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O PSOL brilha nas Serras Negras de São Paulo

José Carlos Miranda

José Carlos Miranda foi ferroviário e metalúrgico. Ativista dos movimentos sociais desde os anos 1981, é da Coordenação Nacional da Resistência/PSOL, membro do Conselho Curador da Fundação Lauro Campos (PSOL) e da Direção do PSOL-SP

Numa quarta-feira de dezembro com um friozinho deslocado no tempo, 22 graus, sintoma do aquecimento global.

Duas horas e quinze minutos depois de muitas curvas acentuadas, ouvindo Tim Maia, chego ao Paço Municipal da estância turística de Serra Negra, o friozinho persiste, mas vejo uma turma com alegria contagiante, ali naquela pracinha de cidade do Interior paulista. Muita diversidade, mulheres feministas, alguns veteranos, jovens, LGBTs e a maioria vestia camiseta da cor lilás com o logo do PSOL, sem exceção, os sorrisos se misturavam aos abraços e a felicidade daquele momento.

Na principal praça da cidade, a sede da Prefeitura fica em frente, uma mesinha com a bandeira do PSOL, a lista de presença, alguns comes e bebes e café (sem açúcar). Esse foi o cenário deste dia 18 de dezembro de 2019, dia da fundação do PSOL de Serra Negra, um feito e tanto numa cidade onde Bolsonaro obteve mais de 80% dos votos.

Tive a alegria e a honra de acompanhar o nascimento do partido, desde a primeira sementinha há quase um ano, várias reuniões, debates, dúvidas, reflexões e passagem pelas infindáveis curvas acentuadas (nem uso mais o GPS), finalmente organiza-se o diretório, a formalidade que nasce do informal e de várias lutas que esse pessoal impulsiona nesta cidade.

Que feito hein!

Registrar esse acontecimento é uma obrigação, pois demonstra que é possível, mesmo nas condições adversas, construir a esperança e abrir caminho para transformar a maioria do povo trabalhador de “classe revolucionária em si” em “para si”. É preciso de algumas qualidades, perseverança, dedicação, senso de construção coletiva, coragem e, principalmente, ousadia. Qualidades que esses companheiros e companheiras têm de sobra. E mais, a eleição da direção foi bem legal e uma mulher, feminista e professora, a Érica, é a presidenta!

Penso ser uma alegria a todos e todas socialistas quando recebem uma informação como essa, ainda mais neste duro ano de 2019. Que maravilha terminar o ano com esta vitória, um ano de tantas dificuldades terminar com essa gratificante lembrança.

Parabéns, Bravo!

Vida longa ao PSOL Serra Negra!

 

 

 

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