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MOVIMENTO

Todo apoio à greve na Renault Paraná. Readmissão dos 747 demitidos já!

Vinicius Prado, de Curitiba, PR
Divulgação / SIMEC

No dia 21 de julho, os trabalhadores da fábrica Renault na cidade de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, receberam o anúncio de 747 demissões. A justificativa da montadora é a queda nas vendas, o sindicato vinha há cerca de 50 dias em um processo de negociação, e diante das demissões, convocou a categoria para a greve.

A Renault, além de ter alcançado lucros bilionários no últimos anos, tem desde que se instalou no Paraná, um histórico de muitas isenções de impostos e incentivos por parte de todas as esferas do poder público, ou seja, a montadora se beneficiou de muito dinheiro público nestes anos todos.

Já seria suficientemente questionável uma empresa que se beneficiou de recursos públicos em um momento de crise jogar as conta nas costas dos trabalhadores que pagaram esses benefícios com seus impostos, o contexto da pandemia causada pelo coronavírus, não 747 famílias desamparadas em meio a esse contexto de incertezas que vivemos.

O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba chamou a greve imediatamente após o anúncio das demissões e nesta segunda, dia 27/07, em assembleia, os trabalhadores decidiram manter a greve por tempo indeterminado até a readmissão dos 747.

É fundamental que sindicatos e movimentos de todo o Brasil se somem nessa luta, em um momento que as ações de rua massivas estão prejudicadas, é fundamental que todos e todas as lutadoras do país utilizem suas redes sociais e seus espaços de intervenção para dar visibilidade a essa luta com ações de solidadriedade seja com notas e moções de apoio ou atos em seus locais de trabalho.

Acompanhe as atualizações da greve nas redes do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba.

Notas de solidadriedade e registro dos atos devem ser enviados para:
[email protected], com cópia para [email protected]