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BRASIL

GDF executa mais uma megaoperação violenta na Ocupação CCBB

Rhayana Araújo, jornalista e militante do Subverta DF
Scarlett Rocha | Esquerda Online

Nesta quarta-feira (7) aconteceu mais uma ação truculenta do Governo do Distrito Federal, contra famílias catadoras de recicláveis que residem na Ocupação CCBB. No local, ocorreu uma megaoperação com Batalhão de Choque, tratores, polícia militar, DF Legal, helicóptero presidencial e drones que derrubaram barracos e a Escolinha do Cerrado, reconstruída no último domingo (4). A demolição da Escolinha foi violenta e criminosa, colocando em risco a vida de várias pessoas que estavam no teto dela.

Depois da demolição, os militantes Thiago Ávila, Erika Oliveira, Caio Barbosa e Pedro Felipe Menezes foram presos de forma arbitrária. A Polícia Militar impediu que tivessem acesso a advogados que estavam no local. Neste momento, eles estão na DEMA (Delegacia de Combate a Ocupação do Solo e aos Crimes contra Ordem Urbanística e o Meio Ambiente).

A Escolinha do Cerrado é um símbolo de resistência, onde 18 crianças têm acesso à educação durante a pandemia graças a uma equipe voluntária. Crianças que não têm a mínima condição material de participar do ensino remoto.

Uma estimativa é de que cada operação de despejo dessa custe cerca de R$ 250 mil reais. Só de segunda pra cá, foram cerca de R$ 500 mil gastos pelo governador Ibaneis para desabrigar famílias na pior fase da pandemia. Quantas vacinas daria para comprar com esse valor? Quantas vidas seriam salvas??

Situação das famílias

As famílias estão mais uma vez ao relento por ordem do governador Ibaneis Rocha, que passou por cima da lei distrital nº 6657/20 que proíbe despejos durante a pandemia. A demanda das famílias é por uma solução definitiva para moradia e por isso resistiram de forma pacífica a partir de um processo de organização coletiva que foi sendo tecida ao longo da resistência de despejos anteriores e da reconstrução recente.

Nesse momento, estão mais uma vez desabrigadas. A solução temporária de abrigos ou alojamentos não atende a necessidade mínimas das famílias, principalmente neste período em que deveriam ter sua segurança sanitária garantida.