O SUS no DF tem voz: Enfermeira Karine 5080


Publicado em: 2 de setembro de 2026

Karine Afonseca, de Brasília DF

Esse post foi criado pelo Esquerda Online.

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O Sistema Único de Saúde (SUS) tem sido cada vez mais atacado. No Distrito Federal (DF), a sua voz tem sido silenciada.

As vozes que predominantemente se fazem escutar são aquelas das grandes empresas e dos grandes empresários, que transformam a saúde em mercadoria; são as vozes endinheiradas, que pouco ligam para aquelas vozes que realmente necessitam do SUS.

Como resultados: falta de serviços, filas gigantes, desassistência, mortes. Nem mesmo a voz da usuária e do usuário do SUS tem sido escutada no DF.

Uma das piores redes de saúde mental do Brasil. O mesmo cenário de carência quanto à saúde bucal. Atenção primária à saúde com cobertura aquém do necessário. Urgência e emergência igualmente precárias. Um cenário de caos.

Para piorar, a voz das trabalhadoras e dos trabalhadores da saúde também tem sido silenciada. Faltam serviços, mas também profissionais: um déficit de cerca de 25 mil, de todas as profissões. Não à toa, boa parte dos poucos profissionais – cerca de 20% – está afastada por questões de saúde (ou melhor, de adoecimento). Nem mesmo o grito do adoecimento e do sofrimento daquelas e daqueles que são colocadas/os a cuidar do outro, tem sido ouvido. Ao que tudo indica, trabalhar na saúde do DF tem feito mal à saúde das pessoas.

É contra todo este silenciamento que venho me apresentar e dizer, em alto e bom som: o SUS no DF tem voz. E ela será escutada!

Ao longo de minha trajetória, tenho sido uma importante voz na defesa do SUS no DF. Essa trajetória de luta teve início ainda no movimento estudantil, quando era estudante de Enfermagem, na Universidade de Brasília, já reconhecendo, inclusive, que saúde e educação como direitos, públicas e de qualidade, se fortalecem.

Lembro aqui em especial, a luta que travei, junto de muitas e muitos colegas enfermeiras e enfermeiros no contexto da pandemia, contra o antigo governo genocida, que nos custou 700 mil mortes. Estive na linha de frente, como trabalhadora da enfermagem e da saúde, mas também como militante do SUS.

Ainda quanto à enfermagem, destaco a luta que estamos travando pela isonomia salarial da enfermagem, por melhores condições de trabalho para as diferentes categorias que constroem e sustentam o SUS (médicos, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, farmacêuticos, fisioterapeutas, dentistas, educadores físicos, biomédicos, fonoaudiólogos, entre outras), e pela ampliação e qualificação dos serviços destinados à população do Distrito Federal. Também tive a oportunidade de idealizar um projeto que ampliou em mais de 140% o acesso das mulheres ao DIU de cobre no DF. Para mim, isso é política pública na prática: garantir que cada mulher possa ter mais autonomia para decidir sobre seu próprio corpo e seu futuro.

Não suficiente, tenho a honra de ser presidenta da ABen-DF e conselheira do Conselho de Saúde do Distrito Federal. Nesses espaços, sigo defendendo aquilo em que acredito: uma saúde pública que cuide das pessoas de verdade e valorize quem trabalha para fazê-la acontecer.

Minha trajetória expressa o cotidiano de quem sustenta os serviços de saúde na linha de frente, articulando cuidado, conhecimento técnico e a sensibilidade própria de uma mulher e mãe que cuida.

Minha trajetória expressa o cotidiano de quem sustenta os serviços de saúde na linha de frente, articulando cuidado, conhecimento técnico e a sensibilidade própria de uma mulher e mãe que cuida.

Nos últimos anos, também tenho intensificado a minha atuação na luta contra o desmonte da saúde pública, promovido pelos governos de Ibaneis Rocha e Celina Leão, que tenta se desvincular do primeiro, mas que tem todas as impressões digitais no projeto de precarização para a privatização do SUS do DF.

Tanto as usuárias e os usuários do SUS quanto as trabalhadoras e os trabalhadores da saúde têm sido atingidos por um projeto de sucateamento deliberado e que se intensificou nos últimos oito anos nos governos de Ibaneis e Celina. Lemos quase todos os dias que uma pessoa querida se foi, em decorrência de falta de assistência na saúde. As filas para atendimento são cada vez maiores. Profissionais precisam improvisar pela falta de condições adequadas. Enquanto isso, reina nas redes sociais um mundo de faz de contas, no qual a atual governadora se presta a fazer inauguração de uma cerca, onde supostamente será construído um hospital.

É preciso que se diga: nada disso é culpa do SUS! Pelo contrário, o SUS é uma grande barreira de contenção à barbárie que nos assola. Se não fosse ele, nossa situação seria ainda pior. O SUS é tão importante, que os ataques a ele se dão desde a sua concepção, e, infelizmente, tem se intensificado na atual conjuntura, por meio de projetos que se põem a desfinanciá-lo, precarizá-lo, vendendo a terceirização e privatização como soluções – mas que pioram ainda mais a situação, como é possível ver no próprio DF, a partir do exemplo do IGES.

É por isso que precisamos de mais vozes que defendam o SUS na política. Precisamos eleger candidaturas que vocalizem a relevância do SUS e lutem para fortalecê-lo.

Nas lutas que carrego comigo, as quais excedem meu corpo e se coletivizam nos corpos, mentes e gargantas de muitas e muitos que lutam pelo mesmo ideal, acabo por trazer múltiplas vozes:

A voz de quem luta pelo SUS!
A voz das trabalhadoras e dos trabalhadores da saúde deste país!
A voz da enfermagem, a maior categoria profissional da saúde!
A voz de quem usa o SUS, e sabe que boa parte dos seus problemas não são do SUS, mas de projetos políticos e de sociedade que são antagônicos a ele e o atacam todos os dias!
A voz de mulheres e mães, que sustentam o cuidado em seu dia-a-dia!

São estas – e tantas outras – vozes, que quero fazer ecoar na Câmara dos Deputados, a partir de 2027.
O SUS no DF tem voz!
Prazer, Enfermeira Karine.
Candidata à deputada federal pelo PSOL-DF


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