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BRASIL

Recife: Frente de Esquerda não combina com PMB E PTC

Direção Municipal da Resistência/PSOL, em Recife, PE
Reprodução Facebook

Como já assinalamos em artigos anteriores, a Resistência (corrente interna do PSOL), avalia como progressiva e importante que parte expressiva do PT Recife, com a deputada federal Marília Arraes à frente, esteja disposta a batalhar para que o seu partido rompa com o governo burguês do PSB no Recife e, assim, realize com maior autoridade e força a outra tarefa colocada nestas eleições, que é o combate à visão bolsonarista de como os trabalhadores e a maioria do povo devem viver em suas cidades.

Neste sentido, nos posicionamos no debate interno que o PSOL Recife realizou sobre qual deveria ser a tática eleitoral do partido, apontando, ao lado de outros setores da organização, a necessidade de se construir uma Frente de Esquerda. Para o maior sucesso desta Frente, além do PT e PSOL, também víamos e continuamos a ver a importância que teria que outras organizações partidárias da esquerda e movimentos sociais estivessem rumando juntos, nas próximas eleições municipais, em torno de uma política e programa que expressasse, pela esquerda, os anseios e necessidades dos trabalhadores e setores oprimidos recifenses.

A Resistência defende que as organizações sociais e políticas que estão lutando para tornar o Recife uma cidade mais justa e solidária, realize juntas as tarefas políticas básicas colocadas nestas eleições: derrotar o PSB, a direita tradicional e o bolsonarismo.

Os que lutam por uma educação pública melhor, por um transporte público melhor, pelo reconhecimento do espaço do comércio informal, por moradia para quem não tem onde morar de forma digna, contra os vários tipos de opressão que faz parte do cotidiano desta cidade desde que o Recife é Recife, estes sim, é que devem ter espaço numa Frente de Esquerda. Qualquer composição desta Frente para além deste espectro político, é uma desfiguração desmoralizante desta.

Por isto, nós da Resistência manifestamos a nossa lamentação e desacordo pela presença, na Frente de Esquerda, de partidos que fazem parte do espectro do conservadorismo e da direita na realidade política brasileira, como é o caso do PMB e PTC. Aproveitamos para alertar para o aumento do risco que estas duas organizações trazem para o interior da Frente de Esquerda, no sentido de pressionarem pelo rebaixamento político e programático da Frente, além de que gerarão cobranças da direita e do candidato da gestão sobre tal incoerência, nos futuros debates públicos que estão por vir.

Da nossa parte reafirmamos que a razão de ser da Frente de Esquerda, encabeçada por Marília Arraes, é ser consequente na crítica e na oposição pela esquerda do que tem sido a gestão de Geraldo Júlio, Paulo Câmara e Bolsonaro, de outra forma não passará de repetições requentadas de coligações da esquerda com as oligarquias da cidade, experiência que já foram fracassadas no passado recente. Por isso, fora o PMB e PTC da Frente de Esquerda!