Petrobrás apresenta proposta de PCCS absurda à FUP e frustra a categoria

Unir Federações e Sindicatos para rejeitar a proposta e pressionar por avanços!


Publicado em: 5 de agosto de 2026

Resistência petroleira RJ

Esse post foi criado pelo Esquerda Online.

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Esquerda Online

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Crédito Fernando Frazão/ Agência Brasil
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Depois de longa demora e em resposta às recentes mobilizações realizadas por diversas bases da FUP e da FNP, na última quinta-feira , dia 30, a empresa apresentou uma primeira proposta de PCCS à direção da FUP. Fica nítida a intenção da direção da empresa em enrolar ainda mais os trabalhadores, uma vez que ignora completamente a pauta apresentada de maneira conjunta pelas federações e sindicatos.

A proposta apresentada só traz pontos sobre à estruturação das carreiras e à mobilidade interna, sem qualquer menção à progressão salarial, que é justamente o ponto mais sensível à maioria da força de trabalho que está no PCR.  Isso após longas reuniões do GT onde ficou muito nítida a pauta dos trabalhadores de um plano único para todo sistema que tenha como parâmetro o PCAC, estabeleça regras transparentes de progressão e possibilidade de mobilidade de carreiras, assim como mitigue as desproporções causadas pela aplicação de dois planos nos últimos anos. 

É um absurdo que a Petrobrás chame as entidades sindicais para negociar o novo PCCS, após compromisso assumido na última greve e diversas mobilizações dos trabalhadores sobre o tema e ofereça essa proposta. Não altera em nada a situação atual de disparidade entre os PCAC e PCR assim como as regras de progressão subjetivas que na prática deixam a critério da gerência a concessão de aumento de nível por mérito.

Fica evidente que o objetivo da gestão Magda é mais uma vez desconsiderar as pautas da categoria e  protelar a negociação sem resolver nada. Foi essa postura da direção da empresa que nos obrigou a realizar a última greve, durante as negociações do ACT. Parece que não aprenderam nada! Frente a essa dinâmica na negociação a unidade da categoria é mais uma vez fundamental. Somente a união das federações e sindicatos, com mobilizações conjuntas, será possível destravar de fato a negociação do novo PCCS. 

Apostar na mobilização, mas não se negar a negociar
Suspender as ações não é desistir delas, FNP não pode ficar a reboque da FUP e da justiça!

A proposta foi apresentada somente a FUP, já que a FNP se negou a suspender temporariamente as ações que questionam o atual PCCS, exigência da empresa para que se estabelecesse a negociação em mesa. A exigência da empresa pode ser errada, mas o efeito prático em não fazer a suspensão, é simplesmente não negociar com a empresa. Vale lembrar que a FNP já fez a suspensão de ações em outros casos, como no tema da Petros e PEDs. Achamos que é um erro da direção essa posição, que na prática nos deixa à revelia da negociação da FUP ou da decisão da justiça. Obviamente a ação sobre a possibilidade dos novos adentrarem no PCAC não deve ser suspensa, pois não adentra ela não adentra no conteúdo em si do plano (objeto da mesa de negociação), mas se trata apenas de corrigir uma imposição ocorrida durante a gestão bolsonarista.

É importante esclarecer, que diferente do que tem afirmado parte da direção do Sindipetro RJ, suspender as ações durante a negociação não significa abrir mão delas. A suspensão permite que caso não haja acordo, a ação continue normalmente após encerrada a negociação.

Não existe nessa negociação (nem em nenhuma) uma garantia que vamos ao final ter uma boa proposta. No entanto, a direção não pode simplesmente abdicar de seu papel e deixar de buscar construir uma proposta alicerçada na pauta da categoria e na mobilização da base.

 Apesar dos recentes avanços em alguns processos que questionam o PCR na Transpetro, nada está garantido que iremos conseguir resolver os problemas do PCCS através do judiciário. Casos com o do Sindipetro PR e Caxias são emblemáticos. No Paraná após ganhar a ação contra o PCR, o sindicato foi forçado a assinar um acordo provisório, com um outro plano de cargos, para evitar que os avanços de nível e mudanças de ênfase fossem considerados ilegais. Já em Caxias a mesma ação foi ganha pelo sindicato a 4 anos, a empresa recorreu e segue parada aguardando julgamento desde então.

Vale também lembrarmos que os petroleiros tiveram duros golpes dados na 3ª Instância, com a ação da RSR e RMNR.

Achamos que o Sindipetro RJ e a direção da FNP devem urgentemente mudar essa postura, parar de depositar toda sua esperança de vitória nas mãos dos tribunais e abrir a negociação com a empresa, afinal esse é o papel esperado pela categoria de uma direção sindical responsável e comprometida com a luta.


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