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OPRESSÕES

Por que são as mulheres que vão derrubar Bolsonaro?

Martina Gomes e Silvia Ferraro, de São Paulo, SP

No último dia 30 de junho, o TSE, por 4 votos favoráveis a 3, deliberou a reabertura dos processos de cassação da chapa Bolsonaro e Mourão. Os pedidos, articulados pelas então chapas de Marina Silva (Rede) e Guilherme Boulos (PSOL) nas eleições presidenciais de 2018, tem como base o ataque virtual realizado na página  Mulheres Unidas contra Bolsonaro. Com mais de 2,7 milhões de mulheres, um dos maiores movimentos de oposição as ideias fascistas deste governo desde o processo eleitoral de 2018 com o #EleNão a página hackeada foi utilizada pelo na época candidato para passar mensagem de apoio oposta ao objetivo do então movimento. 

O governo Bolsonaro representa as piores páginas da história recente do nosso país, responsável pela depressão econômica e caos social  que tem levado à morte milhares de brasileiros vítimas da Covid-19, este governo é a própria política de morte. Emaranhado em mais de trinta pedidos de impeachment no congresso nacional  e os processos de cassação da chapa em outros poderes, a cada dia que passa ele vem se desgastando frente a maioria da população que luta para sobreviver em meio ao caos instaurado pelo negacionismo científico e projeto político autoritário e elitista. 

Se é verdade que Bolsonaro e sua turma elegeram como inimigos públicos todos aqueles que defendem uma sociedade justa e igualitária, é verdade também que temos demonstrado força em construir uma resistência aos seus ataques. Para justificar o uso da violência em discursos e ações, desde quando ainda era candidato à Presidência da República, Bolsonaro tem sua mira apontada para  nós [email protected], indígenas, população lgbtqi+ e mulheres.

O presidente não apenas é indiferente as quase 60 mil mortes contabilizadas oficialmente com o famoso “e daí?”, como também inúmeras vezes justificou o aumento da letalidade policial nas periferias brasileiras e o aumento da violência doméstica sobre as mulheres em tempos de covid-19 como fatos naturais. 

Portanto, os alvos deste presidente, que somos nós: maioria dos brasileiros, não iremos descansar até a saída desse presidente genocida, racista e misógino. Se depender do Levante de Mulheres Brasileiras e dos movimentos sociais do país #EleCai. E hoje, dia 2 de julho, iremos entregar um manifesto com mais de 40 mil assinaturas de feministas, ativistas dos movimentos sociais e personalidade da cultura e da política que se unem para dizer um verdadeiro basta a essa situação. #MulheresDerrubamBolsonaro é um movimento que segue tomando a dianteira e  organizando um dos principais movimentos políticos em tempos de recrudescimento do regime e piora da situação de vida no país.

Acompanhe pelo EOL.