexidade estruturada, associada a uma política de valorização das trabalhadoras e trabalhadores da saúde, com vínculos estáveis, salários e jornadas de trabalho justas. É urgente a obtenção dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e de testagem para essas/es trabalhadoras/es. As perdas já registradas são irreparáveis.
No enfrentamento do coronavírus a necessidade de cumprimento do isolamento social tornou mais evidente as diferentes realidades sanitárias e de condições de vida da população, fruto da imensa desigualdade social no país. Realidade que demonstra o fracasso do neoliberalismo e a necessidade de o Estado atuar nos determinantes sociais do processo saúde doença, ampliando as políticas sociais. Pesquisas apontam que quem morre mais na pandemia são negros e pobres, demonstrando que a Covid-19 também é atravessada pela questão de raça e de classe.
O descaso do Governo Federal no combate à Covid-19 também é revelado no pouco investimento no Ministério da Saúde, já que o montante de R$ 18,9 bilhões alocado por esse Ministério no combate à pandemia é inferior ao valor de R$ 22,5 bilhões que foi subtraído desta pasta pela Emenda Constitucional n. 95. Além disso, desse total, apenas R$ 5,7 bilhões foram efetivamente gastos, o que não representa nem a metade dos recursos disponíveis para a epidemia. Situação inaceitável quando ainda faltam EPIs, respiradores e testes de diagnóstico em todo país, no período muito próximo ao pico da Covid-19.
A inércia e o descaso do Governo Federal e Ministério da Saúde frente ao grave quadro apresentado, leva a Frente Nacional contra a Privatização da Saúde a exigir uma atuação firme deste Ministério no enfrentamento da Covid-19, sob pena de ser responsabilizado pelo genocídio em curso. A projeção do número de mortes, caso não seja revertido o ritmo atual (2.45 vezes em 14 dias), será de 30.390 mortos em 26/5, de 74.455, em 9/6, e 184.241 em 23/6. Mortes evitáveis se o Governo Federal tomar medidas para controlar a propagação do vírus e combater a Covid-19.
Diante do exposto, para evitar o aprofundamento do colapso do sistema de saúde e as mortes decorrentes, é urgente que o Governo Federal:
- Adote medidas de isolamento social para 70% da população, e lockdown nas regiões mais graves em que se aplica.
- Realize os testes de diagnóstico em massa para controle do coronavírus, como foi anunciado.
- Reative de imediato os leitos que estão inativos em hospitais públicos e realize a recomposição e ampliação da rede básica para fazer ações que são fundamentais para o manejo dos casos e redução das internações: a vigilância no território, a educação em saúde e o acompanhamento domiciliar dos casos leves.
- Aumente a rede de serviços disponibilizada para o atendimento aos doentes de Covid-19, de forma equânime em todo país, com contratação de mais trabalhadoras/es, aquisição de EPIs, e de ventiladores mecânicos.
- Revogue a Medida Provisória 966, de 13/05/20, que dispõe sobre a não responsabilização de agentes públicos por ação e omissão em atos relacionados com a pandemia da Covid-19. Medida que protege agentes públicos que negligenciarem a pandemia, permitindo a agirem com dolo, com irresponsabilidade, e com medidas que podem vir a piorar a vida das pessoas.
- Adote a fila única de leito, de imediato, por meio da requisição compulsória, de forma emergencial e mediante indenização, de toda a capacidade hospitalar privada existente no país e implante um controle e coordenação da utilização de todos os leitos públicos e privados, inclusive os hospitais militares, pelo SUS, para garantir o acesso universal e igualitário dos casos graves da Covid-19.
- Forneça com urgência os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para todas trabalhadoras e trabalhadores da saúde e disponibilize testes.
- Recomponha os quadros do Ministério da Saúde com seus profissionais de carreira, pois sua substituição por militares sem experiência na saúde pública, como vem ocorrendo em pleno crescimento de contágio e mortes pela Covid-19, coloca em risco as vidas das/os brasileiras/os.
- Revogue a Portaria nº 340/2020 do Ministério da Cidadania que coloca em risco os usuários de drogas internados nas comunidades terapêuticas, ao não diminuir a população internada, ao não propor a necessidade do uso de EPIs e ao não exigir um Plano de Contingenciamento para enfrentamento ao novo coronavírus nestes espaços.
- Amplie as ações necessárias para dar condições dignas às populações vulneráveis para seguirem o isolamento social, destacando o pagamento imediato do auxílio emergencial para todos que ainda não tiveram seus cadastros aprovados e o aumento do valor pago, de 600 reais, insuficiente para garantir as condições mínimas de vida.
- Implante, em parceria com secretarias estaduais e municipais, barreiras sanitárias e de medidas de proteção social – alimentação, higienização e demais condições para suprir as necessidades básicas – para as comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, e para os acampamentos por moradia e pela reforma agrária.
- Desenvolva uma política de proteção e fomento da produção nacional de testes, respiradores, EPIs, com base numa indústria estatal e nos projetos em desenvolvimento por universidades e institutos de pesquisa públicos.
- Suspenda a realização do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM, com o intuito de impor uma situação de normalidade para a volta às aulas, desconsiderando a realidade de desigualdade social dos estudantes e de falta de acesso à internet.
- Revogue a Portaria 343 MEC, de 17 de março 2020, a qual, na tentativa de estabelecer uma pseudonormalidade em plena pandemia, autoriza a substituição das aulas presenciais por aulas em meios digitais, atendendo aos interesses dos grupos econômicos que veem na pandemia uma oportunidade para a expansão dos negócios de educação mediada por EaD.
- Estabeleça um rol de medidas para evitar demissões ou redução de salários das/os trabalhadoras/es públicos e privados, e para garantir a estabilidade do emprego frente às medidas de isolamento social.
- Revogue a Emenda Constitucional n. 95 que congelou os gastos sociais por 20 anos.
- Invista mais recursos na saúde pública estatal e nas demais políticas sociais para enfrentar a desigualdade social e sanitária no país.
- Crie a taxação das grandes fortunas e realize a auditoria da dívida pública com propósito de investir para atender às necessidades da maioria da população.
Exigimos as respostas às propostas apresentadas, com a urgência que a situação impõe, porque muitas mortes são evitáveis e todas as vidas importam!
Em defesa da vida, contra a política de morte, pela adoção das medidas recomendadas pela OMS! Fique em casa!
FRENTE NACIONAL CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE – FNCPS
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